Com o Windows 8 a Microsoft está simplificando os termos de licença, o
famoso EULA - End User License Agreement. Além dos termos formais (que
quase ninguém lê) o contrato exibirá uma FAQ bem mais amigável. Pelo
menos é o que está sendo observado nas versões atuais, já finalizadas
mas ainda não necessariamente empacotadas para o varejo.
Os principais pontos
incluem o direito a virtualização ou instalação numa partição real de
um computador que o usuário estiver montando, caso licencie no modo Personal Use License for System Builder.
Esta é uma licença que será vendida diretamente aos consumidores
finais, supostamente (muitos esperam) por um preço menor do que as
tradicionais cópias em caixinha até o Windows 7. Ela servirá basicamente
para quem compra o Windows na caixa ou via download, sem ser upgrade
nem junto com uma máquina nova.
Ela é similar à edição OEM, entregue a fabricantes de computadores,
notebooks e tablets. A diferença é que o controle da instalação é
passado diretamente ao consumidor. Na prática não mudará muita coisa, a
alteração se dá mais nos termos - e alguns dizem que também haverá uma
redução no preço perto das versões anteriores.
A FAQ deixa clara a distinção entre compra/venda e licenciamento. O
Windows não é "vendido"; é "licenciado", ou seja, a fabricante garante o
direito de uso mediante pagamento - mas você não pode fazer o que
quiser com o software, mesmo tendo pago. Esse é um conceito bastante
claro para quem lida com a área de software/hardware, mas nada intuitivo
para os consumidores leigos e profissionais de outras áreas - boa parte
do público do Windows.
Além da Personal Use License for System Builder outras duas edições comuns são a OEM e a versão de upgrade (oferecida com um grande desconto nos primeiros meses). Segundo fontes do The Verge
a versão de upgrade custará US$99,99 após 30 de janeiro, quando acabar a
promoção de upgrade por US$39,99 (lembrando que o de US$ 15 é para PCs
novos com o Windows 7, enquanto o de US$ 40 vale para clientes com XP,
Vista ou 7).
Tradicionalmente a edição OEM deve vir junto com um computador ou
notebook, mas não é difícil encontrá-la à venda individualmente por um
preço mais baixo do que a versão "full" - inclusive em lojas e sites
nacionais! A troca da antiga licença Full Packaged Product (FPP) pela
System Builder parece facilitar esse ponto, entregando praticamente uma
edição OEM para os "montadores de computadores" - como muitos aqui, que
compram a placa mãe, processador e os demais componentes e montam uma
máquina personalizada por conta própria.
Ter uma FAQ no EULA é um bom sinal: finalmente a MS percebeu que
muita gente simplesmente não dava atenção ou não entendia aquelas várias
páginas de texto. Bom, vendo pelo hábito da maioria das pessoas,
provavelmente o novo EULA continuará sendo ignorado :P
As medidas anti-pirataria do Windows 8 foram reforçadas, embora já
aleguem ter crackeado o sistema pouco depois de vazar o RTM. O Windows 8
não vai deixar trocar o tema do ambiente enquanto não for ativado, além
de manter uma marca d'água na tela mais irritante do que a do Windows
7. Diversas configurações de personalização do estilo Metro ficarão
bloqueadas (ops, do novo estilo... é difícil deixar de usar o nome
'Metro' :P).
Para aqueles que querem experimentar o Windows 8 sem precisar comprá-lo nem apelar para fontes não oficiais, há um trial da versão final da edição Enterprise disponível para download. Ele funcionará por 90 dias mas é exclusivo para testes, não permitirá fazer uma atualização depois.
Via: Hardware
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