Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília, é citado como referência pelo sindicato das operadoras
Foto: Paulinho Menezes/Portal da Copa / Divulgação |
Representantes das operadoras de telefonia móvel
aproveitaram audiência pública do Senado para reiterar críticas a
administradoras de seis estádios que têm colocado dificuldades para a
instalação de equipamentos. Isso, nas opiniões manifestadas por
representante do setor, poderá comprometer a prestação dos serviços nos
estádios durante a Copa do Mundo. A maior dificuldade tem sido a
autorização para a instalação de rede Wi-Fi, equipamento que aliviaria a
demanda por serviços móveis em grandes aglomerações, por possibilitar
conexões sem fio a partir da rede de telefonia fixa.
Segundo o Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e
de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil), devido à falta de
autorizações, ainda não foi possível instalar as estruturas nos
estádios de São Paulo, Curitiba, Recife, Fortaleza, Natal e Belo
Horizonte. De acordo com a entidade, os clientes das operadoras de
celular terão acesso gratuito às redes Wi-Fi instaladas por elas nos
estádios.
"Para ampliar a capacidade das redes em locais de alta
concentração, pode-se usar o Wi-Fi. Mas, no caso dos 12 estádios
existentes, seis optaram por ter rede própria de Wi-Fi para,
provavelmente, usá-la em rede comercial", disse o presidente do
SindiTelebrasil, Eduardo Levy.
O representante das operadoras citou o Estádio Nacional
Mané Garrincha, em Brasília, como referência, já que as autorizações e
disponibilização de espaço foram feitas com antecedência. "Nele, todas
as empresas se uniram para implantar uma rede única, a exemplo do que
foi feito em Londres (durante as Olimpíadas de 2012)". Ele explica que
cada estádio precisa de cerca de 300 antenas para dar conta da demanda.
"Mas além disso, precisamos também de uma área com cerca de 200 metros
quadrados para instalação de equipamentos".
De
acordo com o presidente da Claro, Carlos Zenteno, a situação "mais
urgente" são as dos estádios entregues por último - em especial, o de
Porto Alegre, entregue em março, e o de Curitiba, entregue em abril.
"Temos poucas semanas para instalar toda uma complexidade de
equipamentos. O tempo está contra nós, mas (caso as empresas recebam as
autorizações) vamos correr e fazer de todo o necessário para garantir
qualidade (do sinal) nos estádios".
Presidente da Vivo e ex-presidente da Associação
Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), Antonio Carlos Valente
disse que os atrasos na entrega de infraestrutura em alguns estádios já
comprometeram a realização de testes. "No Paraná e em São Paulo, não
será possível fazer testes de desempenho do sistema antes dos jogos",
disse ele.
Sobre o sinal em aeroportos, Valente disse que a
telefonia móvel de quarta geração (4G) já instalou "soluções paliativas"
nos aeroportos Santos Dumont e do Galeão (ambos no Rio de Janeiro), e
nos de Congonhas (São Paulo), Salvador, Fortaleza, do Recife e de
Brasília. "Estão em andamento as negociações para os aeroportos de
Confins (em Minas Gerais), Porto Alegre, Curitiba, Natal, Manaus e
Cuiabá, além de Viracopos e Guarulhos (ambos em São Paulo). Em todos
esses ainda dependemos de espaço, de negociações ou de ambos", disse
ele.
Via: terra
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