A Cisco Systems anunciou hoje um "reequilíbrio" de seus negócios com a
eliminação de 4 mil postos de trabalho, o que representa 5% de seus
funcionários. A medida, no entanto, não vai atingir a recém adquirida
empresa de segurança Sourcefire, atualmente com 650 funcionários.
A empresa escreveu em carta à gestão da Sourcefire que os cortes de
pessoas anunciados na quarta-feira, 14/08, não vão afetar seus
funcionários. A carta foi divulgada em documento entregue à Comissão de
Valores Mobiliários (SEC - Securities and Exchange Commission). A Cisco
concordou em comprar a Sourcefire em julho passado pelo valor de 2,7
bilhões de dólares e espera fechar o negócio até o final deste ano.
O comunicado sobre o "aperto de cinto" foi feito pela Cisco nesta
quarta-feira durante a conference call com analistas para discutir os
resultados do seu quarto trimestre fiscal. Segundo o CEO e Chairman da
companhia, John Chambers, o movimento vai acelerar o processo de tomada
de decisões e execução na Cisco, ajudar a manter o foco da companhia nos
seus negócios-chave e lidar com as incertezas do crescimento econômico
global.
A receita da Cisco no quarto-trimestre cresceu 6%, comparada com o
ano anterior, atingindo 12,4 bilhões de dólares. O lucro também teve bom
crescimento, de 18% sobre o ano anterior, fechando em 2,3 bilhões de
dólares. Os ganhos por ação foram de 0,42 centavos, crescimento de 17%.
Mesmo assim os papéis da Cisco's na bolsa Nasdaq caíram 7% hoje,
baixando para 24,47 dólares por unidade nesta quinta-feira, depois que
Chambers sinalizou previsão de crescimento entre 3% e 5% para o
trimestre corrente, o que estaria abaixo da meta prometida por Chambers
de crescer a receita da empresa a longo prazo entre 5% a 7% por
trimestre. Chambers garante que a Cisco continua comprometida com a
meta.
A compra da Sourcefire é considerada como peça importante nessa
estratégia de renovar o foco a partir de uma lista reduzida de
prioridades, que inclui segurança, infraestrutura de cloud e datacenter,
software, serviços e vídeo. A Sourcefire oferece tecnologia open-source
para identificação e prevenção de invasores que a Cisco quer incluir em
sua arquitetura de segurança a ser entregue via redes.
Via: IDGNow
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