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segunda-feira, 13 de julho de 2015

À venda para governos: Hacking Team também conhecia vulnerabilidades "secretas" do Flash para Linux

Faz tempo que o plugin proprietário Flash virou frequente vetor de injeção de malware em desktops, e a controversa empresa italiana Hacking Team – cujo negócio é vender vulnerabilidades desconhecidas, para uso por países como EUA, Rússia, Arábia Saudita e Sudão, e cujos arquivos secretos foram vazados na Internet recentemente – tinha em seu catálogo 2 falhas do Flash válidas para a versão Linux, ambas capazes de permitir a instalação de malwares.
Elas receberam as identificações CVE-2015-5122 e CVE-2015-5123, e a Adobe promete que vai corrigi-las ao longo da semana. 

Via: br-linux

quinta-feira, 8 de março de 2012

SWF Investigator: ferramenta para análise de arquivos do Flash, da própria Adobe

A Adobe lançou recentemente o SWF Investigator, uma ferramenta em beta para analisar arquivos do Flash (SWF). Ele é útil tanto para analistas de segurança como para os próprios desenvolvedores de soluções em Flash.

SWF Investigator
Imagem via h-online.com

Com o SWF Investigator é possível explorar o comportamento dos swf, analisando e tratando o código deles por meio dos arquivos binários, sem precisar do arquivo .fla original.

Basicamente ele oferece um disassemble de ActionScript 2 e 3, permite visualizar tags e outros detalhes, além de permitir modificações binárias nos arquivos. Há um verificador de vulnerabilidades XSS e um editor HEX. É uma poderosa ferramenta de análise de segurança dos arquivos SWF, considerando que com frequencia vulnerabilidades na plataforma e códigos maliciosos aparecem.

A ferramenta foi feita para o Adobe AIR (multiplataforma) e seu código é aberto, licenciado pela MPL 1.1. Veja detalhes e links para download no Adobe Labs. Apesar de a Adobe destacar a capacidade multiplataforma, há arquivos para Windows e Mac somente (não Linux).

Via: Hardware

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Adobe confirma: Chrome para Android não rodará Flash

No final do ano passado a Adobe anunciou o fim do Flash mobile, deixando de atualizar a versão para Android e eliminando a possibilidade de lançá-lo para novos navegadores ou plataformas. Isso apenas no ramo mobile, como smartphones e tablets, claro. Nos desktops ele continua sendo desenvolvido, embora o interesse parece diminuir sem chances de volta - ainda mais considerando a explosão dos acessos por celulares e tablets, algo que cresce sem parar.

Além do iOS o Windows 8 também não gosta de plugins: a interface padrão (Metro) do IE no Windows 8 não rodará nada em Flash. A versão desktop não é tão amigável para telas de toque, provavelmente a Metro será usada na maior parte do tempo. Isso enfraquece ainda mais o Flash mobile. E agora mais um programa coloca outra pedra sobre o mesmo: o Chrome para Android.

Especula-se que o Chrome para Android será o navegador padrão do robozinho verde daqui algum tempo, o que faz sentido - ficaria ruim para o Google manter dois navegadores sendo um bem melhor do que o outro. Só que o Chrome para Android não roda o Flash, e parece que nunca rodará.

A própria Adobe confirmou nesta semana que não irá desenvolver uma versão do Flash para o Chrome for Android, atualmente em beta.

Com o fim de um dos seus maiores sucessos, o jeito é tentar se adaptar ao mercado. Ela investe em ferramentas para criação em HTML 5 e no aproveitamento de conteúdo em Flash na forma de aplicativos mobile, área na qual vem tendo sucesso. Além disso a Adobe também trabalha desenvolvendo padrões CSS, que futuramente serão adotados por todos os navegadores, tanto desktops como mobile.

O Adobe Edge é uma ferramenta para criação em HTML 5. Ela tenta trazer a forma de trabalho do Flash para os desenvolvedores já acostumados, que não são poucos. Tanto o HTML 5 como o Edge ainda precisam - e vão - evoluir bastante, mas é bom ver que algo está sendo feito nesse sentido. Naturalmente ferramentas de outros fabricantes - e até mesmo livres - surgirão, criando uma concorrência. Se o Edge fará sucesso ou não só iremos saber com o tempo, já que além de comercial a concorrência poderá ser forte.

É fácil imaginar isso considerando que o HTML 5 é um padrão totalmente aberto, diferente do SWF do Flash. Existiam ferramentas de terceiros para criação em Flash, mas nada tão completo e direto como o produto da própria mantenedora das especificações. A situação atual (e futura) é bem diferente.

Via: Hardware

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Adobe vai colocar sandbox também ao redor do Flash Player do Firefox

Rodar em uma sandbox (literalmente, “caixa de areia”) é uma forma comum de buscar dificultar que as vulnerabilidades de um plugin ou módulo comprometam a segurança ou estabilidade do sistema ao qual está conectado. Já faz um bom tempo que a Adobe inseriu em uma sandbox o Flash Player que roda no navegador Chrome, e agora chegou a vez do Firefox.

Considerando o histórico do Flash quanto a segurança e estabilidade, acredito que a medida é bem-vinda, ainda que venha no mesmo mês em que a segunda das grandes mantenedoras de plataformas desktop aderiu à ideia de privilegiar a web livre de plugins. (via news.slashdot.org – “Sandboxed Flash Player Coming To Firefox – Slashdot”)



Via: ubuntued.info

domingo, 27 de novembro de 2011

Flash: não foi bom enquanto durou

O plugin Flash, que esteve em evidência há 2 semanas com o anúncio de sua descontinuidade nas plataformas móveis, é para mim – que cubro diariamente os posicionamentos e realizações de grande variedade de empresas e organizações com pontos de vista às vezes radicalmente diferentes – uma fonte quase inesgotável de controvérsias nos anos recentes.

A mais inesperada de todas foi a atitude que observei em certos setores (restritos, felizmente) de usuários de software livre após o recente anúncio da Adobe de que iria descontinuar (em prol do HTML 5) o desenvolvimento do Flash nas plataformas móveis: em vários casos vi com surpresa esta vitória de um padrão aberto contra uma tecnologia proprietária ser lamentada, e até mesmo atribuída a uma influência indevida da Apple, que de certa forma foi a precursora na rejeição ao Flash no mercado móvel.


E alguma influência a favor deste desfecho houve, afinal o fato de o HTML5 ser suportado em todas as plataformas móveis, inclusive de forma exclusiva em parte delas (leia-se iOS) foi apresentado no anúncio da Adobe como justificativa para ela agora considerá-lo como a melhor alternativa para criação e disponibilização de conteúdo nessas plataformas.

Mas esta não foi a primeira polêmica associada ao Flash que me surpreendeu, e provavelmente não será a última. Assim, agora que já decorreram algumas semanas desde o fato, quero fazer uma breve retrospectiva das polêmicas do Flash que me chamaram a atenção, conduzindo à minha opinião sobre o seu desvanecer.
Vou começar pela Free Software Foundation, berço do (…)

Fonte: http://br-linux.org/

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Adobe adimite: HTML5 é o futuro

Após a Adobe anunciar que o Flash Player 11.1 pode ser a última versão do Flash para navegadores móveis, Mike Chambers, chefe dos desenvolvedores da Adobe, publicou uma explicação sobre o motivo que levou a empresa a tomar essa decisão.

"A decisão é parte de uma grande mudança estratégica da Adobe", escreveu Chambers. "Uma dessas mudanças é focar no HTML5, assimm como no Adobe Creative Cloud e nos serviços que ele pode prover".
Ele ainda listou as cinco razões principais que levou a empresa a se decidir por esse caminho:
  1. O Flash nunca ganhará muita visibilidade em dispositivos móveis, já que a Apple não quis adotar a tecnologia no iPhone e no iPad. "Não importa o que fizéssemos, que o Flash não estaria disponível no iOS da Apple", disse ele.
  2. Entretanto, o HTML5 é onipresente. "Em dispositivos móveis, o HTML5 oferece um nível similar de presença que o Flash Player oferece ao desktop", afirmou.
  3. Os usuários não costumam consumir conteúdo em aparelhos móveis do mesmo jeito que o fazem em desktops. As diferenças do tamanho das telas, os problemas com redes sem fio e a disseminação das lojas de aplicativos fizeram do Flash irrelevante em mobiles.
  4. Desenvolver plugins para mobile é mais desafiador do que para desktop. Isso requer mais parcerias com desenvolvedores de OS, de hardware para mobiles e de componentes manufaturados. "Desenvolver o Flash Player para mobile mostrou que é preciso muito mais recursos do que imaginávamos", admitiu.
  5. A Adobe quis mudar mais recursos para HTML5, e liberando o Flash gratuitamente para dispositivos móveis, e que eles façam o mesmo.
Depois, Chambers assegurou aos desenvolvedorees que o Flash é seguro, e explicou que a Adobe fez um termo de compromisso com o Flash Player para desktops, que tem o foco em permitir que desenvolvedores criem aplicativos móveis através da plataforma Adobe AIR.

Ao final, Chambers disse que cada vez mais o HTML5 vai ocupar as funcionalidades do Flash. "Se um recurso Flash é bem sucedido, ele será integrado ao navegador, e se os desenvolvedores e usuários vão acessá-lo cada vez mais pelo navegador, e não pelo Flash".

"Muitas das coisas que você já fez usando o Flash, fará com o HTML5 e o CSS3 diretamente no navegador", concluiu.

Com informações de Mashable

Fonte: http://imasters.com.br

sábado, 12 de novembro de 2011

Lançado Flash Player 11.1 para Android, literalmente a última versão dele

Apesar de declarado como morto, o Flash 11.1 para Android e PlayBook foi lançado - sendo esta a última versão prometida pela Adobe.

Basicamente esta versão corrige alguns bugs críticos, sendo listados pelo menos 12 - coisas normais no Flash, vulnerabilidades que, se exploradas, podem permitir a execução de código malicioso por corrupção dos dados na memória. Daqui para frente nada de otimizações ou novos recursos, muito menos novas plataformas: apenas correções de bugs críticos e atualizações de segurança.

Para os usuários fica uma cena de indecisão no ar, já que a Adobe não revelou por quanto tempo mais suportará o Flash mobile.

No Android ele pode ser atualizado pelo Market mesmo. Aproveitando o final do desenvolvimento, muita gente está optando por removê-lo completamente do tablet ou smartphone. Parece que a maior parte do público "comemora" o fim dele, mesmo que por enquanto apenas na versão mobile, algo que pode ser observado inclusive nos comentários por aqui.

Fonte: www.hardware.com.br

Fim do Flash em smartphones e tablets pode abalar o Flash também nos desktops

Apenas reconfirmando, a Adobe anunciou realmente o fim do Flash em dispositivos mobile, como tablets e smartphones, como indicado à ZDNet nesta semana. Isso deve mudar muita coisa na prática, inclusive acaba com uma das vantagens do Flash, que era suportar uma grande quantidade de dispositivos - mesmo considerando o ridículo desempenho em muitos deles.

É difícil tentar imaginar como o Flash ficará nos computadores daqui algum tempo, na prática. Pode ser um indício do fim dele também, mas a longo prazo. Afinal uma parte considerável dos usuários da web acessam a partir de smartphones e/ou tablets - estima-se cerca de 25% dos acessos nos EUA, por exemplo.

Criar sites que atinjam a todos é uma tarefa difícil, algo que o HTML 5 veio para solucionar, sendo livre. Mas o Flash para computadores/notebooks não será descontinuado e os investimetnos nele continuam, especialmente na área de recursos gráficos com aceleração por hardware. Fica então a questão: quem irá dedicar tempo - e dinheiro - desenvolvendo para duas plataformas, quando poderia estar desenvolvendo apenas em HTML 5 e atingindo a todos com praticamente um só código?

Dá a entender que a procura pelo Flash continuará diminuindo entre os desenvolvedores, mesmo sabendo que atualmente o HTML 5 é bem inferior em recursos e praticidade. Desenvolver a mesma coisa tanto em Flash como HTML 5 será desgastante, poderia valer a pena partir logo para HTML 5 também nos desktops. Com cada vez mais gente grande apoiando o HTML 5, as diferenças na capacidade de recursos deverão atingir níveis insignificantes em poucos anos.

De qualquer forma a própria Adobe já prepara a cova do Flash, investindo pesado em ferramentas para HTML 5, incluindo um conversor e até uma nova plataforma de desenvolvimento, o Edge.

O Adobe AIR permite empacotar projetos na forma de aplicativos. Ele provavelmente continuará fazendo sucesso, já que gera aplicativos bonitos (possui excelentes ferramentas visuais) e roda em várias plataformas, incluindo o iOS, sistema em que a Apple não quer o Flash de jeito nenhum. Há aí uma grande mudança de paradigmas: a Adobe quer convencer os desenvolvedores a empacotar suas soluções em Flash como aplicativos do AIR. Só que na prática isso é diferente, não vai servir para tudo o que o Flash servia, sem rodar como um plugin no navegador. Pelo menos pra jogos já será uma vantagem, visto que há muitos joguinhos em Flash, que, apesar de não serem conhecidos como os grandes títulos, também fazem sucesso.

Por enquanto nada vai mudar radicalmente, exceto o desenvolvimento do Flash mobile, que foi interrompido.

Correções de segurança continuarão sendo fornecidas por um tempo para a versão atual, e parceiros que têm acesso ao código do Flash player continuarão com seus contratos em funcionamento. Mas o uso dele é altamente desencorajado.

Desde o início do iPhone a Apple não quer o Flash no navegador, sem dúvidas essa foi a maior pedra jogada no Flash que a Adobe não conseguiu contornar. Descontinuando o Flash para todas as outras plataformas mobile que existem ou que venham surgir, a própria fabricante dele mostra que o produto tende a ser abandonado, já que os PCs deixaram de ser o foco da atenção nos últimos tempos.

Fonte: www.hardware.com.br

Adobe demitirá 750 funcionários em reestruturação, e pode abandonar o Flash mobile

A Adobe está reestruturando seus negócios, focando 2012 na área de mídia digital e marketing. A empresa irá demitir cerca de 750 funcionários na América e Europa, sendo esta uma das ações da reestruturação.
Ela fará uma reunião hoje de onde deverá sair mais detalhes, mas algumas coisas superficiais foram postadas no press release.

Apesar de não dar tantos detalhes, o anúncio destaca a participação da empresa na área de publicidade e mídia digital, além de um maior comprometimento no desenvolvimento de ferramentas para HTML 5. Nesse ramo ela tem o Dreamweaver, Edge e PhoneGap, este uma aquisição recente da Nitobi. Além da Nitobi recentemente várias empresas foram adquiridas por ela, como a Auditude e TypeKit.
Fontes da ZDNet informaram o fim do desenvolvimento do Flash para dispositivos mobile, o que inclui a versão para Android. Isto precisa ser confirmado publicamente, de qualquer forma o rumor da ZDNet ganha força com o anúncio da reestruturação da empresa.

Pelo que a ZDNet obteve, a Adobe continuaria mantendo as versões atuais com correções críticas, mas não faria novas versões do Flash para smartphones e tablets. Em vez disso ela incentivaria os desevolvedores a migrarem suas soluções para formas de "aplicativos" (por exemplo, com o Adobe Air) ou HTML 5.

No ramo mobile o sistema de maior destaque para Flash é o Android, embora seu desempenho deixe a desejar em muitos dispositivos. Por muito tempo a Adobe tentou convencer a Apple a liberar o plugin para o Safari no iOS, mas nunca conseguiu. De forma geral, para atingir todo o mercado mobile os desenvolvedores não podem usar o Flash, o que acaba afetando o desenvolvimento do projeto - as versões para Android e outros dispositivos servem mais para rodar o conteúdo atual, herdado dos desktops, sem necessariamente estimular a criação de novos.

É provável que a confirmação ou negação desse boato seja feita ainda hoje, durante ou depois da reunião financeira da Adobe, em que ela deverá anunciar melhor seus planos para o ano que vem.

Fonte: www.hardware.com.br