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terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Um hacker vigilante reduziu 20% da teia escura depois de encontrar pornografia infantil

Web hacker pornografia infantil para navegação privada

Um ataque à Dark Web deixou um enorme 20 por cento dele em caos. Na sexta-feira, um vigilante conseguiu invadir o serviço de hospedagem Dark Web, Liberdade hospedagem II, depois de perceber que ele estava permitindo que sites de pornografia infantil. Como relatado pela primeira vez, os visitantes de mais de 10.000 sites na sexta-feira não viram o conteúdo esperado deles, mas sim uma mensagem que dizia: "Olá, Freedom Hosting II, você foi hackeado".

De acordo com o hacker, o Freedom Hosting II deve ter sabido que estava gerenciando sites de pornografia infantil - aqueles em questão requeriam gigabytes de dados apesar do fato de que o serviço de hospedagem oficialmente afirma não permitir mais de 256MB. Como parte do hack, não só o conteúdo usual foi substituído pela mensagem do hacker, mas também serviu um despejo de dados (sem informações do usuário) e uma explicação sobre o motivo do hack.

Esta não é de forma alguma a primeira vez que a Freedom Hosting está sob fogo para a pornografia infantil. Em 2013, os funcionários responsáveis ​​pela aplicação da lei interromperam o serviço, permitindo, em última análise, várias acusações de pornografia infantil. Mas apenas alguns anos mais tarde, parece que a segunda iteração do host está sendo executada nos mesmos problemas.

No sábado, o hacker falou a placa-mãe sobre a lógica por trás do ataque. "Este é de fato o meu primeiro hack", escreveu o intruso através de um e-mail enviado do mesmo endereço postado para os sites hackeados Freedom Hosting II. O hacker continuou: "Inicialmente eu não queria derrubar o FH2, apenas olhá-lo", mas depois de encontrar não menos de 10 sites de pornografia infantil com cerca de 30 GB de arquivos, a ação tinha A ser tomada.

Até agora, parece que o hacker tinha intenções benevolentes, e está lidando com os dados de forma responsável. Aparentemente, as informações serão enviadas a um pesquisador de segurança que, em última instância, retransmitirá dados para a aplicação da lei, que poderiam usá-lo para levar os pornógrafos infantis à justiça. No entanto, o FBI pode não ser plenamente satisfeito com esta ação vigilante. Como mãe, explica: "Nos últimos anos, quando as agências de aplicação da lei, como o FBI tomaram sites escuras ou provedores de hospedagem, eles, em seguida, procurou-se identificar os usuários individuais por meio da implantação malware. Mas agora, com a infinidade de sites de pornografia infantil da Freedom Hosting II fechados, os federais podem não ser capazes de usar esse tipo de tática ".


domingo, 12 de julho de 2015

Nova pesquisa investiga o uso da Deep Web para fins ilegais

A Trend Micro (empresa de segurança em nuvem) passou mais de dois anos investigando e monitorando as atividades realizadas na Deep Web. As conclusões da iniciativa foram reunidas no estudo “Abaixo da Superfície: Investigando a Deep Web”., que analisa o uso do anonimato para atividades sobretudo ilícitas (venda de drogas, contrabando de bens e documentos roubados), mas com algumas finalidades nobres (fontes que contatam jornalistas para compartilhar informações privilegiadas, preservando suas identidades, e dissidentes que expõem regimes restritivos).
Por meio do seu sistema Deep Web Analyzer (DeWa), a companhia coletou URLs ligadas ao lado oculto da rede e extraiu as informações relevantes vinculadas a ele. O sistema alertava a equipe Trend Micro quando os serviços apresentavam comportamentos maliciosos, como tráfego excessivo ou grande pico de acessos. Ao todo, cerca de 38 milhões de eventos – equivalentes a 576 mil URLs – foram monitorados e usados para encontrar novas famílias de malware de cibercriminosos.
O resultado apurado sinalizou a maconha (31,6%) como a substância ilícita mais vendida, seguida por produtos farmacêuticos (Ritalina, Xanax – 21%), MDMA (10%), LSD (5,26%) e Metanfetamina (5,26%). Entre os itens ilegais, jogos piratas e a venda de contas em sites de apostas e leilões online também são populares. A lavagem de dinheiro é outra atividade recorrente, facilitada pelo anonimato do Bitcoin, cujas transações são mais difíceis de serem rastreadas. 
Documentos falsos -- como passaportes, carteiras de motorista e identidades – podem ser adquiridos a partir de 400 euros, assim como arquivos pessoais roubados, como contas no PayPal, números de cartões de crédito e informações de personalidades famosas, como Kim Kardashian e Barack Obama.
Segundo o relatório, a Deep Web é amplamente usada por desenvolvedores de malware. Entre eles, figura o temido Cryptolocker, variante ransomware que criptografa os documentos pessoais das vítimas antes de redirecioná-las ao site onde devem pagar por sua recuperação.
Outro dado alarmante apontado pelo estudo diz respeito às conexões entre o lado oculto da rede e a surface web, onde mais de um quarto (25%) delas envolve a exploração de menores e pornografia, além dos chamados “serviços profissionais” – os assassinatos por encomenda.
Em última instância, o relatório da Trend Micro atesta a volatilidade e inacessibilidade do ambiente Deep Web, ponto de interesse para os policiais que combatem as iniciativas ilícitas e para os internautas que desejam burlar a vigilância do governo. 
O estudo pode ser lido na íntegra no link:

Via: IDGNow

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

More dark than dark: o lado negro da internet fica ainda mais negro

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Comércio de drogas com porcentagem sobre vendas, roubo de identidades, sequestros… não tá fácil pra ninguém.

No negócio digital de tráfico de drogas, assim como no mundo de tijolo e cimento (tá legal, entreguei a idade), derrubar um chefão cria um vácuo de poder apenas esperando para que outro figurão o preencha e continue a suprir a demanda que o mercado consumidor precisa. Quando o FBI desligou o Silk Road, uma loja para venda de artigos questionáveis para pessoas ainda mais questionáveis que funcionava na Deep Web, um novo player tomou seu lugar, com ainda mais poder de penetração que seu predecessor. E ainda menos princípios.

Desde seu lançamento no começo do ano, o bazar anônimo do mercado negro chamado Evolution cresceu drasticamente, praticamente triplicando a quantidade de transações em apenas cinco meses. Ele agora oferece mais de 15 mil produtos ilegais que vão desde armas, passando por maconha, cocaína e heroína. Esse número é centenas de vezes maior do que o Silk Road disponibilizava. O crescimento também foi alavancado não apenas pelo profissionalismo da operação clandestina, mas também por um método muito mais amoral do que o adotado pelos seus competidores no mercado negro. Por exemplo, cerca de 10% dos produtos anunciados no Evolution são números de cartões de crédito roubados e credenciais hackeadas para contas on-line.

Enquanto o falecido Silk Road parecia ter uma politica libertária ao afirmar que apenas contrabando que não gerasse vítimas (honra entre ladrões?) podia ser negociado através dos seus servidores, o novo serviço parece personificar a oportunidade perfeita para que os delinquentes mesclassem seu negócio de roubo de informações com o já gigantesco e estabelecido mercado de drogas on-line. Parece que aquele discurso estúpido do Silk Road de dar as pessoas liberdade de escolha se foi. Agora se trata apenas de fazer dinheiro.

O Evolution também parece ter atingido uma marca histórica na parte técnica, com seus servidores estando on-line por 96,4% do tempo e tendo velocidades de acesso que chegam a se comparar a páginas web convencionais, coisa rara em um serviço onde o tráfego deve ser encriptado e passar por mais de 3 servidores Tor espalhados pelo mundo antes de ser carregado pelo cliente.

Cobrando 4% sobre cada venda, o Evolution está ajudando a financiar outros negócios milionários, o de roubo de identidades, comércio de armas e em alguns lugares, assassinatos e sequestros. A honra entre ladrões não passa de uma bonita ilusão é claro: o herdeiro imediato do serviço fechado pelo FBI, o Silk Road 2 teve seus servidores seriamente comprometidos quando um dos administradores roubou 2,7 milhões de Bitcoins dos seus usuários. O Bitcoin, que aliás também tem essa conotação libertária dependendo da boca de quem fala, mas não passa de uma arma para a prática de crimes digitais dos mais variados.
Para evitar esse tipo de revés, o Evolution implementou várias medidas de segurança nas suas transações. Além de rodar anonimamente através de servidores Tor, as transações em Bitcoins tem com um recurso chamado “multi-signature transactions”. Isso faz com que as transações através do Evolution contem com uma “carteira coletiva” de Bitcoins, em que o vendedor, o comprador e o site tem acesso. Para que uma transação seja de fato concluída, dois dos controladores da carteira precisam assinar a liberação das moedinhas virtuais. Isso torna muito mais difícil que qualquer uma das partes envolvidas no negócio ilícito seja ludibriada (honra entre ladrões my ass). O site até oferece sua própria versão da autenticação em dois passos, exigindo que qualquer um logado no sistema precise autenticar uma mensagem usando sua própria chave PGP armazenada localmente.

Todas essas firulas técnicas fez os compradores se mudarem para o Evolution aos bandos, e onde há demanda, há oferta. Com muito dinheiro circulando pelos seus sistemas e sem muita ética (se é que já houve alguma coisa parecida com ética no mercado de drogas) o Evolution pode começar a financiar coisas muito mais sérias, como oferecer assassinatos em troca de Bitcoins, sequestros e outros crimes no mundo de tijolo e cimento. A Deep Web não é um lugar bonito, nem charmoso, muito menos bonzinho. É mais como andar pela cracolândia tentando contratar um assassino de aluguel enquanto injeta drogas nas veias e achando que o mal do mundo não pode te atingir porque você está protegido atrás de um teclado. Ledo engano.


Via: meiobit

quinta-feira, 3 de julho de 2014

O submundo da web está mais vivo e maduro do que nunca


Um usuário desavisado que acesse o site pela primeira vez pode até pensar que está utilizando algum novo produto do Google. Afinal, a paleta de cores do logo é a mesma, assim como o design minimalista, com a caixa de busca no centro e dois botões, um de busca e o famoso “estou com sorte”. Mas as semelhanças acabam por aí. Qualquer busca no Grams, o Google das drogas, abre as portas para um universo de substâncias ilegais, armas, documentos falsos e até veneno.
 
O Grams (bit.ly/info-grams) foi lançado em abril passado com um objetivo simples, mas ousado: unificar a busca por produtos nos diversos mercados negros que operam na Deep Web, a rede de servidores não indexada pelo Google e acessível apenas pelo navegador Tor. “Eu queria ajudar as pessoas a encontrar o que elas desejavam na darknet e descobrir quais vendedores são confiáveis”, diz Gramsadmin, pseudônimo do fundador do Grams, em uma de suas publicações no fórum do site. Contatado pela reportagem da INFO, ele se recusou a dar entrevista.

Antes, com o monopólio do Silk Road, o maior marketplace ilegal até então, que chegou a movimentar 1,2 bilhão de dólares, os usuários sabiam onde buscar esses itens proibidos. Mas depois do fechamento do site pelo FBI, em outubro de 2013, as coisas mudaram. “Hoje há mais mercados ativos do que antes da queda do Silk Road”, disse a INFO o professor Nicolas Christin, especialista em crimes cibernéticos da Universidade Carnegie Mellon, dos Estados Unidos. “Não sabemos se a razão foi o fim do site ou o fato de as pessoas perceberem que é possível ganhar muito dinheiro com isso.”

Apesar de não revelar sua identidade, Gramsadmin possui ótimo conhecimento técnico e de programação, como mostram os sistemas que implementou no site. Começando pelo motor de busca em si, que reúne uma dezena de marketplaces ilegais, como o Agora, o 1776 e o Andromeda, todos com centenas de drogas ilegais em suas listagens, como cocaína, ecstasy e maconha. Quando o usuário busca por alguma dessas drogas, recebe de volta uma lista de resultados com o item procurado e sua disponibilidade em cada mercado.

“Estou trabalhando no algoritmo, que funciona como o do Google, com um sistema de pontuação baseado no tempo que o item se tornou disponível, nas vendas que foram feitas e nas avaliações positivas que o vendedor possui. Assim, os melhores resultados aparecem primeiro”, diz Gramsadmin, que trabalha sozinho no código, até 14 horas diárias.

As listagens têm uma breve descrição do produto, foto, nome do vendedor, seu país de origem e também o valor do item em bitcoin, moeda criptográfica usada nesse tipo de transação. Para fechar o negócio, é necessário que o usuário acesse o endereço original da oferta.

A partir desse ponto, o processo segue o padrão do mercado negro online e ocorre entre o comprador e seu fornecedor. O próprio traficante faz o envio pelo correio em pacotes disfarçados e protegidos por embalagens isolantes.
Com o mercado mais pulverizado, aumentou a quantidade de vendedores falsos, os chamados scammers. “Motores de busca são bons para achar informações difíceis”, diz Christin. “Mas as pessoas querem mais. Querem saber quem vende qual produto e quais vendedores têm boa reputação.”

Para dar essas respostas, o Grams estreou um sistema de avaliação de traficantes. Quando um vendedor aparece nas listas, é possível acessar seu perfil. Ali são mostradas resenhas de usuários feitas no sistema do buscador. Há também integração com o popular fórum Reddit, em que consumidores escrevem críticas e denunciam golpistas.

Existem outras inovações na busca do Grams. Uma das ferramentas permite, por exemplo, filtrar a busca por país. A oferta no Brasil ainda é limitada, mas mostra alguns resultados perturbadores. São vendidos remédios controlados, como o tranquilizante Rivotril, e até Ricina, substância tóxica derivada da mamona e bem conhecida pelos fãs do seriado Breaking Bad como o veneno mortal usado pelo protagonista, Walter White.

Passaportes brasileiros falsos também podem ser encontrados. Mas, se a busca não aponta resultados para determinado país, o Grams é inteligente o bastante para mostrar alternativas geográficas próximas, como um vendedor argentino de LSD.

O botão “estou com sorte” apresenta aleatoriamente os resultados das 100 buscas mais populares dentro do Grams. Muitos apontam para material pornográfico, vídeos e coleções digitais, mas há também pistolas automáticas e armas de choque não letais.

Apesar de não revelar quantas pessoas usam o Grams, seu criador já trabalha em formas de ganhar dinheiro com o serviço, uma vez que a comissão pelas transações fica apenas com os mercados onde elas ocorrem. Novamente, ele recorreu ao modelo do Google para se inspirar.

Assim como o sistema de publicidade AdWords do gigante das buscas, o Grams Word permite que um vendedor pague para ter destaque na listagem de determinada palavra-chave. Um traficante de ecstasy, por exemplo, pode aparecer primeiro quando um usuário busca por essa droga no Grams. “Parece funcionar bem, e eu já recebi um bom número de acessos”, escreveu o vendedor Dr-Oz no mesmo post em que o administrador do site anunciou o novo programa.

Se o sistema vai garantir o sucesso financeiro do Grams ainda é uma incógnita. Um dos principais problemas é a instabilidade desse mercado. Durante a apuração desta reportagem, várias dessas páginas passaram períodos fora do ar, e o próprio buscador foi alvo de ataques DDoS depois de sua inauguração, uma constante na Deep Web.

“É preciso esperar para saber”, diz o professor Christin. “Se em alguns meses o Grams ainda estiver funcionando e crescendo, significa que ele poderá ser economicamente viável. Dada a demanda que existe por drogas, seu modelo de negócios parece razoável à primeira vista.” Se razoável quer dizer viável, essa é uma questão que ainda não foi respondida.
 
O que o usuário encontra no Grams
Veja alguns dos itens mais populares nas listas do buscador
Drogas Busca mais popular dentro do Grams, oferece um amplo catálogo de substâncias ilegais disponíveis na Deep Web, como cocaína, haxixe, heroína, MDMA e LSD
Armas Também popular, a busca oferece entre os resultados pistolas, munição, mira laser, coletes blindados e até uma arma de choque disfarçada de pacote de cigarros
Passaporte falso Documentos falsos também são itens de destaque nas listas do Grams. É possível encontrar até um anúncio de passaporte falso brasileiro entre as ofertas do site
Pornografia CDs, revistas, filmes... Mas, de longe, os itens pornográficos mais populares são pacotes de senhas que garantem acesso a portais de conteúdo pornô pago
Remédios controlados É possível encontrar o que nas farmácias é vendido apenas com receita médica. Remédios controlados, como o tranquilizante Rivotril, são populares nas buscas.


Via: INFO    

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Por dentro do universo sombrio da Deep Web

Infográfico - Por dentro do universo sombrio da Deep Web [infográfico]

Você já deve ter ouvido falar na Deep Web, que constitui a parte da internet que não é indexada pelos motores de busca que existem em todo o mundo. Isso significa que ela é composta por aquelas páginas que você não consegue encontrar utilizando o Google, o Bing ou qualquer outra ferramenta similar. Mas o que existe nesse universo secreto e como chegar até ele?

As respostas podem ser simples, mas os caminhos nem tanto. A Deep Web é composta por vários níveis de ocultamento — que exigem diferentes formas de acesso. Para que isso fique mais claro, vamos separar a internet em algumas camadas. Ao contrário de outras publicações, não utilizaremos essas camadas para diferenciar os conteúdos existentes (principalmente porque o teor deles é parecido e chega a se confundir em muitos momentos), mas para deixar mais claras as formas de acesso a elas.

Onde nem os olhos do Google alcançam

Tecmundo, Google, Facebook, Baixaki e outros sites que estamos acostumados a acessar ficam na parte da internet que é chamada de “Surface”. Em uma tradução literal, é a superfície da web. Essa “região” é entendida pelos motores de busca e pode ser acessada facilmente. Mas logo abaixo da superfície existe uma zona composta por sites comuns e não indexados.
Isso significa que há muitas páginas que precisam de links diretos para serem acessadas. Em um resumo bem simples, são sites que não estão escondidos e que também não estão visíveis. Isso engloba uma grande quantidade de páginas criadas na década de 1990, somadas a diversas que foram feitas mais recentemente e que tiveram a indexação bloqueada — basta uma linha de programação para isso.

Mas o que faria alguém não querer ter o site indexado? São diversas as razões. Isso vai desde a necessidade de manter o sigilo de algumas informações até a simples opção dos programadores. Alguns bons exemplos são os sistemas de universidades, que não podem ser vistos normalmente e não são indexados, mas podem ser acessados com links diretos. Em suma: não são secretas, mas não são visíveis.

Indo um pouco além

Se a internet “surface” engloba os sites indexados e os não indexados — estes já podendo ser colocados em um primeiro nível de “deep web” —, a parte mais profunda não seria tão simples de ser acessada. Em uma primeira camada, não basta ter um link direto, pois somente computadores com proxy correto têm permissão para acessar algumas informações.

Por dentro do universo sombrio da Deep Web [infográfico] 
(Fonte da imagem: Reprodução/Hidden Wiki)

Mais abaixo ainda, surgem os sites e fóruns que exigem o acesso distribuído — o que garante o anonimato nas trocas de dados. Para isso, somente com navegadores e redes com suporte a sistemas Tor ou similares. Esqueça os “www” e os “.com.br”. Na Deep Web os endereços parecem mais com senhas de alta segurança do que com sites tradicionais.

Esses fatores se somam e, dessa forma, garante-se o anonimato, pois a navegação é distribuída por diversos caminhos, não permitindo o rastreio direto à fonte das informações que estão sendo trocadas. Em resumo, a navegação por Tor oferece muito mais segurança aos usuários do que a comum, e isso é essencial para evitar que os domínios consigam existir sem ser rastreados.

Depois de mudanças de proxy e navegadores com Tor, há relatos de que existe uma camada ainda mais profunda. Ela exigiria modificações específicas no hardware dos computadores, criando uma camada muito restrita. É importante dizer que não há confirmações de que essa área de Deep Web realmente exista, mas ela vem sendo citada em muitos artigos sobre o tema já faz algum tempo.

O que faz as camadas serem diferentes?

Há quem fale em “Surface”, “Bergie”, “Deep”, “Charter” e “Mariana’s” Web para diferenciar os tipos de conteúdos que podem ser encontrados em cada camada. Mas a grande verdade é que as diferenças principais estão nos modos de acesso — que estão diretamente ligados ao quanto as pessoas querem esconder esses conteúdos do público “comum”. Sem nomenclaturas que apenas dificultam ainda mais a compreensão do assunto, vamos a um rápido resumo:
  • Primeiro nível: internet comum, que pode ser acessada por qualquer pessoa e que é indexada pelos motores de busca;
  • Segundo nível: internet comum, que pode ser acessada por qualquer pessoa, mas não é indexada pelos motores de busca;
  • Terceiro nível: internet restrita, que necessita a alteração de proxy para ser acessada;
  • Quarto nível: internet mais restrita, que demanda a utilização de navegadores com distribuição de acesso (Tor);
  • Quinto nível: internet “secreta” (não confirmada), que exige a alteração do hardware para que as comunicações ocorram.

Existe algo bom abaixo da superfície?

Por causa de uma série de fatores, costumamos pensar que a Deep Web é um depósito de conteúdos ilegais e imorais, com disponibilização de softwares para invasão de sistemas, guias de terrorismo e outros materiais que levariam qualquer pessoa para a cadeia. Isso existe, mas não é uma exclusividade. Assim como acontece na superfície da internet, há uma grande diversidade de conteúdos.

Por dentro do universo sombrio da Deep Web [infográfico]
(Fonte da imagem: Thinkstock)

E isso acontece em todas as camadas da rede. Existem os hackers que compartilham informações para derrubar sites de conteúdo ilegal — e que colaboram com a polícia para que criminosos vão para a cadeia. E existem os que compartilham itens ilegais (nos mais variados graus de ilegalidade e ofensividade) e oferecem serviços do mesmo gênero (vendas de armas, drogas e afins).

Voltando ao “lado bom da Deep Web”. Nos locais corretos, é possível encontrar sistemas colaborativos de altíssima qualidade para os mais diversos fins. Mas é de extrema importância tomar alguns cuidados ao navegar por lá. Um deles é utilizar o navegador Tor em computadores sem informações sigilosas, pois as chances de invasão existem — ainda mais se você clicar em algum link indevido.

Há muitas lendas que envolvem a Deep Web e não há como dizer quais delas são verdadeiras e quais não são. Isso é extremamente difícil de ser mensurado, uma vez que a quantidade de informações que circulam nessas redes é imensa. Se você quiser tentar, lembre-se do que acabamos de dizer: não clique em nada que você encontrar. Você vai tentar navegar por lá ou acha melhor ficar aqui no raso?


Via: Tecmundo

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Maior site de vendas de drogas do mundo, Silk Road volta em versão 2.0

Silk Road
Depois de uma mega operação do FBI que culminou no fechamento do Silk Road, o site de vendas de drogas mais usado no mundo está de volta em uma versão 2.0. As informações são da Forbes.

A página foi lançada na manhã desta quarta-feira (6) e, assim como a original, garante o anonimato dos usuários que utilizam o serviço através da rede Tor e da moeda virtual Bitcoin. O site já lista cerca de 500 tipos de drogas diferentes, como maconha, ecstasy e cocaína, e só é possível acessar o endereço por meio de convites de internautas que já estão inscritos na comunidade da página (antigos usuários já fizeram a transição).

O Silk Road 2.0 possui um novo administrador que manteve o codinome "Dread Pirate Roberts", pseudônimo usado pelo fundador original do site, Ross Ulbricht, preso pelo FBI no mês passado. De acordo com a Forbes, outros moderadores que estavam na primeira versão do site estão ajudando no gerenciamento do novo endereço.

Silk Road

Na parte visual, o novo site não se diferencia muito de seu modelo anterior. A mudança mais significativa está na página de login, que agora conta com um recurso de segurança que permite usar uma senha criptografada como uma medida extra de autenticação. A tela de login e senha ainda exibe uma paródia criada pela equipe do Silk Road 2.0 que zomba do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que "lacrou" o site no início de outubro com a apreensão de Ulbricht.
Alguns utilizadores mais antigos do serviço disseram estar apreensivos por conta da vigilância do FBI em páginas e endereços que praticam a venda de substâncias ilegais. "Quero mergulhar de cabeça no negócio, mas ainda não confio no novo Silk Road. Vou esperar um pouco mais para começar a investir", afirmou um usuário anônimo.

Entenda o caso

O Silk Road, o maior mercado online de drogas do mundo, foi fechado por agentes do FBI no dia 2 de outubro, dois anos depois de entrar em operação na web. Ross Ulbricht ("Dread Pirate Roberts") foi preso em São Francisco acusado por tráfico de drogas, invasão de computadores e lavagem de dinheiro.

Segundo o governo norte-americano, Ulbricht arrecadou cerca de US$ 80 milhões comandando o Silk Road. Ele vivia em uma pequena casa de um quarto também em São Francisco, onde dividia um aluguel de US$ 1.000 com mais duas pessoas. O hacker foi capturado pelo FBI dentro de uma biblioteca pública da cidade, perto de onde morava.

Em dois anos, o Silk Road efetuou mais de 1 milhão de transações que movimentaram 9,5 milhões de Bitcoins - o equivalente a US$ 1,2 bilhão. O site era monitorado pelo FBI desde 2011.

Via: Canaltech

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Cibercrime, clandestinidade e Deep Web

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Muita coisa é falada sobre a Deep Web, e há muitas pessoas que ainda acham que esta camada mais profunda da grande rede, só abriga coisas nefastas, escabrosas, quando na verdade não é assim. Claro que a Deep Web é um lugar onde a clandestinidade e a propagação das mais inimagináveis transações de caráter ilícito, são exercidas livremente. Porém, tudo vai depender do que você vai procurar por lá.

Encerramento do Silk Road

Anteriormente, os pesquisadores da Trend Micro publicaram um post no blog da empresa, falando sobre o recente encerramento das atividades do mercado clandestino Silk Road. Nesse contexto, houve uma promessa de que as atividades cibercriminosas seriam descritas com maior riqueza de detalhes. Enquanto a Deep Web tem sido frequentemente associada exclusivamente com o Onion Router (TOR), neste artigo, serão apresentadas várias outras redes que garantam o acesso anônimo e indetectável – os darknets mais renomados (ie, TOR, I2P e Freenet) e alternativa top-domain de primeiro nível (TLDs), também chamados de “rogue TLDs”.

A Farra da Clandestinidade na Deep Web

Os profissionais analisaram como os elementos mal-intencionados usam essas redes para a troca de bens, e examinaram os mercados disponíveis na Deep Web, juntamente com os bens oferecidos. Devido à grande variedade de produtos disponíveis nestes mercados, houve um foco naqueles que despertaram o maior interesse dos cibercriminosos, e comparados os preços com os mesmos tipos de mercadorias encontradas em fóruns clandestinos tradicionais da grande rede, em sua maioria russos.

Além disso, houve uma discussão sobre algumas das técnicas que os pesquisadores podem usar, para monitorar de forma mais proativa, essas chamadas partes ocultas da Internet. Aqui estão alguns destaques em termos de preços praticados no mercado clandestino:

Os cartões de crédito podem ser adquiridos a partir dos Estados Unidos desde $ 10 a US $ 150 em vários mercados da Deep Web. Enquanto a figura high-end aqui é comparável aos preços em fóruns clandestinos russos, a low-end é onde irá ser vista a principal diferença. Em fóruns russos, os cartões de crédito começam a ser comercializados em torno de US$ 2.

Roubo de Contas e Informações

Mais contas roubadas e informações de conta são vendidas em fóruns clandestinos russos do que em sites visitados com o uso do TOR, embora os preços sejam comparáveis. As tarifas de dinheiro falso dependem muito da quantidade comprada e podem ir de $ 0,24 por dólar falso (US$ 600 para comprar 2.500 dólares falsos). Na sequência, documentos falsos nos EUA podem custar a partir de US$ 200 para uma carteira de motorista falsificada, US$ 5.400 para um falso passaporte dos EUA.

Aquisição de Documentos Falsificados

Já as mercadorias, tais como documentos falsos e dinheiro falso parecem estar faltando no cenário clandestino; pelo menos, eram muito mais difíceis de encontrar em comparação com o que foi apurado nessa investigação. Os detalhes completos da pesquisa podem ser encontrados no artigo completo, intitulado: Deep Web and Cybercrime: It’s Not All About TOR.


sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Lendas da Deep Web: Tortura por encomenda


O texto de hoje trás como tema mais uma lenda que circula pelos fóruns sombrios da Deep Web. No caso dessa lenda, haveria na grande rede, pessoas ou organizações criminosas que sequestram pessoas, sendo que as vítimas acabam sendo vendidas, com a intenção de se torturar os pobres coitados até a morte...É meus caros atormentados, nesse texto daremos mais um mergulho nas águas turvas e perigosas da Internet proibida.

Reza a lenda que Eli Roth, o diretor e roteirista do filme de terror "O Albergue" (The Hostel) de 2005, baseou o filme em casos reais identificados pela polícia de Nova Dehli, Índia. Depois de intensa investigação a polícia descobriu, o que se acredita tratar de um clube secreto, aonde ricos e poderosos vinham de todas as partes do mundo com o intuito doentio de realizar seus prazeres demoníacos. Crianças e adolescentes, descendentes de famílias miseráveis que viviam abaixo da linha da extrema pobreza eram vendidos por seus pais e condenados ao terrível destino, serem torturados e espancados até a morte.

Em países da Asia, Africa e Europa Oriental, aonde a pobreza impera, e as leis e vigilância são poucas, esse tipo de crime é facilitado. Assim como no caso de Nova Dehli, na Tailândia foram descobertos casos semelhantes.

A DeepWeb servia como ponto de reunião ou veículo de informação, para os participantes desse clube ficarem sabendo de novas seções de tortura! Os responsáveis tinham um forte esquema montado. Você, eu, ou seja lá quem for, mesmo acessando a Deep, não consegue ter acesso à essas páginas. Somente convidados recebiam a senha. E essas pessoas só recebiam a senha depois que começavam a procurar por esses atos imundos na Internet. Então, os mafiosos detectavam o cliente em potencial e investigavam a vida do sujeito. Se ele tinha mesmo dinheiro para arcar com as despesas (acredita-se que fosse na casa dos milhões por pessoa ), os criminosos entravam em contato com o sádico e ofereciam o serviço. Após a confirmação de compra, o cliente recebia uma senha e um download de um software que permitia a decodificação da page, dando acesso às informações e também, possibilitando que o mesmo escolhesse sua vítima.