Por um lado o Android pode até ficar um tanto tranquilo, pois a
fragmentação de sua plataforma se reduziu de forma considerável.
Entretanto, seis meses depois do lançamento do Android 4.4 KitKat, mesmo
com a empresa forçando os parceiros a abraçarem o sistema mais recente, que oferece suporte a dispositivos com menor poder de fogo (até 512 MB de RAM no mínimo), a participação do Jelly Bean se estabilizou, e o droid de chocolate não tem crescido muito.
Todos os meses o Google revela a distribuição das versões Android
entre todos os dispositivos funcionais, através de uma coleta de dados
via Google Play Store. Na mais recente pesquisa realizada nos sete
últimos dias de abril vimos que o Android 2.2 Froyo está praticamente
morto com 1%, assim como o exclusivo para tablets 3.0 Honeycomb (0,1%).
As três versões so Jelly Bean somadas totalizam 60,8% do market share
do robozinho. Entretanto o Android 4.4 KitKat, que já tem seis meses de
estrada ainda não engrenou: embora a totalidade dos dispositivos de
ponta recentes rodarem ele e a LG o estar priorizando mesmo em aparelhos
de entrada, no fim das contas ele só responde por 8,5% de todos os
aparelhos com o sistema do robozinho. Se fracionarmos as três
distribuições do Jelly Bean, ele empata com a versão 4.3.
Individualmente o Android 4.1 ainda é o campeão com 33,5%, e mesmo o
ancião 2.3 Gingerbread ainda responde por 16,2% dos aparelhos que ainda
circulam.
A adoção do KitKat está um pouco lenta porque novamente a culpa
principal é dos fabricantes, que não procuram atualizar seus
dispositivos e forçam o consumidor a trocá-lo quando ele estiver
suficientemente defasado. A mais recente versão do Android suporta
aparelhos mais antigos, mas atualizar um dispositivo antigo (leia-se
mais de 18 meses, que é o ciclo de vida oficial de um aparelho Android
segundo o Google) é contraproducente. Como essa missão é perda de tempo,
o ideal seria o Google reduzir cada vez mais o ciclo de adoção de
versões do Android pelos fabricantes. Atualmente apenas o 4.3 e 4.4
podem ser utilizados, sendo que o ciclo do primeiro se findará no dia 24
de julho. O KitKat não tem data para morrer por dois motivos: é recente
e ainda não há previsão de quando a próxima versão dará as caras. E é
capaz que ela demore a aparecer, pois rumores apontam que ela não será
anunciada no Google I/O.
Via: Meiobit
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