Mostrando postagens com marcador HACK. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador HACK. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Hack Week interno da Samba Tech desafia funcionários a criar em plataforma própria

sambaA distribuidora de vídeos brasileira Samba Tech anunciou nesta segunda-feira o vencedor de sua mais recente Hack Week. A equipe premiada, Alive, criou um sistema de streaming para a nova plataforma de vídeos da empresa – e o melhor: o novo aplicativo já está praticamente pronto para ser usado e distribuído pela companhia.
As “maratonas hacker” acontecem com esse nome desde pelo menos o final da década de 90. No entanto, no Brasil, a ideia de juntar diversos programadores em uma competição para tirar um projeto do papel se popularizou apenas de alguns anos para cá. E mais recentemente ainda, as competições foram parar dentro de empresas nacionais, como o caso da Samba Tech.
Iniciada como um Hack Day em 2011, a Hack Week da empresa passou a ocupar uma semana apenas no ano passado. Na ocasião, sete equipes de funcionários foram formadas, cada uma com um projeto diferente. Outras ainda foram realizadas no mesmo ano, e delas já saíram projetos como o curioso Bee Norris – o robô reúne pedidos de comida dos funcionários na hora do almoço, os encaminhando aos restaurantes cadastrados que ficam nos arredores da companhia, em BH.
Na edição de 2013, a competição recebeu cinco equipes, cada uma com até três membros. Apesar do número menor em relação ao primeiro evento de 2012, a expectativa era de uma Hack Week “histórica”, segundo Pedo Filizzola, diretor de marketing da Samba. Muito porque o objetivo era criar o melhor aplicativo para ser usado com a nova plataforma Samba Videos, de API aberta – “o que incentiva a criatividade”, nas palavras de Filizzola.
O processo todo durou, como o nome sugere, uma semana – do dia 28 de outubro ao 1º de novembro –, e os programadores levaram 70 horas para chegar aos resultados finais. E, por eles, o evento foi de fato histórico para a empresa: todos os cinco apps criados estão de “80 a 100% prontos para o mercado”, segundo a assessoria da companhia. Além da distribuição de um produto próprio pela Samba, os vencedores da Alive receberam um smartphone cada – essa compensação é importante, nesses casos.
As Hackathons internas – A ideia de fazer uma “maratona hacker” dentro de uma empresa não é nova. A prática já foi – e ainda é – adotada pelo Facebook, por exemplo. Como lembrou a Wired, um exemplo claro está no filme “A Rede Social”: em uma cena, Zuckerberg inicia um Hackathon de 10 minutos, e o dono do melhor hack se tornaria seu primeiro estagiário. Atualmente, as centenas de engenheiros da empresa ainda se organizam em uma competição do tipo, que dura 24 horas e de onde saíram ideias como o botão “Curtir”.
Google e Yelp são outras empresas do ramo de internet que também são adeptas da ideia. O segundo, aliás, fez em 2010 seu primeiro Hackathon, que rendeu 15 novos projetos criados por equipes de desenvolvimento, sistemas e produtos. Até mesmo jornais, como The Guardian e o Financial Times, já organizam os seus.
No Brasil – Seguindo a linha do Facebook, temos o exemplo recente do GetNinjas, que promove na próxima semana um evento de um dia para contratar um programador Front-End. Já sem oferecer empregos, EvernoteMercadoLivre e órgãos do governo já organizaram os seus por aqui, sempre aceitando inscrições de desenvolvedores de fora para criar soluções “para dentro”. A Câmara de São Paulo, por exemplo, fez um em setembro, e a proposta era “inventar” uma plataforma que ajudasse a aumentar a transparência na divulgação do trabalho dos legisladores.

Via: InfoAbril

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Laptop Linux de US$ 66 com o Arch e o WM8650

A moda de laptops Linux a preços ridiculamente baixos continua, agora com a receita de como rodar o Arch Linux no WM8650, que é um daqueles "laptops" com o Android, baseado em um SoC ARM low-end. Ele parece ser de brinquedo e oferece apenas 256 MB de RAM, com uma tela de 7" de 800x480 e roda originalmente uma versão antiga do Android, funcionando essencialmente como um tablet chinês com teclado.

Ele é muito barato, custando a partir de US$ 66 de acordo com a fonte (ou cerca de R$ 300 aqui no Brasil). Existem várias versões, com aparência um pouco diferente, mas baseadas essencialmente nos mesmos componentes. 

Normalmente ele não seria muito interessante, mesmo por esse preço, mas uma nova possibilidade faz com que ele se torne um pouco mais desejável: a possibilidade de instalar o Arch Linux ou o Debian, transformando-o em um mini-laptop Linux de baixíssimo custo.


Assim como em outras instalações do Linux em dispositivos ARM, a instalação é feita em um cartão de memória, o que torna o processo relativamente simples e possibilita uma forma de dual-boot com o sistema pré-instalado. Você pode ver os detalhes da instalação e configuração do sistema aqui.

Este laptop é baseado em um SoC Wondermedia WM8650, que inclui um chip ARM11 de 800 MHz, combinado com 256 MB de RAM, parte deles usados pelo frame-buffer do vídeo. É em essência uma configuração similar à do Raspberry Pi, mas com uma GPU bem menos poderosa. Ele também não usa uma tela touch-screen, recorrendo à combinação de teclado e touchpad, o que no final das contas acaba sendo positivo, já que é uma forma bem mais natural de usar um sistema desktop como o Linux.

Naturalmente, o desempenho do Arch nessa configuração é muito baixo, serve mesmo mais como um brinquedo para geeks, uma lembrança da época em que homens eram homens e brigavam por cada megabyte de memória disponível, sempre procurando aplicativos mais leves que pudessem melhor aproveitar os recursos da máquina.

Via: Hardware