A Microsoft está unindo analistas de softwares maliciosos com
especialistas em fraude publicitária online, em um esforço para impedir a
atuação de cliques falsos na web - golpe em que os anunciantes pagam
por cliques sem valor.
A Microsoft Malware Protection Center (MMPC) irá trabalhar com a equipe forense de anúncios online do Bing, escreveu o desenvolvedor de software da MMPC, Nikola Livic.
A Microsoft Malware Protection Center (MMPC) irá trabalhar com a equipe forense de anúncios online do Bing, escreveu o desenvolvedor de software da MMPC, Nikola Livic.
Conjuntos de dados sobre malwares serão relacionados a cliques em
publicidade, com o intuito de detectar comportamentos potencialmente
fraudulentos, escreveu o desenvolvedor. "Estamos tomando dois domínios
relativamente díspares de conhecimento e ferramenta - malware e
publicidade online - e iremos criar sistemas de prevenção e processos
para identificar uma cadeia inteira de responsáveis por cliques
fraudulentos", escreveu Livic. "Dessa forma, evitaremos o fluxo de
dinheiro ilícito do adCenter".
A Microsoft citou estatísticas da NSS Labs, uma companhia que avalia e
testa sistemas de segurança, que mostram que 60% a 70% dos softwares
maliciosos foram projetados para, de alguma forma, produzir links
falsos. "Até o momento identificamos três famílias de softwares
maliciosos que trouxeram ganhos aos responsáveis pelo clique falso",
disse Livic.
Golpes de cliques fraudulentos atingem anunciantes que pagam pelos
cliques que não dão qualquer retorno. Esse tipo de golpe também é uma
área delicada para as redes de publicidade, que podem se beneficiar
financeiramente de mais cliques, mas podem perder o negócio se as
fraudes aumentarem.
A Microsoft citou algumas estatísticas surpreendentemente altas para
basear a sua afirmação de que cliques fraudulentos são um "buraco" no
mercado de publicidade online, que levou 32 bilhões de dólares no ano
passado. A gigante coletou os dados a partir de um trabalho de pesquisa apresentado em agosto na conferência ACM Special Interest Group on Data Communication, que ocorreu em Helsinque, na Finlândia.
O artigo, escrito por dois pesquisadores que trabalham para a
Microsoft Research e um da Universidade do Texas, procurou estimar
cliques fraudulentos, medindo o número de usuários que clicaram em um
anúncio versus aqueles que acabaram no site do anunciante por
algum motivo. Eles estudaram 10 redes de anúncios, incluindo aqueles de
grandes companhias como Google, Microsoft e Facebook. Nenhuma dessas
empresas liberou detalhes sobre a fraude do clique em suas redes para
serem usados pelos pesquisadores.
Ainda restam muitas incógnitas que dificultam a medição de cliques
falsos, escreveram os pesquisadores. As redes de anúncios não sabem a
taxa de falso negativo em seus sistemas de detecção, ou quando um clique
falso não é detectado, o que resulta em uma subestimação desse tipo de
golpe.
Companhias de terceiros de análises também não permitem que seus
sistemas sejam verificados, o que faz com que redes de propaganda
afirmem que eles superestimam os cliques fraudulentos, de acordo com o
estudo.
Os pesquisadores disseram ter encontrado "provas irrefutáveis de
comportamento duvidoso em cerca de metade dos cliques em anúncios
provenientes de sites de pesquisas e um terço dos cliques em anúncios
para dispositivos móveis". No geral, cerca de 22% dos cliques em
anúncios eram falsos, escreveu Livic.
Via: IDG Now
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