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terça-feira, 29 de agosto de 2017

Curso de produção gráfica com o Inkscape


Este vídeo é um convite para participar do curso de Inkscape da Livre Labs. Ele é um curso gratuito e aberto a qualquer pessoa interessada. Para participar, basta se inscrever com sua conta do Google na turma criada no Google Classroom.
Link para o Google sala de aula:
https://classroom.google.com
Número da turma:
816yso7

Via: Sempreupdate

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Escola espanhola migra de Windows para Ubuntu

Eu acho muito importante mostrar casos de sucesso para, quem sabe, desta forma inspirar que outras pessoas procurem fazer o mesmo. Reduzindo gastos, aumentando a segurança e mantendo a qualidade.

Ubuntu em escolas






Uma escola espanhola chamada "Colegio Agostiniano de León" está completando os seu processo de migração para o Ubuntu. Um dos líderes da iniciativa concedeu uma entrevista para o site Muy Linux,comentando a migração. Eu achei a entrevista muito bacana e quero destacar alguns pontos que eu considerei mais importantes.
Quem explicou como a migração foi feita foi Fernando Lanero, professor de ciências da computação, que foi um dos líderes do projeto de migração.

Ele destacou os procedimentos  graduais que foram feitos para concluir uma migração deste tipo. Segundo ele, os computadores da escola ainda rodavam Windows XP, então ao longo de três anos as mudanças foram sendo feitas diretamente no Windows, inserindo programas para os usuários que seriam utilizados futuramente, como o Firefox e o LibreOffice, até chegar o ponto de mudar de sistema operacional também. Segundo Lanero, essa iniciativa fez uma grande diferença depois da migração, pois a maior parte dos usuários já estava completamente habituada com a forma com que estes programas funcionam.

Fernando Lanero

O líder do projeto também comentou sobre as suas maiores dificuldades. Um fato interessante dentro delas é que, segundo ele, os alunos não se mostraram contra uma mudança como esta, o maior problema foram as pessoas que estavam acostumadas com o Windows, especialmente os professores, que mostravam uma certa rejeição à mudança, mesmo nunca tendo usado Linux antes. "Os alunos são como esponjas que absorvem qualquer novo conteúdo sem problemas", comentou.
As escolha deles foi o Ubuntu 14.04 LTS com o Unity para rodar em máquinas Core 2 Duo, 2 GB de RAM e placa de vídeo dedicada. Eles se mostraram completamente satisfeitos com os desempenho das máquinas, mas Lanero reiterou, "caso não tivéssemos placas de vídeo o Xubuntu seria o escolhido". Atualmente todos estão adaptados ao Unity.

Outra dificuldade apontada foi a compatibilidade com as lousas eletrônicas Hitachi que são utilizadas na escola, o problema foi contornado com uma versão especial do Kernel Linux na versão 3.14, foi necessário atualizar a base do Ubuntu 14.04 para isso, mas depois desta modificação, tudo está funcionando corretamente.

Todo este processo, deste a inserção dos programas no Windows, até a migração completa, levou cerca de 3 anos e está completada, hoje são cerca de 120 computadores com Ubuntu instalado.

Depois de 3 anos, Lanero afirma ter dados consistentes para compartilhar que mostram algumas informações importantes. Segundo ele foram cerca de 35 mil Euros economizados entre 2014 e 2016 somente em licenças Microsoft e outros programas que eram necessários anteriormente, como antivírus, outro fator que ele destaca é a diminuição grandiosa na necessidade de fazer manutenção nos computadores da escola por conta de vírus, perda de desempenho ou qualquer coisa relacionada, os dados que ele coletou apontam uma diminuição de 63% nos chamados de manutenção nos computadores dos professores e secretarias e 90% dos computadores de sala de aula, algo que alegra qualquer equipe técnica.

Que isto sirva de exemplo para as nossas escolas também, não é?


Via: Diolinux

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Banco do Brasil estima economia de R$ 50 milhões com uso de software livre


O Banco do Brasil estima já ter economizado R$ 50 milhões com a utilização de software livre em detrimento de sistemas com licenças proprietárias. O projeto de adoção de tecnologias open source começou a ser implantado na instituição no ano 2000, com o uso de servidores Proxy Linux para controle de acesso à internet (squid). Cinco anos depois, a organização iniciou a substituição de ferramentas Microsoft nos terminais.
“Não é uma experiência de fundo de quintal. Incentivamos para que o mundo seja colaborativo, em que as pessoas possam aprender e compartilhar sem necessitar de meios tecnológicos privados”, pronunciou Doralvino Sena, gestor de tecnologia da instituição financeira. O executivo apresentou o case do banco na FISL16. Segundo ele, a companhia começou a usar recursos de software livre de maneira tímida, "para vencer a desconfiança com relação à tecnologia".
Atualmente, são 130 mil estações BROffice.org,110 mil estações GNU/Linux, 44 mil terminais de autoatendimento com GNU/Linux, 7200 servidores com GNU/Linux. Nos mainframes, servidores x86 e spark há participações Zlinux. O sistema operacional majoritariamente é Suse e o Firefox roda em mais de 100 mil terminais.
Outros números expressivos da atuação do software livre no Banco do Brasil foram apresentados, como o aumento de 2000% de documentos padrão ODF, mais de 80 mil documentos escritos de forma colaborativa além de 300 tipos de softwares livre em uso. 

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

CONHEÇA O NATRON: UM EDITOR DE VÍDEOS PROFISSIONAL PRA LINUX

natron
Você trabalha com edição profissional de vídeos e diz que não migra pro Linux pois não existem bons softwares pra essa finalidade? Então parabéns, acabaram suas desculpas.
O Natron é um editor profissional de vídeos open source, muito semelhante ao Adobe After Effects e ao Nuke, da The Foundry (software que é amplamente usado em Hollywood).
O projeto está licenciado pela Licença Pública Mozillla v2 e usa o OpenColorIO para gerenciamento de cores, OpenImageIO para suporte aos formatos de arquivo, e Qt para interface de usuário. Ele também funciona com flutuação de 32 bits por canal de precisão e suporta plugins (livres e comerciais) OFX, além de possuir inúmeras outras funcionalidades bacanas que você pode conferir aqui ou no site do projeto em:https://natron.inria.fr/
O Natron foi iniciado no ano passado no INRIA, uma instituição de ciência e tecnologia do público que une vários centros de pesquisa na França. Alexandre Gauthier, o principal desenvolvedor do Natron, obteve o financiamento necessário por parte da instituição, e em dezembro passado ele ganhou o  “Boost Your Code”, um concurso no INRIA que ofereceu-lhe 12 meses de desenvolvimento pagos. Em maio deste ano, Alexandre apresentou o projeto no Libre Graphics Meeting em Leipzig.

Instalação

O Natron está disponível para Linux, Mac OS X e Windows e pode ser baixado aqui:https://natron.inria.fr/install/
O instalador pra Linux é um binário. Após o download extraia o tar.gz (no ubuntu clique com o botão direito do mouse e escolha “Extrair aqui”) com o comando abaixo:
tar -zxvf Natron_Linux_install*
E pra instalar, execute o comando abaixo (no ubuntu basta dar dois cliques no ícone do arquivo extraído):
chmod +x
 
./Natron_Linux_install*

Via: Sejalivre

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Desenvolvimento Web com Software Livre… é possível?

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Muita gente não sabe, mas a internet como temos hoje só foi possível graças as filosofias de liberdade de software. Quando um dos pesquisadores do MIT, Tim Berners-Lee em 1994, idealizou o que poderia chegar a ser a internet mundial, fundou o W3C (World Wide Web Consortium) para garantir que os padrões da web seriam sempre abertos e baseados em tecnologias livres de royalites, a fim de que pudessem ser adotados por qualquer um, em qualquer lugar e para qualquer finalidade.

E foi justamente por esta e outras iniciativas baseadas nos primórdios do que seria o Software Livre, como a fundação da FSF (Free Software Foundation) por outro funcionário do MIT, que propiciaram o mundo globalizado e o vasto compartilhamento de conteúdo que nossa era tem experimentado.

Porém o mundo não é a maravilha que parece ser. Como as gigantes da computação não conseguiram ganhar dinheiro com royalites de linguagens fechadas (se bem que algumas delas até tentaram, como foi o caso da Adobe, que “forçou” o uso do Flash na web durante muito tempo), decidiram criar um verdadeiro paradoxo, desenvolvendo softwares proprietários para se programar em linguagens abertas, para uma web totalmente aberta.

Primeiro servidor web da história de internet
Primeiro servidor web da história de internet

Mas o que são os Softwares Livres?

O conceito de software livre foi desenvolvido em 1983 por Richard Stallman, fundador da FSF, após ter tido um problema com um driver de uma impressora Xerox e não ter conseguido acesso ao seu código fonte para corrigí-lo. Já o conceito de Open Source foi concebido posteriormente com a criação da OSI (Open Source Initiative).

Eles são nada mais que uma forma de manifestação de um software em que, resumidamente, permite-se adaptações ou modificações em seu código de forma espontânea, ou seja, sem que haja a necessidade de solicitar permissão ao seu proprietário para modificá-lo. Os softwares livres se diferem dos softwares abertos (open source) pois estes, apesar de também serem abertos e permitido o estudo de seu código fonte, estão sob licenças que não respeitam as 4 liberdades do software livre, as quais veremos à seguir:
  • Liberdade 0:liberdade para executar o programa, para qualquer propósito;
  • Liberdade 1: liberdade de estudar o software;
  • Liberdade 2: liberdade de redistribuir cópias do programa de modo que você possa ajudar ao seu próximo;
  • Liberdade 3: liberdade de modificar o programa e distribuir estas modificações, de modo que toda a comunidade se beneficie.
As filosofias de liberdade de software surgiram início da década de 80, onde o conceito de web e internet também estavam no início do seu desenvolvimento, com a “abertura” da ARPA para se tornar o que temos hoje como a Rede Mundial de Computadores (saiba mais sobre a história de internet aqui). Como comentamos antes, as ideologias de liberdade no campo da tecnologia influenciaram amplamente à concepção do que viria ser a internet, seja na liberdade das linguagens e protocolos até na liberdade de acesso, uma vez que durante os primórdios do seu desenvolvimento se entendeu que uma rede global de computadores não poderia ficar somente nas mãos dos órgãos de defesa dos EUA ou ainda de instituições de ensino e pesquisa.

Software Livre vs. Software Proprietário

Muita gente acha que ao se defender o uso dos softwares livres não se reconhece a qualidade e/ou importância dos softwares proprietários, e isso não é verdade. Existem softwares proprietários que são incríveis e excelentemente funcionais, apesar de serem fechados. A grande temática do software livre (e aqui também podemos incluir os softwares open source) é a colaboração e o compartilhamento. No caso de softwares proprietários, o usuário só consegue utilizá-lo da forma como foi liberado. Não existe a possibilidade de se melhorar nada na aplicação, reportar um bug ou ainda estudar o código do software.

Outro ponto que devemos levar em consideração são o preço das licenças. Uma micro empresa de desenvolvimento web que quer andar na lei (muita gente ignora isso mas pirataria é crime!) gasta anualmente em média 20.000 reais em licenças de software, sendo que a grande maioria das demandas (e por que não dizer todas?) poderiam muito bem serem feitas utilizando softwares livres.

Até aqui tudo bem, mas quais as opções de software livre que eu tenho?

Abaixo vou apresentar à vocês alguns softwares livres e open source para desenvolvimento web. Todos eles estão disponíveis para Windows, Linux e OS X. Vamos lá:

NetBeans

O NetBeans é um ambiente de desenvolvimento integrado (IDE) gratuito e open source desenvolvido pela Oracle para desenvolvedores de software nas linguagens Java, C, C++, PHP, Groovy, Ruby, entre outras. Ele oferece aos desenvolvedores ferramentas necessárias para criação de aplicativos multiplataforma profissionais para Web, Desktop e Mobile.

Interface da IDE NetBEans

Interface da IDE NetBEans

Eclipse

O Eclipse é um IDE open source para desenvolvimento Java, porém suporta várias outras linguagens a partir de plugins como C/C++, PHP, ColdFusion, Python, Scala e plataforma Android. Atualmente faz parte do kit de desenvolvimento de software recomendado para desenvolvedores Android.

Interface da IDE Eclipse rodando no Ubuntu

Interface da IDE Eclipse rodando no Ubuntu

Zend Framework

O Zend Framework é um framework para aplicações Web, orientado a objetos, implementado em PHP 5 e licenciado sob a New BSD License. Zend Framework—freqüentemente referido como ZF—é desenvolvido com o objetivo de simplificar o desenvolvimento web enquanto promove as melhores práticas na comunidade de desenvolvedores PHP.

Zend Framework 2
Zend Framework 2

Blue Griffon

O BlueGriffon é um software livre WYSIWYG, multiplataforma, destinado a edição HTML. Ele está em conformidade com os padrões web estabelecidos pela W3C e pode ser usado para criar e editar páginas em HTML 4, XHTML 1.0, HTML 5 e XHTML 5. Ele suporta CSS 2.1 e todas as especificações do CSS 3 já implementadas pelo Gecko. O BlueGriffon também inclui editor SVG, um editor XUL baseado em SVG, que era originalmente distribuído como um add-on para Firefox e foi adaptado para BlueGriffon.

Editor WYSIWYG Blue Griffon, conhecido como o "Dream Weaver do Linux"

Editor WYSIWYG Blue Griffon, conhecido como o “Dream Weaver do Linux”

Brackets

O Brackets é um editor open source para HTML, CSS e Javascript com um foco primário em Desenvolvimento Web. Ele foi criado  pela Adobe Systems, licenciado sob a licença MIT, e é atualmente mantido no GitHub.

Apesar de um projeto novo, o Brackets já tem demonstrado que "veio pra ficar"

Apesar de um projeto novo, o Brackets já tem demonstrado que “veio pra ficar”

Bom pessoal por hoje vamos parar por aqui. No nosso próximo post iremos comentar sobre os poderosos CMS e as as incríveis coisas que podemos fazer com ele na web.


Via: SejaLivre

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

SOBRE A LIBERDADE DE SOFTWARE E A FACILIDADE DE USO

Linha de comando
Meu último artigo, o qual foi publicado no BR-Linux, teve uma grande repercussão, sendo inclusive citado e republicado em vários sites especializados em informática e em software livre. Se, por um lado consegui fomentar uma discussão acerca de um ponto controverso – a liberdade de software – por outro entristecem-me os fatos de que o nível dos comentários em sites ditos especializados, como o BR-Linux, serem tão baixos, e de a verdadeira – e mais importante – mensagem daquele texto não ter sido compreendida.
Na maioria dos comentários dos sites e dos fóruns que republicaram o texto – o administrador de um site disse ter recebido oito e-mails com ele! -, o principal argumento utilizado para desmerecê-lo pode ser resumido com um comentário que estava em minha fila de spam:
Nossa! É por isso que usuários preferem continuar usando Windows, pois ai não existem xiitas achando que você só pode ser um gênio da computação para poder usar um computador.
Em resumo, os defensores do Ubuntu (assim como aqueles que desejam me atacar gratuitamente) têm a errônea ideia de que a liberdade de software é incompatível com a facilidade de uso dos computadores. Dentre os comentários que li, um deles fazia uma “analogia” a um correntista ter de digitar comandos em um caixa eletrônico para poder sacar dinheiro em um mundo dominado pelo software livre.
É difícil aceitar que a ubuntuzação está emburrecendo os usuários de software livre. Se você voltar ao artigo anterior e ler a parte na qual enumero as quatro liberdades fundamentais, verá que em nenhum lugar está escrito que o software livre precisa ser artificialmente difícil de usar a fim de afastar os usuários comuns ou novatos, com o objetivo de preservar uma suposta elite intelectual. Essa besteira não está escrita em lugar algum!
Ser um software livre nada tem a ver com a facilidade de uso. Um exemplo clássico é a suíte educacional GCompris, com vários jogos e atividades educativas, voltadas a estudantes de educação infantil e de ensino fundamental que é tão fácil de operar quanto apontar a seta do mouse para a opção desejada e clicar o botão para selecioná-la! Outro exemplo o qual podemos citar é o software de simulação de circuitos Electric, que já possui uma longa estrada percorrida e é, muitas vezes, preferido em relação às suas contrapartes proprietárias, via de regra mais fáceis de usar.
Talvez o que cause essa confusão acerca da liberdade de software e da facilidade de uso seja o fato de que o GNU/Linux seja desenvolvido com base na filosofia Unix, a qual, em essência, prega:
“Escreva programas que façam apenas uma coisa mas que façam bem feito.
Escreva programas que trabalhem juntos.
Escreva programas que manipulem streams de texto, pois esta é uma interface universal.”
Ou seja, se no mundo WIndows ter um programa que corte, que pique e que cozinhe com o clique de um único botão é algo bem visto, no lado Unix da força é melhor ter um programa que apenas corte, outro que apenas pique e outro que apenas cozinhe, todos eles unidos através de uma interface. A separação de tarefas, além de contribuir positivamente para o aumento da qualidade do programa, permite que seus componentes sejam utilizados em outros projetos por outros desenvolvedores, evitando a reinvenção da roda a todo o instante.
Mas é claro que não podemos fazer como os alienados que teceram aqueles comentários e fechar seletivamente nossos olhos. Ainda existem, sim, obstáculos à plena adoção de sistemas totalmente livres. O principal deles é a compatibilidade de alguns hardwares bastante comuns e conhecidos.
Não podemos negar que o nível de compatibilidade em sistemas GNU/Linux aumentou na última década, a ponto de o usuário, na maioria das vezes, apenas conectar seu dispositivo e sair usando-o, sem a necessidade de instalar drivers ou programas adicionais para tal. No entanto, alguns poucos periféricos – como adaptadores wireless – continuam apresentando problemas devido à completa falta de interesse de seus fabricantes em suportar o sistema e em apoiar a liberdade de software.
Para resolver esse problema, nós, os usuários, precisamos nos manifestar. Enquanto os fabricantes não tomam uma atitude séria, devemos auxiliar nossos irmãos recém-chegados a navegar pelo novo mundo.
Mas o ponto mais crítico da ubuntuzação, aliado ao que já foi exposto acima, é a concretização do maior pesadelo linguístico de Richard Stallman: que a palavra “free” passasse a significar gratuito, ao invés de livre. E é exatamente isso que vemos no ecossistema Ubuntu. Seus usuários não querem saber da licença do software, desde que ele seja grátis. Alguém poderia argumentar que a Canonical, assim como a Red Hat, oferece serviços de suporte pagos, o que é verdade. Mas eu ousaria perguntar quantos usuários finais, pessoas físicas, pagam para usar esses serviços? No brazil, provavelmente ninguém.
Talvez seja uma ilusão sonharmos com um mundo onde todos os softwares sejam livres, mas isso não é motivo para desistir da luta. Afinal, o inimigo fica mais forte a cada dia. A maioria dos usuários que criticaram o meu texto e o do Anahuac sequer fazem ideia do que as redes sociais e os famosos serviços em nuvem realizam para coletar seus dados pessoais. Com uma crescente e cada vez maior integração a tais serviços, a cada dia será mais difícil mantermos nossa privacidade on line e, caso você não tenha percebido, essa luta é séria e só poderá ser vencida através do software realmente livre, o que não é o caso do Ubuntu e de seus derivados. A cada dia, abrimos mais mão, voluntariamente, de nossa privacidade em nome de uma comodidade questionável. Se, antes, guardávamos nossos arquivos pessoais conosco, seja em disquetes, em cds ou em HDs externos, hoje colocamos tudo isso na nuvem, em servidores de empresas privadas localizadas fora do país.
Quando for instaurado um regime de governo totalitário e global, os que hoje defendem os Ubuntus da vida se lembrarão de textos como esse e lamentarão não terem dado mais valor à sua liberdade. Abandonem a zona de conforto e vamos à luta!
Via: http://www.andremachado.org/

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

UBUNTU: INIMIGO Nº 1 DO SOFTWARE LIVRE NO BRASIL

Logotipo do Ubuntu com um sinal de proibido
Em um dos raríssimos momentos de sobriedade daquilo que chamam de blogosfera nacional,  Anahuac de Paula Gil publicou em seu blogue um interessante artigo no qual expõe aquilo que muitos usuários de software livre já estavam cansados de engolir calados: o fato de o Ubuntu, a mais popular distribuição de Linux da atualidade, aniquilar a liberdade de software, um dos maiores diferenciais do movimento do software livre.
Em meados da primeira década do século XXI, a FSF e uma série de visionários vislumbraram um futuro onde o Ubuntu se popularizava de tal forma que muitos usariam GNU/Linux sem nem mesmo saber o que era isso. Alertaram a todos sobre os riscos da quantidade e disseminação desqualificada, ou seja, muito Linux e pouco GNU, muito uso e pouco entendimento, muito código e pouca filosofia, muito compartilhamento e pouca liberdade: o triunfo do Open Source sobre o Free Software.
Mal ele publicou uma cópia de seu texto no site BR-Linux (que, de Linux, só tem o nome, pois seu curador é, assumidamente, um usuário dos produtos da Maçã) que uma acirrada discussão com centenas de comentários, foi instaurada.
Os comentaristas daquele site basicamente tentam, a todo custo, defender o sistema da Canonical através de argumentos falhos. Como se não bastasse o uso indiscriminado da falácia lógica ataque ad hominem contra o autor do texto, os “intelectuais” daquele site caem em dois argumentos típicos:
  • Eu sou livre para escolher usar o que eu quiser;
  • Eu prefiro a situação atual à anterior.
Ambos os argumentos são falhos conforme será explicado a seguir.

Ubuntu e liberdade

Os usuários de Ubuntu que comentam no BR-Linux associam, erroneamente, a ideia de software livre com a liberdade de se usar o que a pessoa bem entender, o que pode ser visto como outro sintoma da “ubuntuzação” do software livre. Cabe relembrar, então, que em meados dos anos 80, a Free Software Foundation definiu um conjunto de quatro liberdades as quais todo software deveria obedecer a fim de ser considerado livre:
  • A liberdade de executar o programa, para qualquer propósito (liberdade 0).
  • A liberdade de estudar como o programa funciona, e adaptá-lo às suas necessidades (liberdade 1). Para tanto, acesso ao código-fonte é um pré-requisito.
  • A liberdade de redistribuir cópias de modo que você possa ajudar ao próximo (liberdade 2).
  • A liberdade de distribuir cópias de suas versões modificadas a outros (liberdade 3). Desta forma, você pode dar a toda comunidade a chance de beneficiar de suas mudanças. Para tanto, acesso ao código-fonte é um pré-requisito.
Dessa forma, se um software falha em cumprir qualquer uma dessas liberdades, ele não pode ser considerado livre. Por exemplo: o plugin do Flash para GNU/Linux pode ser obtido gratuitamente, mas o usuário não tem acesso ao seu código fonte e, muito menos, pode modificá-lo e distribuir as versões por ele modificadas. Por isso, o plugin Flash, apesar de estar disponível gratuitamente, não é software livre.
O erro dos defensores do Ubuntu é atropelar essas quatro liberdades e afirmar que nenhum sistema pode ser livre se o usuário não possuir a liberdade de instalar o que bem entender – independente da licença de uso do que esteja sendo instalado. Richard Stallman deixou essa questão bem clara em uma entrevista à Linux Magazine, ao afirmar que
Liberdade não é liberdade de escolha. Ter a opção de se acorrentar reduz sua liberdade. É simples: engana-se quem identifica liberdade como liberdade de escolha, porque a liberdade de se permitir acorrentar não aumenta a sua liberdade – provavelmente a diminui.
Aplicativo proprietário disponível no software center do Ubuntu.
Loja de aplicativos do Ubuntu oferece programas proprietários para instalação.

Partindo-se desse ponto de vista, vemos que o Ubuntu pode ser facilmente eleito como o maior inimigo de nossa liberdade de software.  Sua central de aplicativos oferece, indiscriminadamente, não apenas plugins, mas também softwares proprietários, à disposição do usuário com apenas poucos cliques.
Além disso, cabe destacar ps serviços completamente dispensáveis que já vem embutidos por padrão na distribuição, como o Ubuntu One – que, apesar de o aplicativo ser livre, acessa serviços proprietários em nuvem – e as polêmicas parcerias comerciais, como aquela que envia, por padrão, os dados do usuário aos servidores da Amazon (mesmo que o usuário afirme que essa opção possa ser desativada, qual a certeza de que a mesma não continua funcionando escondido?).
Como se não bastasse tudo isso, hoje temos um inimigo maior ainda: a nuvem, totalmente apoiada pela Canonical. Afinal, de nada adianta o usuário usar um sistema completamente livre se ele o utiliza para acessar serviços proprietários, como Facebook, Linkedin, Twitter, entre outros. A integração do ambiente Ubuntu com as redes sociais, que rastreiam os hábitos de navegação do usuário, traçam seu perfil e vendem essas informações a terceiros, é mais um soco no estômago da Liberdade de Software.
Assim, vemos que o Ubuntu não é uma distribuição de Linux como as demais, mas uma plataforma de negócios que tem, por objetivo primário, encher os cofres da Canonical às custas da liberdade e da privacidade do usuário.

Da Orkutização à Ubuntuzação

Um forte argumento utilizado na discussão do BR-Linux é que a situação atual do software livre está melhor daquela que existia antes da ascensão do Ubuntu. Esse ponto é amplamente questionável.
Como se não bastasse nossa “blogosfera” tecnológica nacional já estar entupida pelo lixo textual produzido pelos tecnoblogues e meiobites da vida, os sites ditos “especializados” em Linux, excluindo-se aqueles que são voltados a alguma distribuição específica – como o Mageia Brasil ou o Slackware Brasil, por exemplo -, na maioria das vezes assume que o leitor está ou estará usando Ubuntu ou algum de seus derivados para seguir algum tutorial relacionado à instalação de programas ou à resolução de problemas.
Logotipo do Ubuntu com um sinal de proibido
Embora os defensores do sistema da Canonical possam dizer que isso se deve ao mercado e ao fato de a distro ter conseguido se destacar entre as demais, vemos que, aí, está clara a existência da famosa zona de conforto, o que pode – e certamente vai – intimidar os usuários que começaram sua caminhada no mundo livre por outra distro. Se eu tenho um problema no OpenSuse, mas só encontro textos com soluções para ele no Ubuntu, embora saibamos que, tecnicamente, a solução é a mesma, é mais provável que o usuário escolha mudar de distro porque, no Ubuntu, as coisas funcionam e há (supostamente) mais documentação disponível.
Essa situação também faz o mercado de refém. Uma pessoa que se disponha a trabalhar com Linux em uma empresa que usa CentOS poderá argumentar que não se sente a vontade com o sistema. Embora o mais lógico fosse o patrão mandar embora aquele folgado e pegar alguém competente,  a longo prazo isso pode causar uma padronização forçada para o sistema da Canonical no mundo corporativo.
Além do fato de a maioria dos sites “especializados” assumir a onipresença do Ubuntu, temos o agravamento da superficialização do conteúdo. Se nos anos 90 e no início da década passada era comum encontrarmos sites com dicas e tutoriais com conteúdo técnico excelente e bem aprofundado, hoje a maioria dos “conteúdos” se resume a reviews superficiais de aplicativos, em sua maioria gráficos, e, também, de smartphones. A maior prova disso é que o famoso Guia do Hardware, do mestre Carlos Morimoto, referência no período supracitado, hoje, está às traças.
Como se não bastasse tudo isso o Ubuntu contribui para a terrível obsolescência programada através de versões cada vez mais pesadas e de “inovações”, como o ambiente Unity e o Mir, totalmente dispensáveis e que só têm como objetivo centralizar ainda mais o sistema nas mãos da Canonical. Prova disso é esta declaração, postada por um site dedicado ao sistema em uma rede social, a qual induz o leitor a trocar seu equipamento para acompanhar a “evolução” do Ubuntu, igual àquele outro famoso sistema.
Igualmente, o argumento de que, na contemporaneidade aumentou-se a produção do software livre é falho, pois ao menos no Brasil os usuários não possuem conhecimento para tal. No máximo, eles criam um shell script mal-feito seguindo tutoriais da internet mas, na hora de criar algo sério, com algo na linguagem C, padrão no mundo Unix-Like, dão um jeitinho de cair fora.

Conclusão

Hoje, está mais do que claro que o Ubuntu é nocivo à liberdade de software e à nossa privacidade digital. A maioria dos argumentos que visam a defender a plataforma comercial da Canonical não possuem uma forte sustentação e são, em muitos casos, tentativas desesperadas dos usuários do sistema para continuarem em sua zona de conforto.
É lamentável que os preceitos verdadeiros da Liberdade de Software estejam sendo esquecidos, mas isso já era esperado. O problema é que essa situação só tende a piorar.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Uruguai sanciona projeto de lei sobre Software Livre e formatos abertos


O parlamento uruguaio aprovou projeto de lei que regula o uso de softwares livres e padrões abertos na estrutura de governo do país. A ação é resultado do trabalho conjunto da comunidade de software livre no Uruguai, que milita há mais de 15 anos.

O artigo 1 da lei fala sobre a obrigatoriedade do Estado, nos três poderes e em suas representações, distribuir toda sua informação em ao menos um formato aberto, padronizado e livre, além de aceitar todo pedido de informação em formatos abertos. No artigo 2, a legislação estabelece que o Estado deverá sempre dar preferência a licenças livres no momento da aquisição de softwares, sendo obrigatória a justificativa técnica que impeça a utilização de softwares livres no caso de opção por licenciamento proprietário. No caso de desenvolvimento de software pelo governo, este deve ser licenciado como livre e a troca de informações com poder público através da internet deve estar disponível satisfatoriamente em pelo menos um navegador livre. No artigo 3, a lei estabelece que é de interesse público que o sistema de Educação do Uruguai passe a promover o uso de Software Livre.

Em nota, o Centro de Estudios de Software Libre (CESOL) manifestou-se parabenizando o parlamento pela ação. “Este passo em direção à liberdade e soberania é resultado de anos de trabalho da comunidade uruguaia de Software Livre. A nível político, avança a compreensão de que este tema não é técnico, mas de definições estratégicas de políticas de Estado”, declara.

A instituição, assim como a ASL.Org, faz parte da RISol – Rede Internacional de Software Livre.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

O fim do Big Linux e um desabafo sobre as distribuições em geral

Depois de cerca de 8 anos de atividade foi lançada a última versão do BigLinux - literalmente última versão, conforme um anúncio do BIGBRUNO no fórum oficial. Uma das distros Linux nacionais mais conhecidas chegou ao fim, depois de várias outras que acabaram parando antes - como o próprio Kurumin aqui do GdH ou a tentativa de continuação dele, o Kurumin NG.

A comunidade se divide: de um lado os apoiadores do projeto sentirão uma grande falta, já que apesar de tudo a distro apresentava facilidades e inovações (como o BigBashView) e tinha sua base fiel de usuários. Do outro os haters, anti-distros e remixes de distros: sempre tem a história de que uma nova distro é desnecessária, de que é um Ubuntu com papel de parede diferente, etc.

O lado ruim: muitas distros atrapalham a popularização do Linux

Isso não deixa de ser verdade: uma distro a mais ou a menos não vai mudar nada na história do Linux, podendo colaborar para pior dependendo do caso. A grande diversidade de distros acaba prejudicando a escolha dos usuários finais e a compatibilidade para os desenvolvedores de software. Vide a Valve, que optou por testar o Steam e o L4D com referência no Ubuntu, distro para desktops mais popular hoje em dia; se ela escolhesse outra distro poderia ter problemas com a maior base de usuários (ao menos durante a fase de testes, já que no final deverá rodar em todas).

Até mesmo distros grandes e famosas acabam se tornando irrelevantes ou metidas em problemas dependendo do gerenciamento. O caso da Mandriva é um exemplo de distro grande com investimento em dinheiro, que por má administração e outros fatores deu no que deu. Ela não era uma distro amadora mantida por hobby, diferente do histórico de boa parte das distros nacionais. Sendo pessimista, ter o fork da Mageia apenas duplica o problema, já que a Mandriva continuará comunitária: os usuários terão mais duas opções para escolher, entre centenas. Isso dilui a base de usuários e torna tudo mais inconsistente. Se por um lado elas podem concorrer e acabar melhorando os recursos (a concorrência é boa...), por outro podem afastar usuários de ambas (menos usuários parece levar a um menor interesse dos desenvolvedores em fazer algo diferente, bom, etc).

Manter uma distro apenas por mantê-la não parece ser o melhor a fazer: há um grande desperdício de recursos (tempo, dinheiro, vida...). Nesse sentido, se há algo ruim das pernas e que não está sendo relevante, o melhor é que seja finalizado logo.

Nos desktops a importância do Linux não parece ser aquela que muitos imaginavam no começo da década passada. Há grandes sonhos, como um plano da Canonical para levar o Ubuntu a 5% dos PCs (bem melhor do que entre 1 e 2% que a mídia costuma divulgar). A Valve investindo em peso no Linux também poderá render bons frutos, mas até agora não há nada prático: o Ubuntu ainda não está nos 5% de PCs e os jogos da Valve ainda não foram lançados, de forma que é impossível medir o desempenho disso. É algo que muitos só acreditarão vendo, e com certa razão.

Hoje (feliz ou infelizmente, dependendo do ponto de vista) quase todo usuário novato acaba, de uma forma ou de outra, se rendendo ao Windows. O Linux continua com aquela imagem de sistema de nicho, de entusiastas... Ou de um pessoal com um conhecimento técnico mais avançado, que seja. Apesar dos inúmeros avanços técnicos das distros a situação atual não é tão diferente do passado, embora a base de usuários tenha crescido um pouco. Para complicar (ou ajudar :P) os próprios desktops estão perdendo espaço para outros produtos, como tablets e smartphones (não é necessário ligar o computador para checar o e-mail ou ver um vídeo, diferente de alguns anos atrás). Até o Windows sai perdendo, e corre atrás do prejuízo como pode com a nova versão...

Num plano maior, não apenas as distros feitas por uma ou duas pessoas (começando com remasters) acabam prejudicando a imagem do Linux para os leigos e para as massas: os próprios grandes projetos também colaboram para isso. As radicais mudanças no GNOME, a divergência do Unity da Canonical e do Cinnamon do Mint com o Gnome Shell... Tudo isso prejudica: não há uma interface padrão sólida o bastante para agradar a todos. E, na boa, provavelmente nunca existirá. Quem for esperar isso morrerá esperando.
Meus parágrafos anteriores até soam como uma crítica negativa, entendo. Mas é difícil retirar alguma coisa. Vamos agora ao ponto certo :)

O lado bom: a liberdade

Muita gente critica criadores de distros apenas por criticar. Infelizmente é comum ver isso em fóruns de discussão e grupos em geral, além de comentários em sites e blogs. Em vez de vermos argumentos interessantes, dicas de onde aquele trabalho poderia estar sendo aplicado, etc... É comum vermos ofensas para todos os lados, adjetivos pejorativos, etc. No final boa parte dos haters se esquecem de que Linux é software livre e, um dos objetivos do software livre é adaptá-lo ao seu gosto e distribui-lo a quem mais possa interessar. Não importa se é entre duas ou três pessoas, ou entre milhares, ou milhões... Não há obrigação de agradar a ninguém, especialmente quando o trabalho é feito de graça.
Quem faz uma distro com interesse em fazer algo bom, prático, amigável e etc, tem um ideal em mente e quer realizá-lo. Que mal há nisso? Se algum tempo estiver sendo desperdiçado, o tempo é da própria pessoa, então o ideal seria deixar cada um fazer o que quiser.

Se a distro de fulano for apenas um remaster com papel da parede trocado provavelmente isso não irá atrair tantos usuários, sendo interrompido logo nos primeiros meses. Sem dar chances a um projeto que começa como um remaster acabamos por cercar as liberdades, algo que vai contra a filosofia de software livre. Veja o Mint, por muito tempo tratado como um "Ubuntu verde". Hoje tem o Cinnamon, que começou nele, e que tem tudo para ser um ambiente/shell de qualidade, já com sua base bastante fiel - e relativamente grande - de usuários. Se o desenvolvedor parasse lá atrás por ter ficado chateado com as pedradas recebidas por manter um remaster verde do Ubuntu, nada disso estaria acontecendo. Hoje a base de fãs/entusiastas do Cinnamon e do Mint faz valer a pena, apesar de todas as críticas.

O entusiasmo por distros ou ambiente padrão até parece religião: quando um não está satisfeito com algum dogma, vai lá e cria uma nova. Pode ser uma completamente nova, ou uma baseada na anterior, com algumas flexibilizações ou radicalizações ao gosto do seu criador. No final os membros e usuários de algumas distros lutam entre si (quase sempre virtualmente, pelo menos :p) como os membros de algumas religiões fazem mundo afora. O desgaste é geral para todos... E no final só o "Linux" sai perdendo.

Desenvolver um remaster é algo interessante, proporciona uma grande experiência no sistema, aprimora conhecimento de ferramentas de níveis mais baixos do Linux e tal. Basicamente toda distro começa com um ideal, e leva esse ideal adiante até onde não puder mais. Isso não é algo necessariamente ruim; e mesmo que seja ruim, não é algo que deveria ser "proibido".

Software livre é isso

O Linux não está em 90% dos desktops, e nem precisa estar. Ele oferece o que outros sistemas populares não oferecem, a liberdade total. E isso, por si só, já basta. Usa quem quer. Nem todo mundo irá aderir à causa.

O fim do Big Linux se deu no seu tempo. Não adianta chorar pela distro: se fosse tão relevante assim não estaria acabando. Mas também não é preciso crucificar os desenvolvedores por algo que não puderam continuar como gostariam.

A vida acontece aqui e agora. Se você tem um sonho ou ideal, lute por ele enquanto pode. Assim a todo instante nasce e morre uma distro Linux. O "mercado" define sozinho quais ficam e quais acabam. Em software livre praticamente nunca vai existir um padrão aceito por todos. Se existir algo próximo disso um dia, nada impedirá alguém de ir lá, alterar uma ou outra coisa e recomeçar o ciclo...

Via: Hardware