Pesquisadores da Universidade de Cornell, em Nova York (EUA), fabricaram com sucesso um alto-falante usando uma impressora 3D. O trabalho deles representa uma das primeiras tentativas que um dispositivo eletrônico completo pode ser impresso do zero para um produto realmente funcional.
Como o seu nome sugere, uma impressora 3D é capaz de imprimir em três dimensões, colocando uma camada além da impressão plana bidimensional a qual estamos acostumados. Ao invés de tinta, o equipamento utiliza materiais como o plástico. Os desenvolvedores acreditam que, um dia, ela poderia permitir que as pessoas imprimissem pequenos produtos, componentes e dispositivos em casa.
O corpo de plástico do alto-falante, a bobina condutiva, e o ímã foram todos impressos por uma "Fab@Homes" na universidade.
A Fab@Home é uma impressora de pesquisa que foi desenvolvida por dois estudantes da Cornell para ajudar os pesquisadores a realizarem experimentos com a impressão 3D.
Um dos desenvolvedores, Apoorva Kiran, um estudante de pós-graduação em engenharia mecânica, trabalhou com seu colega Robert MacCurdy no alto-falante.
A capacidade de imprimir componentes como alto-falantes usando uma impressora em casa é uma das promessas do futuro da tecnologia da impressão 3D, mas ainda não está disponível.
As impressoras convencionais não são adequadas para esse tipo de impressão e muitas impressoras 3D que estão apenas começando a chegar ao mercado não tem a capacidade de imprimir usando materiais diferentes.
A fabricação de um único dispositivo também requer a seleção de materiais que funcionam bem em conjunto, de acordo com a Cornell. A bobina condutiva, cobre, e plástico que saem da mesma impressora exigem diferentes temperaturas e tempos de secagem, ele disse.
As descobertas sobre a impressão 3D ainda estão em seus estágios iniciais.
Um relatório recente da Gartner previa que o mercado de impressoras 3D de até 100 mil dólares vai crescer 49% este ano, chegando a 56.507 unidades. Para 2014, a empresa de análises espera que o mercado salte cerca de 75%, alcançando pouco mais de 98 mil unidades e que as vendas quase dobrarão de novo em 2015.
Via: IDGNow
Nenhum comentário:
Postar um comentário