Estudos científicos provam que no nosso
cérebro há duas regiões para o tratamento de informações e ações. Uma
zona de execução de ações conscientes e outra de ações
inconscientes. Toda ação começa na zona de ações conscientes até que o
cérebro a entenda e a pratique. Depois são migradas para a zona de ações
inconscientes, onde não há mais a necessidade de ficar prestando
atenção em cada movimento, uma vez que eles já foram internalizados.
Assim, o cérebro libera parte dele para a execução de outras novas
tarefas. Vamos ver como isso tudo se aplica aos novos usuários de Linux.
Cérebro
Para modificar um comportamento,
melhorar uma habilidade ou modificar ou formar um novo hábito,
necessitamos manter acesa a chama da motivação e persistir praticando
por um período suficiente até que tudo esteja consolidado e o objetivo
comece a aparecer espontaneamente, tanto no corpo quanto na mente.
Alguém que acorda todas as manhãs, bebe um copo de café e acende um
cigarro, nessa ordem, todas as manhãs, tem esse padrão construído no seu
cérebro, na forma de vias sinápticas. Mas qualquer padrão somente vai
ser consolidado após a obtenção de uma recompensa. Nosso cérebro
trabalha em cima do sistema de recompensas. Nesse aspecto somos muito
parecidos com os macacos e os cachorrinhos adestrados. Se conseguimos um
prazer obtido através de uma recompensa, há grandes chances de nos
tornarmos “viciados” e criarmos um novo hábito. Por isso é tão difícil
um fumante largar o fumo, um obeso parar de comer.
A Neurociência
recomenda que façamos uma análise do quão compulsivo é o hábito
destrutivo e o quão prazeroso é a inclusão do novo hábito construtivo
que se deseja implantar. Para o nosso caso aqui, o hábito de usar Linux é
o novo hábito construtivo à medida que reconhecemos que o hábito de
usar qualquer outro sistema operacional é destrutivo sob o ponto de
vista técnico de liberdade de escolhas, segurança, robustez,
reconhecimento do mercado, diferencial competitivo, entre outros. Esses
fatores devem ser os fatores motivacionais de qualquer iniciante no
mundo Linux.
Hábitos
No processo de construção de novos
hábitos, os primeiros dias fazem a maior diferença. Então vale a pena
tentar ser especialmente diligente no início do processo. Três a quatro
semanas é o tempo que você precisa para tornar um hábito automático.
Para levar essa ação da zona consciente para a zona inconsciente.
Pratique diariamente porque atividades que você faz uma vez a cada
alguns dias são muito mais complicadas de se tornar um hábito. Não tente
mudar completamente a sua vida em um dia. É mais fácil permanecer
motivado se você obtém uma recompensa, mesmo que pequena, a cada dia.
Encontre alguém que vai estar junto com você para mantê-lo motivado se
você sentir vontade de desistir. Temos diversos fóruns de Linux, redes
sociais e blogs que podem te ajudar pois todos estamos aprendendo Linux
todos os dias. A sua dúvida sanada hoje pode ser o meu aprendizado
amanhã. Agora, o mais importante de tudo é reestruturar o seu ambiente
para que ele não o tente nos primeiros trinta dias. Remova as tentações
da sua casa. Jogue fora a droga, jogue fora aquilo que pode te levar até
o antigo hábito, assim você não terá que lutar contra ele depois.
Mas nem tudo é sangue, suor e lágrimas.
Para amenizar a dor dos primeiros dias, passe mais tempo com pessoas que
modelam os hábitos que você deseja espelhar. Um estudo recente
descobriu que ter um amigo obeso aumenta a probabilidade de que você
venha também a se tornar um. Use também o exercício da visualização.
Visualize-se realizando o mau hábito. Em seguida, visualize-se afastando
o mau hábito e realizando o novo hábito. Por fim, acabe com essa
seqüência com uma imagem de si mesmo em um estado altamente positivo.
Veja-se pegando um cigarro, colocando-o para baixo e tirando os dedos.
Finalmente, visualize-se correndo e respirando livre. Qualquer cigarro
nem de perto se compara com um sistema operacional privado, tal como o
Windows ou o Mac OS. Mas abandoná-los e adotar o Linux em sua vida
também vai fazer com que você corra e respire livremente.
Via: Meupinguim
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