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segunda-feira, 12 de maio de 2014

Cinco hábitos prejudiciais à carreira em TI

Ao longo do tempo, os profissionais que atuam na área de tecnologia da informação passaram a conviver com algumas regras extraoficiais e que, com o tempo, viraram um senso comum no setor. Assim, o que se vê hoje é que quem opta pela carreira em TI está sujeito a algumas regras e comportamentos que nem sempre são encontrados em outros departamentos.

A adesão cega a esse comportamento padrão de TI pode ser bastante prejudicial para os profissionais. A seguir, acompanhe sete mitos a respeito da carreira em tecnologia, que precisam ser quebrados pelo bem do setor:

1 – Trabalhar longas horas é sinônimo de sucesso
Trabalho duro representa um pré-requisito para a maioria das posições de TI, mas isso não é medido em horas no escritório. Uma agenda muito ocupada e extensa pode acabar afetando a produtividade, por conta da exaustão do profissional. Além disso, trabalhar até muito tarde todos os dias pode passar a impressão de que o profissional falha ao gerenciar seu próprio tempo.

Se as horas diárias de trabalho não são suficientes para cumprir com todas as atividades, o profissional precisa conversar com seu supervisor para estudar prioridades de projetos, delegar tarefas ou solicitar mais recursos para a companhia.

2 – Escolher uma especialidade e ser muito bom nela
O departamento de TI sempre precisará de especialistas em certas tecnologias, mas ser bem-sucedido no cenário atual requer a habilidade de expandir o escopo de atuação de acordo com as necessidades da empresa.

Com isso, o profissional não pode desperdiçar oportunidades de treinamento ou projetos que ajudem a ampliar suas competências. Ao demonstrar o comprometimento com a busca de novas habilidades, o profissional ganha mais chances de crescer na companhia.

3 – Agarrar qualquer nova responsabilidade
A atitude do profissional que diz saber fazer de tudo não vai ajudar em nada se ele se responsabilizar por algum trabalho que não pode fazer. Quando alguém se voluntaria para projetos que se estão além das suas habilidades podem criar dores de cabeça para todo o departamento.

Em cada caso, o profissional deve ser perguntar se tem o que é necessário para executar o projeto. Em algumas situações, faz mais sentido ter um papel coadjuvante e aproveitar para ganhar aprendizado.

É interessante ponderar também se haverá tempo de devotar tempo às tarefas profissionais que dão mais prazer. Aceitar um papel com mais responsabilidade só pelo salário ou pelo prestígio pode minar a satisfação e acelerar a morte da carreira.

4 – Obter o maior número possível de certificações. Quanto mais, melhor
O mercado é altamente competitivo, razão pela qual alguns profissionais são tentados a buscar cada nova certificação que aparece. Mas essas credenciais só têm valor quando associadas a alguma experiência.

A escolha pelos treinamentos e certificações deve estar de acordo com as atividades de trabalho atuais e aquelas vislumbradas no futuro pelo profissional.

5 –  Ter medo de ser indiscreto
O profissional de TI padrão tem medo de ser percebido na organização como fofoqueiro ou de ser desagradável ao tentar a socialização. No entanto, gastar um pouco de tempo todos os dias para manter conexões pessoais com pessoas de toda a companhia é essencial para a saúde da carreira.

A reputação do profissional de TI é construída com diversas esferas da organização. Assim, quem atua no setor não deve estar preocupado apenas em agradar o superior, mas deve também manter um bom relacionamento com os profissionais de outras áreas de negócio.

O profissional que ajuda seus pares sempre que possível, sem se desgastar demais, está em vantagem, pois ele tem aliados para os próprios projetos em momento difíceis, de prazos apertados. E o chefe gosta mais de prazos cumpridos do que de reverências.

Além disso, as relações informais tornam o networking (rede de relacionamento) mais forte e pode abrir novas oportunidades de emprego.

Uma definição resume as dicas: a melhor forma de mostrar à empresa que tem valor é proporcionar resultado. O profissional deve focar nos maiores benefícios que pode trazer ao empregador, sem se preocupar se as pessoas estão enxergando o quão duro você trabalho e o que você alcança. A forma mais interessante de manter a evolução na carreira é deixar um rastro de sucesso consistente.



Via: CIO

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Empresas estão aflitas por talentos em Linux, diz relatório


Aqui vai mais uma boa notícia para profissionais de TI com habilidades no Linux: no mês passado, tivemos notícias do site de carreiras de TI “Dice” de que os salários em trabalhos com Linux estão subindo, e na quarta-feira (20) a Fundação Linux e a Dice apresentaram, juntas, um relatório de mais resultados promissores.
"O Relatório de Trabalhos Linux 2013 mostra que há oportunidades ilimitadas para graduados e profissionais de tecnologia que querem seguir carreira no Linux", disse Amanda McPherson, vice-presidente de programas de marketing e desenvolvedora na Fundação Linux.

O relatório inclui dados novos coletados no mês passado de 850 gerentes de contratação e 2.600 profissionais Linux. Aqui está um rápido resumo de algumas das principais conclusões.
1. Ainda mais planos de contratação
Considerando que o relatório do ano passado descobriu que um total de 89% dos gerentes de contratação estavam planejando contratar um profissional Linux nos próximos seis meses, os dados deste ano parecem ainda melhores para os profissionais da plataforma. Especificamente, 93% dos contratadores agora dizem que esperam admitir um profissional nos próximos seis meses.

2. Um conjunto ilusório de habilidades
Talvez ainda mais revelador do que os planos dos gestores de contratação seja o quão difícil eles dizem que ser conseguir um profissional. Nove em cada dez gestores dizem que encontrar talentos Linux é difícil, em comparação com 8 de 10 no ano passado.

3. Recrutadores à caça
Um total de 75% de profissionais Linux respondendo a pesquisa deste ano disseram ter recebido pelo menos uma chamada de um recrutador nos últimos seis meses. "Esses profissionais estão sendo perseguidos por empregadores que oferecem salários acima da média e bônus", observa a Linux Foundation, citando uma recente pesquisa sobre salário da Dice.

4. Administradores de sistema no topo da lista
Por último, mas não menos importante, o Relatório de Trabalhos Linux 2013 concluiu que os administradores de sistemas são os que mais estão procurando profissionais Linux - uma tendência que atribui ao crescimento da plataforma nas empresas de computação em nuvem e big data. Também no topo da lista estavam os desenvolvedores e profissionais do DevOps.
"A melhora na intenção de contratação do ano passado mostra que os profissionais de Linux estão em um mercado de trabalho próprio", concluiu Alice Hill, diretor da Dice.com e presidente da Dice Labs. "Para os profissionais Linux, a tendência é sua amiga - certifique-se de que você está aproveitando as oportunidades deste mercado de carreira”.

Você pode baixar o relatório no site da Fundação Linux ou em Dice.com.
Via: IDG Now

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Veja como usar bem a ferramenta "Recomendações" no LinkedIn


O modo como encontramos empregos e nos promovemos para potenciais empregadores está mudando rapidamente e o LinkedIn está tentando ajudá-lo a acompanhar essa evolução. A "rede social para profissionais" recentemente introduziu uma nova ferramenta chamada Recomendações (Endorsements, em inglês) que, com uma pequena contribuição de colegas de trabalho e amigos próximos, pode ajudá-lo a chamar a atenção de recrutadores.
Resuma suas habilidades

Recomendar alguém funciona mais ou menos como marcar uma pessoa em uma foto no Flickr. Adicione algumas tags de habilidades e recrutadores poderão achá-lo mais facilmente e ter uma visão geral das áreas em que você é especializado. Você também pode encontrar outros membros do LinkedIn com interesses similares e ter uma ideia melhor sobre campos relacionados que você pode se especializar.

Quando o usuário está conectado no Linkedin.com, o menu "Competências e especialidades" (Mais > Competências e especialidades) permite a busca por habilidades para adicionar no perfil. Digite algumas letras de alguma "competência" na caixa de pesquisa e a rede social irá sugerir algumas áreas e termos específicos.
Clique na sugestão para adicioná-la ao seu perfil e você verá uma página que diz mais sobre a habilidade, competências relacionadas que você talvez queira focar, localizações geográficas onde essa área é comum e outros membros da plataforma que você pode contatar.
Suas habilidades aparecem em seu perfil e é aí que a mágica começa. Quando seus colegas de trabalho e amigos logarem no LinkedIn, uma grande caixa azul aparecerá no topo da página e solicitará que seus contatos recomendem você e confirmem que você possui tais habilidades que afirma ter. Os contatos também podem visitar seu perfil para visualizar essa caixa.
Para recomendar alguém, simplesmente clique no botão "Recomendar". Isso requer menos tempo do que escrever uma carta de recomendação no LinkedIn - por isso é uma maneira fácil de obter e mostrar segundas opiniões que reafirmam seus conhecimentos.
Gerencie suas recomendações

Você recebeu uma recomendação de um amigo distante ou de um colega de trabalho que você preferiria não mostrar publicamente? Alguém adicionou alguma habilidade ao seu perfil que você não gostou? Você pode esconder essas recomendações do seu perfil. Basta ir em Perfil > Editar perfil. Role a página até a seção "Competências e especialidades", clique no botão "Editar" (representado pela imagem de um lápis) e mude para a aba "Gerenciar Recomendações".

Você pode adicionar 50 habilidades no total, mas apenas 10 delas serão exibidas nas recomendações. Escolha com sabedoria.
Vale a pena?

Você pode estar se perguntando se tudo isso vale a pena, mesmo que ajeitar o seu perfil não leve muito tempo. Curiosamente, eu posso dizer que fui recrutado três vezes com base no meu perfil no LinkedIn, por empresas conceituadas e com grandes ofertas.

Em uma escala maior, os recrutadores têm olhado atentamente às cartas de recomendação escritas no LinkedIn e para as pessoas que as escreveram, mas o recurso "Recomendações" tem apenas alguns meses de idade. O mercado de trabalho é competitivo, e esta forma simples de oferecer um possível empregador uma visão geral de seu potencial valor poderia dar a você uma vantagem sobre os candidatos que obrigam os recrutadores a ler todos as mil palavras em seu perfil.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Empresas buscam mais de mil profissionais de TI em dezembro


Enquanto muitas pessoas estão na contagem regressiva para as férias coletivas, empresas de TI estão a todo vapor em busca de profissionais para preencher vagas ainda em dezembro ou até o começo de 2013. Entre as quais estão Capgemini, Alog, BRQ e Asyst International + Rhealeza, que juntas contam com mais de mil oportunidades de emprego e têm pressa em achar seus novos talentos em um mercado em que há carência de mão de obra especializada.

Normalmente, dezembro e janeiro são meses de baixa sazonalidade para contratações, pois é o período em que as companhias estão mais voltadas para balanços e planejamentos. O RH anda mais lentamente nessa época. A busca por talentos costuma retomar entre fevereiro e março. Não é o que está acontecendo em algumas empresas de TI.

O mercado de trabalho está aquecido e algumas contratações podem acontecer ainda este ano. Quem está buscando novas oportunidades deve ficar atento e também se manter informado sobre as áreas mais quentes para o ano de 2013.
Fazer cursos para aprimoramento da carreira e atualizar o currículo no LinkedIn são algumas das recomendações dos especialistas em RH. Mesmo os que não têm condições de investir em cursos para atualização profissional há a opção de fazer treinamento de graça.
Alguma empresas estão oferecendo capacitação sem custos. Há também oportunidades para concorrer à bolsa de estudos.
Contratação a todo vapor

"Estamos a todo vapor fazendo entrevistas e minha equipe não para no final do ano", conta Malena Martelli, vice-presidente da área de Recursos Humanos da Capgemini Brasil. A multinacional de origem francesa está com 452 vagas abertas e anunciará em breve mais 110 posições para novos projetos, com contratações em diversas regiões do País.

As vagas são para programadores, arquitetos e analistas de sistemas com domínio em Java,.Net e mainframe, técnicos de infraestrutura, assistentes de service desk, gerentes de pré-vendas SAP, gerentes de projetos e executivos de vendas.

Malena explica que as contratações na companhia estão muito associadas ao plano de negócio da companhia. Cada vez que é fechado um novo projeto é necessário aumentar o quadro de pessoas. Os projetos geralmente são da área de consultoria e fábrica de software.

O processo de contratação para algumas vagas leva de 20 a 40 dias na Capgemini. Mas a busca por executivo para posições mais top é mais demorada. Nesse caso, o processo  pode levar uns 90 dias, segundo Malena.

A executiva reconhece que tem dificuldade para buscar especialistas com certificação em determinadas tecnologias. Atualmente é a mobilidade uma das áreas mais quentes e com carência de especialistas.

Por ser uma companhia global, alguns dos profissionais buscados pela Capgemini têm que ser fluentes em inglês, competência, que Malena afirma não ser fácil de ser encontrada nos candidatos.

Os caminhos mais percorridos pela Capgemini para o recrutamento são redes sociais (LinkedIn, Facebook e Twitter), sites de emprego e divulgação interna para que empregados se candidatem ou indiquem amigos. Esse último tem se mostrado um dos meio mais rápido e eficiente. 

"Geralmente os funcionários indicam pessoas com bom comportamento e que se identificam com a cultura da empresa", conta Malena. Ela informa que a empresa incentiva bastante esse tipo de iniciativa e premia os que apresentarem pessoas que passam pelo período de experiência de 90 dias.

Uma boa parte dos candidatos não atende aos requisitos dos cargos ofertados, mas a executiva de RH da Capgemini afirma que não é apenas a capacitação que é analisada na hora da contratação. 

Os que se identificam com a empresa têm mais chance de serem contratados. Nesse caso a companhia tenta treiná-lo nas áreas em que eles apresentam deficiência, dependendo da situação. 

Para os profissionais mais valorizados, que estão mais preocupados apenas com o salário, Malena diz que eles levam mais tempo para fechar a contratação. Sua recomendação é que eles olhem a proposta como um todo, analisando o crescimento da carreira. "Não seja imediatista, olhando só o salário. Os ganhos têm que ser em todas as áreas", aconselha a executiva.

Outra dica de Malena é que os candidatos selecionem apenas oportunidades para qual estão qualificados, pesquisem bem as empresas e que não fiquem dando tiros para todos os lados.
Na BRQ, prestadora de serviços de TI, há mais de 200 vagas abertas para especialistas nas linguagens Java, .Net e mainframe para atuação no Rio de Janeiro e região Nordeste do Brasil.

A empresa busca profissionais em todos os níveis: júnior, pleno e sênior, que tenham alguma vivência na análise e desenvolvimento das linguagens em foco na posição desejada.

Nubia Galvão Maciel, responsável pela área de RH da BRQ, confirma que achar talentos certos para preencher as vagas abertas não é tarefa fácil. Os candidatos têm que ter nível superior, certificação e domínio do inglês. 

Na avaliação da executiva é a fluência na língua inglesa uma das maiores barreiras para contratação. "O brasileiro não estuda para conversar e falar outros idiomas. Os profissionais técnicos não priorizam estudos de línguas porque acham que vão usar quando se tornarem executivos", constata Patrícia Salgado, responsável pela o departamento de RH da Asyst International + Rhealeza.

A prestadora de serviços de service desk está com 141 vagas abertas analista de suporte, administrador de redes, técnico em manutenção de impressoras e analista de telecomunicações. A empresa exige para algumas posições domínio do espanhol e francês.

Aproximação dos que estão empregados

Outra que está em ritmo acelerado de crescimento e tem pressa para contratar novos talentos é a Alog, empresa de data center. A companhia que está com 49 vagas abertas para as unidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Tamboré. 

A prestadora de serviços está recrutando profissionais para atuar nas áreas de gerência de hosting, suporte técnico, processos, produtos, operações de TI, monitoramento e segurança da informação.

A Alog vai inaugurar mais um data center no Rio de Janeiro em junho e planeja abrir mais 30 vagas para profissionais que vão atuar na nova unidade. 

Victor Arnaud, diretor de Marketing, Processos, RH e Tecnologia da Alog, conta que a empresa está crescendo a uma média de 30% ao ano, o dobro da taxa do mercado e constantemente precisa buscar talentos para sustentar a expansão dos negócios.

Mas como o Brasil está com uma taxa de desemprego de apenas 6%, segundo os últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), as companhias de TI têm que ser bastante agressiva nas contratações para içar bons talentos. 

Dados da Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação sinalizam que o País deverá fechar 2012 com um déficit de mão de obra especializada no setor de aproximadamente 112 mil profissionais, ante 92 mil em 2011.

"Estamos num momento de pleno emprego e está mais difícil achar bons profissionais", afirma Arnaud, que leva entre 30 a 60 dias para preencher cargos abertos, depois que os candidatos passaram pelo filtro do currículo.

Como muitos dos bons talentos já estão contratados, uma das estratégias que a Alog vem adotando é tentar se aproximar dos que não estão procurando emprego, principalmente pelas redes sociais.

Arnaud menciona pesquisas do LinkedIn que revelam que aproximadamente 60% dos associados estão empregados. Entretanto, se souberem da existência de uma vaga atraente vão querer saber do que se trata.

"Não abordamos esses profissionais, mas usamos ferramentas da Alog para que as pessoas que estão empregadas vejam nossas oportunidades", conta o executivo, que explora bastante as redes sociais para pescar profissionais, dependendo do cargo.
Para os que querem fazer parte do time Alog uma das dicas de Arnauld é que as pessoas não mentam no currículo, mencionando habilidades que não possuem. Apresentar competências que não tem fecha portas.
Correr atrás de informações e manter-se atualizado conta ponto e a proatividade também, principalmente na área de serviço, que a empresa tem sempre que se antecipar para superar as expectativas dos clientes.
"As companhias esperam proatividade. As pessoas têm que pegar uma situação e resolver", afirma Arnauld que costuma pedir aos candidatos durante as entrevistas que narrem um fato em que foram vítimas e encontraram a solução dos problemas.
Conforme o tempo gasto no relato, o diretor de RH da Alog sabe como o candidato administra situações de crise e também sobre sua resiliência, competência muito exigida pelas companhias atualmente para avaliar o quanto suas equipes estão preparadas para suportar situações adversas.
Via: IDG Now

domingo, 9 de dezembro de 2012

Será que um MBA em TI é vital para sua carreira?



Fazer um MBA pode ajudar profissionais de tecnologia a estabelecer uma ponte entre negócios e TI, mas não é garantia de sucesso, nem se traduz automaticamente em um salário maior. Então, quando um diploma de negócios faz sentido para um profissional de TI? Depende da posição ocupada pelo talento, diz Jack Cullen, presidente do pessoal de TI da Modis.
No topo da hierarquia de TI, os CIOs estão mais envolvidos na estratégia corporativa, operações e transformação de negócios ao longo dos anos, fazendo do MBA uma especialização atrativa.
"Vemos uma série de executivos menos técnicos, mas os CIOs são muito focados no business. Por isso, o MBA para o líder é vital para empresas que estão à procura de uma abordagem de negócios em linha com a tecnologia", avalia Cullen.
Gerente de projetos e analista de negócios são outros talentos que podem se beneficiar de um MBA. Administradores de banco de dados, embora menos diretamente envolvidos com a estratégia de negócios, também podem tirar proveito de um MBA. 
“Há valor no MBA para administradores de banco de dados porque eles podem olhar para o negócio em execução, o que eles estão fazendo a partir de uma perspectiva de negócios, e garantir que todo o processo e arquitetura de banco de dados da empresa esteja em linha", ensina Cullen.
Na empresa de eletrônicos Philips, ter um MBA é útil para determinadas funções que exigem um alto nível de conhecimento técnico e de negócios, diz Maridan Harris, diretor de TI da Philips América do Norte.
"Diversas funções de TI que temos são voltadas para aumentar o valor, reduzindo custos, melhorando a eficiência etc. Nesse cenário, ter um MBA torna-se bastante útil", acredita Harris. "O MBA ajuda a fazer uma transição mais rápida e suave”, completa.
Um exemplo atual é área de cadeia de abastecimento da Philips, que está em busca de um gerente de projetos e prioriza candidatos com MBA, bem como engenharia ou experiência em operações. "Ser capaz de combinar conhecimentos técnicos com competências de gestão estratégica, análise e projeto é diferencial importante para a função", relata Harris.
"Ele permite que o indivíduo tenha credibilidade com líderes técnicos e não-técnicos e possa contribuir para a direção estratégica do negócio em diversas disciplinas”, explica.
De volta à escola
“O surgimento de programas de MBA orientados à TI nas escolas de negócios diz muito sobre a importância, respeito e consideração dos MBAs no mundo da tecnologia”, assinala Cullen.
No entanto, ele adverte. "Fazer um MBA não é garantia de sucesso na área." Tudo depende onde o profissional quer chegar em TI. "Quanto mais perto você quer ficar do lado de negócios, maior valor terá com um MBA", explica Cullen.
A importância dada a um MBA, muitas vezes, depende de quem está contratando, acrescenta Cullen. Para alguns recrutadores, certificações como Project Management Professional (PMP) ou Certified Business Analysis Professional (CBAP) são mais importantes do que um MBA. 
Mike Rosenbaum, CEO da Catalyst IT Services, provedora de serviços de TI, não encontrou provas de que ter um MBA vai fazer alguém ter melhor desempenho. Sua empresa usa uma abordagem analítica para a contratação de profissionais de TI e formação de equipes.
"Coletamos grandes quantidades de dados sobre as pessoas, e então construímos algoritmos que nos permitem dizer se alguém vai ter ou não grande performance em uma equipe", diz Rosenbaum. "Pós-graduação em geral tende a ser estatisticamente insignificante para determinar se o profissional terá destaque em uma equipe de desenvolvimento, por exemplo."
Mas, enquanto pós-graduação "geralmente não significa sucesso", Rosenbaum reconhece que existem algumas competências associadas à pós-graduação que são relevantes. "No topo da lista está ser capaz de escrever, por exemplo", observa.
Para um profissional de TI que quer mudar de carreira, o valor de fazer um MBA pode estar na possibilidade de agregar aspectos do negócios - finanças, contabilidade, cadeia de suprimentos, gestão de projetos. 
Por exemplo, um profissional de TI com foco em infraestrutura pesada poderia aprender sobre aplicativos, processos de negócios e gerenciamento de projetos em um programa de MBA. "Não é nenhuma garantia de que ele vai chegar onde quer, mas é um bom caminho para treinar sua mente sobre o que é preciso saber", finaliza Cullen.
Via: IDG Now

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Com 6 mil vagas abertas, Microsoft quer importar profissionais para os EUA


Depois de ter demitido 5 mil funcionários durante a crise financeira em 2009, a Microsoft volta agora a contratar e anuncia que tem 6 mil vagas em aberto nos EUA. Para preenche-las, a empresa alega que está criando mais postos de trabalho do que consegue preencher e que não consegue encontrar profissionais de tecnologia suficientes nos Estados Unidos. Por isso a MS está solicitando ao governo que libere mais vistos da categoria H-1B e que também libere novos vistos permanentes para especialistas estrangeiros, os chamados STEM (Science, Technology, Engineering and Math) Green Cards.
O pedido foi feito na quinta-feira, 27/09, pelo vice-presidente executivo e diretor jurídico da Microsoft, Brad Smith, que apresentou um plano para aumentar 20 mil novos vistos H-1B e outros 20 mil Green Cards para ajudar as empresas a captar profissionais qualificados. Brad Smith disse que os 6 mil novos postos de trabalho representam um crescimento de 15% sobre as vagas em aberto do ano passado e que mais de 3,4 mil posições são para pesquisadores, desenvolvedores e engenheiros. "Nosso país sofre o paradoxo de enfrentar uma crise de desemprego ao mesmo tempo em que muitas empresas não conseguem preencher as vagas que têm abertas", disse Smith.
Green card
A novidade do pedido da Microsoft é que ela está defendendo a idéia do governo cobrar das empresas US$ 10 mil por visto H-1B liberado e US$ 15 mil por Green Card liberado para profissionais estrangeiros contratados por elas. A Microsoft recomenda ao Congresso norte-americano que aceite a idéia e utilize o dinheiro arrecadado - que pode chegar a 500 milhões de dólares por ano - em programas educacionais para Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática. A empresa produziu sozinha o plano e agora deverá se movimentar para conseguir apoio do mercado, dos grupos ligados a questões de imigração e dos políticos. De qualquer forma, o resultado só será visto no próximo ano.

O visto H-1B é emitido por um Consulado/Embaixada para um estrangeiro permitindo que ele trabalhe nos Estados Unidos temporariamente. O visto é concedido por "capacidade profissional", ou seja, para profissionais que, por causa de sua formação universitária estão aptos a trabalhar em posições específicas definidas pelo empregador. Nessa categoria entram por exemplo engenheiros, professores, advogados, contadores, profissionais da computação, economistas, programadores, analistas de sistemas, administradores de bancos de dados, entre outros.
A questão do visto H-1B tem sido sempre cercada de polêmica em função dos grupos de proteção ao emprego para cidadãos locais e existe um lote limitado deles por ano. Grandes defensoras dessa "reserva técnica" as empresas de tecnologia da informação, entre elas a Microsoft, sempre defenderam o aumento da base anual de vistos H-1B. Desde 2008, com o impacto da recessão e o aumento do desemprego, o Congresso norte-americano e também as empresas interessadas deixaram o assunto em suspenso, mas agora aparentemente o mercado esquentou.]
Via: IDG Now

terça-feira, 17 de julho de 2012

Marissa Mayer, ex-executiva do Google, é a nova CEO do Yahoo


Marissa Mayer, umas das principais executivas da Google, acaba de sernomeada CEO do Yahoo. Ela assume o posto ocupado interinamente por Ross Levinsohn, desde maio deste ano, após a saída do então CEO Scott Thompson, que após somente quatro meses no cargo, pediu demissão devido a acusações de ter mentido em seu currículo.
Funcionária de número 20 da Google e há 13 anos na companhia, Marissa era uma das poucas executivas com visibilidade pública da empresa. 
É um movimento supreendente, tendo em vista que o Yahoo ultimamente tem lutado contra Google e Facebook para atrair os principais talentos do Vale do Silício.
No final do dia, a revista Fortune adicionou mais tempero à nomeação de Marissa Mayer anunciando que a executiva está grávida do primeiro filho, com nascimento previsto para 7 de outubro desde ano. Mayer disse à revista que informou ao Yahoo sobre a gravidez no final de junho, durante um encontro com Michael Wolf, membro do time de quatro executivos nomeado pelo conselho de administração do Yahoo para contratar um novo CEO. 
Um segundo encontro, com todos os membros do conselho seguiu-se na quarta-feira da semana passada e, segundo Marissa, nenhum deles expressou preocupação sobre a gravidez. Na quinta-feira, um dia depois, ela recebeu a ligação com a formalização do convite para ser CEO. Segundo a executiva, a licença-maternidade vai ser curta "algumas semanas apenas" durante as quais pretende trabalhar. A única concessão do conselho administrativo do Yahoo será mover o encontro do board, marcado para setembro, de Nova Iorque para Sunnyvale, na Califórnia, onde fica a sede do Yahoo.
Com apenas 37 anos e formada em Stanford, Marissa foi responsável pelo visual de produtos populares do Google como a home page totalmente clean, Gmail, Google News e Google Images. Recentemente, Marissa Mayer era líder da equipe de serviços de localização (o que inclui o Google Maps), sendo responsável por mais de 1000 gerentes de produto.
Marissa também fez parte do comitê executivo da empresa, parte da pequena minoria de vice-presidentes ouvida pelos fundadores Larry Page e Sergey Brin. E, mais recentemente, foi convidada a fazer parte do conselho de administração da rede Walmart, posição que deverá manter.
Ao jornal The New York Times, Marissa disse ter todo "ótimos momentos no Google", mas que a ida para o Yahoo foi uma decisão "relativamente" fácil. "O Yahoo é uma das melhores marcas da Internet".
Ela também afirmou que espera atrair outros executivos top de linha para sua nova empresa. "Talentos são o que motivam as companhias", afirmou.
O desafio de Marissa é recuperar a aura de liderança do Yahoo, que não conseguiu competir nas buscas com o Google (e fez uma aliança com o Bing, da Microsoft) e acabou perdendo terreno também para empresas focadas em rede social, como o Facebook. Desde 1995, o Yahoo teve ao menos sete executivos diferentes no comando, e viu suas ações perderem 41% do valor nos últimos 5 anos.
Nesse cenário fica faltando ainda uma explicação: onde se encaixará Ross Levinsohn, que antes de assumir o cargo de CEO interino era Diretor Global Media e Vice Presidente Executivo do Yahoo.
Via: IDG Now