Se registrar imagens em um dispositivo como o Google Glass é uma
ideia fascinante – e assustadora – para muita gente, imagine poder
fazê-lo a partir de lentes de contato. Pois uma patente solicitada pelo
Google nos Estado Unidos sugere que a empresa pode estar trabalhando
justamente nesta proposta.
A descrição da patente 20.140.098.226
revela que a ideia da companhia é integrar microcâmeras às lentes. O
tamanho consideravelmente diminuto é essencial para evitar que as
câmeras interfiram no campo de visão do usuário. É também por este
motivo que estes dispositivos devem ser posicionados próximos à borda da
lente.
Como, obviamente, as câmeras não trabalham sozinhas, a patente
descreve ainda a inserção em cada lente de um sensor CMOS e de um
circuito de controle que pode, por exemplo, orientar a comunicação com
um dispositivo externo ou receber comandos. Todos estes itens são
igualmente minúsculos, é claro.
Como as lentes seguem os movimentos dos olhos, teoricamente, bastará
olhar para um ponto qualquer para registrar uma imagem. Uma vez que as
lentes não têm componentes para armazenamento de dados, as informações
obtidas podem ser enviadas imediatamente para um smartphone, por
exemplo.
Aprimoramentos podem fazer a tecnologia identificar cores, padrões de
movimentos, intensidade de iluminação, formas de objetos, rostos, entre
outros. Comandos podem ser dados a partir de sequências específicas de
piscadas ou de movimentos oculares.
Do ponto de vista tecnológico, é uma ideia de deixar o queixo caído,
não dá para negar. Mas, para o dia a dia, uma tecnologia como esta é
motivo de pavor: imagine alguém capturando imagens suas ao conversar com
você. É por isso que causas mais nobres é que justificam uma invenção
como esta.
De acordo com o Google, as lentes podem ser usadas para alertar
deficientes visuais avisando-os da movimentação de veículos perto de uma
faixa de pedestres ou de um obstáculo na calçada, por exemplo. Neste
caso, pressupõe-se que um dispositivo auxiliar, talvez o próprio
smartphone, receba e processe as informações para emitir os avisos.
Por ora, a única certeza que a gente tem é que uma tecnologia como
esta precisa percorrer um extenso caminho para virar realidade e, quem
sabe, substituir o Google Glass. O Google tem que definir como
funcionará a alimentação elétrica e os sistemas de comunicação, por
exemplo. Além disso, precisamos sempre ter em mente que uma patente não
indica, necessariamente, que a sua respectiva ideia será implementada.
Mas as chances são razoáveis. Basta levar em conta a série de pesquisas que vêm sendo desenvolvidas nos últimos meses: lentes de contato que dão zoom, lentes que podem capturar luz infravermelha e até lentes que medem glicose para ajudar diabéticos, esta última, uma invenção do próprio Google.
Via: Tecnoblog
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