Além de caros, os atuais modelos de ultrabooks possuem uma outra
limitação, que é o fato de usarem baterias Li-Poly com construções
personalizadas e não-substituíveis pelo usuário, contrastando com a
maioria dos notebooks, que usam células cilíndricas, que permitem o
desenvolvimento fácil de baterias alternativas, ou (no caso dos mais
destemidos) até mesmo a substituição direta das células dentro das
baterias.
Isso adiciona dois problemas para quem eventualmente precisar trocar a
bateria de seu ultrabook: as baterias podem ser adquiridas apenas
através do fabricante, o que significa preços exorbitantes, e você
precisa desmontar o ultrabook para substituir a bateria, o que no caso
dos usuários menos técnicos significa uma visita à assistência técnica.
Além de difíceis de substituir, estas baterias também são difíceis e
caras de se produzir, o que tem representado uma percentagem
considerável do custo de produção dos ultrabooks. A Intel está agora
tentando colocar ordem na casa, pressionando os fabricantes pela
padronização das baterias em torno de células cilíndricas 16650 ou
prismáticas de 60x80 mm, ambas opções relativamente finas (16 ou 16.5 mm
de espessura) e que estão largamente disponíveis no mercado, como
apresentado na IDF deste ano:
A Intel estima que a mudança pode levar a uma economia de 5 a 10%, o
que representará mais uma redução importante no custo dos ultrabooks,
que têm sido a principal barreira para a adoção da plataforma. Para os
compradores a padronização também será muito boa, já que facilitará a
substituição das baterias e abrirá as portas para a entrada de baterias
alternativas no mercado, que são sempre muito mais baratas.
Com exceção de alguns poucos modelos ultra-finos, a padronização não
deverá afetar a espessura dos ultrabooks, a única mudança é que os
fabricantes será mais estimulados a desenvolverem layouts onde a placa
mãe é menor e a bateria ocupa os espaços vagos, como temos nos
smartphones e muitos tablets.
Via: Hardware
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