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sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Escola espanhola migra de Windows para Ubuntu

Eu acho muito importante mostrar casos de sucesso para, quem sabe, desta forma inspirar que outras pessoas procurem fazer o mesmo. Reduzindo gastos, aumentando a segurança e mantendo a qualidade.

Ubuntu em escolas






Uma escola espanhola chamada "Colegio Agostiniano de León" está completando os seu processo de migração para o Ubuntu. Um dos líderes da iniciativa concedeu uma entrevista para o site Muy Linux,comentando a migração. Eu achei a entrevista muito bacana e quero destacar alguns pontos que eu considerei mais importantes.
Quem explicou como a migração foi feita foi Fernando Lanero, professor de ciências da computação, que foi um dos líderes do projeto de migração.

Ele destacou os procedimentos  graduais que foram feitos para concluir uma migração deste tipo. Segundo ele, os computadores da escola ainda rodavam Windows XP, então ao longo de três anos as mudanças foram sendo feitas diretamente no Windows, inserindo programas para os usuários que seriam utilizados futuramente, como o Firefox e o LibreOffice, até chegar o ponto de mudar de sistema operacional também. Segundo Lanero, essa iniciativa fez uma grande diferença depois da migração, pois a maior parte dos usuários já estava completamente habituada com a forma com que estes programas funcionam.

Fernando Lanero

O líder do projeto também comentou sobre as suas maiores dificuldades. Um fato interessante dentro delas é que, segundo ele, os alunos não se mostraram contra uma mudança como esta, o maior problema foram as pessoas que estavam acostumadas com o Windows, especialmente os professores, que mostravam uma certa rejeição à mudança, mesmo nunca tendo usado Linux antes. "Os alunos são como esponjas que absorvem qualquer novo conteúdo sem problemas", comentou.
As escolha deles foi o Ubuntu 14.04 LTS com o Unity para rodar em máquinas Core 2 Duo, 2 GB de RAM e placa de vídeo dedicada. Eles se mostraram completamente satisfeitos com os desempenho das máquinas, mas Lanero reiterou, "caso não tivéssemos placas de vídeo o Xubuntu seria o escolhido". Atualmente todos estão adaptados ao Unity.

Outra dificuldade apontada foi a compatibilidade com as lousas eletrônicas Hitachi que são utilizadas na escola, o problema foi contornado com uma versão especial do Kernel Linux na versão 3.14, foi necessário atualizar a base do Ubuntu 14.04 para isso, mas depois desta modificação, tudo está funcionando corretamente.

Todo este processo, deste a inserção dos programas no Windows, até a migração completa, levou cerca de 3 anos e está completada, hoje são cerca de 120 computadores com Ubuntu instalado.

Depois de 3 anos, Lanero afirma ter dados consistentes para compartilhar que mostram algumas informações importantes. Segundo ele foram cerca de 35 mil Euros economizados entre 2014 e 2016 somente em licenças Microsoft e outros programas que eram necessários anteriormente, como antivírus, outro fator que ele destaca é a diminuição grandiosa na necessidade de fazer manutenção nos computadores da escola por conta de vírus, perda de desempenho ou qualquer coisa relacionada, os dados que ele coletou apontam uma diminuição de 63% nos chamados de manutenção nos computadores dos professores e secretarias e 90% dos computadores de sala de aula, algo que alegra qualquer equipe técnica.

Que isto sirva de exemplo para as nossas escolas também, não é?


Via: Diolinux

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Criador do Linux prefere chips x86 do que processadores ARM





O criador do Linux, Linus Torvalds é um cara direto e que costuma dizer o que pensa, como fez recentemente ao admitir os problemas com o kernel do Linux 4.8.
Por isso, não foi surpresa que ele não tenha se intimidado quando questionado sobre qual a sua arquitetura favorita de chips durante a conferência Linaro Connect. Torvalds apontou com segurança que era a x86 e não ARM.
O longo histórico da x86 com os PCs pode ter influenciado a resposta do pioneiro. Há pouca fragmentação de software e hardware com a x86, e as coisas simplesmente funcionam.
As pessoas ficam muito focadas com o conjunto de instruções e o núcleo da CPU, afirma Torvalds, mas no final das contas é o ecossistema em torno da arquitetura que importa mais.
“O que importa é toda a infraestrutura em torno do conjunto de instruções, e a x86 possui toda essa infraestrutura...em muitos níveis diferentes. Está abrindo um caminho que nenhuma outra arquitetura está fazendo”, afirmou Torvalds.
Grande parte do desenvolvimento de aplicativos acontece em PCs com chips x86 da Intel ou AMD. A compatibilidade importa para chips x86 e PCs, que possuem um modelo unificado em torno de hardware, desenvolvimento, e outra infraestrutura.
O mesmo não pode ser dito sobre a ARM. A partir da perspectiva de fabricante, isso leva a um mercado fragmentado, aponta Torvalds.
“Ser compatível não era algo tão importante para o ecossistema ARM como tem sido tradicionalmente para o ecossistema x86”, afirmou o criador do Linux.
A ARM domina o mercado de aparelhos móveis, e a maior parte dos aparelhos mobile usam Android, que é baseado no kernel do Linux. Mas existem muita fragmentação no ecossistema ARM, e isso causou problemas de suporte e de aparelhos.
Um problema: não é possível criar uma versão do Android que possa ser usada em todos os aparelhos móveis por causa das diferentes configurações de hardware. Os fabricantes alteram o Android para ser compatível com os chipsets dos seus aparelhos. Um mesmo update Android não pode ser liberado para todos os aparelhos móveis, ao contrário dos updates Windows para PCs.
A Intel tentou colocar chips x86 em smartphones, mas interrompeu o seu esforço neste sentido. Um dos objetivos da empresa era entregar updates Android que pudessem ser baixados e instalados em todos os aparelhos x86.


Via: IDGNow

Curso grátis: Básico de Shell Script

Ops olá!

Hoje vamos trazer uma dica para quem está iniciando a jornada no mundo opensource. O pessoal do Certificações NET.BR, está oferecendo uma oficina: Básico de Shell Script de forma gratuita. Vale a pena conferir.

O curso possui certificado de conclusão. Saiba como participar: http://acervo.certificacoes.net.br/curso-gratuito-basico-de-shell-script/


domingo, 19 de julho de 2015

As melhores distribuições de Linux para novos usuários

Entrar no mundo do Linux pela primeira vez começa com a escolha de uma distribuição da plataforma. Um sistema típico “Linux” é construído com software de diferentes projetos open-source, incluindo o kernel do Linux. As distribuições são os projetos que “empacotam” todos esses software em um sistema fácil de instalar e usar.

Testar uma distribuição Linux é algo extremamente simples. Você só precisa de um drive USB e reiniciar o seu computador. Não é preciso instalar nada ou adulterar o seu sistema atual (se tiver um computador com Windows 8, talvez tenha de desabilitar a opção Secure Boot antes de conseguir inicializar um sistema Linux).

Ubuntu é um ótimo lugar para começar

O Ubuntu é provavelmente a distribuição do Linux mais amplamente recomendada para novos usuários. E por uma boa razão. Essa distribuição fornece um instalador fácil e simples e um desktop razoavelmente amigável ao usuário no Unity. O Unity se diferencia um pouco de um desktop tradicional do Windows, mas não deve ser muito difícil para achar seu caminho por lá.

Essa distribuição do Linux não é tão ideológica sobre software livre quanto outras. Com apenas um único clique durante o processo de instalação, você pode fazer o Ubuntu instalar automaticamente o plugin do Flash e vários codecs. Após a instalação, há uma ferramenta única de Drivers Adicionais que te diz exatamente quais drivers de hardware de código fechado são necessários para fazer seu hardware funcionar corretamente e te permite instalá-los com um ou dois cliques. Esses software adicionais podem ser meio chatos de conseguir em outras distribuições Linux, e sua instalação nem sempre é oficialmente suportada.

ubuntu01.png

 Fique com a versão LTS (long term service) e terá um sistema Ubuntu que é suportado atualizações de segurança por cinco anos. Esses lançamentos LTS também recebem upgrades de suporte para hardware e algumas outras atualizações significativas de software, te permitindo instalar o Linux uma vez e usar o sistema por anos. Não é preciso fazer o upgrade para uma versão nova todo ano para ficar atualizado, como poderia acontecer com uma distribuição de Linux mais ágil nesse sentido como o Fedora.

A popularidade do Ubuntu significa que há uma grande quantidade de software disponível para o sistema em seus repositórios de aplicativos e até mesmo em PPAs, se acabar precisando de algo mais específico. Também há uma grande quantidade de documentação disponível online. Por isso, caso encontre algum problema, provavelmente poderá fazer uma busca na web e encontrar outra pessoa que já teve e resolveu um problema igual ou parecido.

O Linux Mint também é bastante popular

Não há como negar a popularidade do Linux Mint. Ele é baseado no Ubuntu, então você recebe o mesmo sistema base do Ubuntu, mas o Mint também é o seu próprio projeto. O Ubuntu parece mais popular no geral, mas o Linux Mint geralmente parece ser mais popular entre os usuários online de Linux desktop.

O Linux Mint é focado no desktop tradicional. Os seus dois desktops, Cinnamon e MATE, são interfaces mais tradicionais que serão um pouco mais familiares para os usuários deixando o Windows em direção ao mundo Ubuntu. O Linux Mint também é implacavelmente focado em melhorar o desktop de hoje, enquanto o que o projeto Ubuntu está trabalhando em um sistema para smartphones, criando novos formatos de pacotes de software, e reescrevendo inteiramente o desktop Unity para a convergência entre celulares e PCs.

linuxmint01.png

Dê uma chance ao Mint se acha o Linux interessante, mas não é fã do desktop Unity, do Ubuntu. Felizmente, é fácil testar o Ubuntu e o Linux Mint sem desinstalar nada no seu computador.

Lubuntu pode dar vida nova para PCs antigos

Se você possui um computador significativamente mais antigo com menos RAM e uma CPU mais lenta, pode querer pular o desktop principal do Ubuntu e usar algo mais leve. O Lubuntu é o sistema base do Ubuntu com o desktop Lxde, que é muito mais leve. O Lubuntu herda todos os recursos do Ubuntu – apenas possui um ambiente de desktop diferente.

lubuntu01.png

O projeto Lubuntu diz que o Lubuntu deve rodar relativamente bem com 512MB de RAM, apesar de que você vai querer 1GB para sites mais modernos e exigentes. O Ubuntu com o desktop Unity provavelmente enfrentaria dificuldades com uma quantidade de memória tão baixa.

Mas o Lubuntu não é a única versão do Ubuntu com um desktop diferente que você pode testar. O Ubuntu oferece uma grande variedade de outros “sabores”.

Mas e o Fedora, Debian, Arch e outras?

Existem muitas outras distribuições de Linux por aí – centenas, na verdade. Aqui vão algumas sobre as quais você já deve ter ouvido falar. São todas ótimas distribuições, mas não são o melhor lugar para a maioria dos usuários iniciantes por uma ou outra razão.
O Fedora é popular, e é um ótimo projeto. Ao contrários de muitas outras distribuições do Linux, o Fedora funciona com vários projetos “upstream” e não os customiza excessivamente. O Fedora é uma plataforma para todas as tecnologias mais recentes na “terra do Linux” e ajuda a impulsionar todo o ecossistema.

fedora01.png

No entanto, software comuns como codecs e drivers para hardware de código fechado não são suportados no Fedora, que possui foco em software livre. É preciso recorrer a terceiros para conseguir esses apps não aprovados, o que pode ser algo bem complicado para um novo usuário. O Fedora também tem um ritmo mais frenético, com cada lançamento da plataforma sendo suportado por apenas 13 meses. É preciso fazer upgrade para novas versões dessa distribuição com muito mais frequência para continuar recebendo atualizações de segurança.

O Debian é sólido e estável – na verdade, forma a base para uma boa parte do software que acaba no Ubuntu. Já foi dito que o maior feito do Ubuntu era pegar o Debian e construir sobre ele para criar um sistema mais amigável ao usuário. O Debian não fornece uma ferramenta fácil para instalar drivers de código fechado para hardware que você possa querer ou precisar. O Debian é um excelente projeto, mas o Ubuntu tem um ritmo mais rápido e é mais focado em fornecer uma experiência refinada de desktop.

O Arch Linux também é popular entre os usuários com mais experiência, mas exige muito mais “mão na massa”. E é exatamente isso que um determinado tipo de usuário busca. Mas provavelmente não é onde você vai querer começar com o Linux, a não ser que esteja disposto a mergulhar bem fundo.

Não há como fazer todo mundo feliz. Alguns leitores vão ficar chateados que as suas distribuições favoritas não foram recomendadas aqui. Cada distribuição possui os seus fãs e usuários dedicados. E essa liberdade de escolha é que faz a beleza do Linux!



Via: IDGNow

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Instalando o iTunes no Ubuntu


    Se você decidiu mudar do Windows para o Ubuntu, pode estar se perguntando se é possível instalar o iTunes neste sistema operacional. O Ubuntu é um sistema operacional gratuito baseado no Linux e uma alternativa para o Windows. O iTunes é um produto desenvolvido pela Apple que permite aos usuários reproduzir e organizar suas músicas e os vídeos. Ele foi projetado para o Mac e PC, mas pode ser executado no Linux Ubuntu usando o Wine. A instalação deste aplicativo gratuito de código aberto em seu computador pode ser feito em apenas alguns minutos e possibilita executar o iTunes e muitos outros programas baseados no Windows, no Ubuntu.


    Instruções

  1. 1
    Baixe a versão atual do Wine no site winehq.org. Selecione o pacote de instalação disponível para Linux.
  2. 2
    Instale o pacote deb com o seguinte comando final, substituindo "Downloaded_File" com o nome do arquivo que você acabou de baixar: sudo dpkg-i Downloaded_File.deb
  3. 3
    Execute "winecfg" no terminal. O Winecfg é uma ferramenta de configuração que configura o Wine no sistema Ubuntu. Vá para a guia "Aplicativos" e clique em "Windows XP". Depois vá em "Drivers" e clique em "Autodetect". Acesse a guia "Audio" e habilite a guia "ALSA. Desmarque a opção "driver OSS" e clique em "OK".
  4. 4
    Baixe a ultima versão do iTunes no site da Apple e instale-o no seu comptador. Execute os seguintes comandos no terminal: wine iTunesSetup.exe
  5. 5
    Instale o iTunes no Ubuntu da mesma forma de um Mac ou PC Windows. Execute o programa com o seguinte comando: vinho~/.wine/drive_c/Program\Files/ iTunes/iTunes.exe


via: ebow

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

LinuxMint aconselha usuários a trocarem de mirrors por conta de alto tráfego.

Launchpad da Equipe de Tradução do Linux Mint BrasileiroO Linux Mint 17.1 “Rebecca” tem sido um verdadeiro sucesso e a comunidade recebeu-o de braços abertos. E desta vez ninguém vai poder dizer que é mera propaganda ou questões de estatísticas em sites de medição de downloads ou pesquisas. A prova disso é que o repositório oficial não é mais capaz de atender solicitações de todos os usuários. Os desenvolvedores recomendam que os usuários escolham um espelho diferente para osrepositórios. Os espelhos são os endereços que usamos no gerenciador de software e atualizações, é ele quem envia as atualizações para o seu sistema, garantindo que o seu LinuxMint mantenha-se estável e atualizado.

O projeto Linux Mint tem um grande número de usuários e seu número aumentou nosúltimos dois anos. Esta distribuição é um dos sistemas operacionais de código aberto quemais cresce e mais pessoas do que nunca estão usando agoraPor conta disso houve nos últimos dias uma sobrecarga nos servidores oficiais, mas há espelhos disponíveis quequalquer um pode usar.
Nem todo mundo sabe que os repos para Linux Mint estão espalhados em vários espelhos, por todo o mundo. Isso significa que alguns usuários possam sentir dificuldade para selecionar um espelho diferente, embora ele provavelmente fornece uma conexão muito melhor. Abaixo confira um trecho da informação que foi divulgada pelo Clement Lefebvre, sobre o assunto, ele é o líder do projeto.

“Nosso principal repositório packages.linuxmint.com não é atualmente capaz suportar todas as conexões que estão sendo solicitadas. Isso pode causar erros, tempos de espera e atrasos no apt-get, e em seu gerenciador de atualização“, relatou Clement Lefebvre, o líder do projeto . Ele também explicou,  o passo a passo, que os usuários precisam fazer a fim de selecionar um espelho diferente.Procure no menu do seu Linux Mint > Administração > Fontes de Aplicativos, note que na imagem abaixo, o repositório oficial ainda é o do Linux Mint, na opção Início (Rebecca) clique na caixa de seleção, e escolha o repositório diferente, há várias disponíveis, eu escolhi o brasileiro.
Captura de tela de 2014-12-16 09:05:57
Ao clicar sobre a caixa de seleção, note que uma nova caixa de diálogo vai aparecer com a lista de todos os repositórios:
Captura de tela de 2014-12-16 09:06:04
Em seguinda clique em Aplicar e depois em atualizar Cache, que é este botão no canto superior direito da janela Fonte de Aplicativos, aguarde a atualização dos pacotes e pronto, problema resolvido e você vai estar colaborando diretamente, ao impacto nos servidores do LinuxMint.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Ubuntu Mate RC 1 está disponível para download

Ubuntu Mate RC 1 está disponível para download, baixe agora e teste!

O primeiro e único Ubuntu MATE 14.10 Release Candidate foi anunciado por seus desenvolvedores e agora está disponível e pronto para testes. A versão final do sistema está quase saindo, então isso é o mais próximo da versão estável possível.
 
Alguns meses atrás, alguns desenvolvedores, incluindo um do MATE e um da Canonical, montaram uma edição MATE Remix Ubuntu, que teve grande sucesso. A distro não é oficialmente parte do ecossistema Ubuntu como vem sendo anunciado equivocadamente em alguns blogs brasileiros, mas as coisas estão andando e isso vai acontecer muito em breve. Os usuários ainda podem chamá-lo de um Remix, que é o termo, neste caso, para uma distro que usa Ubuntu e ainda não faz parte da família.

Apesar do fato de que o Ubuntu MATE ainda não é um sabor reconhecido, os desenvolvedores mantiveram o mesmo cronograma de lançamento com o Ubuntu 14.10, que é a base da distro, embora a versão atual RC não se encaixe em qualquer lugar. Versões regulares do Ubuntu não recebem versões RC, mas não podemos reclamar. É sempre bom ver o que os desenvolvedores animados, e experimentando o que eles estão fazendo em antecipação ao lançamento.

A versão estável do Ubuntu 14.10 (Utopic Unicorn) e Ubuntu 14.10 MATE vai sair do forno em 23 de Outubro, se tudo correr conforme o planejado. Eles não perderam até agora o ritmo e ainda todas as versões vão chegar quando deveriam, embora a cada hora continuam mudando algo nos sabores.

"Ubuntu MATE 14,10 release candidate está agora disponível para download. Esta é a última versão antes do lançamento final 14.10 e corrige alguns problemas que estavam presentes no Beta 2"

"As pessoas nos dizem que o Ubuntu MATE é estável. Você pode, ou não, concordar. Este release candidate tem sido focado em consertar coisas quebradas e melhorar o que já estava presente na versão Beta 2", diz Martin Wimpress, um dos desenvolvedores do Ubuntu MATE .

Como era de se esperar, algumas das mudanças relatadas para o RC são apenas pequenas atualizações para vários pacotes, a maioria deles do Debian e em grande escala, como mate-screensaver 1.8.1-1, marco 1.8.2, mate-applets 1.8.1, atril 1.8.1, caja 1.8.2, and mate-panel 1.8.1. Além disso, o mais recente indicador Caja Dropbox já está disponível a partir dos PPAs e o Plymouth foi corrigido. Os usuários podem agora ver a tela inicial e agora é possível usar a criptografia total de disco (não foi possível inserir a senha no Plymouth).

 
 
 

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Desmistificando a falha ShellShock... parabéns a Unixwork!



Como todos devem ter visto ontem, uma enxurrada de pessoas compartilhando um relato citado como GRAVÍSSIMO pelo Olhar Digital ( http://migre.me/lU5r0), sobre uma falha do LINUX e OSX no seu shell de comandos, o BASH, chamada de ShellShock, e que seria até pior que o famigerado HeartBleed, que nem é tão sério assim quanto foi divulgado.
Antes de mais nada, vale citar que o BASH é integrate de 99% das distribuições de UNIX do universo, LINUX é apenas o núcleo do sistema e não um sistema operativo. O OSX é baseado em UNIX, um kernel chamado Darwin, logo como sendo um UNIX da família do BSD, ele também tem o BASH, porém quem usa OSX como servidor WEB mesmo? Sim... a falha remota só é séria para scripts CGI com certas particularidades.

Vamos desmistificar e tranquilizar os crédulos das mídias sensacionalistas? Primeira de todas as dicas, nunca confie na mídia 100%. Toda falha de segurança tem um código tal como CVS-2014-6271, que é o código dessa falha...

Pegue esse código, entre em sites confiáveis como o InfoSec ( https://isc.sans.edu/di), procure por tal código e leia a respeito da falha. No caso da citada, vou pegar os trechos importantes. 

Veja abaixo:

"A principio, a vulnerabilidade não parece tão grave. A execução de comandos é a função do BASH. Mas, neste caso, o código pode ser executado sem a intenção do usuário, definindo uma variável de ambiente. O cenário mais problemático são SCRIPTS BASH executados via CGI-BIN. A especificação CGI requer que o servidor web converta os cabeçalhos de solicitação HTTP fornecido pelo cliente para as variáveis de ambiente. Se um script é chamado via CGI-BIN, um atacante pode usar esse recurso para executar um código com as credências do servidor web." - InfoSec.

Além do mais, o SCRIPT BASH via CGI-BIN teria que ser mal construído à ponto de deixar um atacante injetar código de alguma forma sobre ele. E cá para nós, CGI-BIN com SCRIPT BASH?! Existem tantas milhões de maneiras mais eficientes de construir scripts para web, que ainda fico surpreso se alguém usar isso.

Para a falha ser grave, O CGI e o servidor web tem que estar setados para rodar com UID/GID do root, e nenhum administrador sensato deixaria um CGI rodar sem as devidas permissões apenas do usuário WEB ( www-data ou similar ).

Para mais detalhes veja aqui: http://migre.me/lU6wa
Até à próxima, e não acreditem em tudo o que a mídia sensacionalista escreve por aí.
Lembrem-se... onde há um SHELL há um caminho.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Dica: Recupere o GRUB em 3 comandos


Um acontecimento frequente com os usuários de dual boot é a perca do " Grub", o usuário tem dois sistemas operacionais, Windows e o GNU\Linux, por exemplo, isso acontece quando você precisa formatar seu Windows, ao ser reinstalado ele apaga o "MBR" (Master Boot Record), local onde é guardada à informações do disco como ordem de boot, partições etc. 

O GRUB fica localizado na MBR, então para recuperá-lo de forma simples e fácil siga as instruções a seguir: 

Você vai precisar de um CD-Live (utilize a versão da sua distro). 

Depois de carregado o Live-CD, entre no seu terminal e digite os comandos a seguir: 

1. Verificando a partição referente ao seu GNU/LINUX: 
(Caso esteja utilizando outro SO que não seja a sua distro, faça o login como ROOT) 

$ sudo fdisk -l 

2. Vamos montar o seu sistema de arquivos na sua partição GNU/Linux no diretório /mnt. 

$ sudo mount -t ext4 /dev/sda6 /mnt 

Neste caso o meu sistema de arquivos é EXT4 e a minha partição Linux é a "sda6", troque esses campos conforme a sua configuração. 

3. Instalação do Grub: 

$ sudo grub-install --root-directory=/mnt /dev/sda

Pronto, agora é so reiniciar que o GRUB já estará reinstalado e sem a necessidade de reinstalar o seu GNU\Linux. Espero que está dica possa ajuda-lo.


segunda-feira, 16 de junho de 2014

Máquina do Tempo: Como eram as distros Linux a 10 anos atrás?

A maioria dos usuários de Linux realmente adora a sua distribuição a ponto de usar uma camiseta com o logo dela, usar chaveiros e até criar um blog para falar bem dela.

Mas se você é aquele tipo de usuário recente, de três ou quatro anos para cá e não chegou a pesquisar sobre a história das distribuições você vai ter uma surpresa quanto a visual da sua distro favorita.


Pois é ajuste o seu capacitor de fluxo e vamos voltar para o ano de 2004, nossa quanto tempo, nessa época o Windows XP reinava mais do que absoluto nos computadores do mundo e o Linux estava começando a dar seus primeiros passos para deixar de ser um sistema para nerds para se tornar o que é hoje, algo universal.

Este é um primeiro artigo de uma nova série que deverá sair no Diolinux quinzenalmente sobre lembranças do passado, quem sabe ele se torne um vídeo né? (youtube.com/Diolinux)

Neste primeiro episódio vamos lembrar como eram as distribuições mais famosas em 2004, 10 anos antes da copa do mundo do Brasil.

Debian em 2004


Em 2004 o Debian chamava-se Woody, sim do Toy Story, assim como todos os outros code nomes que a distro recebeu, se você não sabia agora ficou sabendo, todas as versões do Debian recebem o nome de um personagem de Toy Story menos a versão instável que sempre se chamará Sid, nome do vizinho que quebrava os brinquedos nos filmes. Há 10 anos atrás o Debian tinha essa cara:


Foi difícil pra caramba de achar uma foto como essa acima onde vemos o Debian 3 Woody com a interface KDE, é uma foto da tela, não é nem um print screen de uma época onde os monitores eram enormes a conexão com a internet era lenta.


Fedora em 2004


Em 2004 o Fedora lançava a sua segunda versão, Fedora Core 2, a distro é baseada no Red Hat Enterprise Linux mas tem um foco um pouco mais no publico desktop, com essa carinha linda do Gnome dois logo abaixo:

Fedora Core

openSUSE em 2004


Para o SUSE 2004 foi um ano diferenciado, foi o ano em que a Novell trouxe mais de 500 desenvolvedores para o projeto e foi quando ele começou a ter um destino comercial de fato, na época existia o SUSE na versão 9.

SUSE em 2004

Nessa época o Yast (o supremo senhor sabe/configura tudo do SUSE) já existia e era tão ou mais fantástico do que agora, especialmente para a época.
Uma curiosidade, a primeira versão do Yast do SUSE foi a "0.42", 42 em homenagem ao "Guia do Mochileiro das Galáxias".

Ubuntu em 2004

A distro que eu e mais 20 milhões de pessoas utilizam diariamente hoje, em 2004 estava dando seus primeiros passos de fato, há 10 anos foi lançada a primeira versão do Ubuntu 4.10 Warty Warthog.

Ubuntu 4.10

Nesta época o Ubuntu era uma derivação muito mais direta do Debian do que é hoje, usava como padrão o ambiente Gnome assim como o Debian (apesar de eu não ter conseguido encontrar do Debian com Gnome 2), algo totalmente diferente do que é hoje com o Unity sem dúvida alguma.

Sou o tipo de pessoa que gosta de olhar pro passado com nostalgia, especialmente o mundo tecnológico, certas coisas que tínhamos quando eramos crianças ou mais jovens pareciam tão fantásticas não é verdade?

Eu sei que muitas distros famosas ficaram de fora mas ficaria complicado colocar todas então se você quiser fazer uma menção honrosa e colocando um link para uma imagem da sua distro em 2004 nos comentários fique a vontade!