Depois de uma mega operação do FBI que culminou no fechamento do Silk
Road, o site de vendas de drogas mais usado no mundo está de volta em
uma versão 2.0. As informações são da Forbes.
A
página foi lançada na manhã desta quarta-feira (6) e, assim como a
original, garante o anonimato dos usuários que utilizam o serviço
através da rede Tor e da moeda virtual Bitcoin. O site já lista cerca de
500 tipos de drogas diferentes, como maconha, ecstasy e cocaína, e só é
possível acessar o endereço por meio de convites de internautas que já
estão inscritos na comunidade da página (antigos usuários já fizeram a
transição).
O Silk Road 2.0 possui um novo administrador que
manteve o codinome "Dread Pirate Roberts", pseudônimo usado pelo
fundador original do site, Ross Ulbricht, preso pelo FBI no mês passado.
De acordo com a Forbes, outros moderadores que estavam na primeira
versão do site estão ajudando no gerenciamento do novo endereço.
Na
parte visual, o novo site não se diferencia muito de seu modelo
anterior. A mudança mais significativa está na página de login, que
agora conta com um recurso de segurança que permite usar uma senha
criptografada como uma medida extra de autenticação. A tela de login e
senha ainda exibe uma paródia criada pela equipe do Silk Road 2.0 que
zomba do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que "lacrou" o site
no início de outubro com a apreensão de Ulbricht.
Alguns
utilizadores mais antigos do serviço disseram estar apreensivos por
conta da vigilância do FBI em páginas e endereços que praticam a venda
de substâncias ilegais. "Quero mergulhar de cabeça no negócio, mas ainda
não confio no novo Silk Road. Vou esperar um pouco mais para começar a
investir", afirmou um usuário anônimo.
Entenda o caso
O
Silk Road, o maior mercado online de drogas do mundo, foi fechado por
agentes do FBI no dia 2 de outubro, dois anos depois de entrar em
operação na web. Ross Ulbricht ("Dread Pirate Roberts") foi preso em São
Francisco acusado por tráfico de drogas, invasão de computadores e
lavagem de dinheiro.
Segundo o governo norte-americano, Ulbricht
arrecadou cerca de US$ 80 milhões comandando o Silk Road. Ele vivia em
uma pequena casa de um quarto também em São Francisco, onde dividia um
aluguel de US$ 1.000 com mais duas pessoas. O hacker foi capturado pelo FBI dentro de uma biblioteca pública da cidade, perto de onde morava.
Em
dois anos, o Silk Road efetuou mais de 1 milhão de transações que
movimentaram 9,5 milhões de Bitcoins - o equivalente a US$ 1,2 bilhão. O
site era monitorado pelo FBI desde 2011.
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