Esse processo foi gradual. Antes, os
computadores eram instalados no ambiente doméstico em áreas de livre
acesso. Com o tempo, os dispositivos entraram no quartos das crianças.
Mais recentemente, os PCs "encolheram" e viraram smartphones ou tablets,
que vão direto para os bolsos e mochilas dos pequenos.
"As
estatísticas mostram que cada vez mais as crianças usam tablets e
celulares. E esse uso privado escapa do domínio dos pais", explica
Rodrigo Nejm,diretor de prevenção da Safernet, ONG (organização não
governamental) que trabalha na promoção de direitos humanos na internet.
Segundo o levantamento TIC Domicílios, feito pelo Cetic.br (Centro
Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação), a
segunda faixa etária que mais navega na web por smartphone vai de dez a 15 anos (45%), só perdendo para a faixa de 16 a 24 anos (61%).
Para tentar solucionar esse "ponto cego" com os filhos, alguns pais
optam pela restrição total no uso de aparelhos. No entanto, segundo
especialistas, isso pode ser pior, pois as crianças darão algum jeito de
burlar as imposições.
Como lidar
Não
há uma fórmula pronta de como lidar com o que os filhos fazem no
ambiente (virtual) privado. No entanto, há diretrizes que os pais podem
seguir para auxiliar seus filhos no universo digital, durante essa fase
de transformações - as dicas para aplicativos restritos são bem
parecidas com aquelas válidas para computadores.
"O melhor a
fazer é ajudar os filhos a criarem uma consciência crítica sobre como
devem usar eletrônicos e redes sociais", explica Nejm.
Via: UOL
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