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terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Conheça o Coder, um projeto de funcionários do Google que transforma Raspberry Pi em ambiente de aprendizado de programação

coder

Tudo que você precisa é de um Raspberry Pi (seja qual for o modelo) e um cartão SD contendo o Coder. Com isso em mãos, qualquer iniciante pode ter um ambiente amigável para aprender programação para a web.

Mas o que é o Coder. O Coder é uma plataforma de aprendizado e desenvolvimento em HTML, CSS e Javascript, que permite iniciantes no mundo da programação, educadores, alunos, pais, e quem mais se interessar, a começar a desenvolver o gosto pela programação. Um investimento relativamente baixo, certo?!

E para começar, existe um excelente tutorial sobre o Coder, disponível no site oficial.
Basicamente, para começar a programar com o Coder, você vai precisar de:
  • um Raspberry Pi (qualquer modelo: A, B, A+, B+)
  • um cartão SD com o Coder instalado
Como era de se esperar o Coder, é opensource e o código está disponível no GitHub.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Microsoft lança concorrente do Raspberry Pi com Windows


Depois de dois no mercado, o Raspberry Pi, microcomputador pensado para principalmente para entusiastas, desenvolvedores, engenheiros e estudantes, ganhou um rival de peso. Agora a Microsoft entrou no ramo e lançou uma placa de desenvolvimento, rodando Windows, em parceria com a Intel. 

A Sharks Cove, como é chamada a placa, utiliza um processador Intel Atom, normalmente utilizado em tablets e smartphones. O dispositivo também tem 1 GB de memória RAM, o que é o equivalente a um iPhone, ou um Android intermediário como o Moto G. 

A Microsoft havia revelado os planos ainda em abril. Na ocasião, disse que um dos destaques de sua tecnologia seria o preço acessível. No entanto, ao revelar o produto, a empresa anunciou o valor de US$ 300, contra apenas US$ 35 do Raspberry Pi. 

A empresa, sabendo do preço mais alto, se justificou em seu blog: “O preço não cobre apenas os custos de hardware, mas inclui uma imagem do Windows 8.1 e as ferramentas necessárias para aplicá-lo no Sharks Cove”, diz, lembrando também de outros kits de desenvolvimento inclusos gratuitamente.

Quem estiver interessado, pode conferir a placa neste link. A data de lançamento oficial está marcada para o dia 7 de agosto.


quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Raspberry Pi, o computador de US$ 35

Quando criamos um artigo explicando o que é o Raspberry Pi ainda tínhamos uma visão muito superficial dele, afinal a placa mal tinha sido lançada e era difícil imaginar tudo o ela seria capaz olhando apenas uma lista de especificações. Tivemos a oportunidade de brincar com o modelo B, que foi atualizado e agora conta com 512 MB de memória RAM e vem com o mesmo processador de 700 MHz, saindo pelo preço de US$ 35 (algo próximo de R$ 80 na cotação atual) e contando com o surpeendente tamanho de um cartão de crédito. 

Raspian 01

O preço não inclui um case para proteger o Raspberry Pi, o que leva a um problema um tanto ridículo: como ele pesa míseros 45 gramas, o cabo HDMI que conectamos acaba arrastando a placa para lá e para cá, o que pode danificar a parte de baixo dele, mas nada que colocar um livro em cima dele não resolva (afinal, não há nenhuma parte móvel). Dos sistema operacionais compatíveis com o Pi escolhemos o Raspbian, uma variação do Debian Linux criada especificamente para ele, por uma questão da familiaridade.

Pegamos um cartão SD de 4 GB (mínimo recomendado), descompactamos o sistema operacional nele, pegamos um teclado e mouse bluetooth (que funcionou sem problemas) e ligamos o Pi, o que significa basicamente conectar o cabo micro USB, já que não há um botão "power". Depois de alguns segundos estamos na tela de login em modo texto, algo pouco atrativo, então subimos a interface gráfica (para isso basta dar o comando "startx" como em qualquer distribuição Linux) e voilá! O Raspbian inicia com a interface LXDE do Linux, desenvolvida especificamente para computadores antigos ou com um hardware lento.

Raspian 03

E aqui vemos o que 700 MHz é capaz de fazer. A interface roda de modo bastante sofrível, se compararmos com qualquer computador ou notebook da atualidade, mas vale lembrar: custa apenas US$ 35. O navegador padrão é o Midori, um browser bastante leve do LXDE, e pesquisar não é tão devagar assim. A primeira coisa que fizemos foi entrar no YouTube para ver se o Pi é realmente capaz de rodar um vídeo em 1080p como as especificações mostram, e sim, ele realmente faz isso sem grandes problemas, já que mesmo que seu processador seja de 700 MHz ele traz uma GPU VideoCore IV, criada para decodificar áudio e vídeo consumindo o mínimo de energia possível.

Ao abrir mais de 2 aplicativos ao mesmo tempo o Pi fica irritantemente lento, algo esperado com somente 512 MB de memória RAM, mas é algo que melhora um pouco ao fazermos um overclock. Sim, é possível fazer um overclock nele sem grandes problemas, e colocá-lo para funcionar a 800 MHz não causa nem instabilidade nem problemas de sobreaquecimento. Para overclocks maiores é preciso dar um overvolt, algo bastante perigoso para quem não possui experiência nessa área, mas quem desejar fazê-lo deixamos uma dica: coloque pelo menos um dissipador em cima do processador para não correr um risco tão grande de danificá-lo.

Overclock Raspberry Pi

O Pi foi desenvolvido para estudantes que desejam aprender programação e, claro, podem investir o mínimo possível. O que reparamos foi que ele possui um suporte fortíssimo à linguagem de programação Python, que é bastante fácil de aprender para quem está estudando como programar. Há tanto um IDE quanto outros programas dedicados para quem quer sair do básico e construir aplicativos mais completos, então, educacionalmente falando, o Raspberry Pi cumpre o seu objetivo.

Há uma loja de aplicativos (Pi Store) com um repertório ainda bastante ruim, mas é algo que com certeza irá mudar com o passar do tempo considerando a demanda pelo Pi (e você pode ajudar também!). Considerando o conjunto da obra é realmente espantoso que um computador do tamanho de um cartão de crédito, consumindo míseros 3,5 watts de energia e com o preço de US$ 35, tenha funcionado tão bem. Antes de julgá-lo por ser bastante lento para tarefas do dia a dia, lembre-se de tudo isso.

Raspberry Pi Raspberry Pi Raspberry Pi Raspberry Pi Raspberry Pi Raspberry Pi Raspberry Pi Raspberry Pi Raspberry Pi Raspberry Pi Raspberry Pi Raspberry Pi Raspberry Pi Raspberry Pi Raspberry Pi Raspberry Pi Raspberry Pi
Raspberry Pi
Raspberry Pi slideshow lupa

O Raspberry Pi ainda não é vendido oficialmente no Brasil e ainda não há uma previsão para tal. Lembre-se de que quando ele chegar aqui teremos acréscimos acumulados do custo Brasil (nossa péssima infraestrutura de transporte e distribuição), lucro Brasil (margens de 400% de quem irá revendê-lo) e impostos (afinal, educação e acesso a tecnologias nunca foi prioridade do governo), podemos esperar que ele chegue por cerca de R$ 300 ou mais.

Via: Canaltech

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

RISC OS é liberado para o Raspberry Pi, um sistema antigo e leve

Foi lançado o RISC OS para o Raspberry Pi. É um sistema pouco conhecido, mas pode ser um brinquedo interessante para os donos de um Pi, pois é extremamente leve.

O RISC OS foi lançado em 1987 para processadores ARM, bem no início da jornada da empresa. Ele não é Linux, não é Unix, não é baseado em nenhum outro sistema operacional. Foi basicamente o primeiro sistema para ARM no BBC Micro, como relata este artigo.

RISC OS no Pi

Naquela época o melhor computador para ele tinha um processador ARM2 de 8 MHz com 512 KB de RAM. Por aí dá para imaginar a velocidade dele no Raspberry Pi, com seus 700 MHz e 256 MB.
O sistema foi liberado para download gratuito para o Raspberry Pi, podendo ser colocado no cartão de memória da forma tradicional. Há um tutorial em HTML salvo nele dando instruções de como ativar a rede ethernet e obter aplicativos.

O novo brinquedinho deve agradar muitos entusiastas. Ele traz o BBC BASIC, com um estilo de interação com a máquina muito bem conhecido. Nem todos os softwares antigos rodam no Pi, dadas as modificações que os chips ARM tiveram de lá para cá, mas há uma espécie de repositório com aplicativos testados. Certamente ele não será seu sistema principal para o dia-a-dia, mas vale experimentá-lo.

Via: Hardware

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Decoder de MPEG-2 e VC-1 e encoder para H.264 no Raspberry Pi

Um anúncio interessante para quem usa o Raspberry Pi para assistir vídeos: o suporte a decodificação via hardware para MPEG-2 e VC-1 pode ser licenciado à parte a partir de agora.

Para cortar custos, o Raspberry Pi não suporta oficialmente estes dois formatos. O custo da licença encareceria o produto final, e em grande volume o grupo por trás da maquininha não teria como arcar com as despesas.

Os interessaados podem comprar a licença individual pela loja no site do projeto. A chave de licença do MPEG-2 sai por £2.40 (cerca de R$ 7,70) e a do VC-1 por £1.20 (cerca de R$ 3,85).

Quem usa o produto como central de mídia pode aproveitar a oportunidade para tocar esses tipos de arquivos no XBMC ou omxplayer usando a decodificação por hardware já presente no produto (apenas não licenciada, até então). O MPEG-2 é muito comum em vídeos baixados, apesar do domínio atual do H.264, e o VC-1 é um formato da Microsoft que também é utilizado por diversos arquivos de mídia.

Falando no H.264, uma coisa que os produtores do Raspberry Pi não sabiam é que a licença utilizada inclui também os direitos de utilizá-lo como encoder. Eventuais aplicativos poderão aproveitar esta funcionalidade. Como a licença já estava embutida no valor do Raspberry Pi, a ativação do encoder de H.264 foi ativada no firmware mais recente.

Há mais detalhes sobre o suporte a esses formatos nesta postagem no site oficial.

Via: Hardware

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Raspbian: sistema otimizado para tirar melhor proveito do Raspberry Pi

Foi lançada uma versão do Raspbian, imagem otimizada do Debian para o Raspberry Pi (lançada como uma "distro" específica, começando a se asfastar do Debian puro pelas modificações e otimizações). Esta passa a ser a distro recomendada para rodar no Raspberry Pi, já que foi projetada especialmente para o aparelho.

Entre outras coisas ela tira melhor proveito do hardware que lida com pontos flutuantes, oferecendo um desempenho bem melhor do que em sistemas não tão otimizados. Uma das tarefas em que o desempenho fica visível é a navegação na web:


Uma força extra aí no vídeo está no overclock, mas as otimizações são importantes no processo todo. Uma vez que o hardware é barato e limitado (extremamente limitado, dependendo das exigências) é natural que os usuários tentem tirar cada gota de desempenho possível, o que ficou mais fácil com esta imagem otimizada. Antes a recomendação oficial era usar a imagem do Debian squeeze.

Os links de download estão nesta página.

Lá ainda são listadas como alternativas imagens ARM do Arch e QtonPi, este último que facilita o desenvolvimento de apps em Qt.

Mais sobre o desempenho e as diferenças que as otimizações no tratamento de pontos flutuantes causam estão neste post, com alguns gráficos comparando a imagem do Debian com a do Raspbian. Apesar de alguns problemas com a versão comentada no blog, nas atividades práticas o Raspbian se mostrou bem mais rápido.

Via: Hardware

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Raspberry Pi transformado em um laptop de US$ 100

Embora tenha sido lançado originalmente por US$ 150, preço que o fez encalhar nas lojas, o laptop dock do Motorola Atrix pode ser encontrado hoje em dia por apenas US$ 77 na Amazon, ou por até US$ 60 no Ebay. Comprar um destes no Brasil pode ser um pouco complicado, pois o pessoal da alfândega vai com certeza confundi-la com um laptop e tentarão cobrar algum valor desproporcional em impostos, mas de qualquer forma, caso consiga colocar as mãos em uma sem precisar pagar um braço e um rim, essa notícia vai interessá-lo.

É possível conectar um Raspberry Pi no Laptop Dock da Motorola, essencialmente transformando o Pi em um laptop de US$ 100, rodando Linux. Não é necessário sequer usar uma fonte de energia externa, já que o Laptop Dock já inclui suas próprias baterias:


O mod é explicado aqui. Em resumo, você precisa apenas dos cabos e adaptadores para conectar o Raspberry Pi ao Laptop dock usando as portas HDMI (para o áudio e video) e USB (para o input do teclado e touchpad), com um segundo cabo USB para a alimentação elétrica. 

O Laptop Dock funciona como um dispositivo burro, que essencialmente combina um teclado e touchpad com uma tela HDMI e um hub USB. Graças à essa simplicidade, o Raspberry Pi pode ser conectado a ele sem precisar de modificações no software. É necessária apenas uma pequena modificação no arquivo /boot/config.txt, inserindo a linha "hdmi_drive=2", para que o som através da porta HDMI seja ativado. É de se esperar que o Laptop Dock seja utilizável também com outros micro-PCs, por isso se tiver chances de colocar as mãos em um por um bom preço, vai ser uma boa aquisição. 

Uma limitação grave é que o Raspberry Pi não vem com uma interface wireless, o que lhe obrigaria a ficar pendurado no cabo de rede. Entretanto, isso pode ser remediado com o uso de uma interface Wi-Fi USB.
Via: Hardware

terça-feira, 19 de junho de 2012

CX-01: Mais um micro-PC, agora por US$ 53

Pelo que parece, o MK-802 foi apenas o primeiro de toda uma geração de micro-PCs, que estão agora chegando ao mercado aos montes, por enquanto direcionados ao mercado de smart-TVs, oferecendo uma opção prática e barata para transformar qualquer TV com saída HDMI em uma TV inteligente, rodando o Android. É provável que estes dispositivos acabem conjuntamente conseguindo fazer o que o Google falhou em fazer com o Google TV, levando o Android às salas de estar de todo o mundo.

O CX-01 é mais um exemplar, projetado para ser plugado diretamente na saída HDMI da TV. Ele oferece uma única porta USB para o teclado e mouse (a menos que você tenha um kit combo de teclado e mouse wireless, com um único transmissor, você vai precisar de um hub USB) com uma porta micro-USB para alimentação elétrica.

O principal destaque é que ele é muito mais barato, custando apenas US$ 53 no Padawill para compra no varejo e apenas US$ 33 (mais barato que o Raspberry Pi) para compras a partir de 15 unidades.


Naturalmente, o preço mais baixo significa também uma configuração mais fraca. Diferente do MK-802, ele é baseado em um SoC Telechips TCC8923, que oferece um processador muito mais simples, o Cortex A5 (a 1.0 GHz), combinado com uma GPU Mali 400. O uso do Cortex A5 significa uma potência de processamento por ciclo pelo menos 35% inferior ao do Cortex A8. O uso de um SoC diferente também significa que ele não é compatível com as imagens Linux para o MK-802 que noticiei a poucos dias.

Outras configurações são similares, com os mesmos 512 MB de RAM, 4 GB de armazenamento, Wi-Fi 802.11b/g/n e o Android 4.0. Uma limitação grave é que ele não oferece o slot para cartões micro-SD, limitando bastante a utilização, já que você não terá nenhum espaço significativo para armazenamento de vídeos e downloads, uma vez que grande parte do armazenamento interno ja é usado pelo sistema e aplicativos.

A dica ao comprar algum destes micro PCs, bem como ao comprar o Raspberry Pi é que compre optando pelo envio simples pelo correio, em vez de optar pelo UPS, Fedex ou outro courrier. Além de custar pelo menos US$ 40, o envio via UPS é a certeza de que você pagará impostos, não apenas sobre o valor do dispositivo, mas também pelo custo do envio, algo que venho explicando desde 2008, mas que um leitor do Gizmodo acabou aprendendo da forma mais difícil. A cobrança de impostos pelo produto mais o envio faz com que o preço de um Raspberry Pi suba de US$ 35 para R$ 350. É melhor ter paciência e comprar pelos correios, caso contrário o valor acaba ficando imprativável. O UPS pode ser usado apenas em compras de maior valor, onde você tenha pressa e receber e o valor da postagem e impostos sobre ele não influa muito no total.

Via: Hardware

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Mais um mini-PC com ARM, agora da VIA

A VIA (aquela mesma, que fabricava processadores x86 e chipsets, e hoje sobrevive produzindo SoCs ARM, chis de áudio e outros componentes) anunciou mais um mini-PC baseado em um chip ARM, o "Android PC System", ou APC:


Ele chega ao mercado como uma espécie de concorrente do Raspberry Pi, já que também é um computador completo em um formato compacto, vendido "pelado", sem o gabinete e por um preço apenas um pouco mais alto: US$ 49 por unidade.

Se comparado ao Raspberry Pi, o Via APC é um pouco mais poderoso do ponto de vista do hardware. Ele é baseado em um SoC VIA WonderMedia, que inclui um processador ARM11 operando a 800 MHz (clock 100 MHz mais alto que no Pi):

Ele inclui ainda 512 MB de RAM (contra os 256 do Pi) 4 portas USB, saída VGA e HDMI, placa de rede e conectores de áudio, bem como 2 GB de memória Flash, que podem ser expandidos através de um cartão micro-SD. O fato de oferecer uma saída VGA e múltiplas portas USB torna o VIA APC mais facilmente utilizável, já que ele pode ser usado em conjunto com a enorme base de monitores VGA que temos no mercado.

Um ponto em que ele perde é em relação à GPU, que é bem menos poderosa que a do Raspberry Pi, oferecendo suporte mais limitado à aceleração de vídeo e sendo limitada a resoluções de 720p. A placa da VIA é também mais gulosa do ponto de vista do consumo, indo de 4 watts em idle a até 13.5 watts em full-load, contra os 4 a 6 watts máximos do Raspberry Pi.

Outro fator em que os dois aparelhos são diferentes é na questão do sistema operacional. O Raspberry Pi é fornecido sem sistema e o usuário pode escolher entre imagens de várias distribuições Linux, enquanto o VIA APC vem com o Android 2.3 instalado, incluindo alguns tweaks e utilitários para adaptar melhor o sistema ao uso em conjunto com teclado e mouse.

Embora o Android 2.3 seja um sistema bem deficiente como desktop (provavelmente a VIA optou por ele em vez do 4.0 devido aos requisitos de hardware mais baixos) ele oferece os recursos básicos que a maioria dos usuários espera, como navegador, acesso a redes sociais, IM, Skype, etc. o que pode fazer com que ele seja uma solução passável para muitos ambientes.

Por se tratar de um dispositivo pequeno e barato, ele poderá ser importando por pessoas físicas sem pagamento de impostos (com exceção de um ou outro caso), o que fará com que o preço total se mantenha na casa dos cento e poucos reais, sem dúvida uma opção tentadora de PC auxiliar, apesar das limitações. É bem provável que estações de baixo custo como ele se tornem popular daqui em diante, substituindo os PCs em algumas áreas.

A página oficial é a http://apc.io/. O endereço é novo, por isso dependendo do DNS que estiver utilizando, pode ser que ele ainda não esteja disponível.

Via: Hardware

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

O Raspberry Pi (computador de US$ 25) chega finalmente ao mercado

O Raspberry Pi, o mini-computador de US$ 25 anunciado em maio está finalmente chegando ao mercado. A fundação responsável pelo projeto, também batizada de Raspberry Pi anunciou que os cartõezinhos estarão disponíveis para venda a partir da próximo mês, por US$ 25 a unidade. Os objetivos iniciais são que o sistema seja usado para ensinar programação, bem como para uso educacional em países de terceiro mundo.

A versão final do sistema é um pouco diferente do protótipo anunciado em maio, mas ele continua a manter as mesmas especificações básicas, com um processador ARM 11 de 700 MHz, 128 MB de RAM e um slot para cartões SD, usados como unidades de armazenamento de massa, tudo em uma plaquinha do tamanho de um cartão de crédito:


A placa inclui agora um conector para fonte de alimentação (ele pode também funcionar movido a bateria, já que o consumo é bastante baixo), conector de som, saída HDMI para ser conectado a uma TV ou monitor e saída USB. Opcionalmente, ele pode incluir também um controlador Ethernet e um hub USB.

Demonstrações de protótipos do aparelho foram exibidas rodando a versão ARM do Debian, mas o dispositivo é capaz de rodar diversas distribuições Linux, bem como outros sistemas portados para a arquitetura ARM. Na verdade, ele não vem com sistema algum pré-instalado, deixando a cargo dos usuários ou pela área técnica das escolas escolher qual sistema e softwares serão utilizados de acordo com o uso. A "instalação" do sistema nesse caso consistiria apenas em gravar a imagem do sistema escolhido para o cartão de memória.

Com um processador lento e apenas 128 MB de RAM, o desempenho em aplicativos de desktop é bastante limitado. Basicamente, ele serviria apenas para rodar editores de texto e ferramentas de programação, rodar aplicativos de desktop básicos ou oferecer navegação web básica. Com exceção da versão com Ethernet, a conectividade de rede ficaria a cargo da porta USB, com o uso de um adaptador Wi-Fi ou modem 3G. Existe também uma versão com 256 MB de RAM, que amplia as possibilidades de utilização.


As possibilidades em matéria de multimídia por sua vez são mais abrangentes, graças ao suporte a vídeos 1080p via hardware e a interface de som. Versões do Raspberry Pi com video-aulas e outros materiais de treinamento poderiam ser úteis em programas de inclusão, já que o preço baixo permitiria que fossem dados aos estudantes juntamente com outros materiais.

O uso típico para o Raspberry Pi seria conectá-lo a uma TV via HDMI (ele inclui também uma saída RCA para o uso de TVs antigas), juntamente com a fonte de alimentação e um teclado e/ou mouse USB para input. Como teclados e mouses são periféricos baratos e em geral mesmo as famílias mais pobres possuem TV, ele pode ser realmente usado como uma plataforma de computação de massa.

É importante notar que o preço de US$ 25 é maior que o custo de produção do aparelho e que mesmo o custo de produção pode baixar bastante caso ele seja produzido em larga escala. O projeto em si é aberto e a Raspberry Pi é uma fundação sem fins lucrativos, criada exatamente para popularizar o acesso à tecnologia, o que abre as portas para que outros fabricantes interessados produzam clones mais baratos. Não seria difícil que algum fabricante da China pudesse produzir clones por menos de US$ 10, já que ele é baseado em componentes muito baratos.  

Fonte: www.hardware.com.br