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terça-feira, 12 de agosto de 2014

New York Times traz mais informações sobre a Universidade Apple, o programa de treinamento interno da empresa

Em 2008 nós informamos que a Apple havia contratado Joel M. Podolny, reitor da Escola de Negócios da Universidade de Yale, para tocar Universidade Apple (Apple University, o programa de treinamento interno da empresa que tem a finalidade de ensinar a “cultura Apple” para seus empregados).
Desde então, informações sobre a tal Universidade Apple são bem escassas. Mas nesta semana oNew York Times trouxe mais informações sobre o programa de treinamento interno da Maçã.
Ao contrário de muitas empresas, a Apple faz o seu treinamento dentro da empresa, durante todo o ano. O corpo docente em tempo integral — incluindo instrutores, escritores e editores — cria e ensina os cursos. Alguns docentes vieram de universidades como Yale, Harvard, Universidade da Califórnia, Berkeley, Stanford e MIT, e alguns continuam a ocupar cargos em suas escolas, enquanto trabalham para a Apple.
De acordo com o jornal, os cursos variam bastante e englobam estudos de casos (decisões importantes de negócios que a Apple já fez, como tornar o iPod e o iTunes compatíveis com o Windows) e aulas como comunicação dentro da empresa (“Communicating at Apple”). Nesta aula, um dos pontos abordados é obra “Bull” (“Touro”; uma série de 11 litografias de um touro que Picasso criou ao longo de cerca de um mês, começando no final de 1945).
Nos estágios iniciais, o touro tem diversos detalhes; contudo, ao longo das iterações, esses detalhes desaparecem. A última imagem é uma figura curvilínea mas na qual, ainda assim, é possível visualizar — inconfundivelmente — um touro.
Picasso e Apple
Você passa por muitas iterações até que você pode simplesmente entregar a sua mensagem de uma maneira muito concisa, e isso é verdade para a marca Apple e tudo o que fazemos.
Citação de um empregado da Apple que participou do curso.
Outro curso citado pelo jornal foi “O que faz da Apple, a Apple” (“What Makes Apple, Apple”). Nele, um dos empregados participante contou que o instrutor comparou o controle do Google TV (que tem 78 botões) com o da Apple TV (que tem apenas 3), e explica como os designers da empresa chegaram à conclusão de que apenas aqueles poucos botões eram necessários para a experiência do usuário com o produto.
Para finalizar, o jornal citou também o curso “As Melhores Coisas” (“The Best Things”, retirado de uma citação de Steve Jobs), no qual empregados são lembrados de que devem se cercar das melhoras coisas, como colegas talentosos e materiais de alta qualidade — só assim você pode fazer o melhor trabalho.
Vale a pena dar uma lida na matéria [em inglês] do jornal nova-iorquino. 

sábado, 22 de junho de 2013

Seattle: primeiro processador ARM da AMD, para servidores

A AMD anunciou seu primeiro processador ARM destinado ao mercado geral de servidores: chega a linha Seattle. Com isso ela entra num mercado cada vez mais crescente: uma linha de servidores mais eficientes.

O Seattle é um processador ARM de 64-bit baseado em núcleos Cortex-A57, podendo vir com 8 ou 16 deles. O chip suporta até 128 GB de RAM e redes 10GbE, trazendo ainda tecnologias para criptografia e compressão. A frequência de operação deverá ficar na casa dos 2 GHz ou mais.


De acordo com anúncio da própria empresa, os processadores Seattle devem oferecer entre duas e quatro vezes o desempenho da série recém anunciada Opteron X.

Os novos processadores devem chegar ao mercado em 2014. Além do Seattle há outros processadores de baixo consumo anunciados também, porém x86.

Processadores ARM da AMD eram esperados por muitos há um bom tempo. A empresa chegou a negar, mas... O interesse da empresa na arquitetura ficou claro com uma proposta híbrida, que usaria um processador ARM no conjunto de um processador x86 principal, porém para uma funcionalidade isolada. Com o lançamento do Seattle, um autêntico processador ARM, as especulações para o futuro da empresa começam a ganhar margens para novos "sonhos". Será que veremos processadores ARM da AMD em tablets e smartphones no futuro, além de desktops?

Via: Hardware

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Por que o Windows RT será um fracasso


Ah, Las Vegas. Lugar onde os sonhos se realizam e corações são despedaçados. Talvez não exista lugar mais adequado para mostrar a gigantesca aposta que é o Windows RT, o primeiro sistema operacional da Microsoft focado em tablets, e a primeira versão criada especificamente para processadores ARM.
Mas a Microsoft e a ARM não tiveram sorte, e perderam a aposta. O Windows RT não estava em sua melhor forma durante a CES 2013, e pra todos os efeitos morreu no deserto de Nevada no início de janeiro de 2013.
Um voto de não-confiança
Na verdade o Windows RT começou a CES fazendo barulho: Steve Ballmer, CEO da Microsoft, subiu ao palco durante a tradicional palestra de abertura da feira, feita neste ano pelo CEO da Qualcomm, Paul Jacobs. Ballmer mostrou dois tablets com Windows RT e processadores Qualcomm, entre eles o Samsung ATIV Tab, e destacou a Samsung como uma das principais parceiras de hardware da Microsoft.

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Steve Ballmer, da Microsoft, e Paul Jacobs, da Qualcomm, apresentam tablets com Windows RT

Mas apenas três dias depois a Samsung disse à CNET que não irá lançar o ATIV Tab nos EUA, citando uma baixa demanda em geral por tablets com o Windows RT. Mike Abrary, um Vice-Presidente Sênior (SVP) na Samsung, disse também que os consumidores não entendem a diferença entre o Windows RT e o 8.
“Não houve um posicionamento muito claro sobre o lugar do Windows RT no mercado, e qual sua relação com o 8”, disse Abrary à CNET. “Quando fizemos alguns testes e estudos para determinar como poderíamos colocar um aparelho com o RT no mercado, descobrimos que ainda seria necessário muito trabalho para educar o consumidor sobre o que é o Windows RT”.
Para ser justo, a Samsung não é um indicador das tendências no mercado de PCs. Embora a empresa produza algumas máquinas com Windows interessantes, não é um grande participante no tradicional mercado de informática e sua atenção está voltada principalmente ao Android.
Mas a Samsung não é a única fabricante (OEM) a dar um passo atrás com o RT. Tanto a HP quanto a Toshiba desistiram de planos para tablets com o sistema antes mesmo dele ser lançado. Já a Acer anunciou que seu tablet com sistema não irá aparecer nas lojas antes do segundo trimestre deste ano, se for lançado.
No momento o Dell XPS 10, ASUS VivoTab e Lenovo Yoga 11, além do Surface RT da Microsoft, são os únicos aparelhos com Windows RT no mercado nos EUA. Nenhum deles conseguiu algum sucesso, com exceção, talvez, do Surface.
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O VivoTab, da ASUS, é um dos tablets com WindowsRT no mercado

Embora a CES estivesse cheia de aparelhos com o Windows 8, o Windows RT esteve completamente ausente. Pra piorar a situação o sucessor do Lenovo Yoga 11 - batizado de Yoga 11S - troca o processador ARM por um Intel Core. A própria Microsoft mostrou, a portas fechadas, seu tablet Surface Pro baseado em um processador Intel Core i5, e não fez um anúncio sequer sobre o Surface RT ou seus planos para o modelo no futuro.
Vantagem dos ARM? Que vantagens?
Mesmo que a Microsoft tivesse gasto mais de seu orçamento de marketing (estimado em US$ 1,5 bilhão) explicando as diferenças entre o Windows RT e o Windows 8, a mensagem não seria tão atraente para os consumidores por que, francamente, no momento o Windows RT é uma droga. E dizer que ele “é que nem o Windows 8, com a exceção de que não roda aplicativos desktop, e os aplicativos para Windows 8 na Windows Store não são tão bons” não é lá um bom argumento de vendas.

Embora não sejam capazes de rodar programas “legados” escritos para o desktop, os processadores ARM nos quais os tablets Windows RT são baseados têm, no geral, menor consumo de energia e custam menos que os de arquitetura x86 produzidos pela Intel e AMD - daí sua presença em tantos tablets Android e em aparelhos da Apple, onde a autonomia de bateria e um preço competitivo são duas das principais preocupações.
Entretanto, estes benefícios da arquitetura ARM já estão sendo desafiados por uma nova geração de processadores x86, mais especificamente o Intel Atom Z2760 “Clover Trail”. O novo chip para tablets da Intel é tão eficiente que em nossos testes de bateria um Samsung ATIV Smart PC equipado com ele durou impressionantes 9 horas e 14 minutos, superando a marca de aparelhos com processadores ARM e Windows RT como o ASUS VivoTab RT e o Surface RT da Microsoft. Em termos de desempenho bruto o Atom Z2760 fica muito aquém de seus irmãos na família Intel Core, mas é similar ao de produtos da ARM.
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AMD "Temash", chip sob medida para tablets, com baixo consumo e GPU Radeon integrada

Em termos de custo, tablets com Windows 8 ainda tendem a ser um pouco mais caros que suas contrapartes com Windows RT, mas modelos de baixo custo como o Dell Latitude 10 (US$ 500) e a versão de 32 GB do Acer W510 (US$ 550) já oferecem a experiência completa com o Windows 8 pelo mesmo preço que um tablet com o Windows RT. O modelo de entrada do Lenovo Yoga 11S irá custar os mesmos US$ 799 do atual modelo com Windows RT.
Em outras palavras, os tablets com Windows RT carregam todo o peso das limitações do Windows numa plataforma ARM, cujas supostas vantagens no preço e no consumo de energia estão desaparecendo rapidamente.
O golpe da Samsung no Windows RT foi seguido por dois ganchos certeiros desferidos pela AMD e Intel durante a CES. A AMD passou toda a feira demonstrando seu sistema em um chip de codinome Temash, que tem compatibilidade com DirectX 11.1, graças à GPU Radeon integrada. Tanto o Temash quanto o Intel “Bay Trail” - sucessor do Clover Trail, com o dobro de desempenho segundo a fabricante - aparecerão em tablets na segunda metade de 2013.
É uma data distante, mas os processadores da Intel e AMD irão erodir ainda mais as vantagens da arquitetura ARM quando surgirem. Rodando o Windows 8 completo, aliás.
Uma tábua de salvação?
Mesmo que o Windows RT esteja praticamente à deriva agora, isso não necessariamente significa que ele já era. Ironicamente, o maior aliado do Windows RT em sua luta pela sobrevivência é o Windows 8.

A maior falha do Windows RT é sua dependência nos aplicativos para o Windows 8. A Windows Store é atualmente tão útil quando o desktop residual no Windows RT, ou seja, não muito. Mas se a Microsoft conseguir atrair uma boa quantidade de usuários para o Windows 8 os desenvolvedores com certeza virão atrás, trazendo aplicativos novinhos em folha e feitos sob medida para o sistema junto com eles. E estes apps, antes que nos esqueçamos, rodarão tão bem nos tablets Windows RT quanto naqueles com processadores Intel e o Windows 8.
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A loja de aplicativos do Windows 8 pode ser a salvação do Windows RT

Em outras palavras, uma adoção em grande escala do Windows 8 só irá ajudar o RT a longo prazo. Se com o tempo a Windows Store conseguir atingir seu potencial, o desktop inútil no RT será um ponto negativo com muito menos peso do que atualmente, transformando o sistema no concorrente do iPad que ele desesperadamente quer ser. O tempo também irá ajudar a reduzir a distância entre os processadores x86 e ARM, à medida em que a Intel e a AMD continuam a aumentar a eficiência energética de seus chips, enquanto a ARM introduz núcleos cada vez mais poderosos, como o Cortex-A15 encontrado no novo Nvidia Tegra 4.
Será o Windows 8 capaz de sustentar o ecossistema por tempo suficiente para dar ao Windows RT uma chance de lutar pela sobrevivência? Apesar de histórias sobre uma fraca adoção do Windows 8 e a saúde do mercado de PCs em geral, novos números do Gartner colocam as vendas de computadores em perspectiva.
A empresa de pesquisas, especializada no mercado de tecnologia da informação, estima que cerca de 353 milhões de notebooks e desktops foram vendidos em 2012, embora as entregas de produtos para as lojas tenham sido um pouco reduzidas no final do ano em relação aos anos anteriores. Mesmo que a indústria mantenha este pequeno declínio ao longo de 2013, o Windows 8 estará em centenas de milhões de computadores ao longo do ano, com a nova interface se tornando familiar para muitos usuários.
A pergunta de US$ 1,5 bilhão não é se o Windows 8 consegue gerar participação no mercado. Em vez disso a pergunta é: a Microsoft precisa da ARM se a AMD e Intel continuarem a lançar processadores de baixo custo e baixo consumo de energia? Considerando todas as outras coisas como iguais, não há motivo para escolher o Windows RT em vez do Windows 8 e seu desktop completamente funcional. A falta de retrocompatibilidade pode significar o fim do Windows RT a longo prazo - assumindo, claro, que a Microsoft não abandone completamente o desktop na versão básica do Windows 9.
Via: IDG Now

terça-feira, 6 de novembro de 2012

ARM testa SoCs com processadores diferentes, equilibrando desempenho e consumo de energia


A ARM está apostando forte na fusão de dois chips, um mais potente e outro mais fraco, porém econômico. Um sistema automático lidará com a distribuição do processamento: o chip mais simples fica ativo praticamente o tempo todo, e quando necessário, o mais poderoso entra em ação. Com isso os SoCs podem consumir até 50% menos energia, sem afetar negativamente o desempenho.

A tecnologia está sendo chamada de big.LITTLE . A ideia lembra a troca de GPUs em alguns sistemas, onde uma mais simples e econômica fica ativa na maior parte do tempo. A Samsung deve ser a pioneira a aproveitar SoCs ARM com esta novidade.

A combinação usada na divulgação se dá com cores Cortex-A7 e A15. A tabela abaixo exibe uma comparação considerando um valor relativo ao carregamento e consumo de energia. Na terceira linha temos o big.LITTLE, considerando um cenário de uso comum.

ARM big.LITTLE

Os testes estão mostrando que o projeto tem potencial, podendo aparecer nas próximas safras de smartphones, tablets e outros dispositivos. O pessoal da ARM comenta que os chips Cortex-A15 poderão entregar cerca do dobro de desemepenho dos Cortex-A9, e os A7 praticamente equivalem aos A9.

Cortex A15 e A7 no mesmo SoC big.LITTLE

A união de processadores diferentes também será possível com o novo Cortex-A50, uma versão do SoC com suporte a 64-bit.

Via: Hardware

domingo, 4 de novembro de 2012

Cortex-A50: processador ARM de 64-bits com o triplo de desempenho dos atuais

A ARM anunciou a série de processadores Cortex-A50, com grandes avanços. Baseados na arquitetura ARMv8, os processadores A50 suportam instruções de 64-bit e podem oferecer o triplo do desempenho dos processadores (ARM) atuais.

Inicialmente serão duas variações: Cortex-A53 e Cortex-A57. O A53 é projetado para oferecer uma melhor relação poder de processamento vs consumo de energia, sendo mais econômico. O A57 já parte para um maior foco em desempenho, potencialmente consumindo mais energia do que seu irmão menor.
Eles podem operar de forma independente ou ser combinados na configuração que a ARM chama de big.LITTLE, rodando em conjunto com um processador Cortex-A7 mais eficiente, permitindo a troca da unidade de execução de código conforme necessário.

Entre os potenciais fabricantes que licenciarão o novo Cortex-A50 estão grandes nomes parceiros da ARM: AMD, Broadcom, Calxeda, HiSilicon, Samsung e STMicroelectronics.

A empresa comenta que nos últimos cinco anos seus projetos de processadores ofereceram aumento de 15 vezes no desempenho de smartphones, permitindo transformar radicalmente a forma como as pessoas utilizam seus aparelhos. As capacidades do Cortex-A50 facilitarão a transição dos 32-bit para 64-bit nesse ramo, aumentando as capacidades de desenvolvimento para os sistemas mobile e seus aplicativos.

Com o uso cada vez mais constante de tablets e smartphones high end, os processadores mobile precisam se renovar, assim como os desktops de algumas décadas atrás. Embora não venda processadores diretamente, a ARM é a empresa mais importante nesse segmento nos dias atuais, já que ela lidera os designs dos processadores que são licenciados a outros fabricantes e então produzidos com personalizações diversas.

Confira o anúncio para mais informações. 

Via: Hardware

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Laptop Linux de US$ 66 com o Arch e o WM8650

A moda de laptops Linux a preços ridiculamente baixos continua, agora com a receita de como rodar o Arch Linux no WM8650, que é um daqueles "laptops" com o Android, baseado em um SoC ARM low-end. Ele parece ser de brinquedo e oferece apenas 256 MB de RAM, com uma tela de 7" de 800x480 e roda originalmente uma versão antiga do Android, funcionando essencialmente como um tablet chinês com teclado.

Ele é muito barato, custando a partir de US$ 66 de acordo com a fonte (ou cerca de R$ 300 aqui no Brasil). Existem várias versões, com aparência um pouco diferente, mas baseadas essencialmente nos mesmos componentes. 

Normalmente ele não seria muito interessante, mesmo por esse preço, mas uma nova possibilidade faz com que ele se torne um pouco mais desejável: a possibilidade de instalar o Arch Linux ou o Debian, transformando-o em um mini-laptop Linux de baixíssimo custo.


Assim como em outras instalações do Linux em dispositivos ARM, a instalação é feita em um cartão de memória, o que torna o processo relativamente simples e possibilita uma forma de dual-boot com o sistema pré-instalado. Você pode ver os detalhes da instalação e configuração do sistema aqui.

Este laptop é baseado em um SoC Wondermedia WM8650, que inclui um chip ARM11 de 800 MHz, combinado com 256 MB de RAM, parte deles usados pelo frame-buffer do vídeo. É em essência uma configuração similar à do Raspberry Pi, mas com uma GPU bem menos poderosa. Ele também não usa uma tela touch-screen, recorrendo à combinação de teclado e touchpad, o que no final das contas acaba sendo positivo, já que é uma forma bem mais natural de usar um sistema desktop como o Linux.

Naturalmente, o desempenho do Arch nessa configuração é muito baixo, serve mesmo mais como um brinquedo para geeks, uma lembrança da época em que homens eram homens e brigavam por cada megabyte de memória disponível, sempre procurando aplicativos mais leves que pudessem melhor aproveitar os recursos da máquina.

Via: Hardware

quarta-feira, 13 de junho de 2012

AMD adota o ARM TrustZone, incluirá o Cortex A5 em futuras APUs

Já há algum tempo, a Intel oferece o Trusted Execution Technology em seus processadores, oferecendo uma plataforma de segurança via hardware, que possibilita o uso de DRM por parte do sistema operacional e aplicativos, permite reforçar a operação de softwares antivirus e outros softwares de segurança, pode ser usado para melhorar a segurança de sistemas de pagamentos e assim por diante. Embora essa tecnologia não pareça tão essencial nos PCs, ela é estrategicamente bastante importante nos tablets e smartphones, mercado em que a Intel pretende entrar com força a partir do final deste ano. A ARM possui uma tecnologia similar, o TrustZone, disponível em SoCs com seus processadores. A AMD por sua vez não possuía nada similar, o que poderia criar barreiras para a entrada de seus processadores nos tablets.

A AMD solucionou o problema da forma mais simples possível, licenciando a tecnologia da ARM. A parte inovadora da noticia é a forma como isso será feito: incluindo um processador ARM dedicado dentro das futuras APUs da AMD.


A necessidade surge de um problema simples: o TrustZone combina software e hardware e, embora a parte de software possa ser facilmente portada para qualquer plataforma, a parte de hardware demanda a presença de um processador ARM. A AMD resolveu o problema com a adição de um Cortex A5, o caçula da família ARM, que produzido usando uma técnica de 32 nm ocupa apenas 0.6 mm² dentro do processador, o que para uma APU x86 é uma área quase insignificante.

O Cortex A5 terá unicamente a função de executar as funções relacionadas ao TrustZone, por isso pelo menos a princípio não deve ficar acessível para outros usos. De qualquer maneira, a inclusão é o primeiro exemplo da integração com processadores ARM que a AMD prometeu poucos meses atras, que pode levar ao desenvolvimento de APUs com mais processadores ARM, dedicados a outras funções. Uma APU que combinasse um processador x86 e um par de processadores Cortex A9, por exemplo, permitiria que os fabricantes produzissem tablets capazes de rodar o Windows 8 e o Android simultaneamente, onde o Android poderia rodar em um modo de baixo consumo (usando apenas a parte ARM do chip) com uma autonomia de bateria várias vezes maior.


Por enquanto a AMD não divulgou detalhes sobre quais processadores receberão o suporte ao TrustZone, mas todas as especulações apontam para a próxima geração do Zacate, com a qual a AMD disputará o mercado de tablets a partir de 2013.

Via: Hardware

sábado, 25 de fevereiro de 2012

OpenSUSE 12.2 com suporte completo a ARM

Um post de Andrew Wafaa na lista do OpenSUSE-ARM revelou planos para suporte completo à plataforma ARM no OpenSUSE 12.2 e versões subseqüentes, o primeiro passo para que a distribuição seja capaz de concorrer com o Ubuntu e outras distribuições que já oferecem  um suporte maduro à plataforma.


A versão utilizará o XFCE como desktop padrão (no momento ele é o único ambiente desktop do repositório que compila sem erros sobre a plataforma) e os desenvolvedores estão fazendo um trabalho extensivo de emagrecimento, para reduzir o consumo de memória e processamento do sistema.

Embora desenvolver e manter um port ARM de uma grande distribuição Linux não seja um trabalho trivial, os sucessivos anúncios de distribuições com suporte completo à plataforma, com ports que incluem não apenas o núcleo do sistema, mas também a maior parte dos softwares, mostram como o Linux está em boa forma no que diz respeito à portabilidade para outras plataformas. Com o maior foco na plataforma, cada vez mais desenvolvedores tendem a desenvolver aplicativos capazes de compilarem e rodarem sobre ambas as plataformas, sem falar de bibliotecas e frameworks. Dentro de pouco tempo é provável que cheguemos a um ponto em que você poderá rodar sua distribuição Linux preferida tanto sobre um computador x86 quanto um ARM, dispondo de rigorosamente os mesmos recursos.

Esta flexibilidade pode fazer com que o Linux ganhe a batalha com o Windows 8 no ARM, já que o sistema da Microsoft roda de forma bem mais limitada sobre a plataforma, sem suporte a aplicativos x86 de legado e nem mesmo suporte ao port de aplicativos desktop, oferecendo suporte apenas a aplicativos metro distribuídos através da própria loja da Microsoft. Coloque iniciativas como o Ubuntu for Android no bolo e podemos ver que o Linux tem chances reais de se sair bem nessa nova fronteira.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Benchmarks: ARM e x86 rodando o Ubuntu

Apesar da Intel fazer pouco caso, o embate dos processadores ARM e x86 nos portáteis e mesmo desktops parece inevitável. Naturalmente, nada indica que os processadores x86 possam perder seu reinado em qualquer futuro próximo, mas os ARM possuem uma chance real de conseguirem abocanhar parte do mercado low-end, oferecendo computadores para navegação web e tarefas leves em formatos mais compactos e com preços mais atraentes, concorrendo com o Atom e outros processadores de baixo custo.

Uma grande dúvida é sobre o desempenho relativo dos processadores ARM em relação aos x86, já que o mero clock e número de núcleos dos processadores diz pouco sobre o desempenho real, especialmente em se tratando de plataformas tão diferentes.

O Phoronix publicou uma série de benchmarks que jogam um pouco de luz sobre o tema, comparando o desempenho de uma PandaBoard ES (baseada no TI OMAP4460, um SoC ARM Cortex A9 dual-core @ 1.2 GHz) com o do Atom N270 (dual-core, 1.6 GHz) e dos antigos Pentium M 750 (single-core, 1.87 GHz) e Core Duo T2400 (dual-core, 1.83 GHz). Como bem sabemos, o Atom N270 é um processador bastante fraco para os padrões atuais, a base da base da pirâmide dentro dos processadores x86, ganhando apenas dos Atom single-core, mas o Core Duo T2400 é um processador mais competente, baseado na arquitetura precursora dos Core 2 Duo para desktops.


Os benchmarks foram feitos usando as versões ARM e x86 do Ubuntu, 12.04 LTS, um exemplo raro de sistema que oferece os mesmos recursos sore ambas as plataformas. A comparação não é inteiramente justa, já que a versão ARM do Ubuntu é ainda menos otimizada que a versão x86, tendo apenas recentemente recebido suporte a operações de ponto flutuante via hardware e assim por diante, mas é o melhor que se pode fazer atualmente.

O desempenho do OMAP4460 nos testes é bastante irregular. Em alguns testes ele chega a ganhar do Core Duo T2400 por uma pequena margem (que além do maior clock, possui uma arquitetura teoricamente mais poderosa) e em outros chega a perder para o Atom N270. Entretanto, os números mostram uma vantagem consistente sobre o Atom, oferecendo na maioria dos testes um desempenho próximo do oferecido pelo Pentium M 750, que ainda pode ser considerado um processador bastante satisfatório para tarefas leves mesmo atualmente.


Estes números oferecem uma segunda opinião aos benchmarks do Anandtech que mostravam o Atom Z2460 single-core (Medfield) ganhando por uma boa margem da maioria dos SoCs ARM dual-core do mercado.
Ao que tudo indica, em sistemas otimizados os processadores ARM podem oferecer um desempenho clock por clock similar ou até um pouco superior ao dos antigos Pentium M single-core, o que os tornaria mais do que capacitados para o uso em netbooks e em desktops destinados a tarefas leves, oferecendo um desempenho significativamente superior ao dos Atom.

Via: Hardware

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Microsoft detalha Windows 8 para processadores ARM (WOA)

Num enorme artigo a Microsoft detalhou o desenvolvimento do Windows 8 para processadores ARM. Muita coisa foi alterada no sistema, não é uma mera recompilação para outra arquitetura. Drivers e o sistema interno precisaram ser radicalmente alterados, já que no mundo ARM os barramentos e chips são bem diferentes dos padrões nos desktops. O desafio foi grande, afinal a adaptação também foi necessária em vários programas do sistema. O Windows 8 ARM lidará com hardware que tradicionalmente nunca desliga, como tablets, por isso o gerenciamento de energia - já comentado - foi um dos maiores desafios.

Diferente do mundo dos PCs, em que uma simples imagem do Windows roda em todos os computadores - precisando dos drivers, mas roda - a plataforma ARM traz muitos desafios. A comunicação entre os SoCs e outros chips dos dispositivos não é padronizada. O software é projetado diretamente para um conjunto, podendo ter comportamento estranho ou simplesmente nem ser iniciado em outro. É muito difícil trocar o sistema operacional de um dispositivo ARM, algo que vai além das limitações artificiais.

A Microsoft vem trabalhando com basicamente três grandes parceiros que produzem SoCs ARM: Texas Instruments, Qualcomm e NVIDIA. Por sua vez, fabricantes diversos montarão produtos finais com estes SoCs. Os produtos deles com Windows 8 serão mais ou menos parecidos com o que temos hoje no mercado de smartphones e tablets: o objetivo do fabricante não é criar um PC de uso geral onde você instala o que quiser, mas sim manter uma consistência com o que já veio nele no momento da compra. Sendo assim, quem pensa em comprar um tablet com o Windows 8 ARM para rodar Linux (ou outro sistema qualquer, Android por exemplo) poderia estar melhor servido com um tablet x86 - algo que também estará no mercado com a versão x86/64 do Windows 8. Aí também entra em cena a limitação do gerenciador de boot, que não poderá ser alterado no Windows 8 ARM - mas nos dispositivos com processadores Intel/AMD o desbloqueio poderá ser feito por uma opção no programa correspondente ao SETUP. Aproveitando, uma opção interessante para o software livre é o Spark, tablet do KDE, apesar da dificuldade inicial e das limitações do hardware.

Para os usuários, nada mudará na forma de uso do Windows, com exceção da compatibilidade dos programas. Um selo indicará que um tablet com Windows 8 ARM não é como um computador ou notebook com o Windows conhecido dos desktops. O mesmo visual, o mesmo comportamento, mas sem a compatibilidade com os milhões de aplicativos existentes.

Quem programar usando as APIs do WinRT poderá atingir ambas as plataformas (ao usar alguns códigos como C/C++ os aplicativos deverão ter duas versões, uma para x86/64 e outra para ARM). No Windows 8 ARM os aplicativos Metro só poderão ser instalados a partir da loja de apps. Isso elimina a necessidade de antivírus/antimalware, sendo um conceito bem diferente do Windows nos desktops, onde basta baixar um arquivo de qualquer local e executá-lo - a segurança normalmente cai quando o usuário aceita a instalação, o prompt do UAC, etc, mas isso é um outro assunto.

Versões desktop dos principais programas do Office estarão presentes para o Windows 8 ARM. Elas foram adaptadas levemente para telas de toque e também para otimizar o consumo de energia. A compatibilidade com arquivos do Office é dada como total; não são versões mobile limitadas. O gerenciador de arquivos Explorer também estará presente, o que fornece uma experiência muito mais próxima de um PC do que nos sistemas concorrentes para tablets - caso do iOS e Android, sendo que o iOS bloqueia severamente o acesso ao sistema de arquivos (nada que um jailbreak e apps extras como o iFile não resolvam ;).

Ah, o Windows 8 ARM será chamado de WOA: Windows on ARM. Ao ouvir falar de WOA você já sabe o que é. As edições do Windows 8 (SKUs) ainda não foram definidas.

No vídeo abaixo a interface é exibida em detalhes. Pelo menos o nível de integração visual está sendo atingido:



Os aplicativos x86/64 não rodarão no Windows 8 ARM, algo já comentado há algum tempo. Tecnicamente até é possível criar uma espécie de emulador, mas isso iria comprometer o sistema. Os aplicativos desktop foram projetados sem pensar no consumo de energia. Loops, timers, uso de hooks, o método de processar e lidar com a entrada de dados... Fora que muitos instalam processos e serviços que ficam em execução continuamente, mesmo quando não são necessários. O modelo de programação tradicional já é ruim nos desktops, que lota a área de notificação com programas desnecessários consumindo mais memória e ciclos de processamento, imagine então isso num tablet, acabando com a autonomia da bateria. Normalmente isso não se aplica aos leitores do Hardware.com.br, mas provavelmente você deve ter algum parente ou amigo que passa justamente por esta situação - vários programas rodando sem necessidade. Como se não bastasse isso, o emulador também consumiria recursos, prejudicando o desempenho e consumindo ainda mais energia. Apesar dos grandes benefícios ele poderia facilmente queimar a imagem dos tablets com Windows 8.

Resumindo, o Windows 8 para ARM - WOA - será como um sistema completamente diferente, que aposta no sucesso dos aplicativos Metro. É uma jogada ainda incerta, mas que aparentemente dará certo. Parece que os tablets com processadores x86 serão mais caros, desestimulando a concorrência direta entre as duas versões do Windows 8.

Por fim, o beta - apelidado de Consumer Preview - será lançado no final de fevereiro. Ele estará disponível em vários idiomas, com download liberado para todos os interessados sem necessidade de cadastro nem aprovação.

Daqui alguns dias confira o post original da Microsoft traduzido no http://blogs.msdn.com/b/b8_br/. Ele foi um dos artigos mais longos, talvez o mais longo de todos do blog Building Windows 8. É útil especialmente a desenvolvedores. Para começar a trabalhar com WinRT e os apps Metro não é necessário esperar o beta, afinal o Developer Preview já tem as ferramentas necessárias. C/C++ podem ser usados para gerar código nativo, mas os apps Metro para Windows 8 também podem ser escritos em C#, VB, XAML e HTML 5.

Ah, e para quem reclamou da notícia da remoção do botão Iniciar dizendo que estávamos publicando muitos "boatos", "pode ser", etc, veja a barra de tarefas do desktop no vídeo =)

Por curiosidade: as primeiras compilações do Windows 8 ARM foram testadas em... Smartphones. Na época não existiam tablets próprios para isso (ou vai ver não conseguiram trocar o bootloader do iPad :P), então a Microsoft teve que lidar com o que tinha em mãos. Isso não é um produto para consumidores finais, se ver algo parecido, não espere com tanta empolgação:

Protótipo de aparelho do Windows Phone rodando o Windows 8 (ainda identificado como 7 :P)
Protótipo de aparelho do Windows Phone rodando o Windows 8 (ainda identificado como 7 :P)

Apesar disso, essas imagens dão mais força ainda a este outro rumor... E desconsiderando o tamanho da tela, o que parece ser uma "loucura" não é tanta assim para alguns entusiastas.

Via: Hardware

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

ARM terá grande impacto no mercado de servidores em 2014

A fabricante ARM espera ter sério impacto no mercado de servidores a partir de 2014, quando seu design de processador 64-bit for lançado, afirmou o CEO da companhia, Warren East.

Fabricantes de servidores anunciaram sistemas experimentais com processadores ARM de baixo consumo, o que é um grande impulsionador de confiança para empresa, disse East durante entrevista na Consumer Electronics Show (CES 2012), em Las Vegas, na semana passada. Mas pode levar mais alguns anos até que a companhia tenha as ferramentas e a arquitetura do processador acertadas para realizar usar quantidades significativas no mercado, explicou o CEO.

A ARM começou a “perseguir” o mercado de servidores em 2008 e percebeu então que essa seria uma jornada de seis anos, afirma o executivo.

Atualmente, a ARM é encontrada em sua maioria em smartphones e tablets, mas há um interesse crescente em usar os processadores de baixo consumo da empresa em servidores à medida que as companhias buscam cortar custos com data center. Experiências para implementar os chips da ARM em servidores já estão a caminho com a HP (Hewlett-Packard) anunciando desenvolvimentos de servidores baseados na ARM e a fabricante de chips Nvidia misturando seus processadores Tegra 3 e processadores gráficos em um supercomputador Barcelona.

Mas como uma novata no mercado, a ARM precisa destronar a Intel e a AMD (Advanced Micro Devices), cujos chips x86 dominam os datas centers. Os processadores atuais da ARM tem apenas 32-bit contra 64-bit dos x86, o que East reconheceu ser uma desvantagem, especialmente com servidores.

“Há um conjunto de outras aplicações de servidores em que o software foi escrito assumindo que há um processador de 64-bit ali. Hoje a ARM é uma empresa de processadores 32-bit e por isso só temos que aceitar o fato de que não podemos realizar essas cargas de trabalho de servidores em que há essa suposição de 64-bit.”

Em outubro, a ARM apresentou sua primeira arquitetura de microprocessadores 64-bit, a ARMv8, sendo que protótipos para consumidores e sistemas de empresas não são esperados antes de 2014. O ARMv8 terá mais memória e capacidade de armazenamento, que são importantes para aplicativos rodando em servidores.

“Está chegando. Se há dez anos nós disséssemos que estaríamos no mercado de servidores em 2012, então talvez tivéssemos começado a fazer chips 64-bit um pouco antes e estaríamos mais à frente. Mas não há motivo para preocupação. Penso que o momento é esse”, explica East.

Enquanto a ARM abre seu caminho no mercado de servidores, a Intel está lançando chips de baixo consumo para competir com a ARM no mercado de smartphones e tablets. A Intel anunciou na CES 2012 que seu processador de codenome Medfield será usado em smartphones da Lenovo e da Motorola.

Fonte: www.computerworld.uol.com.br

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Creative anuncia um chip com 100 núcleos (que talvez jamais chegue ao mercado...)

A Creative, em outros tempos famosa por produzir placas de som e dispositivos de mídia, continua sobrevivendo de uma forma ou de outra, tentando encontrar um novo filão que permita à empresa voltar a seus tempos de glória. Um dos filões em que a empresa tem investido é no desenvolvimento de designs de SoCs ARM otimizados para o processamento de mídia, através da ZiiLABS, uma subsidiária.

O mais novo anúncio é o ZMS-40, um chip com "100 núcleos", que combina 4 processadores ARM Cortex A9 com um array de 100 unidades "SteamCell" de ponto flutuante, dedicadas ao processamento de gráficos 3D, vídeo, áudio e aplicativos OpenCL. Este é um design que lembra um pouco os chips da linha Fusion da AMD, que também combinam o processador com uma GPU programável:


Os núcleos ARM do chip operam a 1.5 GHz, conferindo uma boa potência bruta de processamento e a presença do array de chip auxiliares adiciona uma fonte adicional de processamento, que pode ser aproveitada por softwares otimizados. Entretanto, a Creative enfrenta três problemas. O primeiro deles é o fato de este ser um chip grande e potencialmente caro de se produzir, e que muito provavelmente enfrentaria problemas relacionados ao aquecimento e ao consumo elétrico.

O segundo é que os núcleos SteamCell são uma arquitetura proprietária, que depende de otimizações no código dos softwares para serem utilizados pelos aplicativos. Sem que exista uma grande base de aplicativos otimizados, as unidades adicionais são apenas um peso morto dentro do chip.

O terceiro problema é que a Creative ainda não tem nenhuma perspectiva concreta de como trazer estes chips ao mercado. Ano passado anunciaram o "ZMS-20" o antecessor do chip atual, que ofereica 50 unidades de processamento, mas nenhum parceiro apareceu para produzi-lo e o projeto nunca saiu da prancheta. Por enquanto a única certeza é que a Creative está trabalhando no desenvolvimento de SoCs e esá em busca de parceiros que possam produzi-los. Quando e se eles chegarão ao mercado é uma outra história.

Fonte: www.hardware.com.br

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

A próxima geração do Google TV usará ARM em vez do Atom

Já faz anos que a Intel vem investindo pesado no uso do Atom fora dos netbooks, atingindo tablets, smartphones, set-top-boxes e outros dispositivos. A cada nova geração do Atom, o departamento de marketing da Intel anuncia as novas fronteiras do Atom, mas até agora o esforço tem gerado poucos frutos. Assim como antigamente se brincava que o ano do Linux nos desktops é "ano atual + 1", já se diz o mesmo do Atom nos smartphones...

Quando o Google anunciou que a plataforma do Google TV seria baseada no Atom, muitos viram como um indício de que este seria um dos veículos para o Atom chegar ao topo, começando com uma caixinha que você liga na TV e logo chegando aos tablets e etc. Entretanto, este acabou se revelando apenas mais um revés para a Intel (e para o Google), já que o Google TV acabou se revelando um grande fracasso, fazendo com que não apenas o Google, mas também parceiros como a Logitech perdessem muito dinheiro. Em vez de um estrondoso sucesso a favor do Atom, o Google TV acabou se tornando um estudo de caso para os concorrentes.


Para piorar as coisas para a Intel, o Google resolveu insistir na ideia, investindo em melhorias no sistema para oferecer mais recursos e opções aos usuários (incluindo a possibilidade de rodar aplicativos de terceiros, portados do Android), mas agora baseando a nova geração do Google TV em um processador ARM, mais precisamente um SoC Marvell ARMADA 1500, que inclui um processador ARM Cortex A9 dual-core de 1.2 GHz.

Apesar do revés, a Intel continua a trabalhar conjuntamente com o Google no desenvolvimento da versão x86 do Android, almejando especialmente entrar algum dia com sucesso no mercado de tablets e smartphones, seja com o Medfield ou algum futuro chip. Antigamente, a estratégia da Intel era produzir o Atom usando técnicas mais avançadas de produção que os chips ARM, compensando a menor eficiência da arquitetura com técnicas mais avançadas de produção. Entretanto, desde então a Intel se conformou em aproveitar fábricas de gerações anteriores na produção do Atom, apenas recentemente migrando para os 32 nm, com o anúncio do Cedar Trail. Com isso, o Atom continua pouco competitivo com os SoCs ARM em relação ao consumo elétrico, sem oferecer vantagens tangíveis em relação ao desempenho e ainda por cima mais caro devido às margens de lucro da Intel. Em outra palavras, tudo indica que o ano do Atom nos smartphones continuará sendo "ano atual + 1" por algum tempo...

Fonte: www.hardware.com.br

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

O Raspberry Pi (computador de US$ 25) chega finalmente ao mercado

O Raspberry Pi, o mini-computador de US$ 25 anunciado em maio está finalmente chegando ao mercado. A fundação responsável pelo projeto, também batizada de Raspberry Pi anunciou que os cartõezinhos estarão disponíveis para venda a partir da próximo mês, por US$ 25 a unidade. Os objetivos iniciais são que o sistema seja usado para ensinar programação, bem como para uso educacional em países de terceiro mundo.

A versão final do sistema é um pouco diferente do protótipo anunciado em maio, mas ele continua a manter as mesmas especificações básicas, com um processador ARM 11 de 700 MHz, 128 MB de RAM e um slot para cartões SD, usados como unidades de armazenamento de massa, tudo em uma plaquinha do tamanho de um cartão de crédito:


A placa inclui agora um conector para fonte de alimentação (ele pode também funcionar movido a bateria, já que o consumo é bastante baixo), conector de som, saída HDMI para ser conectado a uma TV ou monitor e saída USB. Opcionalmente, ele pode incluir também um controlador Ethernet e um hub USB.

Demonstrações de protótipos do aparelho foram exibidas rodando a versão ARM do Debian, mas o dispositivo é capaz de rodar diversas distribuições Linux, bem como outros sistemas portados para a arquitetura ARM. Na verdade, ele não vem com sistema algum pré-instalado, deixando a cargo dos usuários ou pela área técnica das escolas escolher qual sistema e softwares serão utilizados de acordo com o uso. A "instalação" do sistema nesse caso consistiria apenas em gravar a imagem do sistema escolhido para o cartão de memória.

Com um processador lento e apenas 128 MB de RAM, o desempenho em aplicativos de desktop é bastante limitado. Basicamente, ele serviria apenas para rodar editores de texto e ferramentas de programação, rodar aplicativos de desktop básicos ou oferecer navegação web básica. Com exceção da versão com Ethernet, a conectividade de rede ficaria a cargo da porta USB, com o uso de um adaptador Wi-Fi ou modem 3G. Existe também uma versão com 256 MB de RAM, que amplia as possibilidades de utilização.


As possibilidades em matéria de multimídia por sua vez são mais abrangentes, graças ao suporte a vídeos 1080p via hardware e a interface de som. Versões do Raspberry Pi com video-aulas e outros materiais de treinamento poderiam ser úteis em programas de inclusão, já que o preço baixo permitiria que fossem dados aos estudantes juntamente com outros materiais.

O uso típico para o Raspberry Pi seria conectá-lo a uma TV via HDMI (ele inclui também uma saída RCA para o uso de TVs antigas), juntamente com a fonte de alimentação e um teclado e/ou mouse USB para input. Como teclados e mouses são periféricos baratos e em geral mesmo as famílias mais pobres possuem TV, ele pode ser realmente usado como uma plataforma de computação de massa.

É importante notar que o preço de US$ 25 é maior que o custo de produção do aparelho e que mesmo o custo de produção pode baixar bastante caso ele seja produzido em larga escala. O projeto em si é aberto e a Raspberry Pi é uma fundação sem fins lucrativos, criada exatamente para popularizar o acesso à tecnologia, o que abre as portas para que outros fabricantes interessados produzam clones mais baratos. Não seria difícil que algum fabricante da China pudesse produzir clones por menos de US$ 10, já que ele é baseado em componentes muito baratos.  

Fonte: www.hardware.com.br