Após mais de 10 anos exigindo que seus usuários
utilizassem seus nomes verdadeiros, o Facebook pode relaxar a sua
política em breve. Para isso, foram necessárias semanas de protestos das
comunidades LGBT e de drag queens em San Francisco, nos EUA, além de um
possível êxodo para a nova rede Ello para a empresa reavaliar sua
diretriz. Mas agora o Facebook afirma que nunca quis que “real”
significasse “nome legal”.
Em um pedido de desculpas publicado em sua página pessoal,
o CPO (diretor de produtos) do Facebook, Chris Cox, afirmou que a rede
social sempre quis dizer que a sua política de nome real era para as
pessoas incluírem os “nomes autênticos” que usam na vida real. Mas
quando alguém começou a denunciar membros da comunidade drag por violar a
política de nome real, o Facebook fechou várias contas de usuários. A
única maneira de restaurar a conta era fornecendo uma forma de
identidade. Mas se você é uma performer drag que não usa o nome Sister
Roma na sua carteira de motorista, então está sem sorte.
“Há muito espaço para melhorias nos mecanismos de denúncia
e execução de diretrizes, ferramentas para entender quem é verdadeiro e
quem não é, e o serviço de atendimento aos usuários para qualquer
pessoa que seja afetada”, afirmou Cox, que, no entanto, não falou sobre
como o Facebook planeja realizar essas mudanças.
“Nós estamos sempre a caminho de criar ferramentas
melhores para autenticar as Irmãs Romas do mundo ao mesmo tempo que não
abrimos o Facebook para maus elementos.”
Encontro
O pedido de desculpas foi publicado após Sister Roma, o
supervisor de San Francisco, David Campos, e os representantes do Centro
de Leis Transgênero (Transgender Law Center) se encontrarem com o
Facebook nesta quarta-feira, 1/10, para apresentar uma carta de protesto
de uma coalizão de grupos LGBT.
“Nessas duas semanas desde que os problemas com nomes
reais apareceram, nós tivemos a chance de ouvir muitos de vocês nessas
comunidades e entender melhor a política da forma como vocês a
experimentaram”, afirma Cox. “Também conseguimos entender o quão
doloroso foi esse processo. Devemos a vocês um serviço e uma experiência
melhores usando o Facebook, e vamos consertar a maneira como essa
política é gerenciada para que todas pessoas afetadas possam a voltar a
usar o Facebook como antes.”
Encontro do Facebook com comunidades LGBT e drag em San Francisco, nos EUA
Ello
O Facebook precisava resolver a situação, especialmente à
medida que os usuários estavam ameaçando abandonar a rede social pela
novidade Ello, um site que se posiciona como o “anti-Facebook”. Além de
permitir pseudônimos e apelidos, o Ello promete que nunca vai vender
seus dados para anunciantes.
Caso o Ello consiga manter um alto crescimento da sua base
de usuários mesmo após o Facebook prometer essas mudanças para melhor,
então a nova rede social pode realmente se tornar algo além de uma
promessa interessante.
Via: IDGNow
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