Uma empresa no Brasil criou um serviço online para quem quiser
miniaturas que reproduzem o rosto de qualquer indivíduo. Os bonecos
encomendados no site Petit.Me são feitos com impressoras 3D a partir de
fotos da pessoa desejada -- até o jogador Neymar pode servir de modelo. Veja outros objetos feitos com impressoras 3D
Partes no estilo peças de Lego que vão formar os blocos do Project Ara, do Google, serão produzidos por meio de impressoras 3D e serão enviadas a tempo do lançamento de smartphones personalizáveis no começo de 2015.
Com o Project Ara, herança da Motorola, o Google está tentando fornecer um smartphone configurável em que os usuários podem adicionar os recursos de hardware desejados ao anexar partes modulares. Os consumidores terão um case de telefone vazio e vão inserir componentes na parte traseira dele. Por exemplo, eles podem trocar uma câmera por uma bateria extra para usar o aparelho por mais tempo.
A 3D Systems vai fabricar as partes plásticas, incluindo o circuito interno, segundo o presidente e CEO da empresa, Avi Reichental, que falou sobre o assunto nesta semana durante a conferência Inside 3D Printing em Nova York. A companhia também poderá imprimir designs customizados nas superfícies dos blocos para dar aos usuários o visual que eles querem, afirmou o executivo.
O Google está trabalhando com outra empresa em um aplicativo que os consumidores poderão usar para criar a arte do seu telefone, segundo uma apresentação do Google durante a keynote de Reichental.
A videoconferência em questão também mostrou o Google experimentando com uma versão do Android para o telefone Ara. A equipe do projeto estava testando apps e drivers Android para o telefone, que estava conectado a uma placa de desenvolvimento que tinha um processador de aplicações.
As impressoras 3D vem sendo usadas para criar produtos tão simples como brinquedos e tão complexos como partes usadas em motores de aeronaves. Mas adicionar finas camadas de metal, que seriam necessárias para produzir as partes eletrônicas internas de um telefone, tem sido um desafio. Apenas algumas poucas impressoras 3D caras podem combinar plástico e metais de tamanho pequeno no processo.
Reichental afirmou que o trabalho da sua empresa com o Google vai ajudar a superar os desafios desse tipo de impressão.
O Project Ara não sera um substituto para os smartphones atuais, mas representa uma boa oportunidade para a impressão 3D, afirma o analista principal da Tirias Research, Jim McGregor.
O smartphone “faça você mesmo” será bom para o desenvolvimento e criação de protótipos de futuros aparelhos móveis, e para demonstrar as capacidades da impressão 3D, afirmou. “Para a comunidade de fabricantes, para a comunidade de aritstas, para os aplicativos de nicho, será algo enorme”, afirmou McGregor.
Antes e depois de John Felton, que teve o rosto reconstruído com elementos feitos em impressora 3D
O britânico John Felton, 27, estava de férias em Barcelona (Espanha), quando caiu de cabeça da varanda do hotel onde estava. Felton quebrou quase todos os ossos do seu rosto. Ele está passando por um processo de reconstrução de face que usa "peças" confeccionadas em impressoras 3D. As informações são do tabloide britânico "Daily Mail".
Após o acidente, Felton voltou para o Reino Unido e foi levado para o hospital Queens Medical Centre de Notthingham. Lá, ele foi submetido a uma cirurgia que durou 14 horas. Durante o procedimento, os médicos precisaram redefinir quase todos os seus ossos para a posição devida.
Segundo o "Daily Mail", nessa semana Felton deixou o hospital e pôde voltar para sua casa em Beechdale, em Nottingham.
"Eu não me recordo exatamente da queda, apenas que caí de uma cadeira. Estava tentando ter uma boa visão da cidade [Barcelona] e eu devo ter tropeçado em algo, que me levou até a varanda. Tudo que lembro é que caí de uns quatro andares em uma garagem de concreto", disse Felton.
Daren Forward, que trabalha no hospital Queens Medical Centre, disse que Fenton quebrou quase todo o seu rosto. "A face parecia uma zona deformada da cabeça dele. No entanto, cérebro, peito e o abdômen dele não foram gravemente feridos", afirmou.
Fenton tem feito fisioterapia semanalmente para ajudá-lo a voltar a caminhar e a ter os movimentos da face.
A HP informou, que vai anunciar sua primeira impressora 3D em junho de 2014. A empresa vai usar estratégias como preço, velocidade e qualidade para conquistar uma fatia desse mercado.
Meg Whitman anuncia que a HP está investindo pesado na impressão 3D (Foto: Reprodução/Pocket-lint)
De acordo com a CEO da empresa, Meg Whitman, as fabricantes de impressoras 3D enfrentam dois desafios. Um deles diz respeito à lentidão das impressões: “É como assistir derretimento do gelo”, disse ela. O outro seria sobre a qualidade do produto.
“Acreditamos ter resolvido esses dois problemas e vamos fazer um grande anúncio de tecnologia em junho sobre como vamos abordar isso “, disse Whitman em uma conferência de acionistas da HP. Nesse mês, a empresa deve anunciar o produto, mas não necessariamente irá lançá-lo.
O público-alvo da impressora desenvolvida pela HP são as empresas, por acreditar que há uma maior demanda por sistemas capazes de imprimir protótipos e produtos acabados. Para os consumidores, o plano inicial da fabricante é de lançar uma experiência de impressão 3D feita a partir de um serviço de provedor, através do qual seria possível enviar os trabalhos para serem impressos.
De vez em quando me acusam de implicar com determinadas tecnologias. É injusto. Eu amo tecnologia, mas como não tenho pretensões clericais, espero a tecnologia atingir um mínimo de amadurecimento antes de colocar as mãos nela.
Carros elétricos por exemplo, ainda são extremamente caros, e não resolvem o problema principal, que é de onde vem a energia. Impressoras 3D no futuro tornar-se-ão algo essencial, mas no momento servem pra dar dinheiro a lojas que vendem armários e prateleiras, onde aquele monte de quinquilharias de prástico ficarão guardadas.
“Ah, mas dá pra fazer peças de avião em 3D” sim, numa CNC de US$ 250 mil.
Agora surgiu um nicho BEM legal, que mistura arte, gula impressões 3D. É o pessoal do Sugar Lab, que criou a ChefJet, uma impressora 3D que utiliza açúcar e água para produzir coisas lindas como esse sei lá o quê aí de cima.
A ChefJetPro imprime inclusive com corantes, e tem resolução pra fazer, como você vê na foto acima, uma esfera dentro de um cubo.
A 3D Systems, primeira empresa a apresentar uma impressora 3D para o consumidor doméstico, anunciou durante a CES 2014 uma nova família de máquinas composta por seis modelos que começarão a chegar às lojas a partir do segundo trimestre deste ano.
A Cube3 custará US$ 1.000 e pode imprimir em 25 cores diferentes usando filamentos de plástico ABS ou de PLA, um material biodegradável à base de milho. Cada camada no objeto impresso pode ter de 75 a 200 microns de espessura, e os objetos podem medir até 15 cm.
Já a nova CubePro custa menos de US$ 5.000 e também imprime em ABS e PLA, mas pode produzir objetos medindo até 27,4 x 26,4 x 24,1 cm. A impressora também tem um “modo rápido” que imprime camadas com espessura de 350 microns mas é 75% mais rápido do que no modo normal, com camadas de 200 microns.
A empresa também anunciou a CubeJet, que também custará menos de US$ 5.000 e imprime em qualquer cor e com alta resolução. É voltada a pequenas empresas, profissionais e educadores, e usa o sistema ColorJet Printing (CJP), proprietário da 3D Systems. A CJP é uma tecnologia de manufatura aditiva que usa um material em pó espalhado em finas camadas sobre a bandeja de impressão com um rolo. Depois que cada camada é espalhada, uma cabeça de impressão deposita precisamente um adesivo colorido sobre o pó, fazendo com que ele se solidifique. O processo é repetido, camada por camada, até o objeto estar pronto.
A 3D Systems também lançou a CeraJet, que usa pó cerâmico em cartuchos, como nas impressoras jato de tinta, que é combinado com um adesivo durante a impressão. O resultado são peças que “tem a mesma resistência de qualquer outra cerâmica e irão durar 30 mil anos”, diz Andrew Jeffery, um diretor na 3D Systems.
Um bule de cerâmica impresso na CeraJet
A impressora é pouco maior que uma máquina de lavar, será vendida por menos de US$ 10 mil e foi projetada para pequenos fabricantes e outras empresas que querem criar protótipos ou produtos em pequena escala. Um bule de cerâmica como o da foto acima pode ser impresso na CeraJet em cinco horas.
Além das novas impressoras a 3D Systems tem um novo scanner 3D chamado iSense, que custará US$ 499. Conectado a um iPad, ele permite que os usuários capturem objetos em 3D e transfiram os resultados imediatamente para um computador. Os modelos resultantes podem ser compartilhados em um site da empresa na internet, o Cubify.com.
É de comer?
Mas a impressora 3D mais interessante da empresa é a ChefJet, que pode imprimir doces. Há duas versões, a ChefJet, que custará menos de US$ 5.000 e pode produzir objetos de até 20,3 x 20,3 x 15,2 cm, e a ChefJet Pro, que custará menos de US$ 10.000, é do tamanho de uma máquina de lavar e pode produzir objetos de até 25,4 x 35,5 x 20,3 cm.
Balas de açúcar colorido impressas na ChefJet
Ambas as impressoras usam um material à base de açúcar com sabores como baunilha, menta, maçã verde, cereja e melancia. Também há um material que é como chocolate. Com elas é possível produzir decorações de bolos e doces personalizados.
Pesquisadores da Universidade de Cornell, em Nova York (EUA), fabricaram com sucesso um alto-falante usando uma impressora 3D. O trabalho deles representa uma das primeiras tentativas que um dispositivo eletrônico completo pode ser impresso do zero para um produto realmente funcional.
Como o seu nome sugere, uma impressora 3D é capaz de imprimir em três dimensões, colocando uma camada além da impressão plana bidimensional a qual estamos acostumados. Ao invés de tinta, o equipamento utiliza materiais como o plástico. Os desenvolvedores acreditam que, um dia, ela poderia permitir que as pessoas imprimissem pequenos produtos, componentes e dispositivos em casa.
O corpo de plástico do alto-falante, a bobina condutiva, e o ímã foram todos impressos por uma "Fab@Homes" na universidade.
A Fab@Home é uma impressora de pesquisa que foi desenvolvida por dois estudantes da Cornell para ajudar os pesquisadores a realizarem experimentos com a impressão 3D.
Um dos desenvolvedores, Apoorva Kiran, um estudante de pós-graduação em engenharia mecânica, trabalhou com seu colega Robert MacCurdy no alto-falante.
A capacidade de imprimir componentes como alto-falantes usando uma impressora em casa é uma das promessas do futuro da tecnologia da impressão 3D, mas ainda não está disponível.
As impressoras convencionais não são adequadas para esse tipo de impressão e muitas impressoras 3D que estão apenas começando a chegar ao mercado não tem a capacidade de imprimir usando materiais diferentes.
A fabricação de um único dispositivo também requer a seleção de materiais que funcionam bem em conjunto, de acordo com a Cornell. A bobina condutiva, cobre, e plástico que saem da mesma impressora exigem diferentes temperaturas e tempos de secagem, ele disse.
As descobertas sobre a impressão 3D ainda estão em seus estágios iniciais.
Um relatório recente da Gartner previa que o mercado de impressoras 3D de até 100 mil dólares vai crescer 49% este ano, chegando a 56.507 unidades. Para 2014, a empresa de análises espera que o mercado salte cerca de 75%, alcançando pouco mais de 98 mil unidades e que as vendas quase dobrarão de novo em 2015.
A Agência de Alcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos
(ATF) liberou nesta semana vídeos de testes com armas de plástico feitas
com impressoras 3D que mostra algumas delas explodindo no primeiro
tiro. As explosões podem machucar os usuários, de acordo com os testes.
Um vídeo em câmera lenta captura uma arma feita via impressoras 3D explodindo na hora de disparar o primeiro tiro.
A ATF vem testando armas feitas com materiais plásticos
comuns via impressoras 3D no último para determinar o nível de segurança
delas.
Os especialistas em armas de fogo da ATF testaram uma arma
3D criada por polímeros da VisiJet. A arma explodiu de forma contínua
no primeiro tiro.
As armas feitas com um dos dois termoplásticos testados,
um polímero da VisiJet, nunca duravam mais do que um tiro antes de
explodirem. O outro material, ABS, podia produzir uma arma que
disparasse oito tiros sem nenhum incidente.
Os agentes interromperam os disparos após oito balas, de acordo com um porta-voz da ATF.
“Depende do material assim como da qualidade da impressora. As duas variáveis contam”, explica o porta-voz.
No entanto, o porta-voz não identificou quais as
impressoras 3D usadas nos testes nem quais os arquicos CAD que foram
baixados para criar essas armas citadas acima.
Vale notar que uma das armas testadas se parece com a The
Liberator, que é a primeira arma feita via impressora 3D (veja vídeo
abaixo) . Ela foi criada por Cody Wilson, da Defense Distributed, que
defende a liberação desses tipos de armamentos para a população em
geral.
Já imaginou se você pudesse imprimir a sua própria comida? O criativo
Pablos Holman já. O cientista trabalha na empresa Intellectual Ventures
Laboratory, em Washington D.C., onde ele e outros especialistas da área
estudam formas de "imprimirem" seus próprios alimentos.
O inventor acredita que, em um futuro não muito distante, poderemos
adaptar a nossa dieta com alimentos próprios para o nosso metabolismo - e
imprimi-los poderia ser uma baita ajuda para nos mantermos na linha.
A chamada "comida de impressão" foi um tema abordado por Holman
durante a conferência Inside 3D Printing Conference, que aconteceu na
semana passada. A ideia do inventor lembra bastante aquelas pílulas que
vemos em desenho animado, que se tranformam em um belo hambúrguer quando
adicionada uma gotinha de água - só que um pouco mais elaborada.
As impressoras seriam equipadas com cartuchos de toners preenchidos com alimentos liofilizados
em pó - o que daria a possibilidade de incluir todos os tipos de
produtos nutritivos em uma única refeição e em quantidades suficientes.
Um pouco de água, então, é adicionada durante o processo de impressão
e o alimento pode ser produzido do modo que o consumidor mais gostar
(incluindo os formatos atualmente conhecidos, como pedaços de brócolis
ou mesmo um belo cachorro-quente).
Dependendo do cliente, os pixels de comida utilizados para imprimir a
refeição poderiam conter até mesmo doses de medicamentos diários. Além
disso, o equipamento poderia programar a quatidade de comida que o
indivíduo consome com precisão - o que evitaria o desperdício.
"A refeição é personalizada para você. Ela evita alérgenos e injeta
seus remédios", disse Holman. "Ela sabe o que você comeu antes. Nós
correlacionamos os efeitos sobre a saúde de sua dieta pela primeira vez
na história. Ela faz uma refeição que entende quem você é."
Outros futuristas também apostam na ideia de imprimir alimentos. O
CEO da empresa de impressão 3D Systems, Avi Reichentall, já desenvolveu
um método para agradar olhos e paladar com suas impressões digitais. As
impressoras de Reichentall podem ser configuradas para produzir produtos
derivados do açúcar - de bolos a doces em geral.
Exemplos de torrões de açúcar e bolos impressos em 3D
E as ideias não param por aí. "Estamos trabalhando em uma impressora
de chocolate. Quero uma impressora de chocolate na minha cozinha. Quero
que seja tão legal quanto uma máquina de café", disse Reichentall. "Nós
já temos açúcar impresso em 3D. Vamos trazer para chefs e confeitos e
padeiros toda uma gama de novos recursos de impressão de açúcar."
Se você é ridiculamente fotogênico, está passando por Fort Worth
(Texas), tem 30 minutos e alguns dólares para gastar, então talvez você
deva visitar o estúdio Captured Dimensions para ter uma estatueta 3D de si mesmo.
O Captured Dimensions visa captar a sua melhor pose e criar uma
réplica altamente detalhada de 15 a 30 centímetros de altura feita com
uma impressora 3D.
Com o objetivo de fazer esses incríveis mini-eus, o estúdio tira uma foto sua usando nada menos que 60 câmeras DSLR - e os equipamentos capturam tudo, desde o seu perfil até os dedos dos pés.
A empresa utiliza um software de renderização para "costurar" as
fotos e criar um arquivo de modelo 3D que pode, então, ser enviado para
uma impressora 3D.
Réplica do busto de cliente feita pelo Captured Dimensions (Foto: Captured Dimensions)
Por até 2.295 dólares (preço mínimo é de 425 dólares), você pode
ter bonequinhos de bolo de casamento muito legais, um moderno busto, ou,
se você fizer um número de poses suficientes, alguns brinquedos novos
muito estranhos para presentear os seus filhos (hey, quem disse que a
vaidade é barata?).
Claro que não é a primeira vez que vemos essa tendência de estatuetas em 3D - a Omote 3D e a Twinkind oferecem um serviço semelhante -, mas este é, provavelmente, o trabalho mais complexo que vimos até agora.
A livraria Saraiva agora vende impressoras 3D. O modelo, desenvolvido
pela 3D Systems e distribuído no Brasil pela Robtec, será
comercializado por salgados R$ 6.700. O equipamento já está em pré-venda mas deverá ser lançado oficialmente no próximo 16 de agosto. No site internacional da 3D Systems, a impressora é comercializada por US$ 1.400, o equivalente a R$ 3.187 – menos de metade do preço no Brasil.
As impressões são feitas em dois tipos de plástico: ABS (recicláveis e
mais resistentes) e PLA (mais brilhantes). Cada cartucho com 1 kg de
plástico será vendido por R$ 280. A 3D Cube possui conectividade Wi-Fi e
vem com alguns designs prontos para você já sair imprimindo objetos com
dimensões de 140 x 140 x 140 mm. As impressões podem ser realizadas em
16 cores.
A impressora vem acompanhada de um software compatível com Windows e
Mac OS, para que o usuário faça desenhos e outras produções. A 3D Cube
já estava à venda no Brasil desde o início deste ano, no entanto, para
adquiri-la era necessário comprar direto da Robtec – em sua sede em São
Paulo ou pela internet.
Uma falha de segurança divulgada nesta semana afeta seriamente várias impressoras da Samsung e algumas da Dell, especialmente as que foram produzidas pela Samsung.
Sabe-se lá por qual motivo, o firmware comum a várias impressoras contém um backdoor que permite que um usuário remoto malicioso se conecte ao aparelho, potencialmente roubando informações da impressora e da rede, incluindo credenciais. Se bem explorada a falha pode facilitar a execução de códigos.
O problema se dá com uma string hardcoded(diretamente salva no código) referente ao SNMP, numa prática de desenvolvimento nada encorajada. A conta de administrador do dispositivo pode ser acessada com certa facilidade, o que pode ter resultados drásticos em empresas.
De acordo com a nota da vulnerabilidade no cert.org tanto a Samsung como a Dell confirmaram que a falha não está presente nos modelos lançados a partir de 31 de outubro de 2012, e ambas as empresas estão providenciando uma correção para o firmware que elimina o problema nas demais.
Em resposta à CNet um representante da Samsung comentou que a falha só pode ser aproveitada caso o recurso SNMP esteja ativado. Mas não é isso o que o relatório da falha conta: segundo vários pesquisadores, mesmo com o SNMP desativado no painel de configurações a falha pode ser explorada. Ainda para a CNet a empresa prometeu uma atualização de firmware para os modelos atuais até o dia 30, ou seja, amanhã. Os modelos mais antigos deverão ser atualizados até o final do ano.
Em impressoras conectadas à rede e potencialmente à internet esse risco é bem real: elas se comportam quase como computadores. Se já é razoavelmente fácil deixar brechas por má configuração, imagine então quando a falha está presente diretamente no firmware, algo que os usuários e administradores não têm acesso e nem estariam sabendo.
Felizmente parece que não há casos de desastres ou roubo de dados com o uso desta falha (ou pelo menos não foram divulgados), mas agora divulgada ela acaba se tornando mais temida enquanto a atualização de firmware não for disponibilizada. Infelizmente os relatos da brecha não citam exatamente quais modelos de impressoras são afetados.