O telefone celular é utilizado por pouco mais da metade das crianças e adolescentes para acessar a rede (53%). Em 2012, essa proporção era de 21%. O número de crianças e adolescentes presentes nas redes sociais também cresce cada vez mais, segundo a pesquisa TIC Kids Online Brasil 2013, feita pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (CETIC.br), do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br).
O acesso à Internet por meio de dispositivos móveis cresceu, tanto em relação aos smartphones quando aos tablets (de 2%, em 2012, para 16%, em 2013).
"Os dados de mobilidade revelam a necessidade de novas estratégias por parte de pais e responsáveis para a orientação e a mediação do acesso à internet feito por crianças e adolescentes", alerta Alexandre Barbosa, gerente do CETIC.br. "As ciranças e adolescentes estão tendo maior privacidade no acesso. Isso é um ponto de reflexão para os pais e responsáveis", afirma Barbosa.
De acordo com os pesquisadores, a educação para o uso de dispositivos móveis e o acesso seguro à internet a partir deles deveriam passar mobilizar mais os pais e responsáveis. O uso de filtros de restrição de acesso é uma das medidas que poderia ser adotada. Mas ainda há poucos produtos disponíveis no mercado para essas plataformas.
A pesquisa revela também que 79% dos usuários de Internet entre 9 e 17 anos possuem perfil na rede social que mais utilizam – um crescimento de 9 pontos percentuais em relação a 2012.
Entre os usuários de Internet de 9 a 17 anos, 77% apontam o Facebook como a rede social mais utilizada. Já o Orkut, que era a principal rede social para 27% das crianças e adolescentes em 2012, foi citado como rede mais usada por apenas 1% dos jovens, em 2013.
Acesso à Internet
Os computadores de mesa seguem como os dispositivos mais utilizados para acessar a Internet por este público: 71%.
O ambiente para acesso à rede mais mencionado é a sala de casa (68%), seguido pelo quarto da criança/adolescente (57%). Este último apresentou um aumento de 31 pontos percentuais em relação ao ano anterior. "Mais um indicador de que o acesso vem sendo feito de ontos de maior privacidade", alerta Barbosa.
Com o aumento do uso da Internet no interior dos domicílios, os centros de acesso pago, como as lanhouses, são mencionados em menor proporção, passando de 35%, em 2012, para 22%, em 2013.
Em relação às atividades realizadas, destacam-se: pesquisa para trabalho escolar (87%), assistir a vídeos (68%) e baixar músicas ou filmes (50%).
Segurança
No que diz respeito às habilidades para o uso da Internet, a pesquisa aponta que 58% dos usuários de Internet entre 11 e 17 anos declararam saber mudar as configurações de privacidade em perfis de redes sociais. Adicionalmente, 42% dos usuários de Internet na mesma faixa etária afirmaram saber comparar diferentes sites na web para saber se as informações são verdadeiras.
Em relação a situações de risco vividas on-line, 38% das crianças e adolescentes entre 11 e 17 anos de idade adicionaram pessoas que nunca conheceram pessoalmente à suas listas de amigos ou contatos nas redes sociais. “As faixas de idade mais altas reportam mais atividades de risco potencial em relação aos mais novos”, explica Alexandre Barbosa.
De um modo geral, pais e responsáveis se preocupam pouco com os riscos do uso da internet por crianças e adolescentes. Quando questionados sobre os riscos, apenas 8% dos pais e responsáveis dos jovens selecionados acreditam que seu filho tenha passado por alguma situação de incômodo ou constrangimento na Internet - percentual semelhante ao verificado em 2012 (6%).
Entre as atividades de mediação dos pais e responsáveis, a conversa sobre o que os filhos fazem na Internet (81%) é a ação mais citada. Já 43% dos pais e responsáveis afirmam realizar atividades junto com os filhos na rede.
Consumo e publicidade
Pela primeira vez a TIC Kids Online Brasil 2013 avaliou a exposição à publicidade e a conteúdos mercadológicos na Internet e em outros meios de comunicação. A intenção foi saber se as crianças e adolescentes conseguem diferenciar o conteúdo publicitário de outros conteúdos consumidos online.
Os resultados apontam que 61% dos adolescentes usuários de Internet com idades entre 11 e 17 anos declararam ter visto publicidade nas redes sociais, enquanto 30% o fizeram em sites de jogos na Internet.
De um modo geral, esse público interage bastante com conteúdos publicitários, curtindo e compartilhando.
A interação com a publicidade online mostrou-se significativa. Entre as crianças e adolescentes de 11 a 17 anos que possuem perfil em rede social, 57% afirmam ter “curtido”, 36% “compartilhado”, 21% “descurtido” e 20% “bloqueado” alguma propaganda ou publicidade com a qual tiveram contato em redes sociais.
"Quanto menor a faixa etária, maior a proporção de crianças que curtem e compartilham conteúdos publicitários", afirma Barbosa.
Realizada entre setembro de 2013 e janeiro de 2014, a pesquisa entrevistou 2.261 crianças e adolescentes usuários de Internet com idades entre 9 e 17 anos em todo o território nacional. O mesmo número de pais ou responsáveis dos jovens selecionados (2.261) foi entrevistado para identificar as experiências dos filhos como usuários de Internet. A pesquisa, em sua segunda edição, está baseada no referencial metodológico da rede europeia EU Kids Online, liderada pela London School of Economics (com exceção do módulo de consumo de publicidade).
Via: IDGNow
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