A Telecom Italia descartou nesta quinta-feira (7) a forte especulação
sobre uma possível venda da operadora brasileira TIM. As informações
são do TeleTime.
O CEO e chairman da empresa italiana, Marco Patuano, disse
em uma conferência para analistas que a operadora é um ativo
fundamental para a companhia e que, por esse motivo, seria necessário um
preço que corresponda ao valor de mercado da instituição. Ele foi
taxativo ao afirmar que não há planos da holding de vender a TIM Brasil,
pelo menos por enquanto.
"Ouvi muitas vezes que no Brasil
poderíamos ter nossos negócios divididos entre outras operadoras.
Honestamente, o Brasil é uma de nossas operações centrais, e vamos
anunciar investimentos enormes no país", disse. Até
2016, R$ 11 bilhões serão injetados na companhia brasileira. Perguntado
se havia ao menos alguma possibilidade de vender a TIM, o executivo
declarou "nunca diga nunca", mas que o preço oferecido nas negociações
teria de convencê-lo a mudar completamente a estratégia da empresa.
Além
da possível venda da TIM Brasil, rumores apontam que a operadora deve
firmar parceria com outras entidades, como a GVT. Apesar da ideia ter
sido ignorada pelo acionista minoritário e investidor da holding Findim, Marco Fossati, o CEO
da Telecom Italia disse que pretende reforçar a união da operadora com a
Sky. A parceria pode gerar ofertas conjuntas de serviços de ambas as
companhias e aumentar as campanhas do Internet Live TIM, que não "decolaram" quando eram feitas com a operadora de DTH.
Investimentos
O
plano industrial da Telecom Italia é de investir R$ 11 bilhões entre
2014 e 2016 na TIM Brasil. Os valores serão usados com um forte foco em
infraestrutura com FTTS, que deve estar presente em 38 cidades neste
ano e em "mais de cem" até 2016. Também vão receber melhorias pequenas
operações, inclusive as ofertas corporativas do TIM Fiber. A estimativa é
de que a rede de fibra da operadora expanda seus atuais 46 mil Km para
65 mil Km até o final de 2016.
A estratégia vai possibilitar o
crescimento da empresa no segmento móvel, impulsionado pela venda de
smartphones sem subsídios e pela substituição da telefonia fixa para
móvel em voz. "Acreditamos que podemos repetir com dados o que fizemos
com voz. Há muito ainda a crescer porque a base de usuários (de dados) é
pequena", afirmou o presidente da TIM Brasil, Rodrigo Abreu, que também
participou da conferência para analistas.
Além das linhas de telefone, a ideia é que haja uma migração do fixo para o móvel também na banda larga. Segundo previsão da empresa, a medida vai permitir um aumento esperado de receita nos próximos três anos.
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