Você está #taggeando os posts do seu negócio no Facebook e clicando
nas #hashtags da mesma forma que você faz (ou deveria fazer) no Twitter?
Não? Parece que ninguém está. O recurso, liberado em junho,
foi lançado como sendo uma ótima forma de dar a comerciantes mais poder
sobre suas mensagens, bem como dar aos usuários outra forma de buscar
conteúdo que eles estejam interessados. Você sabe, igual acontece no
Twitter.
Apesar da enorme popularidade no microblog, as hashtags da rede
social de Mark Zuckerberg ainda não "pegaram". A Simply Measured, que
analisa empresas de mídias sociais e mensura a performance de
comerciantes online, disse que, a partir do final de junho, as empresas adotaram o uso das hashtags em suas postagens - sendo 20% de todas as mensagens comerciais contém o recurso.
Isso parece um número extremamente elevado, baseado na rápida análise
que fiz hoje por entre páginas de grandes marcas no Facebook. Mas, de
qualquer forma, esse impacto parece pouco - para não dizer mínimo. "Até
agora, as postagens de marcas contendo hashtags não estão estimulando
qualquer engajamento adicional", diz o relatório, "elas estão atuando no
mesmo nível que as mensagens sem hashtags, sugerindo que as pessoas
ainda não estão descobrindo as mensagens da marca por meio de 'tags'."
O mesmo estudo, que mostra bem o que o Facebook tentou e o que
realmente aconteceu: fotos representam 74% das postagens de marcas na
rede social, e elas representam 95% do total do engajamento no site (só
para constar, uma vez que sua atualização de status ultrapassa 99
caracteres, o engajamento cai consideravelmente. Em geral, quanto maior o
update, pior a sua performance).
Por que as hashtags não têm a mesma atuação no Facebook como têm no Twitter? (mensagens no microblog com hashtags têm cerca de duas vezes mais chances de serem retuitadas do que tweets sem elas).
Para começar, a implementação no Facebook parece estar
lamentavelmente incompleta. As hashtags na rede social de Zuckerberg são
sempre "clicáveis" no post, mas em comentários elas nem sempre parecem
funcionar.
E uma vez que você começa uma página dedicada uma hashtag, essas
páginas (que não são páginas independentes, mas sim pop-ups sobrepostos à
página de origem do clique) tendem a carregar lentamente e não aparecem
em qualquer ordem cronológica - o que a torna uma mera página de
tópicos, com questões de interesse público limitado.
O maior problema, no entanto, é que as hashtags não foram bem
integradas à experiência do Facebook. Visite o Twitter e elas irão te
alcançar desde o primeiro momento, bem ali nos "Trends", onde você não
pode evitá-las.
Enquanto isso, não espere grandes mudanças em um futuro. Toda a
atenção no Facebook agora está voltada para ver o que vai acontecer com o
sistema de auto-reprodução de propagandas em vídeo, que, segundo
rumores, há tempos foi desenvolvida pela empresa.
Esses rumores atingiram o auge nos últimos dias, com o anúncio da
empresa de planos para vender anúncios "roadblock" por um preço máximo
de 2,5 milhões de dólares por dia.
Ao contrário de hashtags, você não terá qualquer dificuldade em
encontrar essas monstruosidades: se os rumores estiverem corretos, eles
são projetados para serem "unskippable", ou seja, sem chance de pular a
propaganda.
Via: IDGNow
Nenhum comentário:
Postar um comentário