Se há uma verdade do universo é a de que usuários padrão do Windows
ignoram solenemente todos os conselhos de segurança que damos a eles
quando recebem um sistema novinho em folha. A gente explica que é
importante não instalar qualquer coisa, sair clicando em tudo o que vê
como anúncios de que você é o milésimo visitante e ganhou um iPad, e por
fim manter o antivírus e o próprio SO atualizados é mais do que apenas
encheção de saco. Em pouco tempo o Windows vira uma cacofonia de
programas duvidosos e o cliente nunca é o culpado de nada.
Se o usuário não aprende, a Microsoft toma a frente para proteger seu
sistema operacional. Na última quinta-feira ela publicou em seu blog
que vai tomar medidas drásticas contra programas e extensões que
promovam adware e possuam comportamento errático, tendo como base o
feedback dos usuários.
A partir do dia 1º de julho a Microsoft vai disponibilizar, muito
provavelmente através de atualizações de segurança uma ferramenta que
bloqueia o funcionamento de aplicações de adware que não forneçam uma
forma clara de desinstalação ao usuário, bem como programas que abrem
abas no navegador sem permissão, manipulem conteúdo de sites ou
redirecionem ou bloqueiem resultados de pesquisas, ou ainda programas
que se executam serviços indesejáveis e são difíceis de se remover,
mesmo com as ferramentas do Windows. Programas como barras de
ferramentas de serviços como Ask e Baidu, aplicações que bem como
aqueles que mandam alertas do tipo “seu computador está lento” também
estão na mira. Qualquer programa que não atender às exigências será
bloqueado.
os desenvolvedores tem até três meses para atender às exigências, e a
partir daí estarão sujeitos à avaliação da Microsoft. Ainda que esses
programas sejam capazes de encontrar brechas para continuarem
funcionando, ao menos a Microsoft finalmente demonstra interesse em
manter o Windows livre das pragas que os usuários insistem em instalar.
Via: Meiobit
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