Foi publicado ontem o primeiro alpha do Ubuntu 12.04 LTS, "Precise Pangolin". O alpha permite ter noção do caminho que a distro está seguindo, apresentando algumas das principais mudanças.
O kernel Linux usado é baseado no 3.2-rc3. A troca do Banshee pelo Rhythmbox já foi feita nesta versão. A Ubuntu One Music Store ainda não funciona, visto que precisa de adaptações para o GTK 3. Entre outros programas temos os betas do Firefox e Thunderbird 9, Shotwell 0.11.6 e LibreOffice 3.4.4.
O Ubuntu 12.04 promete ser um lançamento muito importante. Primeiro porque será LTS, trazendo cinco anos de suporte e atualizações também nos desktops - antes o maior período era garantido apenas para servidores. Segundo porque a maior divulgação se dará em torno da versão de 64-bit, considerada estável e funcional o suficiente. A de 32 continuará disponível, sendo útil para computadores mais antigos, com pouca memória ou com processador sem suporte às instruções de 64-bit.
Há fortes indícios de que a imagem do sistema passará dos 700 MB, sendo necessário usar um DVD para gravar o liveCD - que deixará de ser liveCD para ser liveDVD, lógico :P De qualquer forma só mudará o tamanho da imagem. Por enquanto a imagem de 32-bit ainda está com 703 MB. Estima-se que ficará com uns 750.
De acordo com a agenda de lançamento, um segundo alpha será publicado em fevereiro de 2012, seguido de dois betas e um RC (Release Candidate). Se tudo ocorrer bem, a versão final deve ser lançada no dia 26 de abril.
Por esta página dá para ver o andamento da execução dos projetos da distro. Mais alguns detalhes estão no anúncio, e o download pode ser feito em:
http://cdimage.ubuntu.com/releases/precise/alpha-1/
Como sempre vale destacar: a versão alpha é voltada a desenvolvedores, entusiastas, curiosos e usuários que ajudam a testar o sistema, reportando os problemas. Não é recomendável para uso em ambientes sérios.
Veja mais algumas outras coisas sobre esta versão do Ubuntu nesta outra notícia, com um resumão das principais mudanças. De forma geral o 12.04 não será tão inovador para poder manter as atualizações por vários anos, sendo esperado um sistema mais polido e estável em vez de um que traga recursos inovadores mas pouco testados.
Apesar das mudanças do Ubuntu estarem sendo feitas para o bem da distro, na prática parece que a coisa não anda tão bem assim, pelo menos durante a transição para o Unity. Para quem não gostou do Unity mas não quer abrir mão das praticidades do Ubuntu, como o excelente repositório de programas, uma opção de distro é o Mint.
O Mint 12, lançado há poucos dias, usa o GNOME 3 com extensões próprias para deixar o desktop com jeitão de clássico: ele lembra muito a experiência das versões anteriores do Mint. E ainda há a opção de usar o MATE, um fork do GNOME 2. O MATE também está recebendo atenção do pessoal do Mint para funcionar como o GNOME 2 funcionava nele. Resumindo muito: o Mint 12 é um sistema com pacotes atuais do GNOME e GTK, sem toda a moda das novas interfaces que tanto geram polêmicas.
Fonte: www.hardware.com.br
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