segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Responsável pelo Siri, da Apple, agora trabalha em projeto parecido da Samsung

O engenheiro que supervisionou o desenvolvimento da tecnologia Siri, da Apple, agora está na Samsung criando um serviço on-line para conectar a “Internet das coisas”.

Luc Julia, que atualmente é vice-presidente de inovação da Samsung, demonstrou o projeto, chamado SAMI (Samsung Architecture for Multimodal Interactions), durante uma conferência em San Francisco.
Ainda nos estágios iniciais, o SAMI quer ser uma plataforma que consiga coletar dados de qualquer aparelho conectado, incluindo dispositivos vestíveis como o Fitbit, e tornar essas informações disponíveis para serem consumidas por outros aparelhos.

Ele é feito para ser usado por empresas que fabricam computadores vestíveis e equipamentos de automação de casas e carros, como uma plataforma comum que elas possam utilizar para criar serviços adicionais para os seus usuários.

Para demonstrar o serviço, o executivo mostrou como o SAMI pode ser usado para criar um serviço pessoal de saúde. Ele colocou um Fitbit e um monitor de batimentos cardíacos vestível, se pesou em uma balança conectada à Internet, e então correu pelo palco algumas vezes para entrar numa rotina de exercícios. 

Então, Julia mostrou como os dados do serviços, que normalmente são vistos em aplicativos separados, podem ser coletados pelo SAMI, processados, e então apresentados ao usuário na forma de um único aplicativo.

Num estilo parecido com o Siri, ele perguntou ao serviço da Samsung: “SAMI, como estou indo?”. O app então lhe disse que ele havia atingido o objetivo de exercícios para aquele dia. A ideia é que o serviço possa realizar análises mais sofisticadas, como dizer ao usuários quando ele precisa treinar mais forte ou fazer uma pausa.

Julia foi diretor do projeto Siri, da Apple, por cerca de 10 meses até deixar a empresa de Cupertino em 2012. É fácil ver similaridades entre os projetos: ambos coletam dados de uma variedade de serviços e os entregam por meio de um único aplicativo. Mas enquanto o Siri é exclusivo da Apple, a Samsung quer que sua nova plataforma seja usada por muitas companhias. O executivo não deu muitos detalhes técnicos sobre isso, mas disse que a Samsung quer que o SAMI seja “o mais aberto possível”.

Segundo ele, a Samsung trabalha com cerca de 50 parceiros no desenvolvimento do projeto. O executivo também revelou que a empresa sul-coreana começou a trabalhar no SAMi há cerca de seis meses e que o laboratório de inovação da companhia costuma fazer projetos que duram entre “três e cinco anos”.

Via: IDGNow

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