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sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Escola espanhola migra de Windows para Ubuntu

Eu acho muito importante mostrar casos de sucesso para, quem sabe, desta forma inspirar que outras pessoas procurem fazer o mesmo. Reduzindo gastos, aumentando a segurança e mantendo a qualidade.

Ubuntu em escolas






Uma escola espanhola chamada "Colegio Agostiniano de León" está completando os seu processo de migração para o Ubuntu. Um dos líderes da iniciativa concedeu uma entrevista para o site Muy Linux,comentando a migração. Eu achei a entrevista muito bacana e quero destacar alguns pontos que eu considerei mais importantes.
Quem explicou como a migração foi feita foi Fernando Lanero, professor de ciências da computação, que foi um dos líderes do projeto de migração.

Ele destacou os procedimentos  graduais que foram feitos para concluir uma migração deste tipo. Segundo ele, os computadores da escola ainda rodavam Windows XP, então ao longo de três anos as mudanças foram sendo feitas diretamente no Windows, inserindo programas para os usuários que seriam utilizados futuramente, como o Firefox e o LibreOffice, até chegar o ponto de mudar de sistema operacional também. Segundo Lanero, essa iniciativa fez uma grande diferença depois da migração, pois a maior parte dos usuários já estava completamente habituada com a forma com que estes programas funcionam.

Fernando Lanero

O líder do projeto também comentou sobre as suas maiores dificuldades. Um fato interessante dentro delas é que, segundo ele, os alunos não se mostraram contra uma mudança como esta, o maior problema foram as pessoas que estavam acostumadas com o Windows, especialmente os professores, que mostravam uma certa rejeição à mudança, mesmo nunca tendo usado Linux antes. "Os alunos são como esponjas que absorvem qualquer novo conteúdo sem problemas", comentou.
As escolha deles foi o Ubuntu 14.04 LTS com o Unity para rodar em máquinas Core 2 Duo, 2 GB de RAM e placa de vídeo dedicada. Eles se mostraram completamente satisfeitos com os desempenho das máquinas, mas Lanero reiterou, "caso não tivéssemos placas de vídeo o Xubuntu seria o escolhido". Atualmente todos estão adaptados ao Unity.

Outra dificuldade apontada foi a compatibilidade com as lousas eletrônicas Hitachi que são utilizadas na escola, o problema foi contornado com uma versão especial do Kernel Linux na versão 3.14, foi necessário atualizar a base do Ubuntu 14.04 para isso, mas depois desta modificação, tudo está funcionando corretamente.

Todo este processo, deste a inserção dos programas no Windows, até a migração completa, levou cerca de 3 anos e está completada, hoje são cerca de 120 computadores com Ubuntu instalado.

Depois de 3 anos, Lanero afirma ter dados consistentes para compartilhar que mostram algumas informações importantes. Segundo ele foram cerca de 35 mil Euros economizados entre 2014 e 2016 somente em licenças Microsoft e outros programas que eram necessários anteriormente, como antivírus, outro fator que ele destaca é a diminuição grandiosa na necessidade de fazer manutenção nos computadores da escola por conta de vírus, perda de desempenho ou qualquer coisa relacionada, os dados que ele coletou apontam uma diminuição de 63% nos chamados de manutenção nos computadores dos professores e secretarias e 90% dos computadores de sala de aula, algo que alegra qualquer equipe técnica.

Que isto sirva de exemplo para as nossas escolas também, não é?


Via: Diolinux

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Livre ou fechado? Entenda o conceito e a ideologia por trás dos softwares


Aberto ou fechado; livre ou proprietário... os nomes são muitos. E a fronteira entre os diferentes tipos de softwares, cada vez mais tênue. Recentemente alguns movimentos chamaram a atenção – grandes empresas apoiando o movimento do software livre e até anúncios do governo de que vai usar mais programas prontos; fechados. Mas antes de iniciar qualquer discussão, a gente precisa entender o que significa cada um.
Software fechado é mais simples; é aquele empacotado e pronto para ser utilizado pelo usuário final, sem qualquer possibilidade de customização ou coisa do gênero. O software livre é um pouco mais complexo; são aqueles que oferecem ao usuário liberdade de executar, distribuir, modificar e repassar alterações, sem a necessidade de pedir qualquer permissão ao criador daquele programa.
No Brasil, o software livre representa apenas 5,2% do mercado. Desse total, quase 60% é usado pelo governo. Mas pouco tempo atrás, o órgão que cuida de boa parte da área de TI do governo federal brasileiro anunciou que iria deixar de usar software livre para adquirir algumas soluções da Microsoft. A notícia causou polêmica, afinal os órgãos públicos são os maiores usuários de software livre no Brasil. Quando questionado, em uma nota enviada ao Olhar Digital, o governo disse que não era bem assim. Segundo a assessoria de imprensa, a mudança afetará poucos órgãos e a ideia é atualizar e ampliar as licenças já existentes; não substituir os softwares livres.
É importante dizer que software livre não é sinônimo de software gratuito. Algumas empresas que trabalham com soluções fechadas fazem duras críticas ao software livre exatamente pelo custo que a implementação livre envolve.
Além disso, o software livre ainda é muito criticado pela qualidade do ponto de vista tecnológico.
Empresas como Amazon, Facebook, Twitter e Google são grandes usuárias, defensoras e contribuidoras do código livre; no início do ano, o Google abriu o código fonte do seu software de inteligência artificial. Mais recentemente, a Microsoft – que sempre criticou o movimento – também se pronunciou aliada do Open Source. Analistas veem esse movimento da indústria sob duas ópticas...
No mercado doméstico, o software livre está presente principalmente com o sistema operacional Ubuntu, baseado em Linux. Mas se você ainda não sabe, nos smartphones, o software livre domina graças ao Android; o sistema operacional de código aberto domina 90% do mercado nacional.


Via: Olhardigital

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Lei que exige uso de Software Livre no Uruguai pode entrar em vigor definitivo ainda em 2014

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Enquanto o Brasil instaura o inédito Marco Civil da Internet, criando uma série de regulamentações para garantir a liberdade e segurança das informações que circulam na web, o vizinho Uruguai já conquistou a Lei dos Formatos Abertos e Software Livre pela Administração Pública. O conjunto de normas prevê um Estado que busca sempre a preferência pelos Softwares Livres em órgãos públicos, incluindo entidades educacionais. Este foi um dos temas em destaque no 15º Fórum Internacional Software Livre (FISL15), que acontece em Porto Alegre.
- Um país não é soberano se uma multinacional administra seus sistemas bancários, militares, educativos e de saúde. Pergunte a Snowden – afirma o palestrante e presidente do Centro de Estudos de Software Livre do Uruguai (Cesol), Ismael Castagneti Lacuesta, referindo-se a Edward Joseph Snowden, o analista de sistemas, ex-funcionário da CIA e ex-contratado da NSA, que tornou público detalhes de vários programas que constituem o sistema de vigilância global da NSA americana.
A construção desta Lei começou em 2003, quando aconteceu a primeira apresentação de Projeto de Lei referente a formatos abertos no Uruguai. Em 2006, o projeto foi reformulado, sendo transformado no Projeto de Lei de Formatos Abertos e Software Livre na Administração Pública. Entre 2005 e 2010, as normas foram alvo de discussões, porém, o Governo Federal uruguaio manifestava que não poderia aprovar nada referente ao tema, uma vez que não fazia parte do Plano de Governo daquela gestão. A partir de 2010, com o mandato de José Mujica, o objetivo final ganhou mais força, e as normas foram aprovadas pelo Senado em 2013. Porém, ainda falta regulamentar a Lei para colocar o texto em prática. As expectativas quanto ao próximo mandato não são boas, por isso os movimentos lutam para fazer isso acontecer ainda em 2014.
- A recomendação para conseguir conquistar uma Lei que regulamente o uso do Software Livre na administração pública do Brasil é usar influências de todos os lados. Estreitar contatos com entidades não-governamentais, sindicatos, universidades, entidades de educação em geral, e mostrar os verdadeiros benefícios que o Software Livre pode proporcionar aos seus interesses. Assim, é possível que a partir da conscientização, todos possam apoiar juntos. Essa é a única forma: através da vontade da sociedade – aponta Ismael.
O 15º Fórum Internacional de Software Livre, com o tema “A Tecnologia que Liberta”, acontece até o dia 10 de maio, no Centro de Eventos da PUCRS, situado na Avenida Ipiranga, 6681, em Porto Alegre. Informações adicionais podem ser obtidas através do site www.fisl.org.br.
Com informações da Assessoria de Imprensa do FISL. Foto: Cassiana Martins
Este artigo foi originalmente publicado em Revista Espírito Livre

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Saiba mais sobre o Novena, um PC completamente Open Source

Um novo computador feito quase que inteiramente com hardware Open Source está em pré-venda. Mas em contraste à maioria do software Open Source, ele não é “grátis”, nem sequer barato.
O projeto é chamado Novena e, como menciona a Wired, quase todos os seus componentes são Open Source. Os usuários podem mergulhar nos esquemas da máquina e analisá-los em busca de oportunidades para melhorias, bugs ou “backdoors” plantadas pelo governo. Também podem adicionar seus próprios componentes ao hardware, e reprogramá-lo como bem entenderem. O mesmo pode ser dito sobre a maioria dos drivers para o hardware (incluindo os drivers da interface Wi-Fi) e o firmware do sistema. Até mesmo o chassis foi projetado de forma a facilitar o acesso aos componentes e eventuais modificações. Os pedidos devem ser feitos através do Crowd Supply, um sistema de Crowdfunding similar ao Kickstarter.
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A placa-mãe do Novena
Por US$ 500 o usuário leva para a casa uma placa-mãe contendo um processador quad-core Freescale i.MX6 de 1.2 GHz, baseado na arquitetura Cortex A9 e um dos poucos componentes que não é completamente Open Source, 4 GB de RAM, um cartão microSD de 4 GB com o sistema operacional Debian, uma interface Wi-Fi, porta Ethernet, duas portas USB, entrada para microfones, saída para fones de ouvido e uma fonte de alimentação.
Se você quiser algo mais, o preço dispara. O modelo “All in One Desktop” custa US$ 1.195 e inclui um gabinete de alumínio com espaço interno suficiente para expansão com hardware extra, além de um monitor 1080p de 13 polegadas. O modelo “portátil” custa US$ 1.995 e inclui um controlador de bateria, uma bateria de 3000 mAh e um SSD de 240 GB. Você ainda terá de fornecer seu próprio mouse e teclado. E se dinheiro não é problema para você, o modelo “Heirloom” (no topo da página) é um notebook que integra também um teclado Bluetooth Lenovo com trackpoint em um gabinete de madeira feito à mão pelo designer Kurt Mottweiler, por meros US$ 5.000.
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O Novena em sua configuração portátil. Tela é montada "na tampa" do chassis em alumínio. Teclado é externo
E se você acha os preços altos, os criadores da máquina avisam que eles irão subir 10% após o fim da campanha de crowdfunding.
Claro que este é um produto de nicho, algo que não é prático para o usuário comum por muitos motivos. De fato, a página da campanha de crowdfunding do Novena avisa que o aparelho não foi projetado para “uso doméstico” e que dever ser visto “mais como um equipamento de laboratório”. Ele é primariamente voltado aos entusiastas que querem aprofundar seus conhecimentos de hardware com auxílio de documentação aberta.
No momento em que este artigo é escrito, a campanha do Novena já arrecadou mais de 50% dos US$ 250 mil dólares pedidos, com 41 dias restantes.

Via: IDGNow

domingo, 9 de março de 2014

Antes por 2.400 dólares, curso introdutório de Linux está disponível de graça em plataforma online

Matt McGee / Flickr
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A Linux Foundation iniciou nesta semana uma parceria com o edX, site educacional mantido pela Universidade de Harvard e o Massachusetts Institute of Technology (MIT). A ideia é disponibilizar, gratuitamente, cursos relacionados ao sistema operacional – e o primeiro será o “Introduction to Linux”, antes vendido por 2.400 dólares no site da fundação.

As aulas serão totalmente em inglês, no entanto, mas ficarão disponíveis para interessados do mundo todo. Basta, para isso, fazer o cadastro na plataforma e confirmar o endereço de e-mail. Uma tela para busca de cursos aparecerá logo em seguida, e vários outros, de diferentes áreas, também estarão acessíveis. Se quiser ir direto para o do SO, clique aqui.

O curso “Introduction to Linux”, como o nome sugere, serve como uma introdução completa para o sistema operacional de código aberto. Ele será iniciado no terceiro trimestre deste ano, embora ainda não haja uma data definida, e tem duração estimada de 40 a 60 horas. Como a página informa, não são necessários pré-requisitos para participar.

Ao ArsTechnica, a diretora de comunicações da Linux Foundation Jennifer Cloer afirmou que mais de 2.500 pessoas se inscreveram para as aulas nas primeiras 24 horas. Esse número alto de interessados poderá optar tanto por participar de todo o treinamento – que rende um certificado de conclusão gratuito – quanto por simplesmente acessar o material completo.

Antes de ser disponibilizado de graça, o “Introdction to Linux” fazia parte de uma extensa variedade de cursos dados pela Linux Foundation, todas ainda disponíveis no site dela. Dar acesso gratuito a ele, segundo informou a fundação em um comunicado, é uma forma de aumentar a “gama de profissionais de Linux talentosos”, o que deve ajudar na missão de fazer o sistema operacional avançar. Aliás, dependendo do sucesso dessa primeira experiência, novos treinamentos podem chegar ao edX.

Via: INFO

segunda-feira, 3 de março de 2014

TIMB: o seu próximo mensageiro instantâneo vai ser livre de espionagens

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Desde o ano passado, as palavras “espionagem” e “rastreio” têm sido quase intrínsecas às conversas sobre tecnologia. Por causa das denúncias de que a NSA (Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos) estaria rastreando dados do mundo todo, a maioria das pessoas passou a se preocupar muito mais com a segurança dos próprios dados e com o sigilo das informações trocadas na rede.

Como você deve imaginar, isso se estende também aos mensageiros instantâneos. Mas existem desenvolvedores que querem fazer você ficar seguro enquanto navega e troca suas informações. É o caso dos desenvolvedores do navegador Tor, que estão com um projeto em fase avançada para lançar um mensageiro instantâneo que trabalha com o anonimato tão eficientemente quanto o browser.

Trata-se do TIMB (Tor Instant Message Bundle), que criptografa as mensagens enviadas por meio das redes Tor e faz uso dos servidores Proxy disponíveis para esconder a identidade das pessoas que estão utilizando o sistema. O cliente para a troca dessas mensagens será criado com base no serviço Instantbird — um serviço de código aberto que permite alterações sem limitação.

Segundo o roadmap do Tor, os desenvolvedores esperam colocar a versão de testes à disposição dos usuários até o final deste mês. Ainda não há informações sobre quando uma versão estável será divulgada para todos os consumidores, mas se você quer conversar com anonimato é importante ficar atento às novidades.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

SOBRE A LIBERDADE DE SOFTWARE E A FACILIDADE DE USO

Linha de comando
Meu último artigo, o qual foi publicado no BR-Linux, teve uma grande repercussão, sendo inclusive citado e republicado em vários sites especializados em informática e em software livre. Se, por um lado consegui fomentar uma discussão acerca de um ponto controverso – a liberdade de software – por outro entristecem-me os fatos de que o nível dos comentários em sites ditos especializados, como o BR-Linux, serem tão baixos, e de a verdadeira – e mais importante – mensagem daquele texto não ter sido compreendida.
Na maioria dos comentários dos sites e dos fóruns que republicaram o texto – o administrador de um site disse ter recebido oito e-mails com ele! -, o principal argumento utilizado para desmerecê-lo pode ser resumido com um comentário que estava em minha fila de spam:
Nossa! É por isso que usuários preferem continuar usando Windows, pois ai não existem xiitas achando que você só pode ser um gênio da computação para poder usar um computador.
Em resumo, os defensores do Ubuntu (assim como aqueles que desejam me atacar gratuitamente) têm a errônea ideia de que a liberdade de software é incompatível com a facilidade de uso dos computadores. Dentre os comentários que li, um deles fazia uma “analogia” a um correntista ter de digitar comandos em um caixa eletrônico para poder sacar dinheiro em um mundo dominado pelo software livre.
É difícil aceitar que a ubuntuzação está emburrecendo os usuários de software livre. Se você voltar ao artigo anterior e ler a parte na qual enumero as quatro liberdades fundamentais, verá que em nenhum lugar está escrito que o software livre precisa ser artificialmente difícil de usar a fim de afastar os usuários comuns ou novatos, com o objetivo de preservar uma suposta elite intelectual. Essa besteira não está escrita em lugar algum!
Ser um software livre nada tem a ver com a facilidade de uso. Um exemplo clássico é a suíte educacional GCompris, com vários jogos e atividades educativas, voltadas a estudantes de educação infantil e de ensino fundamental que é tão fácil de operar quanto apontar a seta do mouse para a opção desejada e clicar o botão para selecioná-la! Outro exemplo o qual podemos citar é o software de simulação de circuitos Electric, que já possui uma longa estrada percorrida e é, muitas vezes, preferido em relação às suas contrapartes proprietárias, via de regra mais fáceis de usar.
Talvez o que cause essa confusão acerca da liberdade de software e da facilidade de uso seja o fato de que o GNU/Linux seja desenvolvido com base na filosofia Unix, a qual, em essência, prega:
“Escreva programas que façam apenas uma coisa mas que façam bem feito.
Escreva programas que trabalhem juntos.
Escreva programas que manipulem streams de texto, pois esta é uma interface universal.”
Ou seja, se no mundo WIndows ter um programa que corte, que pique e que cozinhe com o clique de um único botão é algo bem visto, no lado Unix da força é melhor ter um programa que apenas corte, outro que apenas pique e outro que apenas cozinhe, todos eles unidos através de uma interface. A separação de tarefas, além de contribuir positivamente para o aumento da qualidade do programa, permite que seus componentes sejam utilizados em outros projetos por outros desenvolvedores, evitando a reinvenção da roda a todo o instante.
Mas é claro que não podemos fazer como os alienados que teceram aqueles comentários e fechar seletivamente nossos olhos. Ainda existem, sim, obstáculos à plena adoção de sistemas totalmente livres. O principal deles é a compatibilidade de alguns hardwares bastante comuns e conhecidos.
Não podemos negar que o nível de compatibilidade em sistemas GNU/Linux aumentou na última década, a ponto de o usuário, na maioria das vezes, apenas conectar seu dispositivo e sair usando-o, sem a necessidade de instalar drivers ou programas adicionais para tal. No entanto, alguns poucos periféricos – como adaptadores wireless – continuam apresentando problemas devido à completa falta de interesse de seus fabricantes em suportar o sistema e em apoiar a liberdade de software.
Para resolver esse problema, nós, os usuários, precisamos nos manifestar. Enquanto os fabricantes não tomam uma atitude séria, devemos auxiliar nossos irmãos recém-chegados a navegar pelo novo mundo.
Mas o ponto mais crítico da ubuntuzação, aliado ao que já foi exposto acima, é a concretização do maior pesadelo linguístico de Richard Stallman: que a palavra “free” passasse a significar gratuito, ao invés de livre. E é exatamente isso que vemos no ecossistema Ubuntu. Seus usuários não querem saber da licença do software, desde que ele seja grátis. Alguém poderia argumentar que a Canonical, assim como a Red Hat, oferece serviços de suporte pagos, o que é verdade. Mas eu ousaria perguntar quantos usuários finais, pessoas físicas, pagam para usar esses serviços? No brazil, provavelmente ninguém.
Talvez seja uma ilusão sonharmos com um mundo onde todos os softwares sejam livres, mas isso não é motivo para desistir da luta. Afinal, o inimigo fica mais forte a cada dia. A maioria dos usuários que criticaram o meu texto e o do Anahuac sequer fazem ideia do que as redes sociais e os famosos serviços em nuvem realizam para coletar seus dados pessoais. Com uma crescente e cada vez maior integração a tais serviços, a cada dia será mais difícil mantermos nossa privacidade on line e, caso você não tenha percebido, essa luta é séria e só poderá ser vencida através do software realmente livre, o que não é o caso do Ubuntu e de seus derivados. A cada dia, abrimos mais mão, voluntariamente, de nossa privacidade em nome de uma comodidade questionável. Se, antes, guardávamos nossos arquivos pessoais conosco, seja em disquetes, em cds ou em HDs externos, hoje colocamos tudo isso na nuvem, em servidores de empresas privadas localizadas fora do país.
Quando for instaurado um regime de governo totalitário e global, os que hoje defendem os Ubuntus da vida se lembrarão de textos como esse e lamentarão não terem dado mais valor à sua liberdade. Abandonem a zona de conforto e vamos à luta!
Via: http://www.andremachado.org/

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

UBUNTU: INIMIGO Nº 1 DO SOFTWARE LIVRE NO BRASIL

Logotipo do Ubuntu com um sinal de proibido
Em um dos raríssimos momentos de sobriedade daquilo que chamam de blogosfera nacional,  Anahuac de Paula Gil publicou em seu blogue um interessante artigo no qual expõe aquilo que muitos usuários de software livre já estavam cansados de engolir calados: o fato de o Ubuntu, a mais popular distribuição de Linux da atualidade, aniquilar a liberdade de software, um dos maiores diferenciais do movimento do software livre.
Em meados da primeira década do século XXI, a FSF e uma série de visionários vislumbraram um futuro onde o Ubuntu se popularizava de tal forma que muitos usariam GNU/Linux sem nem mesmo saber o que era isso. Alertaram a todos sobre os riscos da quantidade e disseminação desqualificada, ou seja, muito Linux e pouco GNU, muito uso e pouco entendimento, muito código e pouca filosofia, muito compartilhamento e pouca liberdade: o triunfo do Open Source sobre o Free Software.
Mal ele publicou uma cópia de seu texto no site BR-Linux (que, de Linux, só tem o nome, pois seu curador é, assumidamente, um usuário dos produtos da Maçã) que uma acirrada discussão com centenas de comentários, foi instaurada.
Os comentaristas daquele site basicamente tentam, a todo custo, defender o sistema da Canonical através de argumentos falhos. Como se não bastasse o uso indiscriminado da falácia lógica ataque ad hominem contra o autor do texto, os “intelectuais” daquele site caem em dois argumentos típicos:
  • Eu sou livre para escolher usar o que eu quiser;
  • Eu prefiro a situação atual à anterior.
Ambos os argumentos são falhos conforme será explicado a seguir.

Ubuntu e liberdade

Os usuários de Ubuntu que comentam no BR-Linux associam, erroneamente, a ideia de software livre com a liberdade de se usar o que a pessoa bem entender, o que pode ser visto como outro sintoma da “ubuntuzação” do software livre. Cabe relembrar, então, que em meados dos anos 80, a Free Software Foundation definiu um conjunto de quatro liberdades as quais todo software deveria obedecer a fim de ser considerado livre:
  • A liberdade de executar o programa, para qualquer propósito (liberdade 0).
  • A liberdade de estudar como o programa funciona, e adaptá-lo às suas necessidades (liberdade 1). Para tanto, acesso ao código-fonte é um pré-requisito.
  • A liberdade de redistribuir cópias de modo que você possa ajudar ao próximo (liberdade 2).
  • A liberdade de distribuir cópias de suas versões modificadas a outros (liberdade 3). Desta forma, você pode dar a toda comunidade a chance de beneficiar de suas mudanças. Para tanto, acesso ao código-fonte é um pré-requisito.
Dessa forma, se um software falha em cumprir qualquer uma dessas liberdades, ele não pode ser considerado livre. Por exemplo: o plugin do Flash para GNU/Linux pode ser obtido gratuitamente, mas o usuário não tem acesso ao seu código fonte e, muito menos, pode modificá-lo e distribuir as versões por ele modificadas. Por isso, o plugin Flash, apesar de estar disponível gratuitamente, não é software livre.
O erro dos defensores do Ubuntu é atropelar essas quatro liberdades e afirmar que nenhum sistema pode ser livre se o usuário não possuir a liberdade de instalar o que bem entender – independente da licença de uso do que esteja sendo instalado. Richard Stallman deixou essa questão bem clara em uma entrevista à Linux Magazine, ao afirmar que
Liberdade não é liberdade de escolha. Ter a opção de se acorrentar reduz sua liberdade. É simples: engana-se quem identifica liberdade como liberdade de escolha, porque a liberdade de se permitir acorrentar não aumenta a sua liberdade – provavelmente a diminui.
Aplicativo proprietário disponível no software center do Ubuntu.
Loja de aplicativos do Ubuntu oferece programas proprietários para instalação.

Partindo-se desse ponto de vista, vemos que o Ubuntu pode ser facilmente eleito como o maior inimigo de nossa liberdade de software.  Sua central de aplicativos oferece, indiscriminadamente, não apenas plugins, mas também softwares proprietários, à disposição do usuário com apenas poucos cliques.
Além disso, cabe destacar ps serviços completamente dispensáveis que já vem embutidos por padrão na distribuição, como o Ubuntu One – que, apesar de o aplicativo ser livre, acessa serviços proprietários em nuvem – e as polêmicas parcerias comerciais, como aquela que envia, por padrão, os dados do usuário aos servidores da Amazon (mesmo que o usuário afirme que essa opção possa ser desativada, qual a certeza de que a mesma não continua funcionando escondido?).
Como se não bastasse tudo isso, hoje temos um inimigo maior ainda: a nuvem, totalmente apoiada pela Canonical. Afinal, de nada adianta o usuário usar um sistema completamente livre se ele o utiliza para acessar serviços proprietários, como Facebook, Linkedin, Twitter, entre outros. A integração do ambiente Ubuntu com as redes sociais, que rastreiam os hábitos de navegação do usuário, traçam seu perfil e vendem essas informações a terceiros, é mais um soco no estômago da Liberdade de Software.
Assim, vemos que o Ubuntu não é uma distribuição de Linux como as demais, mas uma plataforma de negócios que tem, por objetivo primário, encher os cofres da Canonical às custas da liberdade e da privacidade do usuário.

Da Orkutização à Ubuntuzação

Um forte argumento utilizado na discussão do BR-Linux é que a situação atual do software livre está melhor daquela que existia antes da ascensão do Ubuntu. Esse ponto é amplamente questionável.
Como se não bastasse nossa “blogosfera” tecnológica nacional já estar entupida pelo lixo textual produzido pelos tecnoblogues e meiobites da vida, os sites ditos “especializados” em Linux, excluindo-se aqueles que são voltados a alguma distribuição específica – como o Mageia Brasil ou o Slackware Brasil, por exemplo -, na maioria das vezes assume que o leitor está ou estará usando Ubuntu ou algum de seus derivados para seguir algum tutorial relacionado à instalação de programas ou à resolução de problemas.
Logotipo do Ubuntu com um sinal de proibido
Embora os defensores do sistema da Canonical possam dizer que isso se deve ao mercado e ao fato de a distro ter conseguido se destacar entre as demais, vemos que, aí, está clara a existência da famosa zona de conforto, o que pode – e certamente vai – intimidar os usuários que começaram sua caminhada no mundo livre por outra distro. Se eu tenho um problema no OpenSuse, mas só encontro textos com soluções para ele no Ubuntu, embora saibamos que, tecnicamente, a solução é a mesma, é mais provável que o usuário escolha mudar de distro porque, no Ubuntu, as coisas funcionam e há (supostamente) mais documentação disponível.
Essa situação também faz o mercado de refém. Uma pessoa que se disponha a trabalhar com Linux em uma empresa que usa CentOS poderá argumentar que não se sente a vontade com o sistema. Embora o mais lógico fosse o patrão mandar embora aquele folgado e pegar alguém competente,  a longo prazo isso pode causar uma padronização forçada para o sistema da Canonical no mundo corporativo.
Além do fato de a maioria dos sites “especializados” assumir a onipresença do Ubuntu, temos o agravamento da superficialização do conteúdo. Se nos anos 90 e no início da década passada era comum encontrarmos sites com dicas e tutoriais com conteúdo técnico excelente e bem aprofundado, hoje a maioria dos “conteúdos” se resume a reviews superficiais de aplicativos, em sua maioria gráficos, e, também, de smartphones. A maior prova disso é que o famoso Guia do Hardware, do mestre Carlos Morimoto, referência no período supracitado, hoje, está às traças.
Como se não bastasse tudo isso o Ubuntu contribui para a terrível obsolescência programada através de versões cada vez mais pesadas e de “inovações”, como o ambiente Unity e o Mir, totalmente dispensáveis e que só têm como objetivo centralizar ainda mais o sistema nas mãos da Canonical. Prova disso é esta declaração, postada por um site dedicado ao sistema em uma rede social, a qual induz o leitor a trocar seu equipamento para acompanhar a “evolução” do Ubuntu, igual àquele outro famoso sistema.
Igualmente, o argumento de que, na contemporaneidade aumentou-se a produção do software livre é falho, pois ao menos no Brasil os usuários não possuem conhecimento para tal. No máximo, eles criam um shell script mal-feito seguindo tutoriais da internet mas, na hora de criar algo sério, com algo na linguagem C, padrão no mundo Unix-Like, dão um jeitinho de cair fora.

Conclusão

Hoje, está mais do que claro que o Ubuntu é nocivo à liberdade de software e à nossa privacidade digital. A maioria dos argumentos que visam a defender a plataforma comercial da Canonical não possuem uma forte sustentação e são, em muitos casos, tentativas desesperadas dos usuários do sistema para continuarem em sua zona de conforto.
É lamentável que os preceitos verdadeiros da Liberdade de Software estejam sendo esquecidos, mas isso já era esperado. O problema é que essa situação só tende a piorar.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

CentOS une forças com a Red Hat

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É com grande emoção que a equipe do CentOS anuncia que estão se juntando a família Red Hat. Desta forma, o Projeto CentOS (http://www.centos.org) está oficialmente unindo forças com a Red Hat.

Com a aliança, o Projeto CentOS espera trabalhar como parte da equipe de Open Source e Padrões (http://community.redhat.com/) para promover a rápida inovação, além da plataforma para a próxima geração de tecnologias emergentes.

Trabalhando ao lado dos ecossistemas do Fedora e RHEL, nós esperamos promover expandir as ofertas da comunidade, fornecendo uma plataforma que é facilmente consumido, por outros projetos para promover o seu código, enquanto nós manter a base estabelecida.

Como parte do processo de mudança, também foi lançado o novo site da CentOS.org (http://www.centos.org).

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Adeus Skype e Hangout: Appear.in oferece alternativa opensource de videoconferência sem o uso de plugins ou downloads adicionais

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Imagine você ter uma solução de videoconferência, gratuita para até oito pessoas e em código aberto? Pois é, parece impossível, mas não é, graças ao WebRTC, que é a base do Appear.in. Para quem não conhece,WebRTC é uma API em desenvolvimento elaborada pela World Wide Web Consortium (W3C) para permitir aos navegadores executar aplicações de chamada telefônica, video chat e compartilhamento P2P sem a necessidade de plugins.

Desta forma, você pode ter uma solução de videoconferência, igual ao que é encontrado no Skype ou Google Hangout, com a diferença de não haver a necessidade de instalar plugins ou ainda fazer downloads de programas ou addons para o navegador.  Também não é necessário se registrar. Basta criar a sala e pronto. É possível moderar a sala, adicionar senha para acessar ou ainda customizar o background.

Ficou curioso? Visite https://appear.in/ e comece a conversar com seus amigos.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Em votação histórica, Nova Zelândia bane patentes de software

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Para a Nova Zelândia, um programa de computador não pode mais ser considerado uma invenção. O país votou uma nova lei de patentes, discutida nos últimos 5 anos, que bane a patente de softwares.

Como relata o Ars Technica nota, a parte da lei que interessa aponta claramente que um programa de computador “não é uma invenção”. Contudo, isso pode ter sido usado como uma forma de driblar o acordo TRIPS, que estabalecer que patentes deverão estar disponíveis para quaisquer invenções, “sejam elas produtos ou processos, em todos os campos da tecnologia”.

A página nota que processos ainda serão patenteáveis no caso de o programa de computador ser uma forma de implementar algum processo patenteável. O software, por si, não poderá ser mais patenteado no país. As patentes já existentes no país, contudo, continuam valendo.

Clare Curran, membro do parlamento envolvido na discussão, afirma que muitas empresas reclamavam que o processo permitia a patente de coisas óbvias e que as “patentes de software, em geral, são contraprodutivas”. ”É praticamente impossível que software seja desenvolvido sem quebrar algumas das centenas de milhares de patentes concedidas no mundo para tarefas óbvias”, afirmavam as empresas, segundo o parlamentar.

A questão é se outros países seguirão o exemplo da Nova Zelândia. As empresas de lá se sentiram satisfeitas com a resolução, que garante mais liberdade de trabalho. Contudo, em outros países como nos Estados Unidos, onde estão as grandes corporações, um veto como esses poderia ser problemático.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Uruguai sanciona projeto de lei sobre Software Livre e formatos abertos


O parlamento uruguaio aprovou projeto de lei que regula o uso de softwares livres e padrões abertos na estrutura de governo do país. A ação é resultado do trabalho conjunto da comunidade de software livre no Uruguai, que milita há mais de 15 anos.

O artigo 1 da lei fala sobre a obrigatoriedade do Estado, nos três poderes e em suas representações, distribuir toda sua informação em ao menos um formato aberto, padronizado e livre, além de aceitar todo pedido de informação em formatos abertos. No artigo 2, a legislação estabelece que o Estado deverá sempre dar preferência a licenças livres no momento da aquisição de softwares, sendo obrigatória a justificativa técnica que impeça a utilização de softwares livres no caso de opção por licenciamento proprietário. No caso de desenvolvimento de software pelo governo, este deve ser licenciado como livre e a troca de informações com poder público através da internet deve estar disponível satisfatoriamente em pelo menos um navegador livre. No artigo 3, a lei estabelece que é de interesse público que o sistema de Educação do Uruguai passe a promover o uso de Software Livre.

Em nota, o Centro de Estudios de Software Libre (CESOL) manifestou-se parabenizando o parlamento pela ação. “Este passo em direção à liberdade e soberania é resultado de anos de trabalho da comunidade uruguaia de Software Livre. A nível político, avança a compreensão de que este tema não é técnico, mas de definições estratégicas de políticas de Estado”, declara.

A instituição, assim como a ASL.Org, faz parte da RISol – Rede Internacional de Software Livre.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Código fonte do Apple II se torna público

Se um código fonte pode ser atribuído à criação de um império, com certeza o código DOS do Apple II é um dos candidatos ao posto – e agora está disponível para todos.
Sem o DOS (Disk Operation System), o Apple II provavelmente nunca teria sido um marco na indústria, pois a única opção de armazenamento disponível na época era a fita cassete. 
No final de 1977, Steve Wozniak, co-fundador da Apple, desenvolveu um leitor de disco para o DOS e, no começo do ano seguinte, a jovem Apple assinou um contrato de U$ 13.000 com a Shepardons Microsystems para a criação do disco. 

Os documentos de criação do disco agora estão disponíveis no Computer History Museum, em Mountain View, na Califórnia. Graças à ajuda do DigiBarn, o código fonte do DOS pode ser visto pelos visitantes do museu.

Código Fonte Apple II

De acordo com Bruce Damer, fundador e curador do DigiBarn, a Apple ainda é a dona do código, mas permitiu que tais documentos se tornassem públicos. 

“Esse é um dos tesouros mais importantes do Vale do Silício – um disco de sistema operacional que ajudou uma empresa jovem a ser tornar gigante. Sem ele, talvez nunca víssemos a Apple se tornar a empresa que ela é hoje em dia”, disse Daniel Terdiman, do CNET.



Via: Canaltech

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Lançado Kwheezy Linux 1.2

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Euan Thoms, liderando sua equipe de desenvolvedores, anunciou o lançamento do Kwheezy 1.2, uma distribuição baseada no Debian, com um desktop pré-configurado com o ambiente KDE e uma seleção de aplicativos de software para as tarefas diárias. A versão 1.2 já está disponível na página de downloads do projeto, trazendo três focos principais: estabilizar o instalador, aprimorar o ambiente GNU/Linux e remover o repositório de terceiros deb-multimedia.org. Houve alterações na versão 1.2, com a incorporação de um par de correções de bugs restantes; o Kwheezy Profiler, uma nova ferramenta GUI para fazer backup e restaurar perfis de usuários; navegador Rekonq atualizada a 2.3.2; cliente Steam instalado por padrão; PlayOnLinux instalado por padrão e alguns jogos open-source (como KDE Games, DreamChess).

Kwheezy é uma distribuição Linux baseada no Debian, com um desktop KDE, caracterizando uma interface bastante intuitiva e uma boa seleção de softwares opensource para GNU/Linux. Ele também inclui drivers de dispositivos populares, codecs de mídia e plugins do navegador, todos eles pré-configurados e prontos para o uso logo no primeiro boot.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Debian completa 20 anos


 


Debian, uma das mais antigas e ativa das distribuições GNU/Linux,comemora hoje 20 anos. O fundador do projeto Ian Murdock anunciou o projeto em 16 de Agosto de 1993, quando ele lançou a primeira versão da distribuição. Olhando para trás, olhando as listas de e-mails dos fóruns e discussões do projeto, um número surpreendente de objetivos iniciais de Murdock para o projeto ainda estão refletidas na atual documentação do Debian, apesar do fato de que a distribuição passou por mudanças de liderança regulares desde que Murdock deixou o projeto em 1996.


Usuários e desenvolvedores Debian , espalhados em todo mundo, estão comemorando o aniversário da distribuição. Como já se tornou uma tradição para o "Dia Debian" muitos membros da comunidade também assaram bolos e estão em meio às celebrações.

Desde os primórdios humildes do primeiro lançamento "Debian GNU/Linux", a distribuição cresceu e se tornou referência no ecossistema GNU/Linux e a base de um incontável número de derivados. A distribuição foi além de ser um caso somente GNU/Linux, existe também Debian GNU/kFreeBSD, é isso mesmo, os usuários têm a opção de executar uma versão da distribuição com um kernel FreeBSD.

O Líder atual do Projeto Debian, Stefano Zacchiroli tem focado principalmente na melhoria das relações do Debian com os seus projetos derivados (como o Ubuntu) e está se esforçando para que o Debian seja incluído na lista da FSFFSF - Free Software Foundation (Fundação para o Software Livre) é uma organização sem fins lucrativos, fundada em 04 de Outubro de 1985 por Richard Stallman e que se dedica a eliminação de restrições sobre a cópia, redistribuição, estudo e modificação de programas de computadores – bandeiras do movimento do software livre, em essência. Faz isso promovendo o desenvolvimento e o uso de software livre em todas as áreas da computação mas, particularmente, ajudando a desenvolver o sistema operacional GNU e suas ferramentas. de recomendados distribuições de software livre. Para estes fins, ele tem trabalhado em conjunto com projetos derivativos e criou uma força tarefa que está trabalhando com a FSF para se certificar de que o Debian está em conformidade com as suas orientações.

Debian está atualmente em sua sexta versão e sua versão Debian 7.0 "Wheezy" está esperando para ser lançado na Primavera de 2013. Debian 6.0 inclui cerca de 29.000 pacotes diferentes, um número que tem aumentado continuamente ao longo de todo o projeto.

Esta é a versão ideal/preferida para o meu desktop! e você prefere qual? comente!


Via: tutorfree