O cyberbullying é um tema que está em alta e tem gerado uma série de
discussões nos últimos anos, principalmente em relação às mídias sociais
como plataforma para essa prática. Porém, o que muitos não se dão conta
é que a utilização de e-mail, mídias sociais ou mensagens instantâneas para difamar pessoas também está ocorrendo no ambiente corporativo.
Para
ilustrar esse cenário, a AVG Technologies, fabricante de software de
segurança para computadores e dispositivos móveis, realizou uma pesquisa
com 500 pessoas em todo o território nacional. O resultado é
surpreendente, pois aponta que 30% dos brasileiros já sofreram algum
tipo de cyberbullying nas empresas onde trabalham.
A maioria
(76%) dos brasileiros considera cyberbullying o envio de comentários
desagradáveis ou difamatórios sobre ou para um colega usando qualquer
tipo de comunicação digital. A maioria das pessoas (25%) também acredita
que as mídias sociais prejudicam a privacidade no ambiente de trabalho e
70% delas se sentem constrangidas em não aceitar solicitações de
amizade de colegas de trabalho a contra gosto. "Até nós, profissionais
da segurança online, ficamos surpresos com estes resultados", afirma o
diretor de Marketing da AVG Brasil e colunista do Canaltech, Mariano
Sumrell.
Quanto às atitudes em caso de cyberbullying, 58% dos
entrevistados entrariam em contato com algum superior, como chefe,
gerente ou área de recursos humanos, inclusive se as ofensas viessem de
um superior. "O estudo é um alerta para as empresas, que precisam adotar
urgentemente políticas de uso da internet,
orientar os funcionários sobre boas práticas nas redes sociais e
promover discussões abertas com seus colaboradores sobre ética nas
comunicações online", declarou Mariano.
Mas este não é o primeiro
estudo que aponta o crescimento desse tipo de prática entre adultos em
ambientes corporativos. No ano passado, pesquisadores de duas
universidades britânicas descobriram
que o cyberbullying ocorre na mesma frequência que o bullying
tradicional nas escolas, o que leva 14% a 20% dos jovens estudantes a se
sentirem ameaçados pelo menos uma vez por semana.
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