segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Após protestos e fuga para Ello, Facebook vai mudar política de nomes

Após mais de 10 anos exigindo que seus usuários utilizassem seus nomes verdadeiros, o Facebook pode relaxar a sua política em breve. Para isso, foram necessárias semanas de protestos das comunidades LGBT e de drag queens em San Francisco, nos EUA, além de um possível êxodo para a nova rede Ello para a empresa reavaliar sua diretriz. Mas agora o Facebook afirma que nunca quis que “real” significasse “nome legal”.

Em um pedido de desculpas publicado em sua página pessoal, o CPO (diretor de produtos) do Facebook, Chris Cox, afirmou que a rede social sempre quis dizer que a sua política de nome real era para as pessoas incluírem os “nomes autênticos” que usam na vida real. Mas quando alguém começou a denunciar membros da comunidade drag por violar a política de nome real, o Facebook fechou várias contas de usuários. A única maneira de restaurar a conta era fornecendo uma forma de identidade. Mas se você é uma performer drag que não usa o nome Sister Roma na sua carteira de motorista, então está sem sorte.

“Há muito espaço para melhorias nos mecanismos de denúncia e execução de diretrizes, ferramentas para entender quem é verdadeiro e quem não é, e o serviço de atendimento aos usuários para qualquer pessoa que seja afetada”, afirmou Cox, que, no entanto, não falou sobre como o Facebook planeja realizar essas mudanças.

“Nós estamos sempre a caminho de criar ferramentas melhores para autenticar as Irmãs Romas do mundo ao mesmo tempo que não abrimos o Facebook para maus elementos.”
Encontro

O pedido de desculpas foi publicado após Sister Roma, o supervisor de San Francisco, David Campos, e os representantes do Centro de Leis Transgênero (Transgender Law Center) se encontrarem com o Facebook nesta quarta-feira, 1/10, para apresentar uma carta de protesto de uma coalizão de grupos LGBT.

“Nessas duas semanas desde que os problemas com nomes reais apareceram, nós tivemos a chance de ouvir muitos de vocês nessas comunidades e entender melhor a política da forma como vocês a experimentaram”, afirma Cox. “Também conseguimos entender o quão doloroso foi esse processo. Devemos a vocês um serviço e uma experiência melhores usando o Facebook, e vamos consertar a maneira como essa política é gerenciada para que todas pessoas afetadas possam a voltar a usar o Facebook como antes.”

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Encontro do Facebook com comunidades LGBT e drag em San Francisco, nos EUA

Ello
 O Facebook precisava resolver a situação, especialmente à medida que os usuários estavam ameaçando abandonar a rede social pela novidade Ello, um site que se posiciona como o “anti-Facebook”. Além de permitir pseudônimos e apelidos, o Ello promete que nunca vai vender seus dados para anunciantes. 

Caso o Ello consiga manter um alto crescimento da sua base de usuários mesmo após o Facebook prometer essas mudanças para melhor, então a nova rede social pode realmente se tornar algo além de uma promessa interessante.


Via: IDGNow

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