segunda-feira, 23 de abril de 2012

Intel pressiona por padronização das baterias dos ultrabooks

Além de caros, os atuais modelos de ultrabooks possuem uma outra limitação, que é o fato de usarem baterias Li-Poly com construções personalizadas e não-substituíveis pelo usuário, contrastando com a maioria dos notebooks, que usam células cilíndricas, que permitem o desenvolvimento fácil de baterias alternativas, ou (no caso dos mais destemidos) até mesmo a substituição direta das células dentro das baterias.

Isso adiciona dois problemas para quem eventualmente precisar trocar a bateria de seu ultrabook: as baterias podem ser adquiridas apenas através do fabricante, o que significa preços exorbitantes, e você precisa desmontar o ultrabook para substituir a bateria, o que no caso dos usuários menos técnicos significa uma visita à assistência técnica.


Além de difíceis de substituir, estas baterias também são difíceis e caras de se produzir, o que tem representado uma percentagem considerável do custo de produção dos ultrabooks. A Intel está agora tentando colocar ordem na casa, pressionando os fabricantes pela padronização das baterias em torno de células cilíndricas 16650 ou prismáticas de 60x80 mm, ambas opções relativamente finas (16 ou 16.5 mm de espessura) e que estão largamente disponíveis no mercado, como apresentado na IDF deste ano:



A Intel estima que a mudança pode levar a uma economia de 5 a 10%, o que representará mais uma redução importante no custo dos ultrabooks, que têm sido a principal barreira para a adoção da plataforma. Para os compradores a padronização também será muito boa, já que facilitará a substituição das baterias e abrirá as portas para a entrada de baterias alternativas no mercado, que são sempre muito mais baratas.

Com exceção de alguns poucos modelos ultra-finos, a padronização não deverá afetar a espessura dos ultrabooks, a única mudança é que os fabricantes será mais estimulados a desenvolverem layouts onde a placa mãe é menor e a bateria ocupa os espaços vagos, como temos nos smartphones e muitos tablets.

Via: Hardware

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