Mostrando postagens com marcador MEEGO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador MEEGO. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Jolla deverá exibir aparelho com MeeGo em algumas semanas

A Jolla deverá apresentar seu primeiro smartphone no mês que vem, de acordo com uma reportagem do Wall Street Journal. O MeeGo não morrerá tão cedo no que depender dela, muito pelo contrário. O sistema já estava condenado pela Nokia, que aproveitou o mesmo apenas no N9, pouco antes de se dedicar exclusivamente ao Windows Phone. Nas mãos da Jolla a continuação do projeto ficará com o nome Sailfish (pelo menos de início, como um codename).

A Jolla é formada por vários ex-funcionários e engenheiros da Nokia que acreditam no sistema. A empresa comenta que já conseguiu arrecadar investimentos de US$ 260 milhões para começar. Mais uns US$ 60 milhões serão necessários para alavancar planos de expansão da empresa, o que inclui pelo menos um centro de pesquisas na China.

Apesar de não ter divulgado detalhes sobre o aparelho nem as especificações, em algumas semanas o grupo deverá mostrar seu primeiro hardware com o MeeGo (ops, Sailfish). Há parcerias já fechadas com no mínimo uma operadora e um fabricante de chips, além de vários outros fabricantes de componentes. Dado o entusiasmo do pessoal envolvido, ele deverá ser o primeiro de uma série: até o meio do ano que vem o Sailfish deverá ser licenciado para outros fabricantes.

A Jolla acredita que o sistema tem chances reais de atacar o mercado de smartphones. Um dos pontos levantados é a insegurança de vários fabricantes com o Android. Se a empresa começar a fazer sucesso logo será chantageada e obrigada pagar royalties (lembre-se da Microsoft) ou remover recursos (o caso mais comum perante disputas judiciais com a Apple, com destaque para a Samsung). Para o pessoal da Jolla esta é uma excelente oportunidade visto que há fabricantes em busca de alternativas, mesmo que seja para um possível plano B.

Desenvolver um novo sistema (ou continuar um quase falido) não é nada fácil, especialmente pela questão dos aplicativos de terceiros, algo que exige cooperação alheia. Desenvolvedores gastam tempo e dinheiro para portar um jogo ou app, e isso precisa gerar um retorno. Se for uma plataforma duvidosa (comercialmente) poucos a suportarão. No começo tudo é mais difícil.

Veja a matéria do WSJ, com mais detalhes (em inglês; link do cache do Google, pois o site restringe o conteúdo).

Via: Hardware

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Ex-funcionários da Nokia investem no MeeGo e prometem novos smartphones

O MeeGo teve uma trajetória muito polêmica. Tinha um grande potencial, mas por uma série de acontecimentos acabou abandonado, ficando de fora dos grandes projetos dos fabricantes. Sendo aberto, o projeto está sendo reaproveitado no Tizen, inclusive avançando para rodar apps do Android. Apesar de todo o entusiasmo até mesmo o Tizen não tem um futuro muito claro.

Agora alguns ex-funcionários da Nokia, incluindo ex-diretores e ex-engenheiros, anunciaram uma continuação do MeeGo. Por meio da startup Jolla eles pretendem levar o sistema a alguns fabricantes, e assim lançar novos aparelhos com ele. No Twitter da empresa foi postado:

"Novos smartphones [com] MeeGo serão criados juntos com nossos parceiros industriais e investidores, e com apoio da comunidade do MeeGo."

Conversando com o pessoal do The Verge representantes da empresa comentaram:
"A Nokia criou algo maravilhoso - o melhor produto de smartphone do mundo. Ele merece ser continuado, e nós faremos isto com todas as pessoas brilhantes e talentosas que contribuem para a história de sucesso do MeeGo.

Junto com investidores internacionais e parceiros, a Jolla Ltd. irá projetar, desenvolver e vender novos smartphones baseados no MeeGo. A equipe da Jolla consiste numa quantidade considerável de engenheiros e diretores cabeças do MeeGo, e está contratando agressivamente grandes talentos para contribuir para a produção da próxima geração de smartphone".

Detalhes não temos no momento, ainda é cedo para tentar imaginar as especificações, projetos de interface e tudo mais. Independente de qual for o resultado, é bom ver que o código estará sendo reaproveitado e que há gente grande que acredita no potencial do projeto, mesmo depois de tantas notícias ruins.

De qualquer forma a Jolla é independente da Nokia. O trabalho dela não ajudará em nada o N9 ou o N950, pelo menos não diretamente.

Se as investidas no Windows Phone não derem certo a Nokia tem um plano B, ainda secreto - isso se ela não for comprada pela Microsoft até lá. Muitos especulam que neste plano está o Android, mas vai saber? Nesse mundo tudo é possível, é só uma questão de conveniência, momento certo e dinheiro.

Via: Hardware