terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Lumias 1520 e 1320, da Nokia, se destacam com tela de 6 polegadas


Em breve devem chegar às lojas do Brasil os primeiros phablets da Nokia, que são os Lumias 1320 e 1520. Cada um possui uma característica distinta (confira os preços e especificações clicando aqui), mas ambos são parte do plano da empresa de atingir o mercado dos celulares “grandões”, que vem crescendo bastante nos últimos tempos.

Olhar Digital teve a oportunidade de testá-los brevemente em um evento realizado pela empresa em São Paulo e conta abaixo o que achou dos dispositivos.

Lumias 1320 e 1520



Lumias 1320 e 1520
O 1320 (à esquerda) tem uma câmera mais simples que a do 1520 (à direita).
Os phablets formam uma categoria de produtos que divide opiniões. Uma parte do público aprecia a tela maior, que permite um consumo mais confortável de conteúdo e melhora a produtividade; já outra parte vê o aparelho como grande demais para um manuseio simples. Os novos Lumias não vão mudar a opinião de ninguém sobre o assunto.

Com tela de 6 polegadas, eles realmente apresentam as vantagens da tela grande. Digitar nestes novos aparelhos se tornou uma tarefa semelhante a uma experiência de teclado físico, graças ao tamanho do display, o que é uma boa notícia para quem tem dedos grandes e gordinhos. Para quem gosta da experiência de segurar o celular e digitar com apenas uma mão, infelizmente, o tamanho torna a tarefa inviável.

Ambos são parecidos fisicamente, com o mesmo tamanho de tela, mas possuem algumas diferenças. O 1520 conta com cantos “pontudos”, enquanto o 1320 tem os cantos arredondados. O 1520, com uma câmera mais potente, tem um relevo na traseira, já visto no Lumia 925. Já o 1320 tem uma câmera básica, de 5 megapixels, que dispensa o volume extra visto no outro modelo.

Na verdade, a câmera é talvez o fator que mais diferencie os dois aparelhos no uso cotidiano. Isso porque o Windows Phone é um sistema operacional muito leve, que roda bem até nos hardwares mais fracos, como o do 520. Então, quando a Nokia lança um Lumia 1520, com Snapdragon 800, que roda por baixo do capô de alguns Androids (sistema tradicionalmente mais pesado) top de linha, a impressão que fica é de um pouco de exagero. O 1320, com configurações mais simples, roda de forma praticamente igual.

Em números, o 1520 usa um Snapdragon 800, quad-core, num clock de 2,2 GHz, enquanto o 1320 usa um Snapdragon 400, dual-core, na frequência de 1,7 GHz. Na prática, a diferença não é muita, e só deve ser notada em jogos mais pesados. A tela também apresenta diferenças, sendo que no primeiro caso ela é Full HD (1080p), e no segundo apenas HD (720p) que, novamente, não fazem tanta diferença em uma tela de 6 polegadas.

Voltando à câmera, o 1520 segue a tradição da Nokia de aparelhos capazes de fazer fotos excelentes, com tecnologia PureView e seu sensor de 20 megapixels e todos os recursos de edição e efeitos que já marcam presença nos outros dispositivos, além do app Nokia Camera, que une as funções “Pro”, “Smart” e vídeo, e um flash dual-LED. Já no 1320, os recursos são um pouco mais limitados, com um sensor básico, comparável ao dos aparelhos intermediários da Nokia, como o 720, com um flash de LED simples, com 5 megapixels, apenas.

Em relação ao software, uma coisa que é impossível não notar é a terceira coluna de blocos dinâmicos na tela inicial, o que faz uma diferença enorme. Com a mudança é possível muito mais apps no espaço inicial, o que traz a vantagem óbvia de permitir acesso mais fácil aos aplicativos, mas tem a contrapartida de poder deixar a tela poluída demais. No entanto, cabe ao usuário definir como ele prefere organizar seus aplicativos, e ter opções é uma coisa excelente.

Vale lembrar que ambos vêm com a atualização Lumia Black para o Windows Phone que, entre outros recursos, permitem notificações na tela de bloqueio e a organização de apps em pastas, algo de que o sistema operacional carecia há algum tempo.


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