segunda-feira, 11 de abril de 2016

App brasileiro recorre à astrologia para conectar novos casais

Ao lançar um novo aplicativo de paquera no mercado, a arquiteta de informação Carla Ribeiro, 40, espera tornar os relacionamentos iniciados na ferramenta “mais humanos” ou talvez “menos virtuais”. Um desejo ambicioso tendo em vista que o mercado já conta com grandes concorrentes: Tinder, Kickoff e Happn, só para citar alguns, e análises de que os mesmos acabaram por banalizar os relacionamentos.
Mas Carla, CEO e criadora do Joinder.me acredita que encontrou uma janela no mercado e tem focado o último ano de sua vida para criar um aplicativo diferenciado.
“Esses aplicativos acabam sendo superficiais, você clica para esquerda ou direita, dá sim ou não ou corações. A ideia foi seguir para outra linha, nosso foco também é a preocupação no que vai dar tais interações”, diz em entrevista ao IDG Now!. 
Lançado recentemente apenas para Android (a versão iOS está a caminho), o aplicativo pode chamar atenção dos mais esotéricos, por exemplo. 
A premissa inicial do app é que ele conectará seus usuários a partir de suas compatibilidades astrológicas. Ou seja, talvez o pretendente leonino não seja o mais ideal para sua personalidade de Áries. Mas, segundo Carla, a funcionalidade é uma variável para encontros e não um item de exclusão. Ou seja, nada impede que casais de signos que, teoricamente, não são muito compatíveis, iniciem uma conversa no aplicativo e, quem sabe, um relacionamento.
Para usar o app, interessados precisarão fazer um cadastro que inclui apenas uma foto de perfil e uma foto de capa, além de data de nascimento. Por enquanto, o perfil do Joinder é bem simples, não permitindo ainda a criação de descrições, referências e comunidades de interesse, algo que mudará para agregar outras informações, diz Carla. 
Diferente do Tinder, no Joinder, os usuários não precisam dar “match” para iniciarem uma conversa. Caso uma pessoa se interessar por alguém na ferramenta, basta chamá-la para conversar. Usuários que forem inconvenientes também podem ser bloqueados.
Outro recurso previsto para ser incorporado é o da gameficação, explica a criadora. A ideia é oferecer jogos dentro do app com prêmios que beneficiem o casal, como viagens e passeios.
Quanto ao mercado de apps de paquera, Carla reforça que não quer que o novo serviço seja mais um Tinder.
“A ideia é que o app se torne uma comunidade de relacionamentos, fechar parcerias com aulas de skate, por exemplo, experiências reais onde os casais possam se conhecer. Queremos focar em um serviço onde as pessoas saiam do online”, resume. 

Via: IDGNow

Nenhum comentário:

Postar um comentário