A América Latina é uma região bastante relevante para o crescimento
do Facebook, com seus atuais 250 milhões de usuários ativos por mês.
"Minha missão agora é escalar a operação para outros países, além de
Brasil, México e Argentina, onde já temos operações locais", afirma
Alexandre Hohagen, vice-presidente da companhia para a América Latina,
durante evento com jornalistas em São Paulo. Já no ano que vem a rede
social prepara a abertura de escritório próprio na Colômbia, país onde o
mercado de publicidade online já justifica uma operação separada da
tocada pelo escritório de Miami.
O escritório da Colômbia será o quinto da rede social para a região,
que já conta com escritórios em Miami, Brasil, México e Argentina. A
operação no Brasil é uma das que mais cresce no mundo, representando
hoje 30% do volume de usuários na América Latina ( 76 milhões, 47
milhões deles acessando a plataforma diariamente). As operações no
Brasil serão cada vez mais tocadas pelo diretor geral, Leonardo Tristão,
à frente de uma equipe de 65 pessoas. Sua missão em 2014 será mostrar o
poder da plataforma para a geração de negócios e de vendas, provendo
produtos e serviços para empresas investirem na construção e fidelização
de marcas.
"Nossa operação em 2014 será focada em três pilares: negócios,
segunda tela e desenvolvimento de talentos para suportar as áreas de
negócios", afirma Tristão. A expansão dos negócios focará muito nas
pequenas e médias empresas. As operações de segunda tela começam como
uma resposta da rede social à demanda dos anunciantes para campanhas
veiculadas na Copa de 2014. E o desenvolvimento de talentos contará com
um programa de expansão de vagas de trabalho. Hoje, o Facebook no Brasil
tem 20 posições em aberto e a ideia é contratar mais funcionários no
ano que vem.
Na área de publicidade, é possível esperar a expansão do negócio de
publicidade móvel para os feature phones, plataforma que tem contribuído
para o crescimento expressivo do número de usuários mobile e onde a
exposição de anúncios aida é experimental. "As parcerias com as
operadoras foram um sucesso e vão continuar. Muita gente que não usava o
Facebook passou a usar através dos feature phones", diz Hohagen.
Nesta quarta-feira, 11/9, as ações do Facebook atingiram a máxima de US$
45, o valor mais alto desde a abertura de capital da companhia,
impulsionadas pelos resultados obtidos com a mobilidade. O caminho para
explorar a publicidade móvel é o feed de notícias.
Segunda tela
A intenção do Facebook é fomentar cada vez mais a conversa entre as marcas e os usuários da rede social. A ideia é dar maior visibilidade para as conversas em tempo real que já acontecem na rede social. E prover ferramental para que as marcas possam obter métricas sobre essa interação. "A gente pretende dar para alguns grupos de mídia a oportunidade de monitorar os temas que estão sendos discutidos na plataforma, em real time, agregando informações demográficas, protegendo sempre a privacidade do usuário", explica Tristão.
Como a concorrente, Twitter, o Facebook quer que as marcas possam
usar a rede social para permitir que campanhas publicitárias que começam
na TV possam continuar online, impactando os usuários no bar, no
estádio, na casa dos amigos. E tenham a possibilidade de medir o
impacto da segmentação dessas campanhas e promover correções de rumo se
houver necessidade.
Via: idgnow
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