A presidente Dilma Rousseff decidiu reunir uma equipe de
especialistas em redes sociais para monitorar as demandas da sociedade
expressas por meio dessas ferramentas. A ideia é que esse grupo
verifique os principais assuntos relacionados ao país comentados nas
redes e informe os órgãos do governo federal o que o povo reivindica.
Fontes não identificadas do Palácio do Planalto disseram à agência de notícias Reuters
que a atuação desse novo grupo ainda não está clara e que as
atribuições dedicadas a ele podem ser modificadas. As tais fontes
afirmam ainda que a nova equipe não deve realizar nenhum trabalho
relacionado à campanha eleitoral da presidente ou de propaganda do
governo.
Apesar dessa afirmação, membros que atuaram na área de
redes sociais na campanha presidencial de Dilma em 2010 foram ouvidos
pela presidente durante a definição das formas de atuação da nova
equipe. João Santana, o publicitário responsável pelo marketing do PT
desde 2006, também foi ouvido.
O que se sabe é que o governo
decidiu usar as redes sociais para estreitar os laços com a sociedade
após as manifestações do mês de junho, que foram organizadas,
basicamente, utilizando essas ferramentas. Os protestos que começaram na
Internet levaram mais de um milhão de pessoas para as ruas.
Essa
não é a primeira medida adotada por Dilma Rousseff para se aproximar do
povo por meio de redes sociais. Em uma tentativa de atrair os jovens
para o campo da discussão de problemas sociais e soluções, o governo
federal lançou no último dia 17 uma rede social, intitulada "Participatório" (abreviação para Observatório Participativo da Juventude).
Alvo
de críticos que afirmam que se trata de uma rede social "chapa branca",
o governo revela que a moderação no Participatório será feita somente
depois da publicação de comentários. Entre as comunidades com o maior
número de inscritos até o momento na rede social estão "Política e
Participação Social", "Mudanças que o país precisa" e "Reforma
Política".
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