Há dois anos, começaram a valer regras da Anatel para aumentar a qualidade da banda larga fixa e móvel no Brasil.
Ela estabelece metas para a velocidade instantânea – medida a qualquer
momento – além da velocidade média, latência e estabilidade da sua
conexão.
Todo mês de novembro, as metas se tornam mais rigorosas.
Por isso, a velocidade instantânea da sua conexão agora deve ser, no
mínimo, 40% do valor contratado. A velocidade média, por sua vez, deve
ser pelo menos 80% do que você contratou.
Ou seja, se você tem um plano de 10 Mbps, a velocidade não pode cair
para menos de 4 Mbps em nenhum momento. Mas ela também não pode ficar
próxima a esse valor: a velocidade média deve ser de pelo menos 8 Mbps
ao longo de cada mês.
A regra também vale para a banda larga móvel: se seu plano 4G promete
5 Mbps, por exemplo, a velocidade nunca pode cair para menos de 2 Mbps,
e a velocidade média precisa ser de pelo menos 4 Mbps ao longo do mês.
Essas regras valem apenas para prestadoras com mais de 50 mil
clientes. Isso inclui as operadoras móveis Oi, TIM, Claro e Vivo, mais
as fixas NET, GVT, Algar Telecom, Embratel, Sercomtel, Cabo Telecom e
Live TIM.
Monitoramento
Mas como saber se as operadoras estão cumprindo a regra? Desde 2012, a Anatel está de olho.
A agência distribui, em todo o país, milhares de equipamentos gratuitos
para aferir a qualidade da banda larga fixa. O Whitebox se conecta ao
roteador e envia dados de velocidade à Anatel. Você pode ser um
voluntário para esses testes: basta acessar www.brasilbandalarga.com.br e preencher seus dados.
Você também pode enviar os dados da sua conexão fixa acessando o site da EAQ (Entidade Aferidora da Qualidade de Banda Larga), após realizar um teste que requer o plugin Java.
Por sua vez, a qualidade da banda larga móvel é monitorada por
medidores instalados em escolas atendidas pelo Projeto Banda Larga nas
Escolas Públicas Urbanas.
Para testar a qualidade da sua banda larga móvel, você pode instalar o app Brasil Banda Larga para iOS e Android. Mas atenção: ele vai gastar até 6 MB da sua franquia para medir a velocidade de download e upload.
Todas as operadoras com mais de 50 mil usuários – de banda larga fixa
e móvel – também precisam fornecer, em seus respectivos sites, um
medidor próprio para velocidade, latência, jitter e taxa de perda de
pacotes.
Estabilidade, latência e jitter
As regras da Anatel ainda exigem, desde novembro do ano passado, que o
serviço não pode cair por 99,5% do tempo. Ou seja, existe um máximo de
3h36min de interrupção em um mês.
A latência, por sua vez, deve ficar no máximo em 80 milissegundos
para conexões terrestres e 500 ms para conexões via satélite. A variação
da latência (ou jitter) deve ficar no máximo em 40 ms; e a perda de
pacotes deve chegar, no máximo, a 1%.
Os dados
Neste relatório,
a Anatel mostra quais empresas de banda larga móvel não cumpriram as
metas de velocidade em junho de 2014, dependendo do Estado. São elas:
- TIM: no Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima e Tocantins
- Oi: em Alagoas, Amapá, Amazonas, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Rio Grande do Norte e Sergipe
- Vivo: em Alagoas, Bahia, Paraná, Piauí, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Tocantins
A Anatel não revelou os números da Claro no Acre, Amapá, Santa
Catarina e Sergipe, “devido à identificação de inconsistências no mapa
de cobertura apresentado pela prestadora”. Nos outros estados, ela
cumpriu as metas de velocidade.
Quanto à banda larga fixa, a Oi não cumpriu metas de velocidade na
Bahia, Pernambuco e Piauí; nem a Algar Telecom em São Paulo. GVT e NET
cumpriram a meta nos Estados onde foram testadas.
No entanto, os dados aqui são mais incompletos: a Anatel não revela
os números da GVT no DF, GO, MT e MS; nem os números da Oi no AC, DF,
GO, MT, MS, RO e TO, “devido a problemas técnicos identificados na
conexão do servidor de medição localizado em Brasília”.
E se não cumprir?
Caso as operadoras desrespeitem essas regras da Anatel, a agência
pode “estabelecer prazos para que o problema seja resolvido, aplicar
multas ou até determinar a proibição de vendas”, como explica a Agência Brasil. As penas vão evoluindo de advertências até chegarem em multas e na suspensão das atividades da operadora.
Caso seu serviço de internet esteja abaixo do que a Anatel exige,
você pode entrar em contato com a agência para denunciar o problema.
Pode ser pela internet, por telefone ou pessoalmente nas representações
em cada Estado – saiba mais neste link. [Anatel via Agência Brasil]
Via: Gizmodo
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