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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

LinuxMint aconselha usuários a trocarem de mirrors por conta de alto tráfego.

Launchpad da Equipe de Tradução do Linux Mint BrasileiroO Linux Mint 17.1 “Rebecca” tem sido um verdadeiro sucesso e a comunidade recebeu-o de braços abertos. E desta vez ninguém vai poder dizer que é mera propaganda ou questões de estatísticas em sites de medição de downloads ou pesquisas. A prova disso é que o repositório oficial não é mais capaz de atender solicitações de todos os usuários. Os desenvolvedores recomendam que os usuários escolham um espelho diferente para osrepositórios. Os espelhos são os endereços que usamos no gerenciador de software e atualizações, é ele quem envia as atualizações para o seu sistema, garantindo que o seu LinuxMint mantenha-se estável e atualizado.

O projeto Linux Mint tem um grande número de usuários e seu número aumentou nosúltimos dois anos. Esta distribuição é um dos sistemas operacionais de código aberto quemais cresce e mais pessoas do que nunca estão usando agoraPor conta disso houve nos últimos dias uma sobrecarga nos servidores oficiais, mas há espelhos disponíveis quequalquer um pode usar.
Nem todo mundo sabe que os repos para Linux Mint estão espalhados em vários espelhos, por todo o mundo. Isso significa que alguns usuários possam sentir dificuldade para selecionar um espelho diferente, embora ele provavelmente fornece uma conexão muito melhor. Abaixo confira um trecho da informação que foi divulgada pelo Clement Lefebvre, sobre o assunto, ele é o líder do projeto.

“Nosso principal repositório packages.linuxmint.com não é atualmente capaz suportar todas as conexões que estão sendo solicitadas. Isso pode causar erros, tempos de espera e atrasos no apt-get, e em seu gerenciador de atualização“, relatou Clement Lefebvre, o líder do projeto . Ele também explicou,  o passo a passo, que os usuários precisam fazer a fim de selecionar um espelho diferente.Procure no menu do seu Linux Mint > Administração > Fontes de Aplicativos, note que na imagem abaixo, o repositório oficial ainda é o do Linux Mint, na opção Início (Rebecca) clique na caixa de seleção, e escolha o repositório diferente, há várias disponíveis, eu escolhi o brasileiro.
Captura de tela de 2014-12-16 09:05:57
Ao clicar sobre a caixa de seleção, note que uma nova caixa de diálogo vai aparecer com a lista de todos os repositórios:
Captura de tela de 2014-12-16 09:06:04
Em seguinda clique em Aplicar e depois em atualizar Cache, que é este botão no canto superior direito da janela Fonte de Aplicativos, aguarde a atualização dos pacotes e pronto, problema resolvido e você vai estar colaborando diretamente, ao impacto nos servidores do LinuxMint.

sábado, 11 de agosto de 2012

Não contente com a nova versão, Mint usará fork do Nautilus

Nas versões recentes do Nautilus, gerenciador de arquivos do GNOME, várias coisas foram removidas para torná-lo mais simples. Muita gente não gostou das mudanças, incluindo aí os produtores do Mint. Nasce então o Nemo, um fork do Nautilus.

O GNOME 3.5.x tem barras de menu e ferramentas redesenhadas, mas removeu as visualizções em dois painéis, compacta e barra lateral com a árvore de pastas. Removeu também o menu 'Ir', entre outras coisas.
O fork Nemo ainda está dando os primeiros passos, pode trazer alguns problemas. Se ainda assim quiser testá-lo, confira instruções neste post do fórum do Mint.

Nemo 

Por enquanto ele não tem diferenças significantes perto do Nautilus 3.4.x. O fork poderá dar mais liberdade ao pessoal do Mint para futuras adições de recursos e uma maior diferenciação do Nautilus original, algo que parecia impraticável para os produtores do GNOME.

Nemo, fork do Nautilus

Depois de criar seu próprio shell para o GNOME e também um fork do Mutter, o Nautilus é mais um grande projeto do qual o Mint cria um fork. É esse o espírito do software livre: quando algo novo desagrada e os desenvolvedores originais não pretendem voltar atrás, pode-se usar a base de código que agradava até antes da mudança, renomeá-la e continuar com o projeto antigo.

Com os conceitos que o GNOME atualmente pretende passar, vários usuários tradicionais estão largando o ambiente ou buscando alternativas para remediar os problemas. O gerenciador de arquivos padrão é um item fundamental num ambiente desktop ou sistema operacional qualquer, e alterações do tipo que remove recursos de vários anos quase sempre não são bem vistas.

Via: Hardware

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Cinnamon é incluso nos repositórios oficiais do Fedora


O Cinnamon deu um grande passo para ser considerado um ambiente desktop no mesmo nível dos outros: agora ele faz parte dos repositórios oficiais do Fedora. Isso facilita muito a instalação no Fedora (e provavelmente em outras distros mais pra frente), já que basta dar um yum install cinnamon. Bem melhor do que ter que adicionar repositórios extras mantidos por terceiros ou individuais sem ligação garantida com a distro. Desde o começo do ano o Cinnamon era mantido num repositório add-on por um desenvolvedor do Fedora.
Cinnamon

O processo de integração começou há algum tempo, mas do pedido até a aprovação foram cerca de seis meses. Basicamente uma série de problemas de compatibilidade foram resolvidos nesse tempo, garantindo que o Cinnamon rode com qualidade sem interferir com outros ambientes.

comentado por aqui, este ambiente tem a base do GNOME 3 e usa o Muffin (um fork do Mutter), mas traz uma experiência típica do Mint. Ele lembra mais o GNOME 2 com as personalizações do Mint do que o GNOME 2 "puro", assim como mantém vários conceitos tradicionais, sem entrar na onda das revoluções questionáveis do GNOME ou Unity.

Muita gente não vê com bons olhos a entrada de "mais um ambiente", mas esse é o espírito do software livre: se você não está contente com uma coisa, é possível torná-la melhor (ao seu modo) ou lançar algo novo. No Linux sempre foi assim e praticamente sempre será. Não há uma equipe de superiores ditando como e onde deve ficar tal menu ou como será o desenho da janela... É justamente algo livre. Se isso traz impactos negativos ou não é outra questão: não dá para parar.

Provavelmente o Fedora continuará com o GNOME como padrão, mas é bem provável que as próximas versões incluam a opção de usar o Cinnamon também (como um spin, ou variante). Sendo instalado pelos repositórios oficiais ele também fica disponível no gerenciador de login, exatamente como qualquer outro ambiente.

Depois de resolver os atuais problemas, parece que o próximo a entrar para os repositórios oficiais do Fedora será o Unity, da Canonical. Isso  ainda vai demorar já que várias alterações técnicas no sistema são necessárias. Por enquanto há um repositório não oficial para facilitar o uso dele no Fedora.

É necessário ver também se a Canonical terá interesse em manter o projeto para outras distros, ou se o trabalho ficará a cargo de voluntários sem ligação com os produtores oficiais. Queira ou não manter suporte a várias distros pode ser extremamente complicado e custoso para o Unity, já que todo o seu foco de desenvolvimento é concentrado no Ubuntu. Alterações à primeira vista simples em determinados arquivos ou bibliotecas podem quebrar o carregamento dele em outras distros, e ficar lidando com esses problemas não parece ser algo que a Canonical quer no momento.

Via: Hardware

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Lançado LMDE 201204, atualização do Linux Mint com a base do Debian

Foi lançado o LMDE 201204, a edição do Mint baseada no Debian. Esta versão vem com o MATE 1.2, Cinnamon 1.4 e Xfce 4.8, todos prontos e no estilo do Mint, mantendo mais ou menos o mesmo visual e comportamento.

Desktop padrão: MATE
MATE (fork do GNOME 2.x), o desktop padrão no LMDE



O LMDE é uma distro semi-rolling baseada no Debian Testing. Apesar de receber atualizações constantemente, de vez em quando atualizam o liveDVD e instalador dela. Isso permite trazer vários aprimoramentos juntos numa versão atualizada, facilitando o upgrade de quem não gosta tanto das atualizações constantes. Dessa forma os recursos recebem mais tempo para testes, não ficando tão sujeitos aos problemas dos pacotes do Debian Testing.

A distro é fornecida em liveDVD com o MATE, Cinnamon e Xfce. O objetivo principal do Mint é manter seu estilo tradicional sem seguir as ideias das novas interfaces, como GNOME Shell do GNOME 3 ou o Unity da Canonical. Com isso o sistema acaba agradando usuários mais antigos (antigos, não necessariamente técnicos ou entusiastas, já que muitos torcem o nariz para o Mint).

Cinnamon
Cinnamon, disponível na tela de login do LMDE



Quem quer praticidade e prefere o Debian em vez do Ubuntu pode se contentar melhor com o Mint, que não deixa de ser uma grande personalização do Debian, se destacando pela facilidade e relativa popularidade perto de outros sistemas. A compatibilidade com repositórios do Debian Testing é dada como total, 100%.

O gerenciador usado nesta é o MDM, familiar de muitos: basicamente ele traz o GDM 2.20 de volta e todos os seus recursos, como o login remoto, ferramentas de configuração, troca rápida de usuário, suporte a temas, seleção de idioma, etc.

Xfce
Xfce, em sua configuração com o estilo do Mint, também disponível no DVD



As características de rolling release permitem manter o sistema sempre atualizado sem ficar fazendo novas instalações por cima. O LMDE ainda é dado como mais rápido do que o Mint comum, uma vez que o Debian é mais "leve" que o Ubuntu. Eventuais problemas mainstream do Ubuntu também não estão presentes.

Veja mais no anúncio, onde estão os links de download.

Via: Hardware

terça-feira, 27 de março de 2012

Linux Mint Debian Edition Update Pack 4: eliminando o GNOME 2

Foi lançado o Update Pack 4 do LMDE, aquela edição do Linux Mint baseado no Debian. O LMDE começou como uma distro rolling release pegando as atualizações mais recentes do Debian Testing, mas se adaptou para um lançamento mais espaçado com "pacotes de atualização" de tempos em tempos. Isso permite manter maior estabilidade e dá um tempo para desenvolver melhor os recursos específicos da distro, sem prejudicar as atualizações constantes com a base do Debian.

Nessa versão está sendo removido o GNOME 2, algo que já foi feito em outras distros. Os pacotes do GNOME 2 conflitam com os do 3. Como alternativa temos o ambiente MATE, que é basicamente um fork do GNOME 2, ou um GNOME 2 renomeado - que não entra em conflito com o 3. O Mint tem uma coisa bem legal que é o mintMenu e o mintDesktop, seu estilo próprio. Independente do ambiente o visual fica consistente, mantendo as mesmas ideias. O mintMenu e mintDesktop foram portados para o MATE, então não há o que perder perto do GNOME 2.

LMDE

O objetivo da distro mesmo é focar o trabalho da interface no Cinnamon, fork do GNOME Shell. Além dele é possível usar o KDE ou Xfce, ou outro ambiente, claro. Neste Update Pack 4 as versões usadas são 4.7.4 do KDE, 4.8 do Xfce, 3.2.2 do GNOME Shell e 1.4 do Cinnamon. O kernel Linux é o 3.2.

Via: Hardware

domingo, 18 de março de 2012

Lançado Cinnamon 1.4, com várias melhorias no ambiente

Foi lançado nesta semana o Cinnamon 1.4, trazendo mais alguns aprimoramentos que tornam o ambiente mais produtivo e eficiente.

O Cinnamon, como muitos devem saber, é um fork do GNOME Shell introduzido pelo Linux Mint. As mudanças radicais no GNOME Shell não agradaram uma série de usuários antigos, nem mesmo o Unity da Canonical conseguiu com êxito total popularidade. Além da parte chata de ter que mudar os hábitos, nessa nova moda de interface é comum ter que dar mais cliques para realizar as mesmas tarefas que eram feitas rapidamente antes. O Cinnamon vem suprir esse lado, sendo baseado em todas as tecnologias recentes do GNOME 3 sem trazer a tão criticada interface nova. Ele oferece uma experiência próxima à do GNOME 2 personalizado que era usado no Mint (sem aquele menu superior tradicional do GNOME).

A versão 1.4 lançada nesta semana inclui dois modos distintos para gerenciar os desktops virtuais: o "Scale", similar ao plugin do Compiz de mesmo nome, e o "Expo", parecido com o "Compiz Wall".

Modo Scale
Modo Scale



Modo Expo
Modo Expo


Por padrão:
  • CTRL+ALT+UP abre o Expo
  • CTRL+ALT+DOWN abre o Scale
  • Levar o cursor para o canto superior esquerdo chama o Expo
  • CTRL+ALT+LEFT/RIGHT troca entre o ambiente de trabalho à esquerda/direita
  • CTRL+ALT+SHIFT+LEFT/RIGHT move a janela ativa para o ambiente de trabalho à esquerda/direita
Há agora um painel de configuração na barra, facilitando a organização dos applets (muita gente se confundia ao arrastá-los):

Configurações do painel

O Cinnamon 1.4 está traduzido em 39 idiomas e tem grandes aprimoramentos em linguagens RTL, como árabe.

Entre outras opções de configuração agora há itens para usar apenas ambientes de trabalho no monitor principal, configuração da borda ativa e seu comportamento (a que chama o Expo, por exemplo), atraso da abertura dos menus e movimentação dos lançadores do painel.

O menu de aplicativos recebeu suporte completo para arrastar e soltar, além de um editor. Vai ficar bem mais fácil configurá-lo de agora em diante.

Editor de menus baseado no Alacarte
Editor de menus baseado no Alacarte



Confira todas as novidades no anúncio. Essa versão deve ser liberada nas atualizações do Mint 12 em breve, se ainda não estiver por lá. Há dicas de instalação em outras distros nesta página, como Ubuntu 11.10, Fedora 16, OpenSUSE 12.1, Arch, Gentoo e Frugalware.

Via: Hardware

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Mais sobre o Cinnamon e rant sobre o Linux nos desktops

O Cinnamon ("canela" em Inglês) é um desktop gráfico baseado no Gnome 3 e no Mutter, oferecendo um desktop funcional e configurável, similar ao Gnome 2 personalizado oferecido no Linux Mint, que promete oferecer refúgio aos usuários desgostosos com os rumos do Gnome 3 e do Unity. Embora tenha sido anunciado a pouco menos de um mês, o Cinnamon já está na versão 1.1.3 e ja é considerável utilizável, muito embora ainda careça de uma ferramenta gráfica de configuração, prometida para a versão 1.1.4.

Um post no Blog do Mint oferece uma visão geral sobre o Cinnamon e o que já foi obtido pelo projeto. Em resumo, o Cinnamon foi uma resposta direta ao lançamento do Gnome 3, que obrigou os desenvolvedores a buscarem uma alternativa viável ao velho Gnome 2, já que o Gnome 3 foi considerado muito simples e limitado para uso na distribuição. Por ter obra dos mesmos desenvolvedores, o Cinnamon compartilha das mesmas ideias fundamentais do Mint sobre como deve ser um desktop, o que fará com que os fãns do Mint automaticamente se interessem pelo novo ambiente:


O Cinnamon é um fork do Gnome Shell, baseado no Mutter e no Gnome 3, que já oferece um desktop moderadamente estável e bastante funcional, já com pacotes disponíveis para o Ubuntu 11.10, Fedora 16, OpenSUSE 12.1, Arch Linux e para o Mint 12, e em breve entrará também nos repositórios do Debian Testing. Ele é instalado através do pacote "cinnamon-session", que instala o desktop e faz com que ele seja incluído no menu de ambientes gráficos da tela de login.

Pessoalmente eu vejo bastante potencial no Cinnamon, principalmente pelos desenvolvedores estarem focados diretamente na usabilidade do ambiente, desenvolvendo rapidamente uma alternativa ao Gnome 3 a partir da reutilização de código e ferramentas de outros projetos, em vez de tentarem reinventar a roda, criando um novo e revolucionário ambiente a partir do zero, que ficaria pronto apenas depois de dois ou três anos.


Por outro lado, a situação do Gnome 3 mostra mais uma vez um dos grandes problemas do Linux no desktop, que é a falta de continuidade em muitos projetos. Quando um ambiente ou aplicativo atinge um certo nível de maturidade e funcionalidade, e o código começa a se tornar difícil de manter, muitos desenvolvedores resolvem mudar completamente os rumos do projeto, reescrevendo ou portando tudo para uma nova biblioteca gráfica ou linguagem, ao mesmo tempo em que tentam aplicar todos os novos e revolucionários conceitos de interface.

Não apenas leva muito tempo até que o novo ambiente se torne estável (veja o caso do KDE 4 por exemplo), como muitas das funcionalidades antigas nunca são portadas, sem falar no fato de que os desenvolvedores muitas vezes priorizam suas preferências e ideais pessoas em vez das preferências da maioria dos usuários. Isso contrasta com o modelo adotado pela Microsoft, por exemplo, que apesar de todos os problemas e abusos pelo menos oferece um desktop que evolui de uma forma mais ou menos previsível, no qual os usuários se sentem confortáveis e podem usar o tempo para realmente trabalhar e executarem suas tarefas computacionais, em vez de se debaterem com as mudanças bruscas e perda de funcionalidade introduzidas pela nova versão do ambiente gráfico ou distribuição usada.

Fonte: www.hardware.com.br

sábado, 24 de dezembro de 2011

Criador do Linux Mint trabalha em fork do GNOME Shell: vem aí mais um ambiente gráfico

É difícil ficar contente com um negócio que antes simplesmente funcionava, mas que do nada mudou tudo de lugar e ficou confuso, não é? Perda de produtividade, necessidade de estudo e reaprendizado, mudanças de hábitos que eram tidos como "naturais"... Coisas que não agradam muitos e muitos usuários do GNOME.

A Canonical abriu mão do GNOME Shell para criar sua própria interface, o Unity. Mas também é muito diferente de tudo o que se tinha até então. O Mint, distro baseada no Ubuntu, muito popular também, optou por usar extensões do GNOME Shell para criar uma experiência mais tradicional, além de aproveitar como opção o MATE - um fork do GNOME 2.x mantido por outras pessoas. Mas isso tudo ainda é pouco. É necessário algo mais do que o MATE pode oferecer, ao mesmo tempo que não dá para ficar preso nas limitações artificiais do GNOME. E para esse pessoal o KDE parece não existir.

Clement Lefebvre, fundador do Mint, agora trabalha num fork do GNOME Shell. Ee está projetando um ambiente próprio: toda a modernidade das versões atuais do GTK, o poder do GNOME Shell mas com um jeitão mais tradicional. E bastante personalizável, algo que o GNOME acabou falhando.

Cinnamon: fork do GNOME Shell

Nasce aí o Cinnamon. Ainda está dando os primeiros sinais de vida como embrião, mas vindo do cara por trás do Mint, provavelmente dará certo (nem tanto embrião assim, já que o GNOME está razoavelmente completo). Se não fizer sucesso nas outras distros, no mínimo do mínimo poderá ser a interface padrão do Mint.

"O Cinnamon é um desktop Linux que fornece recursos inovadores e avançados com uma experiência de usuário tradicional. O layout do desktop é similar ao do Gnome 2. A tecnologia por trás de tudo é derivada do Gnome Shell."

Entre os recursos que provavelmente veremos no Cinnamon estão notificações no estilo do GNOME 2.x (e ícones na bandeja do sistema), opção para alterar a posição do painel e outras coisas, como ocultação automática, etc.

Algumas coisas já foram implementadas no MSGE (Mint GNOME Shell Extensions), mas a aplicação prática se mostrou muito limitada. A integração das extensões no GNOME Shell deixa a desejar. Parece que parte dos objetivos dos desenvolvedores do GNOME é ter maior controle sobre o sistema do que os próprios usuários, produzindo algo que não se altera tanto - o que pode ser bom ou ruim, dependendo do ponto de vista e uso. Mas talvez seja um exagero pensar assim, vai ver é só questão de tempo.

Por enquanto o Cinnamon parece o GNOME Shell com MSGE, com a diferença que as "extensões" são nativas. Nos próximos meses o sistema tende a amadurecer bastante, vale a pena acompanhar.
Se estiver interessado no projeto, acesse: http://cinnamon.linuxmint.com/

E falando nisso, vale ficar de olho também no Razor-Qt, um ambiente novo baseado em Qt, algo raro considerando que tudo em Qt vai pro lado do KDE.

Nessas horas muita gente critica o Linux (sistema final, não só o kernel), fala que o sistema não vai substituir o Windows nunca e bla bla bla. Na verdade, esse nem é o objetivo. Quem cria esses sistemas abertos quase sempre não os faz por dinheiro (diferente do Windows, que é 100% comercial), mas faz para uso próprio e muitas vezes por prazer. É natural que o Linux tenha diversas interfaces gráficas, vários ambientes diferentes... Os maiores e melhores sobrevivem a longo prazo, é só deixar acontecer.

É a liberdade completa de imaginar um ambiente e fazê-lo acontecer sem depender do fabricante do sistema, algo que o sotfware proprietário desconhece (apesar de existirem algumas modificações de terceiros, não há tantos desktops para Windows ou Mac, por exemplo; e se existem, não são famosos).

Se isso prejudica por causa da fragmentação? Pode até prejudicar. Mas prejudica a quem? Tirando algumas exceções, os desenvolvedores não estão interessados em dominar o mundo com seus ambientes gráficos. Usa quem quer. E há modelos para todos os gostos. Se não existir nada como você gostaria, estude e crie :) Ou contente-se com o sistema pronto comprado numa loja ou via download. É uma utopia achar que um sistema livre terá uma administração única e uma interface padrão ditada por um grande grupo de desenvolvedores unidos.

Fonte: www.hardware.com.br

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Lançado Linux Mint 12: uma opção moderna com recursos mais tradicionais

Há alguns dias foi publicado o Release Candidate do Mint 12. Agora chegou a versão final, que salvo alguns problemas, é considerada estável.

O Mint é baseado no Ubuntu mas vem com um menu "iniciar" diferente e outras melhorias, desde os tempos do GNOME 2.x. Com o GNOME 3 e sua polêmica interface GNOME Shell, além do Unity do Ubuntu, a comunidade em torno do GNOME ficou dividida. Muita gente simplesmente não curtiu o novo visual, já que a forma de trabalho foi radicalmente alterada. Isso parece ser responsável até mesmo pela queda de popularidade do Ubuntu, que tem ficado mais visível desde a adoção do Unity.

Nesse mundo de opções livres muitos também não gostam do KDE 4.x nem do Xfce ou de outros ambientes menores. O Mint 12 vem com uma proposta interessante para seu público, que pode agradar até mesmo usuários de outras distros insatisfeitos com as versões atuais dos seus ambientes preferidos. Ele traz o GNOME 3, porém com uma interface mais próxima daquilo que ele já usava nas versões anteriores. Resumindo muito: temos o GNOME 3 com extensões do Mint, ficando assim:

Mint 12 - Lisa

Isso se dá graças ao trabalho dos produtores no MGSE - Mint GNOME Shell Extensions. Toda a base do GNOME 3 é atual e a mesma original. Os componentes do Mint podem inclusive ser desativados, dando a possibilidade de usar o GNOME 3 em sua forma completa.

Como se não bastasse, o Mint investe também no MATE, um fork do GNOME 2.x. O MATE atende a todos os que queriam o GNOME 2, visto que ele deixou de ser desenvolvido e o GNOME 3 não pretende suportar o visual antigo por muito tempo.

MATE: o fork do GNOME 2 no Mint

Como se vê nas imagens (com GNOME 3 e MATE) o objetivo do Mint é manter o visual tradicional, ao mesmo tempo que aproveita as novas tecnologias, como as versões atuais das bibliotecas. Isso permite ter um sistema atual, capaz de rodar os programas recentes sem complicação, ao mesmo tempo sem precisar sacrificar a experiência de uso.

A lista de novidades tem mais screenshots. O anúncio conta com os links de download, incluindo diversos mirrors.

Pelo que parece o Mint tem tudo para agradar os órfãos do GNOME e do Ubuntu, eventualmente conquistando usuários de outras distros também. Se o hardware não suportar o GNOME 3, usar o MATE pode ser a saída.

Fonte: www.hardware.com.br

domingo, 27 de novembro de 2011

Linux Mint: Para insatisfeitos com o Ubuntu?

“Fiquei curioso para saber porque o Linux Mint estava sendo mais visitado no site DistroWatch do que o Ubuntu. Acabei ficando surpreso com a qualidade do trabalho que a equipe anda fazendo. Agora ela criou uma interface Gnome 3 totalmente customizada.


O visual combina Faenza, ícones GNOME, o tema padrão ‘Adwaita’ do GNOME 3 e o tradicional wallpaper verde. Ficou muito bonito. O interessante é que vem por padrão a barra inferior, trazendo a aparência da antiga versão do Gnome, com direito a menu e gerenciador de tarefas. O visual ficou lindo e a adaptação feita torna atrativo aos usuários tradicionais e aos que gostam de novidades.”

Fonte: http://br-linux.org/

[referência: omgubuntu.co.uk]

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Ubuntu caindo em popularidade por causa do Unity?

Um post no blog do Pingdom chamou a atenção para uma tendência significativa: a perda de popularidade do Ubuntu frente a outras distribuições, que pode ser pelo menos em parte atribuída à má popularidade relacionada ao Unity e às incertezas trazidas pelo ambiente. Naturalmente, gráficos de popularidade de distribuições Linux sempre mostram uma grande variação, mas quando um determinado padrão é mostrado ao longo de vários anos seguidos, pode ser sinal de mudanças no horizonte.

Estes gráficos são baseados nos dados do Distrowatch, que embora não possam ser considerados uma amostra fiél, são em geral considerados mais confiáveis que outras fontes em relação à distribuição dos usuários entre diferentes distribuições. Os dados do Distrowatch acabam eventualmente refletindo o market share global das distribuições, já que são estes mesmos usuários que têm vozes ativas e acabam ditando as tendências:


O percentual de visitantes com o Ubuntu vem caindo de forma contínua desde 2005, atingindo um patamar similar ao do Debian, Fedora e OpenSUSE. A queda mais significativa ocorreu ao longo de 2011, refletindo precisamente o timeframe dos problemas relacionados ao Unity. Grande parte da popularidade que antes foi do Ubuntu parece estar sendo transferida para o Mint, que vive um pico de popularidade. Outro gráfico, refletindo a variação dos últimos 12 meses confirma a tendência:


O gráfico do Google trends, que pode ser usado como um indício do percentual de mindshare também mostra uma redução em torno do interesse no Ubuntu e, curiosamente, confirma o aumento de interesse em torno do Mint:


Naturalmente, o Mint é um derivado do Ubuntu, baseado em um snapshot do sistema. Entretanto, além de mudanças de configuração, pacotes e melhorias de usabilidade, o Mint oferece uma diferença importante, que é o fato de terem mantido o uso do Gnome em vez do Unity.

Fonte: www.hardware.com.br