segunda-feira, 18 de abril de 2016

Facebook quer redefinir interação social com a Realidade Virtual Social (RVS)

“A Realidade Virtual Social (RVS) bem feita permite definir a nossa comunidade, conviver e fazer negócios com base em escolhas e não na proximidade”, comentou Yaser Sheikh, professor associado na Universidade Carnegie Mellon e pesquisador focado no Oculus VR, do Facebook. Durante uma intervenção na conferência anual F8, do Facebook, em São Francisco, o docente previu que  “a proximidade já não vai determinar com quem se passa tempo”.
A aposta do Facebook é importante. Recentemente, a rede  tem mostrado grande interesse pela RVS, desde a aquisição da fabricante de dispositivos Oculus até à participação no lançamento dos Gear VR. Mas apesar dos investimentos realizados e todo o rebuliço em torno da RVS, a empresa de Mark Zuckerberg mantém discrição sobre os seus projetos.
Qual é a ideia? Sem dúvida, auxiliar os usuários a aumentarem as suas conexões no Facebook e passarem ainda mais tempo na rede social. “É mais um grande esforço de Facebook”, diz Brian Blau, analista de Gartner, que esteve na F8, “mas um esforço muito sério”, sublinha.
Para Blau as “experiências virtuais” futuras vão incorporar novos sensores e algoritmos específicos com vista à socialização. Algo que vai acontecer quando a realidade virtual deixar de pertencer a um “nicho tecnológico” e passar a fazer parte do consumo em massa.
As linhas que separam o universo tecnológico do real estão ficando cada vez mais tênues, com grande velocidade. O “grande desafio é ser capaz de realizar as interações sociais de maneira tão natural como no mundo real”, explica Blau.
O analista defende que a realidade virtual social permitirá a amigos espalhados pelo mundo reunirem-se no Facebook e jogar cartas como se estivessem fisicamente no mesmo ambiente.  As pessoas vão poder ter reuniões de trabalho ou entrevistas de emprego sem terem que sair de casa.
Os empregados trabalharão com equipamentos situados em vários lugares, mas como se estivessem no mesmo espaço. Para isso é preciso que a tecnologia seja capaz de encontrar uma maneira de captar os movimentos mais discretos do corpo, aqueles que transmitem o significado durante uma conversa ou situação.
Os programadores vão ter de construir o complexo código capaz de recuperar os movimentos da cabeça, mãos e rosto. Também é necessário resolver a questão das intermitências no fluxo de imagem (streaming), que afetam a percepção de uma conexão presencial.
Uma “killer app” transformadora

A RVS pode ser uma autêntica “killer app”, nas palavras de Dan Olds, analista do The Gabriel Consulting Group, uma vez que “permitirá obter uma experiência muito mais completa do que uma conversa [“chat”] de vídeo”. Para Olds, a RVS poderá, inclusive, modificar a maneira como nos comunicamos, “já que a fidelidade das imagens será ainda mais real e a intermitência será reduzida a tal nível que parecerá estarmos no mesmo espaço”.

O analista estima que em um intervalo de cinco a sete anos, a utilização da realidade virtual social já será corriqueira nos lares.


Via: CIO

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