A Comissão Federal de Comércio (FTC) dos EUA deveria
investigar a proposta de compra do WhatsApp pelo Facebook no valor de 19
bilhões de dólares – e possivelmente bloqueá-la – por causa do seu
possível impacto na privacidade dos usuários, afirmaram dois grupos de
privacidade em um documento nesta quinta-feira, 6/3.
Enquanto o WhatsApp demonstrou um “forte comprometimento
com a privacidade do usuário”, o atual serviço de mensagens do Facebook
coleta e armazena “virtualmente todos os dados disponíveis dos
usuários”, afirmaram os grupos Electronic Privacy Information Center e
Center for Digital Democracy no pedido.
O WhatsApp prometeu aos usuários que não iria reter ou
vender informações pessoais, e muitos usuários escolheram o serviço com
base nessa proteção de privacidade, mas o Facebook já coletou dados de
usuários de empresas que comprou anteriormente.
“Os usuários do WhatsApp confiam que o WhatsApp vai manter
a privacidade em suas comunicações”, afirmou Julia Horwitz, conselheira
de proteção dos consumidores do EPIC. “Nosso pedido pede que a FTC
investigue se existem proteções de privacidade suficientes para
continuar a proteger os dados dos usuários do WhatsApp de serem
acessados pelo Facebook – que (para muitos usuários) era o principal
recurso que tornou o WhatsApp tão interessante em primeiro lugar.”
Se o Facebook começar a coletar os dados dos usuários do
WhatsApp, isso seria uma prática comercial ruim por causa das promessas
anteriores do WhatsApp sobre o assunto, apontam os grupos. “A falha do
WhatsApp em explicar adequadamente que esse compromisso com a
privacidade estava sujeito a condições diferentes iria violar as regras
da FTC”, afirmam.
Se o FTC não bloquear a compra do WhatsApp pelo Facebook,
deveria “proteger” os usuários do app da coleta de dados feita pela rede
social, de acordo com os grupos.
Uma porta-voz do Facebook, por sua vez, disse que a compra
não vai mudar as políticas de privacidade do WhatsApp. “O objetivo do
Facebook é trazer mais conectividade e utilidade ao mundo ao entregar os
principais serviços de Internet de maneira eficiente e acessível – essa
parceria vai ajudar isso a acontecer.”
Via: IDGNow
Nenhum comentário:
Postar um comentário