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quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Dois livros contam as histórias secretas da Amazon e do Twitter

Duas novas biografias sobre empreendedores e suas empresas famosas vão ser leitura obrigatória nesses próximos meses. A primeira, programada para ser lançada em 22 de outubro, conta a "verdadeira" história da criação da Amazon e sua transformação na maior "Everthing Store" (loja de todas as coisas) da história.

O livro chama-se THE EVERYTHING STORE: Jeff Bezos and the Age of Amazon (editora Little, Brown and Company) e foi escrito por Brad Stone, jornalista sênior da Bloomberg Businessweek. Ele é o tema da capa da revista da próxima semana, que vai para as bancas dos EUA em formato impresso nesta sexta-feira (11/10) mas que pode ser comprada em formato digital na iTunes store hoje à noite.

bezos capa businessweekStone entrevistou centenas de amigos, ex-amigos e pessoas que de alguma forma se relacionaram com o fundador da Amazon, Jeff Bezos, ao longo desses anos. E o resultado, segundo o autor, é um relato surpreendente de como Bezos construiu uma empresa que hoje vale US$ 75 bilhões e briga com a Wal-Mart como loja, com a Apple como fabricante de dispositivos móveis e com as grandes empresas de TI na área de datacenters e big data.

Para quem gosta do estilo Bezos há muito combustível. Uma das histórias é sobre o temido email com um ponto de interrogação que Bezos envia para os responsáveis sobre uma área da empresa que tenha sido objeto de um email enviado por um consumidor diretamente para ele (seu endereço de email é público e ele realmente abre as mensagens, segundo o livro. Se quiser fazer o teste: jeff@amazon.com). Segundo Stone, receber tal email é motivo de pânico e correria para descobrir o que aconteceu, preparar um relatório detalhado sobre o problema e rezar para que a explicação convença o chefe.

O segundo livro, programado para lançamento em 5 de novembro chama-se Hatching Twitter: A True Story of Money, Power, Friendship, and Betrayal (que pode ser traduzido como Chocando o Twitter: Uma história real sobre dinheiro, poder, amizade e traição). O livro foi escrito pelo jornalista do The New York Times, Nick Bilton, e o título do artigo publicado ontem pelo jornal com o resumo da história dá o tom da narrativa "No amor e no Twitter, vale tudo".
 
Bilton é ácido ao contar como nasceu afinal o Twitter e como foi alimentado e cuidado até chegar à fase atual, de bater asas e lançar seu IPO. Como a data da oferta pública de ações do Twitter está possivelmente marcada para meados de novembro, Bilton e sua editora não escolheram momento mais feliz para lançar a biografia.

Ambos os livros são relatos jornalísticos e resultado de um intenso trabalho de reportagem e entrevistas, portanto nenhum deles pode ser considerado "biografia autorizada". Certamente não no caso do livro de Bilton, que transforma o nascimento do Twitter uma quase novela das oito, com direito a lances de traição, vaidade e puxadas de tapete que não combinam com o jeito "cool" de ser das startups que nascem no vale do silício.

Segundo Bilton, embora a lenda urbana diga que Jack Dorsey, ex-CEO e atual chairman da empresa, foi quem teve a idéia original do microblog (história essa confirmada com detalhes intesos pelo próprio Dorsey), a verdadeira história aponta para Noah Glass, um jovem executivo da Odeo (a startup fundeada por Evan Williams da qual o Twitter nasceu), que teria não só pensado em transformar updates do Twitter em uma conversa entre amigos como também seria o autor do nome.

Os dois livros já estão em pré-venda na Amazon (achou que seria diferente?) e um bom trecho de cada um deles, escrito pelos próprios autores, pode ser lido na Bloomberg Businesweek e no The New York Times.

SERVIÇo: Para encomendar seu livro, em formato impresso ou kindle, clique nos nomes a seguir - Hatching Twitter: A True Story of Money, Power, Friendship, and Betrayal e THE EVERYTHING STORE: Jeff Bezos and the Age of Amazon

Via: IDGNow

quarta-feira, 15 de junho de 2011

O TRANSÍSTOR

Durante a década de 1940 e início da de 1950, a maior parte da indústria continuou trabalhando no aperfeiçoamento das válvulas, obtendo modelos menores e mais confiáveis. Porém, vários pesquisadores, começaram a procurar alternativas menos problemáticas.

Várias dessas pesquisas tinham como objetivo o estudo de novos materiais, tanto condutores quanto isolantes. Os pesquisadores começaram então a descobrir que alguns materiais não se enquadravam nem em um grupo nem em outro, pois, de acordo com a circunstância, podiam atuar tanto como isolantes quanto como condutores, formando uma espécie de grupo intermediário que foi logo apelidado de grupo dos semicondutores.

Haviam encontrado a chave para desenvolver o transístor. O primeiro protótipo surgiu em 16 de dezembro de 1947 (veja a foto a seguir), consistindo em um pequeno bloco de germânio (que na época era junto com o silício o semicondutor mais pesquisado) e três filamentos de ouro. Um filamento era o pólo positivo, o outro, o pólo negativo, enquanto o terceiro tinha a função de controle.
Tendo apenas uma carga elétrica no pólo positivo, nada acontecia: o germânio atuava como um isolante, bloqueando a corrente. Porém, quando uma certa tensão elétrica era aplicada usando o filamento de controle, um fenômeno acontecia e a carga elétrica passava a fluir para o pólo negativo. Haviam criado um dispositivo que substituía a válvula, que não possuía partes móveis, gastava uma fração da eletricidade e, ao mesmo tempo, era muito mais rápido.


O primeiro transístor

O primeiro transístor era muito grande, mas não demorou muito para que esse modelo inicial fosse aperfeiçoado. Durante a década de 1950, o transístor foi aperfeiçoado e passou a gradualmente dominar a indústria, substituindo rapidamente as problemáticas válvulas. Os modelos foram diminuindo de tamanho, caindo de preço e tornando-se mais rápidos. Alguns transístores da época podiam operar a até 100 MHz. Claro que essa era a freqüência que podia ser alcançada por um transístor sozinho, nos computadores da época, a freqüência de operação era muito menor, já que em cada ciclo de processamento o sinal precisa passar por vários transístores.

Mas, o grande salto foi a substituição do germânio pelo silício. Isso permitiu miniaturizar ainda mais os transístores e baixar seu custo de produção. Os primeiros transístores de junção comerciais (já similares aos atuais) foram produzidos a partir de 1960 pela Crystalonics, decretando o final da era das válvulas.
A idéia central no uso do silício para construir transístores é que, adicionando certas substâncias em pequenas quantidades, é possível alterar as propriedades elétricas do silício. As primeiras experiências usavam fósforo e boro, que transformavam o silício em condutor por cargas negativas ou em condutor por cargas positivas, dependendo de qual dos dois materiais fosse usado. Essas substâncias adicionadas ao silício são chamadas de impurezas, e o silício "contaminado" por elas é chamado de silício dopado.
O funcionamento de um transístor é bastante simples, quase elementar. É como naquele velho ditado "as melhores invenções são as mais simples". As válvulas eram muito mais complexas que os transístores e, mesmo assim, foram rapidamente substituídas por eles.

Um transístor é composto basicamente por três filamentos, chamados de base, emissor e coletor. O emissor é o pólo positivo, o coletor, o pólo negativo, enquanto a base é quem controla o estado do transístor, que como vimos, pode estar ligado ou desligado. Veja como esses três componentes são agrupados num transístor moderno:


transístor

Quando o transístor está desligado, não existe carga elétrica na base, por isso, não existe corrente elétrica entre o emissor e o coletor. Quando é aplicada uma certa tensão na base, o circuito é fechado e é estabelecida a corrente entre o emissor e o receptor.

Cada transístor funciona como uma espécie de interruptor, que pode estar ligado ou desligado, como uma torneira que pode estar aberta ou fechada, ou mesmo como uma válvula. A diferença é que o transístor não tem partes móveis como uma torneira e é muito menor, mais barato, mais durável e muito mais rápido que uma válvula.

A mudança de estado de um transístor é feita através de uma corrente elétrica. Cada mudança de estado pode então comandar a mudança de estado de vários outros transístores ligados ao primeiro, permitindo o processamento de dados. Num transístor essa mudança de estado pode ser feita bilhões de vezes por segundo, porém, a cada mudança de estado é consumida uma certa quantidade de eletricidade, que é transformada em calor. É por isso que quanto mais rápidos tornam-se os processadores, mais eles se aquecem e mais energia consomem.

Um 386, por exemplo, consumia pouco mais de 1 watt de energia e podia funcionar sem nenhum tipo de resfriamento. Um 486DX-4 100 consumia cerca de 5 watts e precisava de um cooler simples, enquanto um Athlon X2 chega a consumir 89 watts de energia (no X2 5600+) e precisa de no mínimo um bom cooler para funcionar bem. Em compensação, a versão mais rápida do 386 operava a apenas 40 MHz, enquanto os processadores atuais já superaram a barreira dos 3.0 GHz.

O grande salto veio quando descobriu-se que era possível construir vários transístores sobre o mesmo wafer de silício. Isso permitiu diminuir de forma gritante o custo e tamanho dos computadores. Entramos então na era do microchip.

O primeiro microchip comercial foi lançado pela Intel em 1971 e chamava-se 4004. Como o nome sugere, ele era um processador que manipulava palavras de apenas 4 bits (embora já trabalhasse com instruções de 8 bits). Ele era composto por pouco mais de 2000 transístores e operava a apenas 740 kHz. Embora fosse muito limitado, ele foi muito usado em calculadoras, área em que representou uma pequena revolução. Mais do que isso, o sucesso do 4004 mostrou a outras empresas que os microchips eram viáveis, criando uma verdadeira corrida evolucionária, em busca de processadores mais rápidos e avançados.


Intel 4004

Em 1972 surgiu o Intel 8008, o primeiro processador de 8 bits e, em 1974, foi lançado o Intel 8080, antecessor do 8088, que foi o processador usado nos primeiros PCs. Em 1977 a AMD passou a vender um clone do 8080, inaugurando a disputa Intel x AMD, que continua até os dias de hoje.


O 8080 da AMD

Uma observação é que o termo original, em inglês é "transistor", sem o acento. O problema é que em português pronunciamos "transístor" e não "transistor", por isso é comum que ao escrever em português o termo seja "aportuguesado" e escrito com o acento. O mesmo acontece com a palavra "micron", que é muitas vezes escrita com acento (mícron), indicando a pronúncia mais usada. Nestes casos você fica livre para escrever da forma que preferir.

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O ENIAC

Sem dúvida, o computador mais famoso daquela época foi o ENIAC (Electronic Numerical Integrator Analyzer and Computer), construído em 1945. O ENIAC era composto por nada menos do que 17.468 válvulas, além de 1.500 relês e um grande número de capacitores, resistores e outros componentes.
No total, ele pesava 30 toneladas e era tão volumoso que ocupava um grande galpão. Outro grave problema era o consumo elétrico: um PC típico atual, com um monitor LCD, consome cerca de 100 watts de energia, enquanto o ENIAC consumia incríveis 200 kilowatts.

Construir esse monstro custou ao exército Americano 468.000 dólares da época, que correspondem a pouco mais de US$ 10 milhões em valores corrigidos.
Porém, apesar do tamanho, o poder de processamento do ENIAC é ridículo para os padrões atuais, suficiente para processar apenas 5.000 adições, 357 multiplicações ou 38 divisões por segundo. O volume de processamento do ENIAC foi superado pelas calculadoras portáteis ainda na década de 70 e, hoje em dia, mesmo as calculadoras de bolso, das mais baratas, são bem mais poderosas do que ele.
A idéia era construir um computador para quebrar códigos de comunicação e realizar vários tipos de cálculos de artilharia para ajudar as tropas aliadas durante a Segunda Guerra Mundial. Porém, o ENIAC acabou sendo terminado exatos 3 meses depois do final da guerra e foi usado durante a Guerra Fria, contribuindo por exemplo no projeto da bomba de hidrogênio.


ENIAC (foto do acervo do Exército dos EUA)

Se você acha que programar em C ou em Assembly é complicado, imagine como era a vida dos programadores daquela época. A programação do ENIAC era feita através de 6.000 chaves manuais e, ao invés de ser feita através de teclas, toda a entrada de dados era feita através de cartões de cartolina perfurados, que armazenavam poucas operações cada um.

Uma equipe preparava os cartões, incluindo as operações a serem realizadas, formando uma pilha, outra ia trocando os cartões no leitor do ENIAC, e uma terceira "traduzia" os resultados, também impressos em cartões, para o padrão decimal.

O ENIAC também possuía sérios problemas de manutenção. A cada 5 minutos, em média, alguma das válvulas se queimava, tornando necessárias manutenções freqüentes. A seguir está a foto de uma válvula muito usada na década de 40:


Válvula

Vendo essa foto, é fácil imaginar por que as válvulas eram tão problemáticas e caras: elas eram simplesmente complexas demais.

Mesmo assim, na época, as válvulas eram o que existia de mais avançado, permitindo que computadores como o ENIAC executassem, em poucos segundos, cálculos que um matemático equipado com uma calculadora mecânica demorava horas para executar.

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OS PRIMÓRDIOS

A história da informática nos remete ao final do século XIX. Na época dos nossos tataravôs, os computadores já existiam, apesar de extremamente rudimentares. Eram os computadores mecânicos, que realizavam cálculos através de um sistema de engrenagens, acionado por uma manivela ou outro sistema mecânico qualquer. Esse tipo de sistema, comum na forma de caixas registradoras, predominou até o início da década de 70, quando as calculadoras portáteis se popularizaram.

No final do século XIX, surgiu o relê, um dispositivo eletromecânico, formado por um magneto móvel, que se deslocava unindo dois contatos metálicos. O relê foi muito usado no sistema telefônico, no tempo das centrais analógicas. Nas localidades mais remotas, algumas continuam em atividade até os dias de hoje.


relê

Os relês podem ser considerados como uma espécie de antepassados dos transístores. Suas limitações eram o fato de serem relativamente caros, grandes demais e, ao mesmo tempo, muito lentos: um relê demora mais de um milésimo de segundo para fechar um circuito.
Apesar disso, os relês são usados até hoje em alguns dispositivos. Um exemplo são os modems discados, onde o relê é usado para ativar o uso da linha telefônica, ao discar. Eles são usados também em estabilizadores e nobreaks (geralmente nos modelos de baixo custo), onde são os responsáveis pelos "clicks" que você ouve durante as variações de tensão.

O fato de usar relês e fazer barulho, não é um indício de qualidade do estabilizador ou nobreak (muito pelo contrário), mas infelizmente muitas pessoas associam isso com o fato do aparelho estar funcionando, o que faz com que produtos de baixa qualidade continuem sendo produzidos e vendidos.
Voltando à história, também no final do século XIX, surgiram as primeiras válvulas. As válvulas foram usadas para criar os primeiros computadores eletrônicos, na década de 40.
As válvulas têm seu funcionamento baseado no fluxo de elétrons no vácuo. Tudo começou numa certa tarde quando Thomas Edson, inventor da lâmpada elétrica, estava brincando com a sua invenção. Ele percebeu que, ao ligar a lâmpada ao pólo positivo de uma bateria e uma placa metálica ao pólo negativo, era possível medir uma certa corrente fluindo do filamento da lâmpada até a chapa metálica, mesmo que não existisse contato entre eles. Havia sido descoberto o efeito termoiônico, o princípio de funcionamento das válvulas.

As válvulas já eram bem mais rápidas que os relês, atingiam freqüências de alguns megahertz, o problema é que esquentavam demais, consumiam muita eletricidade e se queimavam com facilidade. Era fácil usar válvulas em rádios, que utilizavam poucas, mas construir um computador, que usava milhares delas era extremamente complicado e caro.
Apesar de tudo isso, os primeiros computadores começaram a surgir durante a década de 40, naturalmente com propósitos militares. Os principais usos eram a codificação e a decodificação de mensagens e cálculos de artilharia.

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54 ANOS DE HISTÓRIA: DO ENIAC AO ATLHON

Assim como em outras áreas, os computadores começaram como aparelhos rudimentares, que eram capazes de desempenhar apenas tarefas muito simples. Mesmo componentes básicos, como o HD e outros tipos de unidade de armazenamento foram introduzidos apenas muito mais tarde.
Estudar sobre a história da informática permite entender melhor como os PCs atuais funcionam, já que uma coisa é consequência da outra. Do ENIAC, construído em 1945, até os processadores modernos, tivemos um longo caminho. Este capítulo é justamente um "resumo da ópera", que resume a história da informática, das válvulas e relês até o Athlon, lançado em 1999, passando pelos computadores das décadas de 50, 60 e 70, os primeiros computadores pessoais e a era dos processadores modernos, que começou com o 386.

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HISTÓRIA DA INFORMATICA

Nosso blog postar algo bem interessante, vamos viver realmente um retrocesso vamos entender melhor a história da informática.

Estudar sobre a história da informática permite entender melhor como os PCs atuais funcionam, já que uma coisa é consequência da outra. Do ENIAC, construído em 1945, até os processadores modernos, tivemos um longo caminho. Este guia resume a história da informática, das válvulas e relês até o Athlon, lançado em 1999, passando pelos computadores das décadas de 50, 60 e 70, os primeiros computadores pessoais e a era dos processadores modernos, que começou com o 386, falando também sobre os softwares usados, curiosidades e a concorrência entre o Mac e o PC.


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