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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

TIM é proibida de vender chips no Piauí

A TIM está proibida de vender novas linhas no estado do Piauí. A decisão é do Ministério Público Federal, que divulgou a decisão nesta quarta-feira (22). O motivo é o baixo resultado da operadora nos índices de acesso à rede, que medem a qualidade do serviço.

Por mais que o processo tenha sido divulgado agora, a deliberação foi feita em outubro de 2016 pela juíza Marina Mendes, da 5ª Vara Federal do Piauí. Na decisão, a juíza obriga que a operadora encerre as vendas de linhas novas apenas em municípios onde o resultado da operadora ficou abaixo dos patamares mínimos de qualidade de rede.
Nesses municípios, a operadora alcançou índices abaixo de 85% em acesso à rede em 2G, 3G ou 4G e acima de 5% em queda de rede, voz ou dados. Os níveis são calculados por uma média trimestral feita pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

A decisão lembra uma suspensão feita pela própria Anatel em 2012, quando a agência suspendeu a venda de chips das operadoras Claro, Oi e TIM ― esta última, na ocasião, foi a maior afetada, com suspensão em 19 estados (!). O motivo também era o baixo resultado nos índices de qualidade.

O caso de 2012 foi citado pela juíza na decisão. A magistrada escreveu: “não obstante o razoável lapso temporal já transcorrido, a Tim Celular S/A ainda não conseguiu cumprir integralmente o plano de ação e investimentos para melhoria do serviço de telefonia móvel no Estado do Piauí”, plano este que foi apresentado em reação à baixa qualidade dos serviços.

Em nota enviada ao Convergência Digital, a TIM informou que já apresentou recurso, ainda pendente de julgamento. A operadora também enfatizou que “todos os municípios atendidos pela empresa no Piauí apresentam índices de qualidade enquadrados nas metas citadas na decisão, portanto, a companhia continua comercializando seus serviços e produtos no estado”.


Via: tecnoblog

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Anatel dá um basta: as operadoras estão proibidas de limitar a internet fixa… pelos próximos 90 dias

Laguna_Anatel_building_peq
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Finalmente alguém está do lado mais fraco neste país: a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) decidiu que os usuários de internet banda larga fixa merecem mais. Mais tempo para decidirem mudar de operadora e/ou repensaremos hábitos de consumo de internet.
Após receber ofício do Ministério das Comunicações (MiniCom), a Anatel determinou uma medida cautelar: as operadoras deverão deixar de restringir o acesso à conexão banda larga mesmo após o fim da franquia de internet. Por 90 dias. E nenhum mais, sob pena de multa diária de R$ 150 mil.
Laguna_GVT_modem
Chega de internet ilimitada. Que luxo é esse de consumirmos Netflix, Spotify e YouTube sem pagar para a operadora? O povo foi mal acostumado com essa liberdade toda de usar a internet o dia e a hora que quiser em casa.
A tríplice aliança Claro, Oi e Vivo possui serviços de TV por assinatura. Devemos pagar a mais, não por franquia adicional de internet e sim para esses serviços de TV por assinatura, com grades fixas e um monte de canais que nem utilizamos. A economia do país vai bem, bem o suficiente para esbanjarmos nosso dinheiro com o entretenimento que as operadoras de telefonia querem nos empurrar.
Devemos compreender o lado das pobres operadoras de internet fixa: precisam recuperar o dinheiro gasto com essa infraestrutura maravilhosa que nunca nos deixa na mão. Para que fazer videoconferência com a família no interior se um simples e-mail faz o mesmo efeito? Para que enviar o vídeo de casamento para aqueles parentes distantes se podemos enviar um pendrive pelos Correios? SarcMark
Por que 90 dias?
Os 90 dias da Anatel servirão para as operadoras Claro (NET), Oi (Velox) e Vivo (GVT) ensinarem seus usuários a se reeducarem num mundo cada vez mais offline: elas deverão fornecer ferramentas para os clientes acompanharem o consumo limitado de internet e receber notificações quando o limite estiver próximo de ser atingido.
A NET, por exemplo, já fornece aplicativos que informam o consumo da franquia. A Oi logo vai fazer o mesmo, experiência mobile ela tem.
Quanto a Vivo (GVT)… digamos que graças à péssima repercussão ela fará a transição de forma mais branda: a internet fixa continuará a ser ilimitada de forma promocional, depois a espanhola estabelecerá planos ilimitados(obviamente mais caros) e aí em 2017 a ex-Telefônica cortará a internet após o fim da franquia, de todos os clientes dos planos mais simples, sem dó nem piedade.
É injusto que pessoas que usam menos dados paguem pelos mesmos pacotes daquelas que tenham fluxo elevado na internet.” —Amos Genish, fundador da GVT e atual presidente da Telefônica Vivo
O tio Laguna concorda: pela qualidade dos serviços, deveriam cobrar menos.
Sim, entendo que empresas precisam lucrar, não fazem caridade. Também entendo que ao fornecer internet ilimitada para todos temos uma situação técnica onde aqueles que consomem menos mereceriam pagar menos pois o que não usam serve para os usuários com maior tráfego, mas toda essa conversa resume-se a forçar os usuários a pagarem por serviços de televisão por assinatura das mesmas empresas que limitarão a banda larga em franquias limitadas de internet. E estas são baixas mesmo para velocidades menores: nem vai adiantar muito contratar uma velocidade menor para que a franquia mensal dure mais: usar modem 56 kb/s (7 kB/s) por trinta dias daria franquia de 18 GB, em condições ideais de conexão.
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Trinta dias de internet a 56 kb/s = 18 GB
No caso da Vivo (GVT), o plano limitado mais caro oferecerá 130 GB a 25 Mb/s. Tinha que ser no mínimo o triplo e olhe lá: maiores velocidades de conexão exigem franquias bem maiores. Mesmo o plano logo acima do popular, 50 GB a 4 Mb/s, só permitiria baixar um único jogo de PlayStation 4 ou Xbox One. As franquias adicionais são no mínimo um insulto: na NET, 20 GB adicionais saem a R$ 39,90.
Todos os contratos já assinados preveem esse tipo de mudança, ela veio para ficar: após os 90 dias, a Anatel permitirá sim que as operadoras de internet limitem o tráfego dos usuários desde que tais clientes sejam avisados com pelo menos 30 dias de antecedência. Elas avisam e depois o fazem sem a menor cerimônia.
Azar de quem quer assistir a Netflix todo dia, escutar músicas aleatórias no Spotify ou mesmo acompanhar as YouTubers favoritas em alta definição. Pr0n? Pague, Playboy.
Solução?
Mude de operadora: veja esta lista atualizada de pequenos provedores que prometem não limitar o tráfego de internet dos usuários, por enquanto. Caso não seja possível procure o PROCON mais próximo, PROTESTEmesmo, faça algo!

Via: Meiobit

Anatel vai analisar pedido do Ministério das Comunicações sobre banda larga

O presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), João Rezende, disse nesta quinta-feira, 14, que vai analisar o teor do ofício do Ministério das Comunicações, que cobra da agência medidas para que as empresas respeitem os direitos dos consumidores de banda larga fixa. "Vamos analisar o ofício e tomar uma decisão", afirmou Rezende.

No documento divulgado pela pasta, o ministro André Figueiredo diz acompanhar com preocupação as notícias de que as teles pretendem acabar com os planos ilimitados na banda larga fixa e estabelecer limites de uso mensal, como ocorre no serviço de internet móvel 3G e 4G. Ao exceder a franquia, a operadora poderá reduzir a velocidade ou até mesmo bloquear a conexão. "Pelos dados que temos, ainda não há uma prática desse processo (de interromper o serviço)", afirmou Rezende.


De acordo com Rezende, não há viés político na questão. "Trata-se de uma questão técnica. É uma preocupação que o ministério está externando à Anatel para que olhe todos os impactos de futuras decisões a respeito desse assunto, muito embora as empresas não estejam praticando esta questão", afirmou "Estamos agora fazendo um trabalho na superintendência de relação com consumidores para que haja um olhar sobre isso."

A polêmica começou em fevereiro, quando a Telefônica Vivo anunciou o limite para os novos clientes a partir de janeiro de 2017. A NET e a Oi já preveem a franquia nos contratos, mas ainda não restringem o serviço. A TIM é a única que não adota o limite de dados para banda larga fixa.

Além das reclamações de usuários nas redes sociais que propõem até mesmo o boicote às teles, a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste) lançou ontem uma petição online contrária à decisão das empresas. A campanha, que é feita dentro do site da entidade, busca assinaturas de usuários do serviço para fortalecer uma ação judicial contra as operadoras movida em maio de 2015.

De acordo com o regulamento que rege o serviço de banda larga fixa, o estabelecimento de franquias é possível e a redução da velocidade é uma alternativa para a continuidade do serviço, caso o usuário não deseje efetuar pagamento adicional pelo consumo excedente.




segunda-feira, 14 de julho de 2014

3G deve superar 2G e ser a tecnologia móvel mais utilizada no Brasil até o final do ano

Um estudo feito pelo portal Teleco aponta que 2014 será o ano o qual o 3G ganhará ainda mais forças. A tecnologia, que teve sua primeira operação no Brasil feita em 2007 pela Telemig Celular (atual Vivo), finalmente deverá ultrapassar a tecnologia 2G em número de acessos.


A previsão foi feita com base dos dados liberados pela Anatel, que informam quantos aparelhos cada operadora vendeu em determinado período de tempo. Atualmente, a base 2G ainda domina o mercado móvel: no mês de maio, a agência registrou 142,7 milhões de acessos com a tecnologia GSM. O número da tecnologia UMTS está bem próximo: são quase 114 milhões de acessos.

Esses números, claro, incluem apenas os celulares vendidos por operadoras. Aparelhos comprados sem vínculo algum com operadora ou trazidos do exterior, por exemplo, não são contemplados na contabilidade da Anatel. No final das contas o número de dispositivos 3G funcionais no Brasil é provavelmente bem maior do que o informado. Mesmo assim, prevendo apenas com os dados oficiais da Anatel, em setembro desse ano os acessos em tecnologias 2G e 3G deverão se encontrar no mesmo patamar. A partir de outubro que o 3G ficará verdadeiramente em vantagem, e a diferença ficará cada vez maior.

Previsão sobre disponibilidade de tecnologias celulares
Previsão sobre disponibilidade de tecnologias celulares
A culpa do 3G se suceder em relação ao 2G é da popularização dos smartphones: de acordo com o IDC, no mês de maio desse ano cerca de 76% dos celulares encontrados no Brasil eram smartphones, enquanto apenas 24% seriam de aparelhos convencionais. Só para efeito de comparação, em maio do ano passado 53% dos celulares já eram smartphones, contra 24% de aparelhos tradicionais.

Entretanto, por mais que os aparelhos 3G se tornem a maioria em nosso país, a cobertura da tecnologia ainda está distante de muitos brasileiros. Apenas a Vivo tem uma cobertura 3G significativa: das suas 3.756 cidades cobertas, 3.152 já possuem a tecnologia 3G disponível. Na Claro, que atende 3.638 municípios, o número de cidades cobertas com 3G cai para 1499 municípios. Os números da TIM e Oi são ainda piores: apenas 1.172 e 1.035 municípios são atendidos respectivamente pelas operadoras, ambas com cobertura de mais de 3.300 cidades.

Já o 4G ainda é um artigo de luxo: contando com a cobertura de todas as operadoras, a tecnologia LTE está presente apenas em 114 municípios, principalmente capitais e regiões metropolitanas, cobrindo cerca de 38% da população brasileira.

Algumas operadoras estrangeiras já planejam desligar suas redes 2G em breve. O Brasil ainda tem uma longa caminhada para isso, mas não seria uma má ideia que as operadoras investissem em cobertura, uma vez que ganharia potenciais novos usuários de internet móvel além de liberar as frequências para a adoção em novas tecnologias. Operações como a da Nextel com sua nova rede 100% 3G e da Claro no Triângulo Mineiro provam que é perfeitamente possível viver sem redes 2G: os aparelhos já estão baratos e é possível atingir uma boa cobertura com a tecnologia.


Via: Tecnoblog

terça-feira, 30 de julho de 2013

Download com 3G em SP é mais veloz que média nacional, indica Proteste

Uma avaliação da associação de consumidores Proteste mostra que a internet 3G no Estado de São Paulo tem velocidade média de download superior à nacional, porém o valor máximo não ultrapassa 4 Mbps (megabits por segundo). As operadoras oferecem até 1 Mbps nos planos 3G tradicionais, mas nos pacotes avançados a velocidade é maior (o 3G Max da Claro, por exemplo, promete"velocidade até seis vezes mais rápida").
Para a avaliação, os técnicos percorreram 5.000 km de rodovias em 12 Estados durante o teste nacional. Os testes foram realizados de 4 de março a 25 de abril no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Sergipe, Paraíba, Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

MÉDIA DE VELOCIDADE DO 3G

OperadoraSP: downloadBrasil: downloadSP: uploadBrasil: upload
Claro3,37 Mbps1,84 Mbps0,73 Mbps0,52 Mbps
Oi0,66 Mbps0,56 Mbps0,17 Mbps0,15 Mbps
Tim1,44 Mbps1,08 Mbps0,35 Mbps0,30 Mbps
Vivo1,51 Mbps1,44 Mbps0,40 Mbps0,46 Mbps
  • Fonte: Proteste (valores em kbit/s foram transformados em Mbps)
Segundo valores da Proteste, a Claro foi a operadora que atingiu no Estado de São Paulo a maior velocidade média na avaliação, que foi de 3,37 Mbps para downloads. A média nacional mais alta também foi da operadora, com 1,84 Mbps nos downloads.
Em segundo lugar, está a Vivo, com 1,55 Mbps. A Tim vem em terceiro, com velocidade de 1,44 Mbps e, em último, a Oi, com 0,66 Mpbs. Todos esses valores também são superiores à média nacional de cada operadora.
A velocidade de upload das quatro operadoras medida pela Proteste não ultrapassou 1 Mpbs. A Vivo registrou a maior média, com 0,40 Mpbs, seguida da Tim, com 0,35 Mbps. Em terceiro está a Oi, com 0,17 Mbps e, em último, a Claro, com 0,05 Mbps.

SP: MÉDIA DA COBERTURA 3G

Claro36%
Oi64%
Tim65%
Vivo57%
  • Fonte: Proteste
A velocidade de download (dados enviados da torre celular e recebidos pelo dispositivo) é a usada pelas operadoras como valor de referência na venda dos pacotes de 3G. Se a operadora anuncia que o plano é de "1 Mbps", esse valor se refere ao download de dados.
Já a velocidade de upload (dados enviados do dispositivo à torre celular) é em geral menor que a de download. Isso ocorre porque o usuário tem maior necessidade de baixar dados para o celular (para assistir a um vídeo online, por exemplo) do que enviá-los (como ao subir um vídeo no YouTube).
Na questão da cobertura do sinal da rede 3G, a operadora com pior desempenho segundo a Proteste foi a Claro. Ela apresentou ter sinal 3G em 36% das medições. A segunda pior foi a Vivo, com 57%. A Oi mostrou ter sinal 3G em 64% das medições e a Tim, 65%.

Internet 3G: veja o que atrapalha e o que ajuda a captar o sinal13 fotos

8 / 13
PARCIAMENTE VERDADE - O caso da panela lembra outra gambiarra, aquela que usa um pote vazio de batatas Pringles em volta da antena do roteador Wi-Fi. ""Dependendo da situação, a panela pode funcionar como antena adicional, concentrando os feixes radioelétricos e dando a impressão de sinal melhor"", explica Zanateli. Mas a solução caseira pode não dar certo, principalmente se no local houver barreiras ao sinal, frisa Bottesi. ""O sinal que o celular tem de enviar à antena pode ser prejudicado também. Só testes em laboratório comprovariam a eficácia disso"" Arte UOL
Mais resultados 

BRASIL: MÉDIA DA COBERTURA DO 3G

Operadora3GNão 3GSem cobertura
Claro33%10%57%
Oi48%25%27%
Tim41%35%24%
Vivo51%26%23%
  • Fonte: Proteste
A Proteste constatou que nenhuma das quatro grandes operadoras de telefonia móvel – Claro, Oi, Tim e Vivo – cobre mais de 51% dos trechos percorridos, sendo que a região Sul é a menos coberta por qualquer tipo de sinal.
A Claro, a pior entre as avaliadas, mostrou cobertura 3G em apenas 33% das medições e nenhum sinal em 57% das medições. A Vivo, melhor entre as avaliadas, teve 51% de cobertura 3G e 23% das medições sem cobertura.
No pior cenário, no Sul, o cliente Tim não se conectou à rede em oito a cada dez vezes. No melhor, no Nordeste, com a Vivo, a internet móvel funcionou em sete em cada dez caso.
Respostas das operadoras sobre o teste
A Claro informou por nota que "realiza investimentos constantes para a expansão de sua rede e ampliação da capacidade já instalada". A empresa afirma ter sido a operadora com "os melhores resultados nos indicadores de acesso a dados no mês de abril, sendo a única a atingir a meta também para a rede 2G", segundo a última avaliação da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), divulgada no dia 26 de julho. Ainda segundo a operadora, até 2014, serão investidos R$ 6,3 bilhões no país em infraestrutura de rede.
A Oi informou que "está investindo fortemente na expansão da cobertura e da capacidade da rede 3G em todo o país". Segundo a empresa, de janeiro a junho deste ano, sua rede 3G chegou a mais de 170 novos municípios e que, em 2012, "o número de municípios cobertos pela rede 3G da empresa cresceu 155%". A Oi informou também que as estradas são cobertas, principalmente, com sua rede 2G e que tem foco na melhoria da qualidade da da experiência dos seus clientes. Como complemento à rede 3G, a Oi afirma que está investindo no serviço de internet móvel Oi Wi-Fi.
A Tim afirmou por meio de nota que está avaliando os resultados do teste feito pela Proteste para verificar oportunidades de melhoria em sua rede 3G ao longo das estradas brasileiras. A operadora chama atenção, no entanto, para o fato de que "as estradas brasileiras são rodeadas por montanhas e outros acidentes geográficos que podem impactar a qualidade da cobertura". Segundo a Tim, no triênio que vai até 2015, 90% do seu investimento de R$ 10,7 bilhões serão utilizados em projetos de infraestrutura.
A Telefônica Vivo afirmou que a maior parte dos recursos investidos nos últimos anos foi na "expansão e modernização da infraestrutura de redes e sistemas". Segundo a operadora, os investimentos da empresa totalizaram a R$ 6,1 bilhões em 2012. A empresa informou que está construindo novas rotas para 3G e 4G, mas afirma existir áreas possíveis de atender apenas via satélite.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Oi lança sistema de Internet 3G pré-paga para tablet e PC

A Oi lançou sua oferta de 3G pré-paga para uso em tablets e PCs. Os clientes da operadora poderão acessar internet, receber e enviar e-mails, atualizar redes sociais e baixar músicas com preço de menos de 1 real por dia no plano mensal de 30 reais.

Para utilizar a internet móvel pré-paga, basta colocar o chip Oi pré-pago em um minimodem ou tablet, abrir o browser e tentar navegar. Neste momento, o cliente será direcionado para a página de cadastro (portal “Minha Internet Pré”, com acesso gratuito), onde deverá informar seu CPF, e-mail, nome e data de nascimento para aderir ao serviço. 

Os pacotes de internet estão disponíveis para compra apenas via web e são debitados do saldo de recarga, ou seja, caso o cliente queira contratar um dos pacotes deve ter créditos válidos ou realizar uma recarga na hora.

Para utilizar este novo serviço, o cliente ainda conta com a facilidade de utilizar chip pré-pago igual ao que é usado para o serviço de voz. Ou seja, o chip para a internet móvel pré-paga da Oi pode ser adquirido em todos os canais de vendas da companhia, como pequeno e grande varejo.

A 3G pré-paga da Oi conta com quatro opções de pacotes para escolher: o diário (com uma franquia de 50MB) por 1,89 reais; o semanal (100MB) por 9,90 reais. Há ainda duas opções de pacote mensal de 50MB por 29,90 reais ou de 500 MB por 59,90 reais.

Neste último, o cliente ganha também acesso gratuito à rede Oi WiFi, que conta com mais de 10 mil hotspots em todo o País. Além disso, o cliente não paga pelo excedente trafegado. Caso ele atinja o limite da franquia contratada, a velocidade de navegação será reduzida para até 50 Kbps.

Via: IDG Now

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Baterias de celulares poderão durar o dobro do tempo com um novo componente nos aparelhos


pesquisas proprietárias para melhorar radicalmente a velocidade das redes sem fio apenas evitando o reenvio de pacotes perdidos, o que gera efeitos positivos inclusive para redes de longa distância, como as LTE. Isso foi iniciado no MIT. E no mesmo MIT outro grupo fundou uma startup para resolver um outro problema que prejudica diversos usuários e empresas do ramo mobile: o consumo de energia dos transmissores e receptores de dados.

Os amplificadores de potência atuais, usados tanto nos aparelhos como nas bases, consomem mais energia do que deveriam. Um estudo detalhado relatou que são desperdiçados cerca de 65% da energia consumida só neles. São eles que enviam os sinais de rádio. É uma quantidade absurda de energia desperdiçada, quase sempre na forma de calor, para variar. Uma base LTE com fonte de energia contínua (independente do tipo de gerador) parece não ser tão ruim assim, já que isso é mantido sem alterações no mundo praticamente todo. Mas na outra ponta sentimos mais o peso do problema: na duração da bateria dos celulares e tablets, que muitas vezes não conseguem ficar um dia inteiro sequer fora da tomada.

Os pesquisadores construíram novos modelos de transmissores mais eficientes, que evitam repetir o erro dos atuais. Os amplificadores de potência atuais usam muita energia no processo de standby, porque precisam ficar ativos o tempo todo, e também durante o envio ou recebimento de grandes quantidades de dados. Isso ocorre a todo instante numa navegação 3G/4G, por exemplo, já que dados são transferidos nos dois sentidos. O simples fato de ver um vídeo no YouTube numa conexão móvel já é suficiente para consumuir muita energia, dado o volume de dados transferidos em sequencia, que exigem uma comunicação contínua.

A solução seria melhorar a eficiência no modo de baixo consumo em standby. Só que alternar rapidamente do modo de baixo consumo para o de alto consumo para transferir dados normalmente causa distorções no sinal, prejudicando a comunicação. O que os chips atuais fazem, então, é manter o nível de energia alto a todo instante, consumindo assim mais energia.

O sistema planejado tenta evitar isso de uma forma bem diferente. O chip determina uma tensão que pode minimizar o uso de energia, analisando e alterando o valor cerca de 20 milhões de vezes por segundo. Com isso evita-se o desperdício de energia tradicional no modo standby, que é correspondente a boa parte do tempo.

O grupo pretende tornar a solução comercialmente viável em 2013 para bases LTE. O próximo passo será integrar o chip a smartphones e tablets. Um iPhone 5 possui cinco amplificadores de potência. Essa tecnologia aplicada nele reduziria consideravelmente o consumo de energia.

Em vermelho, os cinco amplificadores de potência comilões de energia num iPhone 5
Em vermelho, os cinco amplificadores de potência comilões de energia num iPhone 5


A promessa prática é que a bateria nos dispositivos mobile dure até duas vezes mais, apenas com a troca desses chips. Naturalmente a pesquisa considera o uso da rede móvel: sem utilizar a rede em questão a duração da bateria não seria afetada. Não se trata de um milagre de multiplicação da capacidade das baterias em todas as situações :p

Nas bases LTE os pesquisadores indicam que a redução no consumo de energia poderá ser maior ainda, já que os amplificadores de potência costumam consumir cerca de 67% da energia do sistema, mais 11% sendo usado pelo sistema de refrigeração. A refrigeração poderia ser simplesmente eliminada com a nova tecnologia.

Essa é uma promessa difícil de acreditar para nós, meros mortais leigos sem acesso a resultados práticos agora. O lançamento oficial da tecnologia será feito em fevereiro no Mobile World Congress. Falta pouco.


Via: Hardware