O setor brasileiro de Tecnologia da Informação (TI) já é o sétimo
maior do mundo e deve manter o mesmo ritmo de crescimento do ano
passado, podendo saltar de 10 a 14,5% até o final de 2013 segundo a
empresa de consultoria IDC. Em um recente estudo, a Associação
Brasileira das Empresas de Software (Abes) estima que a indústria
brasileira de TI deve ter sua maior taxa de expansão ainda este ano. O
cenário é altamente positivo para o profissional da área, uma vez que as
empresas estão injetando capital e investindo fortemente no setor,
enquanto o país figura como um dos mais atraentes para investidores
externos.
De frente para o mercado: qual curso escolher?
Tendo
em vista o crescimento do setor de TI nacional, uma boa opção para se
destacar no mercado de trabalho é seguir carreira na área de tecnologia.
O ideal é que tanto o jovem acadêmico quanto o profissional que busca
uma formação na área definam, com base em conhecimento de mercado, o
tipo de curso e a área de atuação antes mesmo de iniciar os estudos. De
acordo com Wagner Sanchez, diretor acadêmico de graduação da FIAP
(Faculdade de Informática e Administração Paulista), o jovem deve
decidir qual curso fazer ao perguntar para si mesmo o que o atrai dentro
da área de TI. São várias linhas de estudo e vários cursos que variam
de 2 (tecnológico) a 4 e 5 anos (bacharelado), oferecidos pela
instituição.
"Para a maioria das pessoas, a área de TI parece ser
uma só. Mas, ao contrário disso, tem-se os profissionais específicos de
cada área. O aluno decide qual área quer seguir tanto pelo tempo de
duração do curso como por meio daquilo que o atrai. Games? Apps? Hardware?
Conversa com usuários? A partir de então, escolhe-se o curso
(bacharelado ou tecnológico)", diz Sanchez. "Pense como a área de saúde:
há os cursos de Medicina, de Fisioterapia, de Odontologia. Depois, o
profissional ainda pode se especializar em Radiologia, Oncologia e por
aí vai. As possibilidades são várias", completa.
Bacharelado ou tecnológico?
Dentro
do leque de cursos oferecidos pela FIAP estão Administração, Engenharia
de Produção, Sistemas de Informação e Engenharia de Computação
(bacharelado) e Redes, Banco de Dados, Análise de Sistemas e
Desenvolvimento de Sistemas (tecnológicos).
A grande diferença
entre um curso de bacharelado e um tecnológico é o tempo de formação,
que pode durar de 4 a 5 anos para o primeiro, e 2 anos para o segundo.
Além disso, outro grande diferencial é a especificidade do curso perante
o mercado.
Um curso tecnológico, por ser mais rápido, garante
uma vaga mais instantânea ao profissional no mercado de trabalho, além
de ser mais especializado e específico em uma área da tecnologia. Já o
curso de bacharelado é mais abrangente, genérico, de longo prazo.
Entretanto, gera mais expectativas no mercado de trabalho, por englobar
mais áreas que os cursos tecnológicos.
Da faculdade para o mercado
De
acordo com Wagner Sanchez, diretor acadêmico de graduação da FIAP,
"estamos vivendo um momento único no mercado de TI nacional. Atualmente,
o Brasil não tem mão de obra suficiente para suprir cargos em empresas
de TI, o que faz com que a oferta seja menor que a demanda. Via de
regra, tal contexto atrai profissionais estrangeiros. Existe uma nova
migração de portugueses, espanhóis e demais profissionais europeus para o
mercado de TI no Brasil. Sobram empregos".
Segundo um relatório da empresa de consultoria IDC,
o profissional de TI irá se deparar com um mercado cada vez mais
crescente, porém com poucos competidores realmente qualificados para
cargos como segurança online, mobilidade, gestão de redes e telefonia.
Segundo a consultoria, a situação do mercado pode se agravar ainda mais
até 2015, chegando a uma lacuna de 117.200 trabalhadores especializados
em redes e conectividade, o que representa uma carência de 32% daqui a
dois anos.
Diante deste "boom" de mercado de Tecnologia de
Informação no Brasil, o futuro profissional já consegue traçar um plano
de carreira para se especializar em determinada área e preencher as
lacunas do mercado nacional. O Departamento de Gestão de Carreiras da
FIAP tem contato direto com as empresas e os alunos, e graças a essa
comunicação, consegue estabelecer as carências e demandas do mercado,
bem como o perfil do profissional que se forma na instituição. Dessa
maneira, consegue enviar para as empresas alunos em formação ou já
formados que suprem exatamente aquela necessidade no ambiente
corporativo.
Para Sanchez, a TI é um grande negócio, uma vez que
está em todas as áreas da economia. Mas "a taxa de investimento das
empresas em TI atrelada à taxa de evolução tecnológica não acompanha a
taxa de formação de profissionais nesta área". A realidade no setor
chega a assustar: 90% dos alunos de graduação conseguem emprego antes
mesmo de colarem grau, enquanto quase 100% dos alunos formados pela
instituição estão empregados, segundo o diretor.
O profissional de TI no mercado de trabalho
Segundo
dados levantados pelo departamento de Gestão de Carreiras da FIAP, a
faixa de renda do profissional de TI formado na instituição pode
ultrapassar os R$ 10.000. Quarenta e oito por cento dos profissionais
recebem até R$ 5.000, 32% têm renda entre R$ 5.000 e R$ 7.500, 11%
possuem salário entre R$ 7.500 e R$ 10.000 e 9% recebem mais de R$
10.000 por mês.
Do total de profissionais (de cursos
tecnológicos ou bacharelados), a grande maioria é do sexo masculino,
representada por 79% dos alunos formados. Apenas 21% são mulheres.
Investimentos no setor
Enquanto isso, o mercado não para de crescer. Em termos absolutos, o Brasil ficou, no ano passado, em sétimo lugar no ranking mundial de investimentos em tecnologia da informação,
atrás dos Estados Unidos com US$ 638 bilhões (R$ 1,54 trilhão), China
com US$ 173 bilhões (R$ 417 bilhões), Japão com US$ 172 bilhões (R$ 415
bilhões), Reino Unido com US$ 110 bilhões (R$ 265 bilhões), Alemanha com
US$ 101 bilhões (R$ 243 bilhões) e França com US$ 76 bilhões (R$ 183
bilhões).
Jorge Sukarie, presidente da Abes, afirmou à agência de notícias Reuters
que a previsão da associação é para que o faturamento no setor suba
14,5% neste ano, fechando em US$ 69 bilhões (R$ 166,6 bilhões). Apenas
em 2013, a indústria brasileira de TI deve ter a maior taxa de
investimentos do mundo.
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