O próximo Ubuntu que será desenvolvido nos próximos meses terá o nome de Utopic Unicorn (em português Unicórnio Utópico). Este nome dado ao Ubuntu 14.10 segue a estrita linhagem de dar nomes pelo abecedário e traz-nos a segunda mascote mitológica dentro do grupo de mascotes que o Ubuntu já teve.
Conheça melhor esta mascote e conheça também as palavras iniciais de Mark Shuttleworth que certamente alinham e desmistificam algumas ideias e objetivos que serão aplicados para o próximo Ubuntu.
Desmistificando o nome do Ubuntu 14.10, como é normal na já grande lista de mascotes do Ubuntu, temos um adjetivo e um nome de um animal, que neste caso específico é uma figura mitológica. Geralmente o adjetivo tem uma forte conotação com o objetivo principal da versão do Ubuntu. Por exemplo no anterior Ubuntu 14.04, o adjetivo era “trusty” porque queriam transmitir toda a qualidade, robustez e segurança que aquela versão se caracterizava por ser uma versão LTS.
Então, o que o nome desta mascote nos poderá querer dizer? Segue algumas ideias:
- Utopic:
em português utópico, significa que é o estado ideal de alguma coisa.
Geralmente associa-se a esta palavra o inatingível, a perfeição pelo
qual se trabalha para alcançada. Como tudo na vida, nada é perfeito e
portanto apenas podemos caminhar para a utopia e aproximarmo-nos dela ao
máximo.
No caso específico do Ubuntu, o objetivo continua sendo a reestruturação deste “Linux para seres humanos” de forma a torná-lo na unificação perfeita entre o desktop e os sistemas móveis. Depois desta pausa nas novidades por causa da LTS anterior, tudo volta ao reeinventar para tornar o Ubuntu perfeito e nesse sentido este adjetivo enquadra-se muito bem. - Unicorn: Em português Unicórnio, é uma figura mitológica muito conhecida que normalmente é associada à pureza e ao mesmo tempo à força. A sua forma é caracterizada por ser um cavalo com um único chifre e geralmente de cor branca, precisamente para significar a pureza. Há um conjunto vasto de associações e significados a esta figura mitológica, para o caso específico do Ubuntu 14.10, o reinventar de novas coisas como o Unity 8 e MIR será um recomeço de algo, esperamos nós, puro e, claro elegante, forte e rápido.
Segundo Mark Shuttleworth, um empresário que está por trás do projeto Ubuntu, é sempre muito boa a etapa de finalizar uma versão LTS e avançar para a próxima. Isto ocorre porque passam 6 meses a desenvolver a versão LTS que na prática se resume a estabilizar a distribuição máximo, para que resulte numa versão do Ubuntu muito estável e pronta para ser utilizada durante muitos anos seguidos. Apesar de ser gratificante, há muitas ideias que surgem, mas que têm de ficar paradas no tempo para as próximas versões.
Ora todas essas ideias são “postas na mesa” principalmente quando arrancam com a versão seguinte à LTS, que neste caso específico o Ubuntu 14.10 é isso mesmo que está a acontecer. Toda aquela vontade que surgiu para desenvolver novas ideias esteve estagnada até este momento e eis que agora é tempo para as pôr em prática.
Para além de tudo isso, o facto de o Ubuntu 14.04 ser uma versão LTS, também condicionou as maiores aspirações já em versões anteriores, nomeadamente do Ubuntu 13.04 e Ubuntu 13.10. As grandes aspirações como um reformular completo do Unity (especificamente chamado de Unity 8), o servidor MIR e a unificação mais objetiva com o sistema móvel (o Ubuntu Touch) não podiam ser feitas muito próximas de uma versão LTS e então tudo isso foi adiado para as versões posteriores, que começam agora o seu desenvolvimento.
As ideias são muitas, as perspetivas são muito boas, principalmente por terem objetivos de reformulação do que já existe para algo mais objetivo, simplificado na direção certa. É neste sentido que há agora um verdadeiro caminho que antes era uma utopia completa e agora talvez seja uma realidade muito próxima, para termos algo tão elegante como é um unicórnio.
Mark fala também de alguns aspetos que têm se arrastado nos ubuntus anteriores devido a algumas dependências de algumas aplicações, nomeadamente do Python 2.x. Estes atrasos das versões nestes momentos de transição poluem muito os sistemas que por vezes ficam com bibliotecas redundantes. Neste aspeto espera-se também algum desenvolvimento para limpar coisas mais antigas.
Por fim, é referido também que esperam trazer ainda maiores facilidades na questão de instalação de aplicações, desde o envio do desenvolvedor à instalação por parte do utilizador final. Segundo as palavras do empresário, é possível que estejamos a caminhar para algo ainda mais simples e rápido do que é atualmente.
Para já objetivos concretos não existem, apenas ideologias a aplicar. Os objetivos concretos são sempre discutidos e definidos em grosso modo nas UDS (Ubuntu Developer Summit). A próxima, em que todos os utilizadores são sempre convidados a participar, irá decorrer em Maio tal como tem acontecido nos outros anos.
Via: Ubuntued
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