segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

A próxima geração do Google TV usará ARM em vez do Atom

Já faz anos que a Intel vem investindo pesado no uso do Atom fora dos netbooks, atingindo tablets, smartphones, set-top-boxes e outros dispositivos. A cada nova geração do Atom, o departamento de marketing da Intel anuncia as novas fronteiras do Atom, mas até agora o esforço tem gerado poucos frutos. Assim como antigamente se brincava que o ano do Linux nos desktops é "ano atual + 1", já se diz o mesmo do Atom nos smartphones...

Quando o Google anunciou que a plataforma do Google TV seria baseada no Atom, muitos viram como um indício de que este seria um dos veículos para o Atom chegar ao topo, começando com uma caixinha que você liga na TV e logo chegando aos tablets e etc. Entretanto, este acabou se revelando apenas mais um revés para a Intel (e para o Google), já que o Google TV acabou se revelando um grande fracasso, fazendo com que não apenas o Google, mas também parceiros como a Logitech perdessem muito dinheiro. Em vez de um estrondoso sucesso a favor do Atom, o Google TV acabou se tornando um estudo de caso para os concorrentes.


Para piorar as coisas para a Intel, o Google resolveu insistir na ideia, investindo em melhorias no sistema para oferecer mais recursos e opções aos usuários (incluindo a possibilidade de rodar aplicativos de terceiros, portados do Android), mas agora baseando a nova geração do Google TV em um processador ARM, mais precisamente um SoC Marvell ARMADA 1500, que inclui um processador ARM Cortex A9 dual-core de 1.2 GHz.

Apesar do revés, a Intel continua a trabalhar conjuntamente com o Google no desenvolvimento da versão x86 do Android, almejando especialmente entrar algum dia com sucesso no mercado de tablets e smartphones, seja com o Medfield ou algum futuro chip. Antigamente, a estratégia da Intel era produzir o Atom usando técnicas mais avançadas de produção que os chips ARM, compensando a menor eficiência da arquitetura com técnicas mais avançadas de produção. Entretanto, desde então a Intel se conformou em aproveitar fábricas de gerações anteriores na produção do Atom, apenas recentemente migrando para os 32 nm, com o anúncio do Cedar Trail. Com isso, o Atom continua pouco competitivo com os SoCs ARM em relação ao consumo elétrico, sem oferecer vantagens tangíveis em relação ao desempenho e ainda por cima mais caro devido às margens de lucro da Intel. Em outra palavras, tudo indica que o ano do Atom nos smartphones continuará sendo "ano atual + 1" por algum tempo...

Fonte: www.hardware.com.br

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