Uma verdade chata: quando você resolve abrir mão de um desktop em
prol de um notebook e você gosta de games ou depende de programas de
edição gráfica pesados, esteja ciente que em pouco tempo sua GPU ficará
irremediavelmente defasada, sem chance de upgrade. A troca do chip
gráfico dedicado é um processo tão complexo que é reservado apenas à manutenção de chips defeituosos. É por isso que desktops não vão sumir por completo, mas virarão produtos de nicho: quem tem bala na agulha vai continuar comprando GPUs para jogar ou editar seu vídeos 3D.
Outro grande problema é o consumo de energia. Geralmente um notebook
com uma GPU mais poderosa não possui uma autonomia muito boa, e se você
rodar um game pesado a bateria será drenada mais rápido do que uma bala.
A NVIDIA tem consciência disso e anunciou uma nova geração de chips
para computadores portáteis, a série GeForce GTX 800M. Ela é otimizada
de forma a permitir um uso mais otimizado dos recursos gráficos do
computador quando você estiver longe de uma tomada.
A tecnologia chamada Battery Boost pode fazer com que o consumo de
energia caia de duas formas distintas. A primeira é controlar a taxa de
quadros do game: o usuário determina um limite e ao estar desconectado
da tomada, o monitor da nVidia cortaria o frame rate para o número
pré-determinado. Assim, games mais pesados que rodam a 60 fps poderia
passar a rodar a 30 fps (que é a taxa de quadros definida por padrão) quando a bateria estiver sendo exigida.
A outra forma é o monitor do sistema como um todo. O client da nVidia
analisa em tempo real o uso da CPU, GPU e RAM e poderia inclusive
reduzir a qualidade gráfica do game, fazendo com que os componentes
trabalhem bem menos e, consequentemente, consumissem menos energia. Isso
sem contar a tecnologia Optimus presente nas gerações de GPUs
anteriores: se o game não for muito pesado a placa dedicada não é
acionada, e o chip integrado da Intel faz todo o trabalho. No fim das
contas, testes com o game Borderlands 2 fizeram com que a duração da bateria subisse de 1 hora e 26 minutos para 2 horas e 11 minutos.
A nVidia vai disponibilizar quatro modelos de GPUs: a mais poderosa é
a GTX 880M, produzida sobre a arquitetura Kepler, com 1.536 núcleos e
memória de até 4 GB GDDR5. O interessante é o GT860M que possui duas
variações, uma baseada em Kepler com 1.152 núcleos com clock de 797 MHz
ou outro baseado na nova arquitetura Maxwell, com 640 núcleos e clock de
1,03 GHz. Todos os chips são produzidos utilizando o processo de
litografia de 28 nanômetros. A nVidia diz que o ganho de performance em
relação ao GTX 760M é de 40% (não quero nem ver comparando com meu GT 540M…).
A Avell e a MSI já foram anunciadas como parceiros nessa empreitada, e
seus notebooks com as novas GPUs já estão chegando no mercado, embora alguns não tenham preços muito amistosos.
Fonte: Meiobit
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