A Mastercard anunciou nesta
quinta-feira, 28/11, a chegada ao Brasil da sua solução de carteira eletrônica,
a MasterPass, já disponível desde o início deste ano em mais quatro países:
Austrália, Estados Unidos, Canadá e Reino Unido. A primeira parceria para
emissão da carteira é com a Caixa Econômica Federal, que não limitará o serviço
a clientes do banco ou ao uso de cartões de crédito da bandeira Mastercard ou
emitidos pela própria Caixa, e começará a oferecê-lo já nas próximas semanas.
Segundo a Mastercard, o
objetivo da MasterPass é melhorar a experiência de compra do consumidor,
simplificando o processo de conclusão da transação de pagamento. Especialmente
no e-commerce. O serviço permite que o consumidor utilize qualquer cartão de
pagamento ou dispositivo habilitado para realizar pagamentos de forma segura (
como celulares) , para fazer a transação eliminando passos, como a necessidade
de inserir informações detalhadas sobre o cartão. "Hoje, em muitas lojas
virtuais brasileiras, são necessários no mínimo cinco clique e a
digitação de 40 a 50 caracteres para concluir uma compra. O botão MasterPass
elimina muitos passos desse processo de compra", explica Marcelo Theodoro,
diretor de Convergência Digital & e-commerce da Mastercard LAC.
A carteira virtual armazena
informações cadastrais do usuário, seus cartões de crédito, débito e até
pré-pagos, com a segurança da Mastercard. Com apenas um clique, o consumidor
consegue acessar o cartão de sua escolha e pagar após a autenticação com o uso
de senha.
Para isso é necessário que
o comerciante também seja parceiro da Mastercard. Por enquanto, apenas a loja
virtual Girafa e a rede de pagamentos maxiPago! já estão habilitadas a usar o
botão MasterPass. Mas Marcelo Tangioni, vice-presidente dos produtos MasterCard
Brasil e Cone Sul, diz há contratos assinados com dezenas de outros
estabelecimentos brasileiros que devem dar acesso ao serviços a partir de
janeiro. A Mastercard está interessada especialmente em atender ao pequeno varejista
online, fechando acordo com os marketplaces que os atendem. Já na ponta da
emissão das carteiras para os consumidores, não há restrição. A empresa tem
conversado com instituições financeiras, operadoras de telefonia, os próprios
comerciantes e até fornecedoras de solução de pagamento eletrônico, que já
tenham uma plataforma proprietária, tanto para o fornecimento de uma solução White Label (caso da Caixa) como na modalidade de integração
(caso do maxiPago!)
O processo
de check-out rápido está otimizados também para funcionar no mobile commerce e
para pagamentos em lojas físicas com códigos NFC e QR-code ou outras solução de
tag como bluetooth, para dar liberdade ao consumidor de escolher o melhor jeito
de fazer o pagamento.
A Mastercard faz questão de
ressaltar que não é mais uma subadquirente, como oPayPal, ou o PagSeguro para
os quais os comerciantes pagam, além da taxa cobrada pelas credenciadoras (MDR,
na sigla em inglês), um pedágio para que elas façam a ponte até companhias como
Cielo e Redecard. "Nós coletamos a informação do usuário e entregamos para
o lojista. Ele segue o caminho que ele definir até o adquirente que ele
contratou diretamente. Cada estabelecimento pode personalizar e decidir a
melhor experiência de compra para o seu negócio", afirma Tangioni.
O objetivo
da Mastercard ao adotar o modelo PayTrue em vez do modelo Starlet
Wallet foi o deixar não só o consumidor, mas também o lojista bem
confortável com o processo. No Starlet Wallet existe um intermediário na
cadeia de valor. No nosso caso não. Assim o lojista consegue manter todo o
processo de CRM, simplificando o check-out, sem pagar nada a mais por isso, só
a taxa da administradora do cartão.
Talvez essa
seja uma explicação para o fato do processo de adoção no Brasil estar andando
mais rápido do lado dos comerciantes do que do lado das instituições
proprietárias das carteiras.
Além disso,
a Mastercard não vê o PayPal e o PagSeguro como concorrentes, embora os
serviços possam ter alguma similaridade. "Os vejo mais como clientes,
estabelecimentos comerciais da minha cadeia de valor", explica Tangioni.
Via: IDGNow
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