Um problema crônico que se manifesta em muitos projetos no ramo do
desktop Linux é a síndrome do "jogar pela janela" que faz com que
desenvolvedores que em outras situações são perfeitamente sãos, tenham
em alguns momentos atitudes destrutivas, jogando fora o trabalho de anos
para recomeçar tudo a partir do zero utilizando alguma nova biblioteca
da moda, muitas vezes acabando com um software menos estável ou
funcional no final do processo.
Uma vítima desta síndrome foi o GNOME, que depois de quase uma década
de evolução contínua dentro da série 2.x, migrou abruptamente para a
série 3.x, que além de trazer uma base de código completamente
diferente, oferece um ambiente mais limitado, que levou a várias
dissidências, como o Cinnamon e o Unity.
Embora o Cinnamon venha conquistando muitos usuários, oferecendo um
ambiente de trabalho muito similar ao GNOME 2, outro projeto pode acabar
roubando a cena. O XFCE vem evoluindo de forma sustentável nos últimos
anos, ganhando ferramentas e funções, ao mesmo tempo em que mantém um
consumo modesto de recursos da máquina.
Recentemente foi anunciado o XFCE 4.10, que em vez de revolucionar,
oferece um bom polimento de recursos que já estavam presentes nas
versões anteriores: http://xfce.org/about/tour
Embora o visual padrão do XFCE em muitas distribuições seja muito
feio, o ambiente oferece boas oportunidades de personalização, e uma
versão bem calibrada do ambiente pode oferecer uma experiência de uso
bem competitiva em relação ao GNOME 2.
Via: Hardware
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