O engenheiro que supervisionou o desenvolvimento da
tecnologia Siri, da Apple, agora está na Samsung criando um serviço
on-line para conectar a “Internet das coisas”.
Luc Julia, que atualmente é vice-presidente de inovação da
Samsung, demonstrou o projeto, chamado SAMI (Samsung Architecture for
Multimodal Interactions), durante uma conferência em San Francisco.
Ainda nos estágios iniciais, o SAMI quer ser uma plataforma que consiga coletar dados de qualquer aparelho conectado, incluindo dispositivos vestíveis como o Fitbit, e tornar essas informações disponíveis para serem consumidas por outros aparelhos.
Ainda nos estágios iniciais, o SAMI quer ser uma plataforma que consiga coletar dados de qualquer aparelho conectado, incluindo dispositivos vestíveis como o Fitbit, e tornar essas informações disponíveis para serem consumidas por outros aparelhos.
Ele é feito para ser usado por empresas que fabricam
computadores vestíveis e equipamentos de automação de casas e carros,
como uma plataforma comum que elas possam utilizar para criar serviços
adicionais para os seus usuários.
Para demonstrar o serviço, o executivo mostrou como o SAMI
pode ser usado para criar um serviço pessoal de saúde. Ele colocou um
Fitbit e um monitor de batimentos cardíacos vestível, se pesou em uma
balança conectada à Internet, e então correu pelo palco algumas vezes
para entrar numa rotina de exercícios.
Então, Julia mostrou como os dados do serviços, que
normalmente são vistos em aplicativos separados, podem ser coletados
pelo SAMI, processados, e então apresentados ao usuário na forma de um
único aplicativo.
Num estilo parecido com o Siri, ele perguntou ao serviço
da Samsung: “SAMI, como estou indo?”. O app então lhe disse que ele
havia atingido o objetivo de exercícios para aquele dia. A ideia é que o
serviço possa realizar análises mais sofisticadas, como dizer ao
usuários quando ele precisa treinar mais forte ou fazer uma pausa.
Julia foi diretor do projeto Siri, da Apple, por cerca de
10 meses até deixar a empresa de Cupertino em 2012. É fácil ver
similaridades entre os projetos: ambos coletam dados de uma variedade de
serviços e os entregam por meio de um único aplicativo. Mas enquanto o
Siri é exclusivo da Apple, a Samsung quer que sua nova plataforma seja
usada por muitas companhias. O executivo não deu muitos detalhes
técnicos sobre isso, mas disse que a Samsung quer que o SAMI seja “o
mais aberto possível”.
Segundo ele, a Samsung trabalha com cerca de 50 parceiros
no desenvolvimento do projeto. O executivo também revelou que a empresa
sul-coreana começou a trabalhar no SAMi há cerca de seis meses e que o
laboratório de inovação da companhia costuma fazer projetos que duram
entre “três e cinco anos”.
Via: IDGNow
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