segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Acesso Remoto: Usando o Dropbox

Na coluna anterior vimos como obter, instalar e criar uma conta (que, como veremos adiante, se a capacidade de armazenamento desejada não ultrapassar os 2 GB, será gratuita) no sítio do programa Dropbox. Vimos ainda que, ao fazê-lo, são criadas duas pastas “Dropbox”, uma no computador em que o programa foi instalado e a conta acabou de ser criada e a segunda, um espelho exato da primeira, nos servidores da empresa Dropbox, ou seja, “na nuvem”. E que cada alteração que se faça na pasta armazenada no computador, como criar, editar, mover ou remover um arquivo, será imediatamente refletida na que reside na nuvem.

Figura 1: Pasta Dropbox
Figura 1: Pasta Dropbox


Mais ainda: vimos que, criada a conta em um computador, o programa Dropbox pode ser instalado em mais quantos se queira, ou em dispositivos portáteis de limitada capacidade de armazenamento (como telefones espertos e tabletes). E que as pastas Dropbox criadas nos primeiros, de maior capacidade de armazenamento, refletem tanto a estrutura quanto o conteúdo da pasta mantida na nuvem, enquanto que as criadas nos últimos armazenam a estrutura da pasta porém, devido à necessidade de preservar o limitado espaço de armazenamento destes dispositivos, contêm apenas ponteiros para os arquivos.

Finalmente, vimos ainda que os arquivos e pastas de qualquer pasta Dropbox podem ser gerenciados (ou seja, criados, editados, movidos e removidos) diretamente no computador em que residem. E que, caso este computador disponha de uma conexão ativa à Internet, as alterações serão imediatamente sincronizadas com a pasta contida na nuvem e, dela, replicadas em todas as demais pastas Dropbox ligadas à conta daquele usuário assim que o dispositivo onde reside cada uma delas se conectar à Internet.

Uma importante consequência disto é que, nos computadores, os arquivos podem ser criados, abertos, movidos, removidos e editados diretamente em suas pastas Dropbox independentemente de haver ou não uma conexão ativa à Internet. Se houver, a sincronização com a pasta da nuvem será feita assim que o arquivo for fechado. Se não houver, o sistema aguardará até que a Internet esteja novamente acessível e então fará automaticamente a sincronização, independentemente da ação do usuário. Já no caso dos dispositivos de limitada capacidade de armazenamento onde a pasta Dropbox armazena apenas ponteiros para os arquivos, uma conexão ativa é indispensável para consultar ou alterar um destes arquivos, pois não estando armazenado no dispositivo, terá que ser transferido da nuvem para ele. E, da mesma forma, ao ser fechado, a sincronização somente poderá ser feita se houver uma conexão à Internet disponível.

Como resultado disto qualquer arquivo pode ser editado de qualquer computador ou dispositivo portátil e as alterações serão replicadas em todos os demais.

Vejamos um exemplo prático e real: eu instalei o programa Dropbox em todo meu arsenal computacional, a saber: três computadores fixos (dois deles na rede de casa e um no escritório), dois móveis (meus “notebook” e “netbook”) e dois portáteis (meu telefone Nexus S e meu tablete Galaxy Tab). Com isto, além da pasta Dropbox residente na nuvem, tenho mais sete nos dispositivos mencionados. As cópias mantidas em meus computadores principais de trabalho, um em casa e outro no escritório, estão sempre sincronizadas, já que os mantenho permanentemente ligados e conectados à Internet por conexões de alta taxa (“banda larga”). No computador auxiliar de casa, ligado somente quando preciso dele, sua pasta Dropbox é sincronizada através da conexão permanente à Internet apenas quando o ligo. Já os móveis (“notebook” e “netbook”), também mantêm cópias integrais da pasta, porém só efetuam a sincronização quando estabelecem uma conexão à Internet. Finalmente os portáteis (telefone e tablete), mantêm cópias sempre sincronizadas (ambos dispõem de conexão permanente à Internet padrão 3G), porém contendo apenas ponteiros para os arquivos.

Assim, eu posso começar a escrever uma coluna no computador de casa, interromper a edição, gravar o arquivo na pasta Dropbox deste computador, seguir para o escritório, acessar a pasta Dropbox do computador de lá – que, como visto acima, está sempre sincronizada – abrir o mesmo arquivo e continuar a edição do ponto em que parei. Se não houver tempo para terminar o texto, posso gravar o arquivo na pasta Dropbox do computador do escritório, que será imediatamente sincronizada com a da nuvem. Caso eu siga para um local onde exista uma conexão WiFi ativa e acessível, posso ligar meu “notebook”, conectá-lo à Internet via WiFi, aguardar alguns momentos até que sua própria pasta Dropbox seja sincronizada (na próxima coluna veremos como ter certeza que a sincronização foi feita) e abrir o mesmo arquivo no qual estava trabalhando para continuar a edição. Ao terminar o texto, gravarei o arquivo na pasta Dropbox do “notebook” que, se ainda estiver conectado à Internet, efetuará imediatamente a sincronização com a da nuvem de onde o arquivo, já pronto, será replicado em todas as pastas Dropbox de todos os dispositivos onde instalei o Dropbox e cadastrei minha conta.

Como se vê, usando o Dropbox, posso iniciar a edição de um arquivo em um local, interrompê-la e prosseguir de diferentes locais e distintos computadores. O importante é ter em mente que não estarei editando o mesmo arquivo, mas diversos exemplares dele (que, tomadas os cuidados e providências devidos, serão idênticos), cada um armazenado na pasta Dropbox do dispositivo em que eu estiver trabalhando naquele momento. E, para que o procedimento alcance o fim almejado (ou seja, dar continuidade ao trabalho no mesmo arquivo em diferentes locais), é importante estar seguro que o exemplar no qual estou trabalhando em um dado momento é uma cópia exata daquele no qual eu estive trabalhando antes e gravei em outro local, ou seja, que os exemplares estão sincronizados.

Mas como eu posso ter certeza disto?

Bem, o próprio Dropbox se encarrega de avisar.

Veremos como na próxima coluna.

Via: Techtudo

Nenhum comentário:

Postar um comentário