Foi lançado nesta semana o kernel Linux 3.7. Entre uma série de atualizações, correções e novidades menores, uma chama bastante a atenção: o suporte a vários processadores ARM num mesmo kernel.
Na prática o kernel para ARM poderá ser inicializado em diversas placas/processadores diferentes. Não todos, é verdade, já que a plataforma ARM é muito fragmentada - há inúmeras variações dos projetos licenciados.
A mudança torna o Linux para ARM um pouco mais próximo do x86, e deve facilitar, no futuro, o boot de Linux em ARM numa maior gama de dispositivos.
Atualmente as distros compiladas para ARM são específicas para determinado grupo de processadores. É difícil fazer uma imagem do sistema projetada para uma placa incializar em outra. Até por isso em sistemas como o Raspberry Pi é necessário usar uma imagem previamente preparada para o mesmo, em vez de simplesmente iniciar um live-usb ou cartão com um kernel ARM genérico.
Por enquanto a maioria dos chips suportados são voltados ao mercado corporativo, como produtos da Calxeda, Marvell, Altera e Picohip. Nas próximas semanas versões para algumas placas de desenvolvimento serão incorporadas ao kernel.
Deve levar um tempo considerável ainda para que um kernel Linux ARM genérico possa ser inicializado em smartphones e tablets. Apesar de usarem processadores ARM, boa parte destes produtos têm diversas restrições, sejam artificiais ou técnicas.
Via: Hardware
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