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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

BlackBerry pode oferecer suporte a aplicativos nativos do Android

BlackBerry

O BlackBerry logo aceitará e rodará aplicativos desenvolvidos originalmente para Android, confirmou o site Good e-Reader. Durante a CES 2014, o site ouviu relatos de desenvolvedores que haviam sido abordados pela companhia da amora, que está pronta para oferecer outro tipo de fruta aos seus usuários.

Aparentemente a companhia está trabalhando numa atualização do firmware do BlackBerry 10 que permitirá que o dispositivo móvel passe a oferecer suporte nativo aos arquivos APK do Android. Com isso, os desenvolvedores interessados em disponibilizar suas aplicações na BlackBerry World não teriam que fazer nenhuma adaptação para que elas apareçam lá. Aparentemente a única exigência que a BlackBerry está fazendo é que eles criem contas na BlackBerry World e enviem ícones, screenshots e a descrição do app Android que irão incluir no ecossistema do BlackBerry 10.

Se a coisa for tão simples quanto se está dizendo, então a atualização virá para suprir a falta de aplicativos da BlackBerry World e atrair mais desenvolvedores e usuários para os dispositivos da companhia que há algum tempo tenta se reerguer.

Ainda não é certo qual atualização trará o novo recurso – há quem diga que será a 10.3, enquanto outros falam na 10.2.1 – e nem quando ela chegará, mas o certo é que a lista de dispositivos que a suportarão incluem o BlackBerry Q5, Q10Z10 e Z30.

Sobre a BlackBerry


Durante todo o ano de 2013 a BlackBerry foi alvo de manchetes que noticiaram a falência da empresa e sua possível venda para seus cofundadoresFacebook e tantas outras companhias interessadas nela. Apesar de uma série de resultados negativos, a companhia desistiu de ser vendida e anunciou a contratação de um novo CEO, John Chen.

Em poucos meses Chen pôs ordem na casa, demitiu funcionários, cancelou o lançamento de dois aparelhos, anunciou uma parceria com a Foxconn e, em carta aos funcionários, disse que a companhia voltaria a focar naquilo que faz de melhor. Para reerguer a BlackBerry e torná-la atrativa, seu chefe executivo elaborou uma estratégia de relacionamento com PMEs e, aparentemente, flerta com desenvolvedores de apps e jogos para Android.

A confirmação dessa estratégia ocorrerá quando a companhia se pronunciar oficialmente sobre o novo recurso que virá na próxima atualização de firmware dos aparelhos. No entanto, até agora ela não se pronunciou oficialmente sobre o assunto.



Via: canaltech

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

BlackBerry voltará a produzir smartphones com teclados físicos

BlackBerry voltará a produzir smartphones com teclados físicos


Durante a CES 2014, em entrevistas para os sites Bloomberg e Re/code, o novo CEO da BlackBerryJohn Chen, revelou os planos da companhia para recuperar a sua vitalidade financeira.

Basicamente, a empresa deve retomar algumas posturas e características das suas “raízes”. Primeiramente, de acordo com o chefão da BlackBerry, a companhia deve voltar a investir com mais afinco nos mercados corporativo e governamental — nichos com os quais a marca se consolidou como uma gigante da tecnologia.

Uma das primeiras iniciativas para isso, como contou Chen, é a adoção de teclados físicos em muitos dos futuros smartphones da empresa, um recurso comum dos seus produtos até pouco tempo atrás quando ela lançou os modelos Z10 e Z30.

Para o executivo, os “consumidores corporativos” ainda valorizarem uma experiência mais rápida e tátil de digitação. “Eu, pessoalmente, adoro os teclados. Assim, você verá a BlackBerry produzir teclados daqui para frente. Eu não usaria a palavra exclusivamente, mas predominantemente”, disse John Chen.



Via: tecmundo 

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

App controla gastos de táxi de empresas pelo BlackBerry

Applicativo liberado pela Wappa, além de chamar o táxi, permite aos colaboradores de empresas efetuar o fechamento da corrida, eliminando os custos com boletos e reembolsos.
O app do Wappa Táxi, ferramenta de chamada e pagamento de táxi que permite o controle e gerenciamento de gastos corporativos, já pode ser encontrado na categoria “Business” da loja virtual BlackBerry World.
A solução, que desenvolve soluções para o gerenciamento e pagamento de despesas corporativas com expertise na gestão e redução de custos, liberou o app para o novo aparelho da BlackBerry com um plus: aplicou a função de localizar o táxi para que o usuário chame o serviço diretamente de seu dispositivo móvel, agilizando o processo.
“Por meio do aplicativo, além de chamar o táxi, os colaboradores das empresas clientes podem efetuar o fechamento da corrida, eliminando os custos com boletos e reembolsos”, afirma Armindo Mota Jr., CEO da Wappa.

Via: CIO

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Para segurar o prejuízo, BlackBerry cancela dois smartphones

2013 não foi um ano fácil para a BlackBerry, e segurar as finanças da empresa está aparentemente se tornando uma tarefa cada vez mais complicada. Tanto que, prevenindo o encalhe nas lojas, a empresa anunciou que cancelou o lançamento de dois smartphones que estava desenvolvendo.

Os aparelhos nem chegaram a uma versão final ou a ganhar um nome comercial, ficando com os codinomes Café e Kopi. Também não há fotos ou especificações divulgadas, só a informação de que eram aparelhos low-end destinados aos mercados emergentes.

Os aparelhos mais recentes que a empresa lançou são os mais avançados Z30 e Z10 - este último chegou ao Brasil por exorbitantes e dificilmente justificáveis R$ 2.499.

blackberry-z10-teclado

A decisão de não colocar mais aparelhos no mercado é uma ação motivada pelos resultados da BlackBerry neste ano. No segundo trimestre fiscal, 1 bilhão de dólares foram perdidos em aparelhos encalhados; no terceiro, foram 1,6 bilhões de prejuízo pelo mesmo motivo.

O relatório liberado na semana passada, que traz a informação do cancelamento dos dois smartphones, fala de prejuízos totais de 4,4 bilhões de dólares e venda de apenas 1,9 milhões de aparelhos neste último período. A boa notícia para os acionistas, que elevou as ações em 15,5% naquele dia, é a parceria com a Foxconn para produzir o hardware de novos smartphones. Será que, em 2014, a BlackBerry terá um ano mais tranquilo?


Via: Tecnoblog

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Será? Obama é proibido de usar um iPhone devido a riscos de segurança

O presidente Barack Obama admitiu esta semana, durante uma reunião na Casa Branca com jovens engajadas em promover o Obamacare, que não tem permissão para usar um iPhone em comunicações oficiais. Para isso, ele usa um dispositivo BlackBerry "super- criptografado".
Obama explicou que enquanto suas filhas são típicas usuárias do iPhone, ele próprio não pode ter um. "Não estou autorizado a ter um iPhone por razões de segurança", explicou Obama .
O Blackberry é conhecido pela uso de criptografia forte entre os recursos de segurança - uma razão pela qual ele ainda é popular em Washington, mesmo após perder mercado para outros telefones inteligentes, incluindo os fabricados pela Apple.
Recentemente, um módulo criptográfico no iOS, da Apple, recebeu certificação Nível 1 FIPS 140-2 do NIST. Este é o menor nível de segurança aprovado, mas ainda assim representa um passo na direção certa para a Apple.
A proibição, no entanto, não torna Obama desconhecedor de outros produtos da Apple. É notória a mania do presidente de carregar um iPad. Pouco tempo atrás, Obama disse a Bill Simmons, do B.S. Report, que usa seu iPad para acessar a NBA League Pass, a fim de manter-se atualizado sobre notícias de basquete.


Via: Macworld

terça-feira, 12 de novembro de 2013

CEO da BlackBerry receberá US$ 85 milhões se permanecer no cargo

A aposta da BlackBerry para tentar sair do fundo do poço, por enquanto, se chama John Chen. Ele assumiu interinamente o posto de CEO após a saída de Thorsten Heins e pode arrecadar uma fortuna caso consiga permanecer no cargo por mais alguns anos.

De acordo com a Bloomberg, Chen poderá receber uma bolada de até US$ 85 milhões pelos próximos cinco anos. Isso porque, além do seu salário e bônus por desempenho, ele deve receber 13 milhões de ações da companhia durante o período.

Seu salário deve ficar na casa de US$ 1 milhão por ano, somado a uma cláusula que acrescenta mais US$ 2 milhões em caso de resultados positivos para a companhia. Se o contrato for terminado sem motivo, ele deve receber um adicional de US$ 6 milhões pelo encerramento.

O que não se sabe é por quanto tempo Chen deverá permanecer no cargo de CEO. Já foi dito que ele é interino, mas com este salário, é bem capaz que ele seja um dos principais candidatos ao posto definitivo. Ele também tem experiência em tirar empresas do buraco, como fez com a Sybase no passado, e se mostra bastante confiante com a empresa canadense. Então, se ele permanecer no cargo, não deverá ser grande surpresa.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

BlackBerry anuncia que tablet Playbook não receberá mais atualizações

As notícias ruins não param de chegar para os donos do tablet Playbook, da BlackBerry. Poucas semanas após a empresa anunciar que o aparelho não receberá o novo sistema BB10, agora é a vez da fabricante colocar o último prego no caixão ao informar que o gadget não receberá mais atualizações significativas de sistema.
Quando os desenvolvedores do tablet perguntaram se o Playbook poderia receber qualquer tipo de update significativo, o vice-presidente da empresa, Alec Saunders, disse firmemente que isso não irá acontecer por meio de sua conta no Twitter.
Depois, o executivo foi ainda mais longe e disse que o “Playbook não possui capacidade para rodar o BB10 de maneira aceitável”, ecoando o que o CEO da empresa, Thorsten Heins, disse quando a versão do BB10 para o tablet foi oficialmente morta.
E aí, o que achou da decisão da empresa? Deixe sua opinião nos comentários abaixo.
Via: IDG Now

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Conheça o Z10, primeiro smart de uma nova geração de BlackBerries


Nota do Editor: este é um review da versão norte-americana do BlackBerry Z10, operando em uma rede 4G LTE da operadora AT&T. O comportamento do aparelho em relação a chamadas, velocidade de internet móvel e autonomia de bateria pode ser diferente do encontrado sob as condições de rede do Brasil. Faremos um novo review do Z10, sob condições locais, assim que ele for lançado em nosso país.
Nesta quarta-feira a BlackBerry (antiga Research in Motion, ou RIM) anunciou seus primeiros smartphones com o sistema operacional BlackBerry 10, o Z10 e o Q10. Como muitos usuários de BlackBerry e entusiastas dos smartphones, venho aguardando este lançamento há um longo tempo. O futuro da BlackBerry e de seus aparelhos depende do sucesso da plataforma BlackBerry 10. Se tanto o sistema quanto os aparelhos não conseguirem encantar os usuários, isso pode ser o último prego no caixão da empresa.
Recebi da BlackBerry um Z10 na semana passada, e o aparelho mal deixou minhas mãos desde então. O submeti a todo tipo de provas e encontrei muitas coisas das quais gostei. Mas o novo BlackBerry não é perfeito, e uma área em particular me deixou desapontado.
A questão que todos querem saber é: será o BlackBerry 10 capaz de salvar a RIM e colocar os novos aparelhos nas mãos das multidões de usuários do iOS e Android? Neste review conto tudo o que você precisa saber sobre o aparelho e o sistema.
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BlackBerry Z10

Quanto custa e onde compro?
O BlackBerry Z10 já está nas lojas das principais operadoras no Reino Unido, chega ao Canadá no dia 5 de Fevereiro e aos EUA em Março, em todas as quatro grandes operadoras (AT&T, T-Mobile, Verizon e Sprint). Infelizmente, ainda não há informações sobre o lançamento no Brasil. O preço varia de acordo com o país e a operadora: segundo Thorsten Heins, CEO da BlackBerry, no Canadá um Z10 sairá por cerca de US$ 150, atrelado a um contrato de três anos com uma operadora. Um segundo modelo equipado com um teclado QWERTY, o Q10, deve chegar às lojas em Abril.
Hardware elegante e feito para durar
O hardware do BlackBerry Z10 tem uma aparência bastante elegante, é bem-feito e funcional. Há uma bela tela LCD de 4.2 polegadas com resolução de 1280 x 768 pixels e densidade de 356 DPI (Dots Per Inch, ou pontos por polegada), medidas superiores às de aparelhos como o iPhone 5 (1136 x 640 pixels e 326 DPI) e Samsung Galaxy S III (1280x720 pixels e 306 DPI). A resolução mais alta não é garantia de melhor qualidade de imagem, mas aos meus olhos a tela do Z10 é tão boa, ou melhor, que a dos concorrentes.
O BlackBerry Z10 se parece bastante com o iPhone 5, comprido e estreito com cantos arredondados. Com 9 mm de espessura, ele é um pouco mais grosso que o aparelho da Apple (7.6 mm), e também um pouco mais pesado (135g, contra 112g), mas nem a espessura nem o peso fazem com que ele pareça um “trambolho”.
O Z10 também foi feito para durar. Há uma grossa moldura plástica cobrindo todos os lados, e a tela de vidro não chega às bordas do aparelho. Isto o torna um pouco maior, e a tela é menor do que poderia ser se ocupasse toda a frente, mas torna o aparelho mais resistente que, digamos, um Galaxy S III no caso de um tombo “de quina”. 
A tampa da bateria, que é fácil de remover e tem um encaixe preciso, é coberta por pequenos pontos de plástico, o que cria uma textura e evita que o aparelho deslize quando colocado sobre uma mesa ou outra superfície lisa. A bateria de 1.800 mAh é removível, algo que aprecio bastante: viajo com frequência e ainda não encontrei um aparelho com uma bateria que dure um dia inteiro de uso intenso, por isso sempre carrego uma extra. Aparelhos com baterias fixas não servem para mim.
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A tampa traseira do Z10 é texturizada, e a bateria é removível.
Note o slot para cartões micro SD (com um cartão) no canto superior direito.

O Z10 tem 16 GB de memória flash e aceita cartões de memória de até 32 GB, que podem ser inseridos ou removidos sem desligar o aparelho. Também há 2 GB de RAM e um processador dual-core de 1.5 GHz (um Qualcomm MSM8960, o mesmo do RAZR HD). Venho usando o aparelho há mais de uma semana e praticamente não notei atrasos ou engasgos. Propositalmente tentei manter o máximo de aplicativos abertos simultâneamente (é possível ter até 8) para ver se haveria algum impacto no desempenho, mas o Z10 resistiu e continuou rodando bem.
Há um conector padrão para fones de ouvido e portas micro-USB (para recarga e transferência de dados) e mini-HDMI, o que torna fácil conectar o aparelho a uma TV de alta-definição ou monitor para assistir vídeos, ouvir músicas, iniciar uma apresentação ou mostrar o que quer que esteja na tela (o cabo HDMI não está incluso na embalagem).
O alto-falante do Z10 tem bom volume e som nítido, e funciona bem como “viva voz”. A qualidade de sinal, usando a rede da AT&T na cidade de Boston, nos EUA, foi tão boa quanto ou melhor que a média: não perdi uma única chamada.
Segundo a BlackBerry o Z10 deve chegar a 10 horas de conversação em uma rede 3G. Fiz meu teste com uma chamada de longa duração em um local com cobertura total das redes HSPA+ (3G+) e LTE (4G), com o aparelho conectado à rede 4G (de acordo com o ícone na tela). Consegui cerca de seis horas e meia de conversação antes que o aparelho se desligasse. Já no uso típico, checando e-mail constantemente, usando aplicativos e fazendo uma ou outra chamada ocasional, conectado à rede LTE ou Wi-Fi quando possível, consegui mais de 16 horas de autonomia, mais do que consigo com meu Galaxy S III.
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Visão lateral. No lado esquerdo ficam os conectores mini USB e micro HDMI

O aparelho tem Wi-Fi, Bluetooth e NFC, e vem com o app Smart Tags para que você possa personalizar tags para que abram páginas web, seus apps mais usados ou iniciem serviços. Os controle de volume ficam em uma das laterais, com um botão de “mudo” no meio. Segurar Volume + ou Volume - por alguns segundos enquanto ouve música permite trocar de faixa, e segurar os dois botões simultâneamente captura uma imagem da tela (screenshot). Um único botão no topo do aparelho permite colocá-lo para dormir, desligar ou reiniciar, dependendo de por quanto tempo você o segura e que opções escolhe na tela.
Sistema inovador e eficiente
A interface do sistema operacional BlackBerry 10 é composta por três elementos principais: a tela Applications, que mostra todos os aplicativos em seu aparelho e as pastas que você criou para organizá-los, a tela Active Frames, que mostra os aplicativos já abertos em miniaturas dinâmicas que podem ser constantemente atualizadas com novas informações (como os Blocos Dinâmicos no Windows 8 e Windows Phone 8) e o BlackBerry Hub, uma caixa de entrada unificada onde você irá encontrar todos os tipos de mensagens e notificações. A RIM chama a navegação entre os componentes de “BlackBerry Flow”
O coração do BlackBerry 10 é o BlackBerry Hub, que pode ser acessado a partir de qualquer lugar no sistema deslizando o dedo da borda inferior para o centro da tela, e então para a direita (como um L invertido). Com isso você pode dar uma “olhadinha” no Hub. Se houver alguma notificação ou mensagem, basta continuar deslizando o dedo para a direita até revelar o hub por completo para lê-la.
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O BlackBerry Hub (à esquerda na imagem) agrupa todas as suas mensagens

O BlackBerry Hub também permite filtrar mensagens e notificações para que você só veja os itens que quiser. Por exemplo, você pode clicar no ícone e-mail e ver apenas as mensagens de e-mail, ou escolher Facebook e ver apenas as mensagens e notificações de seus amigos. Desenvolvedores podem criar aplicativos que se integram ao Hub, e quanto mais forem criados, maior será a riqueza de informações disponível.
A tela Application é similar ao que você veria no Android ou iOS, com ícones e mais ícones organizados em uma grade. Cada tela, ou painel, comporta 16 apps, e você pode ter quantos painéis quiser, além de criar pastas para abrigar vários aplicativos: basta segurar o dedo sobre um ícone e arrastá-lo para cima de outro.
O BlackBerry 10, BlackBerry Hub e BlackBerry Flow são realmente únicos. E como tal, é necessário um tempo para se acostumar, mas após uma semana com o Z10, eu estava literalmente “voando baixo” com o aparelho. É muito fácil checar mensagens e notificações usando o Hub, e adoro o fato de que posso fazer isso sem ter de abrir uma inbox ou sair dos aplicativos ou sites que estou usando.
Mas o meu recurso favorito no BlackBerry 10, e no Z10, é o teclado virtual. É o melhor teclado virtual que já usei, ponto, e coloca os teclados padrão do Android e iOS no chinelo. As teclas são grandes e o teclado “aprende” o seu estilo de digitação e ajusta o comportamento de acordo com ele. Mas é o sistema de predição de texto que realmente coloca o teclado do BlackBerry 10 à frente dos concorrentes: o software analisa o que você digita e tenta adivinhar a palavra seguinte.
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O teclado virtual prevê o que você vai digitar

Mas ao contrário de outros teclados, as palavras sugeridas aparecem diretamente sobre a próxima letra na palavra que você está digitando, e para aceitá-las, basta deslizar o dedo para cima sobre a letra. E o teclado ainda vai além: na última semana enviei vários e-mails a funcionários da BlackBerry com perguntas sobre o Z10, e sempre terminei as mensagens com a frase “Thanks very much for your assistance”. Agora, sempre que digito “Thanks”, o Z10 não só completa a palavra assim que teclo Th, como coloca “very” diretamente sobre a tecla V. E assim que aceito a sugestão ele coloca “much” acima da tecla M, e assim até completar automaticamente a frase. 
Um recurso sensacional na câmera do BlackBerry 10 é o TimeShift, que ajuda a tirar fotos melhores de grupos de pessoas. Especialmente crianças, que nunca ficam paradas. O recurso captura uma rápida sequência de imagens e isola os rostos das pessoas nas fotos. A partir daí você pode clicar em um destes rostos e “avançar” ou “retroceder” alguns instantes além do clique, para encontrar a melhor expressão ou corrigir algo como uma piscada fora de hora.
Outro recurso multimída digno de nota é o Story Maker, que permite criar apresentações usando imagens, vídeo e música armazenados no aparelho. Basta indicar os arquivos que deseja incluir, colocá-los na ordem desejada e escolher entre alguns efeitos especiais ao estilo Instagram. Os clipes podem ser salvos em HD, nas resoluções de 720p ou 1080p.
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Story Maker permite criar facilmente apresentações multimídia

O navegador no BlackBerry 10 é muito melhor que o incluso em versões anteriores dos sistemas operacionais da BlackBerry. É rápido, fácil de usar e tem todos os recursos que você espera encontrar em um navegador moderno em um dispositivo móvel. Ele é particularmente hábil ao lidar com sites em HTML5, e tem suporte à tecnologia Adobe Flash.
O serviço BlackBerry Messenger (BBM) também recebeu melhorias significativas, e agora é possível usá-lo para fazer chamadas de vídeo (só entre aparelhos com o BlackBerry 10), voz ou enviar mensagens instantâneas, esteja você conectado através de uma rede celular ou Wi-Fi. Testei brevemente este recurso, e ele me pareceu intuitivo e funcionou bem sobre uma conexão LTE. O BBM também permite que você compartilhe sua tela com outros participantes na conversa, o que pode ser útil para mostrar fotos de uma viagem para uma namorada, uma apresentação para um colega de trabalho ou mesmo para auxiliar equipes de TI a diagnosticar problemas em um aparelho.
A loja BlackBerry World oferece apps, jogos, música, filmes e séries de TV, com cobrança via cartão de crédito, PayPal ou na conta de telefone, dependendo da operadora. O catálogo de série e filmes é mantido pela Rovi, e encontrei uma agradável seleção de lançamentos, filmes antigos e séries favoritas. O catálogo de músicas me pareceu igualmente sólido. A RIM implementou um novo conjunto de controles na loja para que os pais possam controlar o que seus filhos consomem. E o aplicativo Newsstand, que não é parte do BlackBerry World, permite baixar livros e revistas.
Do ponto de vista corporativo, o BlackBerry 10 parece ser bastante atraente. Ele pode se conectar a um servidor Microsoft Exchange usando o ActiveSync, sem a necessidade de um BlackBerry Enterprise Server ou Enterprise Service como intermediário. Mas usar o BlackBerry Enterprise Server 10 (BES10) dá às empresas vários recursos singulares para segurança e gerenciamento, incluindo acesso ao BlackBerry Balance, que cria um ambiente seguro dentro do aparelho que pode ser gerenciado por uma equipe de TI, sem afetar os dados e aplicativos pessoais do usuário. O BlackBerry Balance também inclui uma versão específica para corporações da loja BlackBerry World. Assim, os usuários só podem instalar no perfil profissional apps autorizados pela empresa onde trabalham.
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BlackBerry Balance: vida pessoal e profissional coexistindo em um só aparelho

Apreciei também o pacote office Docs to Go, incluso com o sistema operacional, embora desejasse que o editor de textos tivesse suporte a controle de revisão. Gostei de ver que é possível definir uma mensagem personalizada que irá aparecer na lockscreen, e acessar a câmera mesmo sem desbloquear o aparelho. O novo software BlackBerry Link torna fácil gerenciar arquivos multimídia, documentos e dados, fazer backup e até trocar de aparelho, embora eu tenha usado apenas a versão para Windows. Segundo a fabricante, uma versão para Mac estará disponível assim que os aparelhos chegarem às lojas.
Sim, eu gostei de muita coisa no Z10. Mas há algumas outras que me deixaram louco, e uma delas em particular pode tornar irrelevantes, a longo prazo, todos os pontos positivos.
Probemas com GPS/LBS, câmera e mais
Tive vários problemas com os serviços de localização (LBS - Location Based Services) e/ou GPS no Z10, mesmo quanto estava em um local ao ar livre com excelente cobertura LTE. Os problemas podem ser relacionados ao software, porque alguns apps me pareceram melhor capazes de determinar e usar minha localização do que outros, mas não estou certo. De qualquer forma, foi frustrante ver erros a cada duas ou três vezes em que eu tentava usar um app que precisava de minha localização.
O BlackBerry Z10 tem uma câmera traseira de 8 MP e uma câmera frontal de 2 MP. Em minha experiência, a câmera traseira se saiu bem ao ar livre e sob luz natural, mas deixa a desejar sob pouca luz. Ela também parece ter problemas com fotos em macro em ambientes pouco ou moderadamente iluminados.
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Erros de GPS foram comuns durante os testes

O sistema tem alguns recursos legais para edição de imagens que permitem ajustar o brilho e balanço de branco de uma imagem, além de adicionar filtros e molduras. Mas só há três modos de captura (normal, estabilizado e burst) e quatro modos de cena (auto, ação, quadro branco, noite e “praia e neve”), em contraste às dúzias de modos de cena disponíveis no Galaxy S III e em outros aparelhos.
O Z10 usa um processador dual-core rodando a 1.5 GHz, em uma época em que vários smartphones topo de linha, incluindo o Samsung Galaxy S III e o Note II, usam processadores quad-core. Meu lado “racional” diz que o Z10 não tem o mesmo desempenho destes aparelhos em termos de poder de processamento, mas não vi nenhum problema de desempenho no meu dia-a-dia com o aparelho. O sistema parece ser eficiente, e pode ser que o aparelho simplesmente não precise de um processador mais poderoso no momento.
Também gostaria que a BlackBerry oferecesse um modelo com maior capacidade de armazenamento: no momento o Z10 só está disponível com 16 GB de memória interna. Imagino que a empresa tenha tomado esta decisão para reduzir os custos de produção. Pelo menos há um slot para cartões microSD de até 32 GB, o que permite expandir a capacidade de armazenamento para até 48 GB. Ainda assim, é menos que um iPhone 5 topo de linha (que tem 64 GB).
Há um LED indicador sobre a tela que pisca em vermelho quando você tem novas mensagens ou notificações, e laranja quando a bateria está fraca, mas não pisca mais em verde ou azul quando há dispositivos Bluetooth conectados (como faziam os "antigos" BlackBerry). As portas USB (para transferência de dados e recarga de bateria) e HDMI (para conexão a uma TV ou monitor externo) ficam na lateral esquerda do aparelho, o que torna difícil segurá-lo se ele estiver carregando, especialmente se você for um canhoto.
Poucos aplicativos de renome e software bugado.
A BlackBerry sabe que o sucesso de seu novo sistema e aparelhos depende do ecosistema de aplicativos, e fez um belo esforço para cortejar os desenvolvedores ao longo do último ano, organizado “Jam Sessions” e “Porthatons” ao redor do mundo e até mesmo oferecendo aos desenvolvedores incentivo financeiro para que criem aplicativos para o BlackBerry 10.
Mas apesar de tudo isto a situação atual desaponta, e estou frustrado com a seleção de aplicativos que encontrei na BlackBerry World. Também estou desapontado com a qualidade dos apps, já que francamente esperava mais. Para ser justo, há muitos apps e jogos para o BlackBerry 10 na BlackBerry World. E alguns deles parecem ser bem legais. Mas não são os apps que eu quero, ou aqueles dos quais preciso
Quando me entregou um Z10 para review na semana passada, a BlackBerry me disse que a seleção de aplicativos na BlackBerry World não representaria o disponível no dia do lançamento. Segundo a empresa vários parceiros querem aguardar até o anúncio oficial da plataforma para anunciar seus apps. A empresa também disse que alguns dos apps pré-instalados em meu aparelho ainda estavam em desenvolvimento e seriam atualizados antes do lançamento (especialmente o Twitter e Facebook). Levei isso em consideração, mas só posso analisar o que tenho em mãos, e o que vejo desaponta.
Tenho um punhado de aplicativos Android que uso com frequência, ou seja, todo dia ou pelo menos uma vez a cada dois ou três dias. Entre eles o Twitter, Foursquare, Instagram, Google+, Untappd, Facebook, Google Maps, Google Music, Amazon MP3, Amazon Kindle, Netflix, Dropbox, Kik Messenger, Spotify, Fitbit, NBA Game Time e o app de pagamentos móveis da Dunkin’ Donuts.
Destes apps, apenas o Twitter, Foursquare, Untappd e Facebook estão disponíveis para o BlackBerry 10. Um cliente Dropbox de terceiros também está disponível e faz o serviço, mas os apps oficiais para Android e iOS oferecem uma experiência muito melhor. Se eu for generoso e contar o Dropbox, isso significa que menos de 30 por cento dos apps que uso regularmente no Android (5 de 17) estâo disponíveis.
O BlackBerry World pode estar recheado de apps (70 mil, segundo a BlackBerry), mas muito do que vejo é lixo, com poucos apps de desenvolvedores notáveis. Quando viajei de Boston para Nova York para o evento de lançamento do BlackBerry 10 tive de usar constantemente meu Galaxy S III, porque o Z10 não tem os apps que uso para informações sobre transporte público, meu bilhete digital do trem e o app com minha reserva no hotel.
O pior é que alguns aplicativos nativos do BlackBerry 10 são bugados. O calendário nativo “cai” a cada vez que tenho adicionar um compromisso sem antes especificar se quero colocá-lo em meu calendário pessoal ou profissional. Se procuro por uma empresa usando a barra de buscas no navegador, vejo mensagens de erro quando clico no número de telefone para fazer uma chamada, e tenho de digitá-lo manualmente. E tive problemas ao abrir arquivos anexos a e-mails, mesmo documentos básicos do Word.
O sistema congelou completamente algumas vezes ao longo da última semana, e tive de remover a bateria para reiniciar o aparelho. Isto é particularmente frustrante dado o quanto tempo a BlackBerry gastou desenvolvendo o BB10.
Uma coisa que a BlackBerry fez muito bem em versões anteriores de seu SO foi o sistema de notificações. Você podia definir toques e vibração personalizados para a maioria dos apps e serviços, e ainda pode fazer isso no BB10, mas as opções disponíveis foram reduzidas. Por exemplo, não é possível definir múltiplos padrões de vibração, ou vibrações mais curtas ou mais longas, como alertas, já que só há uma opção de vibração no BlackBerry 10. E o sistema tem uma quantidade significativamente menor de tons e sons.
Ícones fixos para o discador e a câmera aparecem na tela Active Frame e em todos os painéis de aplicativos, mas não é possível trocá-los por atalhos para outros aplicativos mais usados. E só é possível adicionar 16 aplicativos em cada pasta, o que não é o ideal.
A BlackBerry deveria ter oferecido algum serviço de armazenamento de músicas online como o Google Music ou o Amazon MP3. Não estou acostumado a armazenar músicas no próprio aparelho, e estou usando mais espaço na memória interna do Z10 do que normalmente usaria por causa disso.
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Infelizmente, o BlackBerry 10 não "conversa" muito bem com o tablet BlackBerry Playbook

Também teria sido bom ver algum tipo de integração com o PlayBook, o tablet da BlackBerry. O BlackBerry OS 7 tem um app que permite controlar remotamente o tablet (algo bom na hora de fazer apresentações), mas isso não é possível no BlackBerry 10.
Conclusão
O maior desafio da BlackBerry no momento é atrair usuários de smartphones rivais. Mas o consumidor típico não vai trocar seu iPhone ou Android por um Z10 (ou seu irmão menor com teclado, o Q10) se não puder usar os apps de que depende no dia-a-dia. Simples assim.
Desde que recebi o Z10, me perguntei repetidamente: eu consigo substituir completamente meu smartphone Android por ele? A resposta é não, pelo menos por enquanto. E isso diz muito. Ainda assim o BlackBerry 10 e o BlackBerry Z10 são um imenso passo na direção certa. Se você está procurando um smartphone com tela sensível ao toque topo de linha, que seja diferente do Android ou iPhone e não se preocupa muito com a atual falta de aplicativos de qualidade, pode ficar satisfeito com o Z10. Mas se quer uma boa seleção dos apps mais populares e no geral a melhor experiência em computação móvel atualmente disponível, é melhor procurar em outro lugar.
A pergunta de um milhão de dólares é: poderia BlackBerry 10 ser capaz de salvar a BlackBerry e colocar aparelhos nas mãos das multidões de usuários de iOS e Android? Sim, poderia. Mas o Z10 sozinho não será capaz isso, e mesmo que seja bem recebido entre os usuários é apenas o primeiro passo em uma longa e tortuosa estrada que a empresa precisará percorrer no caminho para a recuperação.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

BlackBerry 10 chega para usuários hiperconectados e multitarefa


Em uma apresentação que foi cheia de música e vídeos - e lamentavelmente poucos detalhes - a Research in Motion lançou dois novos celulares na tentativa de restaurar sua sorte no mercado de smartphones.
A empresa colocou quase tanto peso nisso quanto em sua mudança de nome para BlackBerry (a abreviação muda de RIMM para BBRY na Nasdaq), mostrando o desenvolvimento de alguns dos principais aplicativos populares de smartphones que farão parte do catálogo BlackBerry 10, bem como vídeos de desenvolvedores e usuários entusiastas, trazendo ao palco a cantora Alicia Keys como "diretora criativa global" da empresa.
A companhia tem bajulado os desenvolvedores de aplicativos, e hoje o catálogo online da BlackBerry World conta com mais de 70 mil aplicativos, incluindo famosos nomes globais em jogos, redes sociais e outras categorias.
Mas no centro da apresentação estava a interface única de usuário, apelidada de BlackBerry Flow. Desenvolvida sobre o novo kernel do sistema operacional, apresenta um novo conjunto de gestos que podem ser utilizados com o que parece ser uma integração profunda de contatos, calendários, rede social,  atualizações e mensagens por meio do BlackBerry Hub.
Tanto o Flow quanto o Hub parecem ser o foco para a abordagem de marketing da BlackBerry. Um dos comentários mais importantes durante um Q&A após o evento principal foi feito por Frank Boulben, diretor de marketing. Ele foi questionado sobre como a BlackBerry iria atrair novos usuários ou consumidores de smartphones existentes.
"Nós fizemos ampla pesquisa de mercado [de usuários finais]", disse ele. Esse estudo identificou um grande grupo que a BlackBerry chama de 'hiperconectado' e 'multitarefa'”, cerca de um terço de todo o mercado, de acordo com Boulben. "Estamos tentando atrair não apenas a base existente do BB, mas um público muito mais amplo”. De acordo com ele, "mais do que a metade de todos os canadenses que se inscreveram até agora para celulares BlackBerry 10 não são atuais usuários de BB.
A empresa parece confiante de que pode atrair e convencer um grande número de usuários, mesmo em mercados maduros, como os EUA e o Canadá. O iPhone tem 6 anos de idade, o Android tem muitos telefones (mas apenas alguns poucos modelos que se aproximam do sucesso do aparelho da Apple). A avaliação do BlackBerry é que o sistema operacional e a interface do usuário são a próxima evolução na forma como as pessoas já estão esmiuçando seus smartphones, movendo-se, como o presidente e CEO da BlackBerry, Thorsten Heins, diz, da comunicação móvel para a computação móvel.
Via: IDG Now

Mas afinal, como a Blackberry escolheu seu nome?


A empresa antes conhecida como Research in Motion (RIM) agora passa a atender pelo nome de Blackberry, o mesmo usado pelo seu principal produto. O nome foi criado em 1998 para batizar um novo aparelho da linha de de pagers - sem recursos de telefonia ainda - que enviava e recebia emails wireless.
Os "padrinhos" foram os executivos da Lexicon Branding, uma empresa californiana especializada em criar nomes para produtos de diferentes áreas da indústria. A Lexicon foi contratada por Mike Lazaridis, fundador da (então) RIM, que esperava fugir da sequência de nomes RIM 950, RIM 960 etc., que até o momento batizava os pagers da empresa, para achar um nome que pudesse ser usado para destacar o recurso mais inovador do equipamento: receber e enviar emails.
“Naquela época, eles estavam nadando contra a corrente dos pagers e todo mundo tinha um pager", diz o presidente da Lexicon, David Placek, num depoimento para o livro BlackBerry Planet. “Tínhamos que achar um nome muito diferente para o equipamento e deixar para as operadoras, como a AT&T, nomes mais conservadores e descritivos", diz Placek.
A idéia era achar um nome que fosse divertido e que não fosse associado ao stress de receber e enviar emails. O teclado, cheio de pequenos botões arredondados, lembrava a casca de uma fruta silvestre e o primeiro nome foi "strawberry". "Muito lento. Essa tecnologia é instantânea", disse Placek, segundo relato da revista The New Yorker.
Mas alguém escreveu o nome de outra fruta cheia de bolinhas, blackberry. O nome era o preferido de Placek, mas teve de integrar uma lista de 40 alternativas apresentadas para a diretoria da RIM. Durante alguns meses a Lexicon e os executivos da RIM foram eliminando candidatos até ao blackberry. Um pouco antes do lançamento, os linguístas da Lexicon sugeriram que a letra "B" fosse maíuscula, para enfatizar uma letra que segundo eles representa "confiabilidade" em muitas línguas.
Os engenheiros não gostaram inicialmente do equipamento ganhar o nome de uma fruta, mas Blackberry tornou-se um dos nomes de produto mais bem sucedidos da história da tecnologia e um dos produtos mais populares, até perder seu lugar para o iPhone e equipamentos Android. Pode ser que dê sorte de novo.
Via: IDG Now

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

RIM muda nome para BlackBerry e anuncia primeiros aparelhos com BB10


A RIM anunciou nesta terça-feira, em um evento em Nova York, os dois primeiros aparelhos equipados com seu novo sistema operacional, o BlackBerry 10.
O Z10 é um smartphone "Full Touch", equipado com uma tela de 4.2". Já o Q10 segue a linha dos aparelhos tradicionais da empresa, com um teclado físico e uma tela "quadrada" de 3.1 polegadas.
O novo sistema operacional tem uma interface baseada em gestos e multitarefa verdadeira. Se integra a redes sociais, como o Facebook, permite a definição de múltiplos perfis para o mesmo usuário (como Profissional para o horário do trabalho, Pessoal para as horas vagas) e traz um navegador web "incrivelmente rápido e intuitivo".
O BlackBerry Messenger, sistema de mensagens que é um dos mais populares recursos da plataforma, foi aprimorado e agora permite videochamadas e o compartilhamento de telas. E atenção especial foi dedicada ao teclado virtual no Z10, que segundo o CEO da empresa, Thorsten Heins, é "o melhor do mercado".
Assim como o sistema operacional do tablet PlayBook, o BlackBerry 10 é baseado no QNX, um sistema operacional multi-tarefa em tempo real que foi adquirido pela RIM em 2011.
Adeus RIM, olá BlackBerry
A empresa também anunciou uma mudança de nome. Em vez de Research In Motion, nome usado desde sua fundação em 1984, ela passará a ser conhecida como BlackBerry Ltd. Segundo Heins usuários já compram smartphones "da BlackBerry", e funcionários trabalham "para a BlackBerry", então a adoção do nome do produto que tornou a empresa famosa é algo natural.
Ainda não há informações sobre preços ou data de lançamento dos primeiros aparelhos com o BlackBerry 10.
Via: IDG Now

terça-feira, 13 de novembro de 2012

RIM irá lançar BlackBerry 10 e aparelhos em 30 de janeiro de 2013


Research In Motion irá lançar o BlackBerry 10 e os dois primeiros smartphones baseados no sistema operacional no dia 30 de janeiro do ano que vem, disse a empresa.
O evento acontecerá simultaneamente em vários países ao redor do mundo, de acordo com a RIM. O sistema operacional estava originalmente programado para ser lançado em algum momento antes do fim do ano, e não há dúvida de que ele e os produtos serão muito importantes para o futuro da companhia.
"Não é apenas importante, irá determinar o futuro da RIM. Uma falha será o fim da empresa, por isso não há espaço para erros", disse Malik Saadi, principal analista da Informa Telecoms & Media.
A empresa viu sua fatia de mercado diminuir no decorrer dos últimos dois anos - e já foi a terceira maior vendedora de smartphones do mundo -, com uma quota de 4,3% no terceiro trimestre, abaixo dos 9,6% de um ano atrás. A empresa ainda tinha 80 milhões de usuários ativos durante o trimestre que terminou  em primeiro de setembro, o que foi um aumento, disse a RIM quando anunciou seus resultados financeiros trimestrais.
Ao começar a partir do zero com uma interface baseada em toque, a empresa acredita que pode voltar a ser competitiva com o iPhone, da Apple, e o Android, liderado pela Samsung nas vendas de dispositivos móveis. A RIM ainda é uma força a ser reconhecida nas pequenas empresas e países em desenvolvimento, embora tenha perdido participação de mercado para a Apple, em particular. O principal diferencial ainda são e-mail e mensagens, de acordo com Saadi. "Mas eu duvido muito que os consumidores nos países desenvolvidos irão mudar de um iPhone ou Android para o BlackBerry 10", disse ele.
A companhia também irá anunciar um smartphone touchscreen e um que combina um teclado touch com um físico (QWERTY) em 30 de janeiro, Saadi espera. A tela do dispositivo QWERTY será maior do que em telefones anteriores, ele disse. Os dispositivos também serão uma vitrine para os potenciais licenciados da plataforma BlackBerry 10, de acordo com Saadi. Algumas das principais características do próximo sistema operacional já foram revelados, incluindo o BlackBerry Hub e Balance.
Todas as mensagens, notificações, feeds e eventos do calendário estão reunidos no Hub. Não importa o que os usuários estejam fazendo com o dispositivo, eles podem acessar o Hub a qualquer momento com um simples gesto. O BlackBerry Balance permite aos usuários alternar entre uma parte pessoal do telefone e uma da empresa, que são separados pelo nível dos arquivos. No recente evento BlackBerry Jam, em Londres, essa foi uma das características que mais impressionaram o público.
Via: IDG Now

quinta-feira, 5 de julho de 2012

De olho no BYOD, RIM lança sistema para gerenciamento de aparelhos móveis

Após anos de desgastante concorrência contra nomes poderosos como Apple e Samsung e em má situação financeira - inclusive com grandes cortes de pessoal, a RIM percebeu que deve reforçar sua posição onde ainda tem presença marcante: o mundo corporativo. De olho na tendência BYOD (funcionários usando dispositivos pessoais no trabalho), a empresa anunciou a chegada ao Brasil do BlackBerry Mobile Fusion, solução para administração de dispositivos móveis (MDM).

Além de aparelhos BB (smartphones e tablets PlayBook), a plataforma permite gerenciar dispositivos Android e iOS, dentro de um console unificado com interface web.

“As empresas têm um problema a resolver - a adoção dos dispositivos móveis”, disse o diretor-geral da RIM para o Brasil, Peter Gould. Segundo ele, em encontro recente com um CIO, ouviu a seguinte reclamação: "BYOD devia chamar Bring Your Own Disaster" (traga seu próprio desastre)', ele me disse".
O Fusion é uma plataforma com três módulos: Enterprise Server, para gerenciar smartphones BB; Device Service, para PlayBooks e os futuros aparelhos com sistema BB10 (previstos para 2013) e Universal Device Service, para devices iOS e Android.

O sistema permite concentrar na mesma interface todos os dispositivos de um funcionário, com uma aba do "navegador" para cada (veja imagem).

BB_Fusion
Tela de gerenciamento do BlackBerry Mobile Fusion

A ferramenta permite estabelecer políticas de segurança para os aparelhos, fazer bloqueio e remoção de dados remotamente e gerenciar aplicativos e software.

Em iOS e Android, o Fusion detecta se o aparelho possui jailbreak (Apple) ou acesso root (Android), e avisa ao administrador. "Essas práticas são enormes riscos de segurança, e o sistema pode barrar o acesso do dispositivo na hora", diz Renato Martins, gerente da RIM.

Também é possível bloquear a câmera e até o navegador-padrão do aparelho. "Mas não podemos fazer tanta coisa como em um BlackBerry", explica Martins. "Os recursos de administração são limitados pelas APIs oferecidas pela Apple e pelo Google", diz.

Devido a essa limitação, não é possível, por exemplo, localizar via GPS aparelhos iOS/Android perdidos ou roubados - somente fazer o bloqueio ou apagar todos os dados remotamente.

Em dispositivos RIM, o Fusion permite criar uma área à parte no sistema operacional, específica para apps relacionados ao trabalho. Essa tecnologia, chamada Balance, pode ser usada pelos administradores para impedir compartilhamento não-autorizado de dados corporativos. É possível, por exemplo, bloquear o envio de um e-mail do trabalho para um endereço pessoal (GMail, Hotmail etc).

"Além disso, as áreas 'trabalho' e 'pessoal' do aparelho não se comunicam", afirma Matt Gueiros, executivo da RIM.
 
Produto independente

Embora não revele metas, a RIM aposta na adoção rápida do Fusion entre os clientes da empresa no Brasil, onde ela tem 250 mil servidores de e-mail BlackBerry Enterprise instalados (não revela a quantidade de clientes).

Além disso, a RIM espera competir também com outras soluções de MDM - o Fusion é um produto à parte, que pode ser usado mesmo por empresas que não usam a plataforma BB.

Para isso, a companhia canadense adotou uma política de licenciamento agressiva. O Fusion e os clientes para iOS e Android são gratuitos. A cobrança é por dispositivo ativo gerenciado, e a licença é perpétua. Os preços começam em 256 reais cada (de 1 a 4 aparelhos) e caem até 143 reais (acima de 1000).

O BlackBerry Mobile Fusion também pode ser baixado no site da empresa. www.blackberry.com/fimdocaos. A versão vale por 60 dias e permite o gerenciamento de 60 PlayBooks e 60 devices iOS/Android.

Via: PC Word

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Instalação de apps no PlayBook deverá ser feita apenas pela loja oficial

A possibilidade de transfeir aplicativos do computador para o PlayBook da RIM deverá ser desativada por uma atualização de software. O motivo alegado é que isso facilia a pirataria de apps, prejudicando os desenvolvedores. Sendo assim, o único meio oficial para instalar aplicativos será pelo BlackBerry App World, assim como é feito pela Apple no iOS e a Microsoft no Windows Phone.

Um executivo da empresa comentou o caso rapidamente no Twitter há alguns dias. Uma alternativa será liberada para os desenvolvedores realizarem seus testes, é claro. Ele critica o problema da pirataria para desenvolvedores do Android e diz que não quer um sistema caótico como esse.

Ele acredita que um quarto dos aplicativos do Android são pirateados, embora nesta declaração não deixou claro se são os instalados via Android Market Google Play ou apenas os baixados fora da loja oficial - esta última opção é a mais provável, embora dizer 25% parece um exagero.

A tática de sideload consiste numa das formas mais primárias - e livres - para passar conteúdo para outros aparelhos, normalmente usando uma conexão via cabo. No Android há diversas possibilidades, dada a natureza aberta da platafoma. É fácil passar arquivos até mesmo via FTP (como o excelente SwiFTP por exemplo), sem contar o download comum pelo navegador. Para instalar apps baixados basta permitir a instalação de aplicativos de outras fontes nas configurações do sistema. E não é difícil encontrar arquivos apk pirateados de boa parte dos apps famosos.

BlackBerry PlayBook 

Via: Hardware