De acordo com a agência de notícias Reuters,
diversas fontes ligadas à indústria garantem que a espanhola Telefónica
busca uma solução rápida para a Telecom Italia. O objetivo é vender a
operadora brasileira TIM ainda em 2014. A companhia é a segunda maior
operadora móvel do Brasil, atrás apenas da Vivo, que pertence à
Telefonica.
As duas empresas devem se reunir nesta quinta-feira
(6) para analisar corte de custos, redução de dívida e estratégias de
crescimento. No entanto, uma decisão sobre a venda da TIM não será
tomada durante o encontro. As fontes disseram que a Telefónica deve
ganhar tempo investindo mais dinheiro (cerca de 2 bilhões de euros) no
processo de reestruturação da Telecom Italia, para só então preparar a
venda da TIM no Brasil.
No entanto, a medida seria arriscada, já
que a própria empresa espanhola luta para reduzir sua dívida. Outras
opções consideradas são vender torres de telefonia móvel da Telecom
Italia no seu mercado doméstico, reduzir a operação da companhia na
Argentina e cortar dividendos. Nada foi decidido sobre essas prováveis
soluções.
A Telefónica e a Telecom Italia não comentaram o assunto.
Venda da TIM
A
Telecom Italia emitiu um comunicado no mês passado negando qualquer
processo para a venda de sua participação na operadora TIM, que hoje é
de 67%. Na época, surgiram os primeiros rumores de que a companhia já
considerava vender sua parte na TIM Brasil para reduzir sua dívida
bilionária.
Contudo, tal negociação não deve ser aprovada pelo
governo brasileiro, já que a venda para uma única empresa - a Telefónica
- elevaria a concentração do mercado de telefonia. Neste caso, a TIM
pode ter que ser repartida entre todas as operadoras móveis que já atuam
no país. As fontes disseram que as autoridades antitruste brasileiras
estão aos poucos sendo conquistadas com a ideia de dividir a TIM entre
duas ou três operadoras, mas que a aprovação do negócio deve demorar a
acontecer.
"A
última etapa é dividir a TIM Participações e vendê-la em pedaços, mas
isso não vai acontecer pelo menos até o segundo semestre do próximo ano.
Assim, eles precisam ganhar tempo", disse uma das fontes, sob condição
de anonimato. Outros informantes alegam que Claro e Oi, dois potenciais
compradores dos ativos da TIM, vão precisar de seis a nove meses para
fazer uma oferta.
Fontes em Madri, Milão e Londres dizem que
autoridades italianas temem que a Telefónica saia da Telecom Italia uma
vez concluída a venda da TIM Participações. Para manter o governo da
Itália ao seu lado, a Telefónica está criando formas de mostrar
comprometimento, participar de um aumento de capital e apoiar maiores
investimentos em redes de telefonia fixa.
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